segunda-feira, janeiro 5, 2026

NOSTALGIA! 10 grandes álbuns que completam 10 anos em 2026

DestaqueNOSTALGIA! 10 grandes álbuns que completam 10 anos em 2026

2026 já se iniciou e, como é de costume aqui no CinePOP, está na hora de mergulhar no túnel do tempo e celebrar as produções fonográficas e audiovisuais que fazem bodas este ano.

E, se voltarmos uma década no passado, podemos nos recordar de um dos maiores anos do cenário musical – que contou com a magnum opus de BeyoncéLemonade, bem como as investidas do country promovidas por Lady Gaga no subestimado Joanne e o último álbum do saudoso David BowieBlackstar.



Pensando nisso, preparamos uma lista separando dez populares álbuns que completam dez anos em 2026.

Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual o seu favorito:

HERE, Alicia Keys

Dona de hits atemporais como “Fallin'”“Girl on Fire”Alicia Keys é uma das artistas mais completas das últimas décadas e, em 2016, se reencontrou com um estupendo amadurecimento com seu sexto álbum de estúdio, HERE. Demorando nada menos que quatro anos para lançá-lo, a artista comentou em entrevistas promocionais que nunca havia criado músicas de uma forma tão rápida – acompanhando o próprio fluxo criativo ao passo dos crescentes movimentos em defesa das vidas negras nos Estados Unidos e da luta para celebrar a importância da cultura afroamericana. E, enquanto ela nunca experimentou algo assim, o público também não – o que explica nosso imediato envolvimento com uma jornada majestosa traduzida em dezoito faixas.

MY WOMAN, Angel Olsen

Angel Olsen pode ser um nome pouco conhecido, mas seu retorno ao mundo da música há dez anos não passou despercebido por seus fãs e pela crítica. Entregando um dos álbuns mais aclamados de 2016, MY WOMAN, o terceiro compilado da cantora e compositora, mergulhou de cabeça em uma coesa e profunda narrativa que explorou dor, complacência e esperança em uma vibrante mixórdia de gêneros – e que contou com os singles “Intern”“Shut Up Kiss Me”“Sister”.

LEMONADE, Beyoncé

Beyoncé tornou-se bastante conhecida no final da década de 1990 ao integrar o grupo conhecido como Destiny’s Child – mas não seria até 2016 que Beyoncé entregaria a seus fãs e ao público de todo o mundo o melhor álbum de sua carreira: Lemonade, cuja construção, desde sua pré-produção até a chegada nos serviços de streamings, louva a cultura negra e o empoderamento feminino de forma impecavelmente envolvente e numa fusão de diversos gêneros musicais que o transformou em um lançamento necessário e memorável para anos a fio, reiterando seu importante status cultural no cenário do entretenimento.

24K MAGIC, Bruno Mars

Bruno Mars é um dos artistas mais populares da atualidade – e seu sucesso já data de um bom tempo. Em 2016, o artista resolveu investir esforços em uma mistura de R&Bnew jack swingfunkpop que ganhou o título de 24K Magic e que imediatamente se transformou em um sucesso comercial e crítico. Contando com nada menos que cinco singles promocionais, incluindo a faixa-título e a popular “Versace on the Floor”, o álbum rendeu ao cantor e compositor inúmeros prêmios, incluindo as estatuetas de Álbum do AnoMúsica do AnoGravação do Ano no Grammy Awards 2017.

BLACKSTAR, David Bowie

O legado de David Bowie permanece imortal mesmo dez anos depois de seu falecimento, continuando a influenciar gerações de artistas através de uma artística expressividade que jamais será apagada. E, em 2016, o cantor e compositor lançava seu 26º e último álbum de estúdio, Blackstar. Considerada uma das melhores entradas de sua prolífica discografia, a produção foi feita em segredo em Nova York e conquistou o público por sua construção memorialística e testamentária. Na cerimônia do Grammy, o álbum levou para casa cinco merecidas estatuetas.

BLONDE, Frank Ocean

Os anos 2010 deram espaço para diversos artistas que ainda não tinham encontrado sua chance no mainstream, incluindo Frank Ocean. Há dez anos, o musicista lançava o aclamado Blonde, encontrando recepção sólida e que o colocaria no centro dos holofotes. Adornada com diversas colaborações, a produção experimental funciona como um mergulho em conceitos abstratos, afastando-se de suas incursões anteriores. Além de contar com uma produção minimalista, a obra lida com temas importantes, como masculinidade e emoções, inspirados por suas experiências sexuais, românticas e traumáticas .

JOANNE, Lady Gaga

Joanne pode ser subestimado pelos fãs, mas trouxe um lado da titânica musicista Lady Gaga que ainda não tínhamos visto. Depois de um conturbado período que insurgiu com ‘ARTPOP’ três anos antes, a artista encontrou sua voz e construiu diversas declarações intimistas para sua família e para si mesma, tirando um tempo para reflexões poderosas que resultaram em incríveis baladas – como a faixa homônima, que lhe garantiu um merecido gramofone dourado e ajudou a cimentar sua camaleônica identidade, e o single “Million Reasons”, que se tornou uma das mais consumidas do catálogo da nossa Mother Monster.

A MOON SHAPED POOL, Radiohead

Os inveterados fãs de rock certamente não são estranhos ao impacto e à popularidade da banda inglesa Radiohead, que fez uma gloriosa estreia em 1993 e permaneceu à frente do teste do tempo com produções irretocáveis. Há uma década, o grupo reinventava a si próprio com A Moon Shaped Pool, seu nono álbum de estúdio que imediatamente tornou-se um dos queridinhos dos ouvintes e da crítica especializada, não apenas pela densidade temática, mas pelas cautelosas escolhas estilísticas que trouxeram elementos do art rock, do folk e do baroque pop em um sublime corpo musical.

ANTI, Rihanna

É duro imaginar que já faz uma década desde que Rihanna não retorna com um compilado de originais ao mundo da música – mas sua aparente “despedida” do circuito fonográfico deu-se com um dos melhores álbuns do século.ANTI recebeu inúmeros elogios da crítica e do público ao mostrar um novo lado de sua carreira, tendo entrado para várias listas de fim de ano e até mesmo da história. Contando com inúmeras músicas icônicas, incluindo “Work”“Needed Me”“Love on the Brain”, a produção é nostálgica, retumbante, narcótica e mais tantos ótimos adjetivos que consiga pensar – motivo pelo qual não poderia deixar de ser lembrado na nossa lista.

A SEAT AT THE TABLE, Solange

Como já mencionado, a década passada permitiu que artistas pertencentes ao cenário independente tivessem a chance de brilhar e de angariar legiões de fãs com produções incríveis – e esse foi o caso de Solange. Em 2016, a musicista lançou seu terceiro álbum de estúdio, A Seat at the Table, que abriu as portas para diversas colaborações – incluindo Kelly RowlandThe-DreamLil Wayne -, além de ter alcançando sucesso considerável de vendas. Aclamado pelos críticos, a produção foi elogiada pelo potente liricismo, pela exaltação do neo-funk, do disco e do R&B, e foi consagrada como um dos Melhores Álbuns de Todos os Tempos pela revista Rolling Stone.

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Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.
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