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Os Filmes Cult de Maior SUCESSO dos Últimos Anos


O que significa um filme “cult”? Para o público geral, um filme cult é aquele que conquista um grupo apaixonado, mesmo que não seja um blockbuster ou um sucesso comercial imediato. São obras que desafiam o convencional, que têm estilo próprio, personagens marcantes e temas que ficam na cabeça – seja pelo impacto, pela estranheza ou pela originalidade.

E quais são os filmes mais cult dos últimos anos? Abaixo reunimos filmes que fizeram exatamente isso: conquistaram fãs fiéis e criaram seu próprio universo. Trazemos os filmes que mais sacudiram o cenário cult recente com estilo, ousadia e aquela pitada de loucura que só o cinema de verdade tem.

De épicos vikings a terrores sobrenaturais, de dramas familiares multiversais a pesadelos psicológicos em preto e branco, cada filme é uma experiência única, com diretores que se atrevem a experimentar, atores entregues a personagens intensos e roteiros que mexem com a cabeça. Seja na brutalidade sangrenta, na poesia sombria ou no caos delicioso, esses filmes são verdadeiros cults, obras que permanecem na memória e na paixão do público. Confira



A Substância

Mistura de body horror, sátira social e diva pop em um liquidificador. Demi Moore e Margaret Qualley dão um show de presença (e ausência de pele, às vezes), o longa virou queridinho de quem ama bizarrices elegantes. É grotesco, glamouroso e faz você repensar o conceito de juventude eterna… com náusea. Julia Ducournau não fez um filme: ela lançou um feitiço estético! Resultado? Um sucesso cult instantâneo, amado em Cannes e viral no TikTok cinéfilo.

Pobres Criaturas

Pobres Criaturas é o Frankenstein feminista que Mary Shelley teria curtido se tivesse acesso a LSD e direção de arte maximalista! Emma Stone encarna Bella Baxter com a ousadia de quem acaba de descobrir o mundo – e os prazeres carnais – com uma curiosidade científica e zero filtro social. Yorgos Lanthimos mistura crítica social, erotismo e o “vitoriano absurdo” como quem monta um teatro de marionetes demente. O resultado é uma ópera barroca sobre liberdade, reinvenção e rebeldia. Um cult instantâneo, premiado, provocador e deliciosamente esquisito.

Nosferatu

Gótico até a medula – e medula aqui não é metáfora, é jantar! Com Robert Eggers no comando, o clássico do terror ganha nova vida (ou morte) com atmosfera densa, velas tremulantes e ratos mais carismáticos que muito ator. Bill Skarsgård surge como o vampiro mais assustador desde o último vampiro assustador, enquanto Lily-Rose Depp ilumina a escuridão com angústia e beleza melancólica. É arte sombria com gosto de sangue e poesia. Um banquete visual para quem ama terror com pedigree e olhos arregalados.

Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo

É como se ‘Matrix‘, Wong Kar-Wai e um meme tivessem um filho hiperativo e existencialista. Michelle Yeoh brilha (em mil versões de si mesma) numa montanha-russa multiversal que mistura kung fu, crises familiares, dedos de salsicha e filosofia de lavanderia. Os Daniels criaram um caos controlado que faz rir, chorar e pirar – às vezes na mesma cena. É blockbuster indie, é drama absurdo, é tudo ao mesmo tempo literalmente. Um cult moderno que chutou a porta do Oscar.

O Homem do Norte

Robert Eggers de novo na lista. Afinal, não dá para ter uma lista cult sem o atual queridinho que define o título. E o cineasta entrega um épico viking suado, brutal e místico, onde Alexander Skarsgård urra, sangra e arranca cabeças com elegância ancestral. É Hamlet com machados, visões de valquírias e Björk como bruxa. Cada cena parece saída de um pesadelo nórdico pintado a óleo. Um cult musculoso que une poesia, pancadaria e paganismo em uma saga digna de Odin.

X – A Marca da Morte

Imagine se ‘Boogie Nights invadisse ‘O Massacre da Serra Elétrica com um filtro retrô e muito sangue falso. Ti West entrega um slasher com pé na lama, câmera na mão e um  cinema autoral, enquanto Mia Goth reina absoluta em dose dupla, mostrando que terror também é arte performática (e perturbadora). Sexo, vísceras e crítica à obsessão pela juventude se misturam num clima de VHS mofado e tensão crescente. É grindhouse com cérebro e muito charme macabro. Um cult instantâneo que faz gritar — de medo e aplauso.

Fale Comigo

Mistura de Ouija e Red Bull com trauma adolescente – rápido, tenso e impossível de ignorar. Os irmãos Philippou, Youtubers transformados em mestres do terror, invocaram um filme que mistura possessão, dor emocional e uma mão embalsamada mais famosa do cinema recente. Sophie Wilde segura “na mão” do filme com intensidade visceral, enquanto o roteiro martela: brincar com o além nunca acaba bem. É terror com alma (literalmente) e ritmo de clipe perturbador. Um cult moderno que faz você pensar duas vezes antes de apertar qualquer mão estranha.

O Poço

Encontro entre ‘Jogos Mortais e Bong Joon-ho numa prisão vertical onde o estômago ronca mais alto que a moral. Com metáfora social martelada a cada andar, o filme espanhol serve um banquete de tensão, desespero e canibalismo conceitual. É distopia gourmet com pitadas de Kafka e tempero de revolta. Ivan Massagué encara a fome física e existencial com olhos cada vez mais fundos. Um cult inquietante que te faz olhar torto pro elevador e repensar o sistema… e o jantar. Sucesso na Netflix do começo da pandemia.

O Farol

Desculpe a redundância, mas Robert Eggers é o diretor mais cult da atualidade. Então, que tal mais um filme dele? O diretor tranca Willem Dafoe e Robert Pattinson num farol isolado, mistura delírio, flatulência e gaivotas vingativas, e o resultado é puro cinema febril. É masculinidade tóxica destilada em querosene poético, com gritos, mitologia e insanidade subindo com a maré. Cada frame parece uma pintura enlouquecida com cheiro de peixe podre. Um cult hipnótico que ilumina (e queima) como um raio divino.

Longlegs – Vínculo Mortal

Imagine se o capeta escrevesse um episódio de ‘True Detective usando batom e sangue como tinta? Oz Perkins entrega um pesadelo elegante e sufocante, onde Nicolas Cage surge irreconhecível (e aterrorizante) como um serial killer saído direto dos recônditos do inferno. Maika Monroe é a detetive que mergulha num labirinto de símbolos, presságios e paranoia satânica. É terror investigativo com atmosfera dos anos 90 e alma do além. Um cult instantâneo que arrepia até os ossos – longos ou não.

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