‘Xamã: O Exorcista Pagão‘ (2025), dirigido por Antonio Negret e escrito por seu irmão Daniel Negret, estreou ontem no catálogo da HBO Max e já figura em PRIMEIRO LUGAR entre os filmes mais vistos do streaming.
Ambientado nas montanhas e vilarejos remotos do Equador, o longa prometia renovar a fórmula de filmes de possessão ao misturar o folclore indígena andino com a tradicional batalha entre o bem e o mal. Porém, para muitos críticos e espectadores, a simples mudança de cenário não foi suficiente para superar um roteiro que transita entre o comum e o subaproveitado.
No Rotten Tomatoes, o filme conquistou 64% de aprovação dos críticos com base em 22 críticas, enquanto no Popcornmeter (votos do público) está acima de 80%, indicando uma disparidade entre críticos e audiência mais casual.
Confira, com o trailer:

A história acompanha Candice (Sara Canning) e Joel (Daniel Gillies), um casal de missionários cristãos que vive no interior do Equador com seu filho adolescente, Elliot (Jett Klyne), onde tentam converter a população local ao cristianismo sob o pretexto de caridade. Tudo muda quando Elliot, desobedecendo advertências de crianças indígenas, entra em uma caverna proibida e volta portando um artefato antigo — e com ele, uma presença maligna ancestral ligada ao espírito do Supay, considerado o Deus da Morte pela cultura local.
Quando o adolescente começa a manifestar sintomas clássicos de possessão — vômitos, convulsões e comportamento errático — Candice imediatamente culpa o xamã local (Humberto Morales) e acha que a solução está em um exorcismo tradicional. O conflito cresce então entre a fé católica intransigente da protagonista, reforçada pelo Padre Meyer (Alejandro Fajardo), e as tradições espirituais ancestrais que a comunidade indígena tenta proteger e explicar.
Mais do que um filme de terror sobrenatural, ‘Xamã: O Exorcista Pagão‘ tenta explorar temas sociais e culturais difíceis, como a mentalidade colonialista dos missionários estrangeiros, a arrogância de impor uma única visão religiosa e o encontro (e choque) com crenças que antecedem o cristianismo na região. Essa crítica subjacente foi destacada por algumas análises como o ponto mais interessante do filme, embora sua execução tenha sido considerada desigual.
Enquanto alguns espectadores elogiam a atmosfera e a cinematografia, colocando em foco paisagens e ambientações autênticas, outros apontam que o roteiro se apoia demais em clichês de possessão e jump scares, deixando a reflexão cultural em segundo plano.


