Com o retorno da franquia Pânico aos holofotes, muitos fãs têm debatido sobre os caminhos criativos que a saga poderia seguir. Um dos conceitos mais intrigantes seria um final de Pânico 7 que não revelasse todos os Ghostfaces — uma jogada ousada que manteria o mistério vivo e prepararia terreno para o próximo capítulo. Curiosamente, essa ideia não é nova: o roteirista Kevin Williamson já havia pensado em algo semelhante para o final original de Pânico 4.
O final alternativo de Pânico 4 que nunca vimos
No roteiro inicial de Williamson, Pânico 4 terminaria de maneira muito diferente do que foi exibido nos cinemas. Jill Roberts (Emma Roberts) conseguiria se safar dos assassinatos e sair como a única sobrevivente do massacre, aclamada como heroína — sem que ninguém soubesse que ela era, na verdade, a assassina por trás da máscara.
O plano do roteirista era continuar a história em Pânico 5 com Jill vivendo normalmente, enquanto Sidney Prescott, que teria sobrevivido mas perdido parte da memória, assumiria uma nova vida como professora universitária. Aos poucos, flashes e traumas fariam Sidney lembrar da verdade — e assim começaria uma nova trilogia.
Infelizmente, após divergências criativas e a saída de Williamson da produção, esse arco foi descartado. O estúdio optou por um final mais tradicional, em que Jill é desmascarada e morta, encerrando seu possível retorno.
E se Pânico 7 fizesse o mesmo?

Pânico 7 poderia resgatar essa abordagem, subvertendo as expectativas e encerrando o filme com um mistério em aberto — sem revelar um dos Ghostfaces. Seria uma reviravolta rara em uma franquia marcada por finais que sempre expõem os assassinos em monólogos sangrentos.
Manter um Ghostface desconhecido até o próximo filme criaria uma tensão inédita: o público e os personagens ficariam constantemente desconfiados de todos, e o suspense se estenderia para além de um único longa.
Imagina ainda se esse Ghostface fosse alguém do passado, como diz no trailer: “Você escolheu uma cidade para viver parecida com a que crescemos juntos”. Mais um irmão depois do Roman seria um exagero, mas quem sabe o Stu Macher realmente está vivo? Ou então finalmente descobrirmos os laços de Sidney com a mãe das irmãs Carpenter, afinal elas dividiram o mesmo namorado psicopata. Não seria genial?
Além disso, essa estratégia permitiria um desenvolvimento mais profundo dos personagens e um tom mais sombrio e psicológico. Seria uma forma de homenagear as ideias originais de Williamson, enquanto renovaria a estrutura narrativa da franquia — algo que Pânico 7 precisa para continuar relevante.
Dêem o foco para a Gale
Em sua nova trilogia, Kevin Williamson sempre teve apreço pelo casal formado por Gale e Dewey, e imaginava que ‘Pânico 6’ seria um filme que explorasse o relacionamento dos dois fora do contexto tradicional da saga — algo mais intimista, mas ainda dentro do gênero do terror e da metalinguagem que caracterizam Pânico. Está na hora de Gale também ter seu holofote, afinal, ela quem iniciou toda a franquia ao publicar seus livros.
Um legado de reinvenção
Desde 1996, Pânico é conhecido por brincar com as regras do terror. Talvez o próximo passo natural seja justamente quebrar uma das maiores: a necessidade de sempre revelar quem está por trás da máscara. Se Kevin Williamson quase conseguiu fazer isso em Pânico 4, talvez seja hora de a franquia finalmente ter coragem de seguir por esse caminho — e deixar o público em suspense por mais um filme.
O sétimo filme chega dia 26 de Fevereiro de 2026 nos cinemas.
