O cineasta Ridley Scott, conhecido por dirigir clássicos como ‘Alien’ e ‘Gladiador’, revelou recentemente que recusou um cachê de 20 milhões de dólares para dirigir ‘O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas’.
Segundo o site Deadline, Scott explicou que, na época, acreditava que acabaria “estragando tudo” ao tentar transformar o filme em algo mais realista do que o necessário.
“Tenho orgulho disso. Recusei um cachê de 20 milhões. Veja, eu não sou comprado, cara”, disse o diretor. “Alguém me disse: ‘Pergunte quanto o Arnie [Arnold Schwarzenegger] ganha’. E eu pensei: ‘Vou testar’. Então disse: ‘Quero o que o Arnie ganha’. Quando eles disseram sim, pensei: ‘P*&%a merda’. Mas eu simplesmente não consegui fazer. Não é a minha praia”.
Scott ainda comparou o projeto a outro ícone do cinema comercial: “É como fazer um filme do 007. A essência de um Bond é diversão e exagero. Exterminador é puro gibi. E eu tentaria tornar tudo real demais. É por isso que nunca me chamaram para dirigir um Bond, porque eu provavelmente estragaria tudo”.

A franquia ‘O Exterminador do Futuro’ está em hiato desde 2019, quando ‘O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio’ não conseguiu agradar nem os fãs nem o elenco.
Segundo o ComicBook, James Cameron revelou recentemente sua incerteza sobre como direcionar a trama:
“Estou num ponto agora em que tenho muita dificuldade em escrever ficção científica”, disse ele. “Estou encarregado de escrever uma nova história para O Exterminador, mas não consegui avançar muito, porque não sei o que dizer que não vá ser superado por eventos reais”.
O diretor também refletiu sobre a complexidade da era atual: “Estamos vivendo em uma era de ficção científica, e a única saída é seguir em frente, usando nossa inteligência, nossa curiosidade, nosso domínio da tecnologia, mas também compreendendo, de verdade, as duras probabilidades que enfrentamos”.

