InícioDestaqueNetflix é PROCESSADA por ex-executiva de relações trabalhistas por discriminação e assédio

Netflix é PROCESSADA por ex-executiva de relações trabalhistas por discriminação e assédio


A gigante do streaming Netflix enfrenta uma nova batalha judicial. A ex-advogada trabalhista Nhu-y Phan entrou com um processo contra a empresa nesta segunda-feira (21), alegando ter sido demitida injustamente após denunciar casos de discriminação racial e assédio sexual dentro da companhia.

Contratada em 2021 com um salário anual de US$ 400 mil, Phan havia construído uma carreira sólida em sindicatos importantes como o Directors Guild of America (DGA) e o IATSE Local 600. Segundo o processo, ela foi demitida três anos depois, em meio a um ambiente que descreve como tóxico e discriminatório.

“Ms. Phan foi devastada econômica e emocionalmente por sua demissão injusta”, diz a petição. “Antes uma profissional altamente remunerada e com reputação impecável, agora enfrenta grandes dificuldades para encontrar uma posição equivalente. O estresse e a humilhação da demissão, a perda de renda e a reputação abalada foram profundos.”



Phan afirma que, durante seu tempo na Netflix, ela e outras mulheres não brancas foram sistematicamente preteridas em favor de homens brancos em condições semelhantes. Um dos alvos das reclamações foi seu então supervisor Ted Sinclair, acusado de “microagressões e microgerenciamento” — condutas que ela levou ao conhecimento do RH.

Mesmo após ser realocada a outro gestor, a ex-executiva afirma que continuou sendo excluída de projetos estratégicos, como a equipe de negociação com o DGA — ironicamente, um setor onde ela tinha experiência e boa relação com os principais executivos do sindicato. Sinclair, por sua vez, foi promovido.

Phan também relatou ao RH que seu novo supervisor teria assediado uma colega de trabalho, ao convidá-la repetidamente para encontros pessoais, incluindo jantares e drinks no restaurante Nobu.

Em junho de 2024, Phan recebeu um relatório de feedback “360°” sugerindo melhorias em sua comunicação. Poucos meses depois, durante uma reestruturação do departamento, foi desligada por supostos “problemas de desempenho”, segundo consta no processo.

A Netflix se manifestou por meio de um porta-voz:
“Essas alegações não têm mérito e pretendemos nos defender vigorosamente.”

O caso agora segue na justiça, trazendo à tona, mais uma vez, discussões sobre equidade, cultura organizacional e os limites da meritocracia no Vale do Silício.

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