Michael Bay é um caso curioso em Hollywood. Ele é um dos diretores mais detestados pela crítica, que considera que faz sempre o mesmo tipo de filme de explosão sem conteúdo. No entanto, ele é um dos produtores mais bem sucedidos no mercado e seus longas já faturaram mais de US$ 6 bilhões nos cinemas mundiais.

Aproveitando o lançamento de Esquadrão 6 na Netflix– seu primeiro trabalho no mundo do streaming -, o CinePOP resolveu relembrar toda a trajetória de Bay como diretor e ranquear suas obras da pior à melhor.

Da estreia com Os Bad Boys (1995) até Esquadrão 6 (2019) foram 24 anos por trás das câmeras e muitos filmes marcados na cabeça dos cinéfilos, embora alguns negativamente como veremos a seguir. Não deixe de fazer a sua própria lista nos nossos comentários! Também está liberado discordar da nossa!


 

14) Transformers: O Último Cavaleiro (2017)

Aproveite para assistir:

O filme que praticamente jogou uma pá de cal na franquia Transformers. A saga nunca foi sucesso de crítica, mas a verdade é que O Último Cavaleiro é uma bagunça difícil de encontrar qualidade. Mark Wahlberg e Anthony Hopkins se veem em meio a uma história bizarra que liga os robôs alienígenas à lenda do Rei Arthur, e ainda investe em artefatos perdidos e coisas do tipo. É o filme de pior avaliação de Michael Bay no site Rotten Tomatoes, contando com apenas 15% de aprovação por parte dos críticos. Nas bilheterias, a produção faturou US$ 605 milhões mundialmente.

 


13) Transformers: A Vingança dos Derrotados (2009)

Muitos diriam que Michael Bay não liga muito para o roteiro em suas obras. E Transformers: A Vingança dos Derrotados é a prova disso. O longa foi uma das poucas produções realizadas durante a greve do sindicato dos roteiristas de Hollywood, entre 2008 e 2009. Os roteiristas trabalharam por poucos meses no texto e Bay preferiu rodar algo não totalmente acabado do que interromper sua produção. O próprio diretor admitiu que não se trata de um de seus melhores trabalhos. Ainda assim, faturou US$ 836 milhões nos cinemas de todo mundo. 

 

12) Transformers: A Era da Extinção (2014)


Duas horas e 45 minutos. Essa é a insana duração do quarto filme da saga Transformers, que, na verdade, é praticamente um reboot. Após a trilogia estrelada por Shia LaBeouf, Mark Wahlberg assume o papel de protagonista. O ator vive um mecânico recluso que acaba se deparando por acaso com Optimus Prime e se vê em meio a uma disputa envolvendo o governo. Financiado na China, o filme sacrifica parte de sua trama para agradar ao público chinês. O resultado deu certo, afinal faturou US$ 1,1 bilhão nas bilheterias. 

 

11) Pearl Harbor (2001)

Uma novela em formato de cinema. Pearl Harbor é um filme de guerra com pano de fundo romântico. Mas que não funciona nem como ação, nem como romance. O que temos é uma trama aborrecida e atuações lamentáveis de Ben Affleck, Kate Beckinsale e Josh Hartnett. Michael Bay tenta repetir um pouco da fórmula que deu certo em Armageddon, mas de forma bem menos interessante. O longa conquistou o Oscar de Melhor Edição de Som e faturou US$ 449 milhões nos cinemas mundiais.


 

10) Transformers: O Lado Oculto da Lua (2011)

Após a tragédia que foi Transformers 2, o terceiro longa da saga até deu uma melhoradinha. Já sem a presença de Megan Fox, Michael Bay convoca a modelo e atriz Rosie Huntington-Whiteley para viver o novo interesse amoroso de Sam (Shia LaBeouf). Dentre os pontos positivos, temos um trabalho de voz marcante do saudoso Leonard Nimoy e uma bela sequência de abertura na lua. Ainda assim, os 154 minutos de duração são pra lá de exagerados. Faturou US$ 1,1 bilhão nas bilheterias mundiais.

 


9) 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi (2016)

Michael Bay quase sempre foi sinônimo de sucesso de bilheteria, mas também teve seus fracassos. 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi teve o pior desempenho comercial de sua carreira, faturando apenas US$ 69 milhões em todo mundo. Talvez também seja o filme mais político do cineasta. Trata-se de quase uma ode ao partido republicano. A trama envolve um grupo de seguranças particulares que defendem o consulado americano de um ataque em Bengazi, na Líbia. O caso envolveu e constrangeu publicamente a democrata Hillary Clinton. Além de culpar o governo americano pelo ocorrido, Bay reforça a figura do segurança contratado, o mercenário, que é alçado a herói.

 

8) Esquadrão 6

Após o fracasso com 13 Horas, Michael Bay teve dificuldades para financiar seu novo projeto com um grande estúdio. Foi assim que parou na Netflix. A companhia de streaming deu todo dinheiro e liberdade do mundo para o cineasta fazer o que quisesse. O resultado foi Esquadrão 6, um filme com as explosões de sempre, mas que também trazia um pano de fundo político. Superficial, Bay culpa o Estado pelos problemas do mundo e coloca sob a segurança e o futuro do planeta responsabilidade dos homens comum. Apesar dos inúmeros problemas, o longa conta com um elenco carismático, especialmente Ryan Reynolds.

 


7) Transformers (2007)

Lançado em 2007, o primeiro Transformers é de longe o melhor da franquia (sem contar o spin-off Bumblebee). Temos os furos no roteiro e a montagem caótica de sempre, mas também temos um time que funciona bem junto, Shia LaBeouf, Megan Fox, Josh Duhamel, Tyrese Gibson, John Turturro, Jon Voight e companhia. Cumpre bem a função de entreter. Nas bilheterias mundiais, faturou US$ 709 milhões e mostrou que a saga tinha um público disposto a ir ao cinema.

 

6) A Ilha (2005)

Estrelado por Ewan McGregor e Scarlett Johannson, A Ilha parece apenas mais um filme explosivo de Michael Bay em alguns momentos, mas trata-se de uma obra bem mais ambiciosa que a média do diretor. Há um pano de fundo político e social bem interessante que trata da exploração de grandes empresas e do privilégio das classes mais ricas da sociedade. A premissa não só é relevante como interessante. Por vezes, o diretor se perde em meio a cenas de explosão e perseguição, mas há algum conteúdo ali. O longa faturou US$ 162 milhões nos cinemas de todo mundo.

 

5) Os Bad Boys II (2003)

Oito anos após a estreia como diretor com Os Bad Boys, Michael Bay retornou para a continuação, contando mais uma vez com as presenças de Will Smith e Martin Lawrence. Mais ambicioso e com cenas de ação mais impactantes, o filme consegue divertir o espectador em alguns momentos. Ainda assim, é inferior ao original. Os Bad Boys II fez US$ 273 milhões nas bilheterias mundiais. O longa, no entanto, não agradou a crítica, contando apenas com 23% de aprovação no site Rotten Tomatoes. 

 

4) Armageddon (1998)

“I could stay awake just to hear you breathing…” Impossível pensar em Armageddon e não lembrar dos versos de “I Don’t Wanna Miss a Thing”, música do Aerosmith que embalou a trilha sonora do filme. A trama é clichê e absurda, mas o longa foi um verdadeiro fenômeno da cultura pop no final dos anos 90. É brega? Sem dúvida, mas divertidíssimo. Bruce Willis, Billy Bob Thornton, Ben Affleck e Liv Tyler foram o elenco principal da produção. Nenhum deles em atuações propriamente boas, mas ainda hoje é inimaginável pensar em outros nomes para os papéis.

 

3) Os Bad Boys (1995)

Estreia de Michael Bay na direção, Os Bad Boys é aquele tradicional blockbuster dos anos 90. E o diretor fez certinho na condução do projeto. Tem boas cenas de ação e uma dupla em total sintonia: Will Smith e Martin Lawrence. Orçado em apenas US$ 19 milhões, o filme faturou impressionantes US$ 141 milhões, colocando o nome de Bay no mapa de Hollywood. É um entretenimento de primeiro. E que rende frutos até hoje, uma vez que Bad Boys Para Sempre está chegando aos cinemas em 2020.

 

2) Sem Dor, Sem Glória (2013)

Sem Dor, Sem Ganho talvez seja o filme menos Michael Bay do Michael Bay. Estrelado por Mark Wahlberg e Dwayne Johnson, o longa foi relativamente barato para os padrões recentes do cineasta (US$ 26 milhões) e se preocupou mais em contar uma história do que produzir uma montagem frenética repleta de explosões. Temos algumas cenas de ação, mas também temos críticas ao chamado “sonho americano” e um elenco em perfeita sintonia, mesmo que interpretando personagens detestáveis.

 

1) A Rocha (1996)

Segundo filme dirigido por Michael Bay, A Rocha é um verdadeiro clássico dos anos 90. Nicolas Cage vive um especialista em armas químicas do FBI que busca a ajuda do único homem (Sean Connery) a escapar da prisão de Alcatraz para tentar invadir a ilha, que foi tomada por um militar terrorista (Ed Harris). A trama parece boba. E é mesmo. Mas é divertidíssima, com três atores entregando o que tem de melhor. Não por acaso, é o filme de Bay mais bem avaliado no Rotten Tomatoes, com 66% de aprovação. Faturou US$ 335 milhões nos cinemas mundiais.

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