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Os 14 MELHORES Filmes de Terror de 2024





Ano após ano, o cinema é bombardeado por produções de terror que, muitas vezes, se valem de fórmulas cansativas ou de narrativas previsíveis que não entregam nada de novo ao gênero.

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Entretanto, 2024 se mostrou um ano interessante para o gênero terror ao entregar atrações bastante sólidas e que conquistaram o público e a crítica – como A Primeira ProfeciaA Substância, para citar alguns.

Pensando nisso, preparamos uma breve lista elencando os 14 MELHORES filmes de terror do ano.

Confira abaixo as nossas escolhas:

14. ENTREVISTA COM O DEMÔNIO

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Entrevista com o Demônioé estrelado por ninguém menos que David Dastmalchian em um de seus melhores papéis.

A princípio, é preciso afirmar que o projeto é um dos mais metadiegéticos da década e aposta fichas em uma convergência entre programa de entrevistas e found-footage que explica a curta duração da obra. A trama acompanha um apresentador de talk show chamado Jack Delroy (Dastmalchian), que uniu seu desejo pela fama e pelo sucesso crítico e comercial ao estrelar o programa Night Owls with Jack Delroy. Caindo imediatamente no gosto dos espectadores e da crítica e, em pouco tempo, tornando-se um dos nomes mais conhecidos da televisão da década de 1970, Jack percebe que ainda tem trabalho ao fazer para superar seu colega de profissão, Johnny Carson, e sagrar-se como o rei do horário nobre. E, a partir daí, a história nos transporta para uma espécie de documentário falso que é reavido e que explora um dos episódios mais controversos do entretenimento norte-americano – cujo título é emprestado do próprio longa-metragem.

Sem sombra de dúvida, conseguimos aproveitar os dois primeiros atos da obra, navegando por reflexões sagazes e instigantes – porém, isso não muda o fato de que o final poderia ter sido muito mais bem estruturada.

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13. IMACULADA

Imaculada reúne a experiência de déjà-vu à catarse sanguinária com a atriz do momento Sydney Sweeney (Todos Menos Você). Não é um exagero dizer que a atriz norte-americana de 26 anos carregou a produção nas costas, presente em cada frame do enredo, ela também é produtora e responsável por levar a ideia às telas por meio da NEON

Com uma ambientação em um convento italiano, Imaculada consegue criar uma atmosfera intrigante e ressaltar toda a mística religiosa em torno dos atos de contrição e fé. A cena inicial do longa tal como apresentação deste universo recorrente nos filmes de horror dita a regra principal da história: uma vez dentro deste convento, não se pode sair. O que motiva os espectadores a questionarem: o que existe de tão ruim atrás das barras de ferro daquele portão? 

O filme traz um final impactante que vai fazer você regurgitar a obra por dias.

12. TERRIFIER 3

terrifier3 1
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Terrifier 3’ é o melhor filme da franquia, mas também o mais pesado e vai um pouco longe demais. É sensato seguir a orientação indicativa de 18 anos, pois é preciso ter grande poder de abstração para não se afetar pelo filme.

Às vezes passado do limite, ‘Terrifier 3’ é grotesco, faz rir e se solidifica como a melhor franquia de terror gore da atualidade. Um prato cheio para os fãs de terror de estômago forte.

11. MAXXXINE

Após os trágicos eventos de ‘X – A Marca da Morte’, Maxine Minx (Goth) se muda para Hollywood para alavancar sua carreira como atriz – mas se vê em uma vida que oscila entre stripper em casas noturnas e participações em filmes adultos. Todavia, após participar de uma audição para um ambicioso longa de terror dirigido pela taciturna Elizabeth Bender (Elizabeth Debicki), ela consegue o papel principal e acredita que irá deslanchar como uma das maiores estrelas do cinema. Isto é, até ela perceber que está sendo caçada por um perigoso assassino enquanto é ameaçada por um de seus comparsas, o detetive particular John Labat (Kevin Bacon). A partir daí, Maxine percebe que precisará enfrentar mais uma vez seus demônios interiores para colocar um fim nesse sangrento e inquebrável ciclo de morte.

Os pontuais problemas não têm força o bastante para ofuscar a beleza técnica, estética e narrativa que insurge com a incrível potência de MaXXXine. Seja com a sagaz beleza metadiegética do título, seja com os esforços em conjunto de cada uma das partes envolvidas na produção da obra, o terceiro capítulo da franquia ‘X’ a cimenta como uma das melhores das últimas décadas e ajuda a reafirmar o terror como arte de maneira aplaudível e consistente.

10. ABIGAIL

 Abigailse sagra como um dos títulos mais divertidos de 2024.

A trama acompanha um grupo de sequestradores que esquadrinha um plano para raptar a jovem filha de um magnata, levá-la a um casarão escondido e pedir por uma grande quantia para que ela seja entregue sã e salva. O que eles não imaginavam é que a garota, que empresta seu nome ao título do longa-metragem, é uma vampira sedenta por sangue e que irá caçá-los um por um até que não sobre ninguém. Obviamente, a história arquitetada pelos roteiristas Stephen Shields e Guy Busick é familiar a inúmeras outras que já vimos nas telonas – puxando inspirações, por exemplo, do jogo de “gato-e-rato” do recente ‘A Última Viagem do Deméter’ -, mas é a honestidade e a simplicidade com que o enredo é tratado que nos faz comprar essa insana e sangrenta viagem.

Mesmo com equívocos amadores que despontam aqui e ali, Abigail é uma bem-vinda surpresa que se mantém fiel à própria essência do começo ao fim – cumprindo com o objetivo apresentado em meio aos vários materiais promoiconais e garantindo ao público um espetáculo regado a sangue, jumpscares e sólidas atuações.

9. INFESTAÇÃO

Cena sombria com aranhas em tecido.

Infestação’ é um filme que começa com a mesma atmosfera dos filmes contemporâneos francesas que focam seu olhar nas periferias do país: em vez de protagonizado por jovens brancos, aqui o foco está em jovens pretos, descendentes de imigrantes, empobrecidos, que vivem de se virar para conseguir ter uma vida honesta. Até aí, nada de novo no rolê. A grande sacada do roteiro de Sébastien Vanicek e Florent Bernard é partir desse lugar comum para inserir o mote do cinema de gênero, colocando uma ameaça terrível que coloca a vida dos personagens constantemente em risco. Assim, o lugar comum fica só de pano de fundo, pois o interessante se torna a superação dos conflitos interpessoais em prol da sobrevivência do grupo diante de uma ameaça insuperável e que só piora.

Também diretor da produção, Sébastien Vanicek faz bom uso do orçamento limitado e grava todo o seu filme basicamente em uma locação: o prédio. O resto é produção de arte, atuação e efeitos de pós. Com o ambiente controlado, o diretor constrói ótimas cenas de terror que realmente fazem o espectador se contorcer na poltrona, seja por nojinho, seja por medo, seja por agonia. Para quem curte terror tipo os primeiros ‘Alien’, é um prato cheio.

Para coroar, ‘Infestação’ ainda traz uma ótima trilha sonora recheada de hip hop francês contemporâneo em contraposição com cenas de total silêncio que são de tirar o fôlego. Sem você perceber, o filme de terror vai fazendo a sua adrenalina subir de nervoso com as situações. Despretensioso e muito bem-feito, ‘Infestação’ tem uma proposta que dá medo, uma vez que tudo que vemos é totalmente possível de acontecer.

8. PISQUE DUAS VEZES

Zoë Kravitz faz sua estreia na direção de maneira pouco espalhafatosa, como se mais uma vez, mais um experiente ator tentasse a sorte do lado oposto da câmera. Nada de novo. Exceto que Pisque Duas Vezes não é qualquer tentativa cinematográfica de projeção e entrada no seleto grupo de excelentes diretores, existente em Hollywood. Com um olhar cirúrgico e um pulso firme para a construção de inesperados planos sequência, a filha do famoso rockstar Lenny Kravitz tem muito a dizer…e a nos ensinar.

Marcado por uma trilha sonora ensurdecedora que contribui para a atmosfera de constante estado de alerta, o thriller psicológico é uma das melhores surpresas do cinema em 2024 e foge aos padrões do que fora lançado nas telonas até o momento. Se privando da necessidade de se explicar excessivamente, Pisque Duas Vezes apenas nos toma pelas mãos na expectativa de que saibamos ler as entrelinhas.

7. LONGLEGS: VÍNCULO MORTAL  

Em ‘Longlegs: Vínculo Mortal’, a agente do FBI Lee Harker é convocada para reabrir um caso arquivado de um serial killer. Conforme desvenda pistas, Harker se vê confrontada com uma conexão pessoal inesperada com o assassino, lançando-a em uma corrida contra o tempo. Contando com nomes como Maika MonroeNicolas Cage no elenco, a narrativa é uma amálgama certeira de inúmeras subgêneros do terror, além de trazer elementos de enredos detetivescos a uma atmosfera de pura tensão – apostando em atuações aplaudíveis e uma releitura inesperada de thrillers religiosos.

6. UM LUGAR SILENCIOSO – DIA 1

Um Lugar Silencioso – Dia 1 conseguiu ser tão bom quanto o primeiro filme, ou até melhor. Ainda mais tenso e agora com Nova York como pano de fundo, ele consegue te deixar tenso do começo ao final com uma história tocante e inteligente. Sem contar no gato, que rouba a cena.

Na trama, Sam está viajando por Nova York quando os monstros chegam à Terra. Enquanto tudo rapidamente se transforma em caos, ela terá que se unir com um homem chamado Eric. Apesar de uma pequena relutância inicial, eles decidem cruzar a cidade e sobreviver juntos.

 

5. ALIEN: ROMULUS

alien romulus

Alien: Romulus’ emerge como um dos melhores títulos da saga Alien, sendo arquitetado com uma sagacidade invejável e culminando em um aprazível e satisfatório filme. Posso dizer, inclusive, que o surpreendente resultado é um sopro de ar fresco a uma série que já vinha sofrendo com um desgaste criativo há vários anos.

Um dos elementos que precisa ser explorado é a sólida direção de Fede Álvarez, que já emprestou suas habilidades para o ótimo suspense ‘O Homem nas Trevas’. Álvarez sabe como conduzir a câmera sem entregar de bandeja as reviravoltas de cada ato, permitindo que as sequências falem por si só e que elas sejam transformadas em pequenas joias artísticas – seja pela instigante fotografia, seja pelas referências que promove aos capítulos anteriores da saga.

4. SORRIA 2

Pessoa sorrindo artificialmente com ajuda das mãos.

Sorria 2 alcança um feito muito difícil – o de superar a obra original. Enquanto o capítulo de estreia dessa fortuita franquia levou um tempo a mais para se desenvolver, considerando que era necessário apresentar os elementos de uma mitologia inédita, a continuação supera as expectativas ao não se levar a sério, mas fincando-se a ideias estruturadas sobre uma base sólida e que serve de presente aos fãs de terror.

Roubando os holofotes com uma interpretação aplaudível e memorável, a atriz e cantora Naomi Scott rende-se ao melhor papel de sua carreira, ascendendo a um comprometimento de tirar o fôlego e abrindo espaço para que ela se divirta em meio a sequências perturbadoras e viscerais.

3. NÃO FALE O MAL

não fale o mal
não fale o mal

Não Fale o Mal é uma grata surpresa da Blumhouse e, de longe, um dos melhores filmes da produtora em anos – o que é dizer muito, considerando fracassos retumbantes como ‘Mergulho Noturno’ e ‘Imaginário: Brinquedo Diabólico’. Mais do que isso, a esforçada composição de uma equipe talentosa e de um elenco de ponta garantem que esse remake tenha algo para dizer além de uma mera cópia – motivo pelo qual se sagra um dos melhores filmes de suspense do ano.

Para o projeto, James Watkins, conhecido por seu trabalho em A Mulher de Preto, foi escalado como diretor e roteirista de uma versão mais comercial do longa-metragem original: na trama, uma família dos Estados Unidos está passando as férias na Itália e cruza caminho com uma outra família, criando laços de amizade que se estendem até mesmo depois que todos voltam às suas vidas. Não demora muito até que Louise (Mackenzie Davis) e Ben Dalton (Scoot McNairy), acompanhados da filha Agnes (Alix West Lefler), sejam convidados para visitar os excêntricos e divertidos Paddy (James McAvoy), Ciara (Aisling Franciosi) e Ant (Dan Hough) em sua idílica fazenda no interior da Inglaterra, para que conheçam um lado menos caótico do cenário inglês e aproveitem o ar fresco do campo. Porém, o que deveria ser um fim de semana sem preocupações logo se transforma em um pesadelo interminável e inescapável que coloca os Dalton em perigo constante.

James McAvoy entrega uma das melhores atuações da sua carreira.

2. A PRIMEIRA PROFECIA

A trama nos leva de volta ao começo dos anos 70 e acompanha uma jovem noviça estadunidense chamada Margaret Daino (Nell Tiger Free), que é convocada para trabalhar em um orfanato cristão apenas para meninas em Roma, à supervisão do Cardeal Lawrence (Bill Nighy), antes de realizar seus votos para sagrar-se freira. Quando chega lá, Margaret é recebida pela Irmã Silvia (Sônia Braga), que lhe apresenta o local e que, de alguma forma, a coloca em contato com a jovem Carlita Scianna (Nicole Sorace), uma das crianças mais velhas do orfanato e que é isolada das outras meninas por algum motivo que Margaret não consegue entender. Não demora muito até que a noviça descubra segredos que se escondem nas paredes da Abadia e que um grupo secreto dentro da Igreja Católica está tramando para lutar contra a revolução cultural que se alastra entre a geração mais jovem.

A Primeira Profecia é uma sólida entrada a uma franquia muito popular e, quiçá, a melhor iteração desde o filme clássico dirigido por Richard Donner.

É impressionante ver como um título ambicioso consegue cumprir com o prometido sem dar um passo maior que a perna – e tudo graças à competência de uma cineasta que ainda tem muito a nos contar e que faz um début aprazível e convincente.

1. A SUBSTÂNCIA  

a substância

Uma das maiores surpresas de 2024 e dos últimos anos. A entrega de Demi Moore é tanta que ela está presente de corpo e alma, desde as diversas cenas de nu frontal, como tantos outros momentos exigentes, grotescos e amedrontadores. Conhecida pelos seus papéis de mocinha em Ghost (1991) e Proposta Indecente (1993), ou de símbolo sexual em Assédio Sexual (1994) e Streaptease (1996), a atriz consegue imprimir o tom certo de desespero cômico e drama excêntrico.

Através de uma fórmula mágica e um duplo de carne e osso, A Substância realmente coloca em perspectiva audiovisual a infinita batalha das mulheres com elas mesmas para aparentarem ser mais bonitas, magras e desejáveis. Por meio do riso, da curiosidade e choque, a obra chama o espectador para reflexão e o debate de como nossa sociedade está adoecida por substância milagrosas, seja ela um botox, um lifting ou uma promessa de mudança.

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Renato Marafon
Renato Marafonhttps://cinepop.com.br
Apaixonado por cinema, filmes, TERROR, e criador do site CinePOP aos 13 anos em 1999.

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