Trazendo filmes novíssimos de realizadores e artistas famosos do universo do cinema mundial, o Festival de Cinema Francês do Brasil consolida-se a cada ano que passa, agora com um novo nome, como um dos eventos cinematográficos mais importantes a chegar ao país. Um desses artistas presentes na programação deste ano é o veterano cineasta francês Michel Gondry.
Dos videoclipes até o mundo mágico do cinema, a carreira de Gondry na sétima arte decolou anos atrás, mas antes disso ele já era um renomado diretor de clipes de grandes nomes da música, como Paul McCartney e Bjork. A virada na carreira veio há cerca de duas décadas, quando esse criativo realizador, neto do engenheiro e inventor Constant Martin – conhecido por criar um aparelho eletrônico eficiente antes mesmo da existência dos sintetizadores – presenteou os cinéfilos do mundo inteiro com a obra-prima protagonizada por Kate Winslet e Jim Carrey, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, que lhe rendeu o Oscar de Melhor roteiro no ano de seu lançamento.
Depois vieram ‘Rebobine, Por favor’, Sonhando Acordado, A Espuma dos Dias e uma série de curtas-metragens que foram consolidando uma filmografia de respeito, criando histórias deliciosas e sem esquecer das reflexões que todo bom roteiro deve provocar nos espectadores.
Seu novo trabalho, o média-metragem Maya, Me Dê um Título, selecionado para o Festival de Cinema Francês do Brasil, explora uma técnica específica de animação com enorme criatividade, construindo uma narrativa delicadamente construída que insere histórias dentro de histórias a partir da relação de um pai cineasta e a saudade da filha.
A trama é muito bem bolada. Por conta da distância, um diretor de cinema resolve criar uma dinâmica com a filha, Maya: pedindo a ela que envie ideias para curtas-metragens de animação nos quais ela será a personagem principal. Ao longo do tempo, de um inusitado terremoto a criação de um avião-pássaro, passando por situações em que ela diminui tamanho, ou se torna uma sereia, ou mesmo em um oceano destruído por ketchup chegando nas incertezas da pandemia, um alegre e contagiante vínculo é criado.

Nessa forma contagiante de aproximar a família ao rico universo da sétima arte da qual faz parte, Gondry mais uma vez brinda os cinéfilos transformando em poesia seu amor por tudo que o cerca. (leia a crítica completa do filme aqui)
O Cinepop está fazendo a cobertura do Festival de Cinema Francês do Brasil, não deixem de conferir todas nossas matérias no site e pelas redes sociais.


