A pandemia mudou definitivamente nossas vidas e o mundo. No aspecto pessoal, muitos familiares, amigos e colegas perderam suas vidas; e tantos outros lutaram para superar a doença. No aspecto profissional, estabelecimentos, empresas e todo tipo de comércio precisaram fechar as portas, o que fez as pessoas precisarem se reinventar pelo sustento. O home office foi a solução de muitos empregos. E como sabemos bem, o mundo das artes foi um dos que mais sofreu durante este mal que nos abateu.

Teatros, cinemas e show proibidos para evitar aglomerações. Distribuidoras de filmes e estúdios precisaram se adaptar aos novos tempos. O streaming nunca foi tão precioso para dar continuidade à sétima arte. Com essa incerteza ao redor das salas de exibições mundiais, isso afetou também sites de cinema, como o CinePOP. Nossa coluna dos Filmes Mais Esperados do Mês foi ao ar pela última vez em março de 2020, quando a pandemia estourou. É muito emocionante voltar e ler a última vez que escrevi sobre os lançamentos nas telonas há quase dois anos.

Nessa incerteza, a coluna foi desativada por todo o resto de 2020, e assim permaneceu durante o ano de 2021. É claro que ainda não podemos dizer que tudo voltou ao normal, as variantes estão aí para provar, chegando com força também no Brasil. Ainda é preciso se cuidar. Mas com as vacinas, os casos de mortes foram basicamente erradicados. Agora retomaremos nossa querida coluna, e hoje tenho o prazer de anunciar seu retorno em grande estilo – abrindo o ano de 2022. E começaremos o ano com uma das estreias mais aguardadas e um filme muito significativo para a existência deste veículo. Confira abaixo e não esqueça de se programar.

06/01

Sing 2



Janeiro, mês de férias da criançada. Nada mais perfeito para os pequenos do que o lançamento de uma grande animação nas telonas. E a responsável pela estreia é a Universal Pictures. Sing: Quem Canta Seus Males Espanta foi um enorme sucesso de 2016, que pegava carona nos programas de TV sobre aspirantes a cantores profissionais. Nesta realidade, quem solta a voz são animais antropomórficos como o gorila Johnny, a porco-espinho Ash, a elefante Meena e o porco Gunter. Agora todos estão de volta (o que inclui as vozes de Reese Witherspoon, Scarlett Johansson e Matthew McConaughey no original) para convencer um astro da música (com a voz de Bono) a se juntar a eles para um show.

King’s Man: A Origem

Aproveite para assistir:

Um dos artifícios utilizados por estúdios e produtores quando acham que sua franquia não tem mais para onde seguir, é voltar no tempo e contar a origem de tudo. Funcionou para as franquias O Senhor dos Anéis, Harry Potter e X-Men, por exemplo. E é isso que tentam aqui os realizadores da franquia Kingsman, que após dois filmes estrelados pelo mesmo elenco, voltam no tempo para mostrar os primórdios da agência secreta do serviço britânico. O único elo mantido é a direção do mesmo Matthew Vaughn. Essa espécie de derivado é um lançamento da Fox (agora nas mãos da Disney) e segue como boa pedida para a época de férias – aqui indicado para os adolescentes e jovens.

O Festival do Amor



Fechando o primeiro final de semana do ano, temos também uma estreia para os adultos – fazendo assim um círculo completo com recomendações para crianças, jovens e adolescentes, e adultos. Aqui quem comanda o show é o polêmico Woody Allen – ainda um cineasta muito cultuado, em especial pelos cinéfilos e especialistas. Allen vinha numa nova crescente na década passada após as estreias de Meia Noite em Paris, Blue Jasmine e Café Society; carimbando um filme por ano como de costume. Mas após a estreia deste último, seu lançamento seguinte (Roda Gigante, 2017) ocorreria em meio a novas acusações de sua ex-mulher Mia Farrow. Assim, em especial a estreia de Um Dia de Chuva em Nova York e este O Festival do Amor se viram abaladas. Neste mais recente trabalho, Allen coloca um casal de meia idade se deixando levar pela magia de um festival de cinema na Espanha.

13/01

Pânico

Tudo bem, não será uma sexta-feira 13, será uma quinta-feira 13 a estreia do quinto filme da franquia adorada de terror Pânico. E foi este longa que eu mencionei na abertura da matéria como sendo uma das produções mais aguardadas não apenas do ano de 2022 (adiada do ano passado), como também a mais significativa para a existência deste veículo. A origem do CinePOP veio da paixão pelos filmes de terror, e em especial do revolucionário Pânico (1996), que ano passado completou 25 anos de sua estreia. Agora, com um quarto de século nas costas, a franquia estreia seu quinto exemplar – 11 anos depois do quarto longa. Com os diretores do divertido Casamento Sangrento no lugar do saudoso Wes Craven, o mais recente capítulo promete um novo banho de sangue, muito suspense, sustos e a passagem de bastão para uma nova geração.

Benedetta

Finalmente os cinéfilos brasileiros poderão conferir o novo e polêmico trabalho do cineasta Paul Verhoeven, responsável por obras controversas em seu tratamento do sexo, como Instinto Selvagem (1992), Showgirls (1995) e Elle (2016). Após sua estreia onde causou reboliço no prestigiado Festival de Cannes no ano passado, o longa irá aportar no Brasil. Na trama, uma freira na Itália do Século XVII se vê perturbada por visões religiosas e também eróticas, deixando fluir uma relação proibida com uma colega de celibato. Promete dar o que falar por aqui também.

Juntos e Enrolados

Ainda aproveitando o mês de férias, os brasileiros poderão espairecer e se divertir nas telonas com uma comédia nacional, que conta com dois verdadeiros expoentes do humor brasileiro na atualidade protagonizando. Rafael Portugal e Cacau Protásio estrelam como um casal no dia de seu casamento. Como se não bastassem as tensões naturais de se realizar uma cerimônia destas, o sujeito vacila, a mulher descobre o deslize e se inicia um casamento nos moldes do argentino Relatos Selvagens – ou quase. É claro, mais voltado para a comédia.



20/01

Eduardo & Mônica

As estreias de filmes brasileiros voltados ao grande público não param por aí. Adiado de 2021 para este ano, aqui temos mais uma adaptação de uma música da querida banda Legião Urbana. Há exatos 9 anos, 2013 trouxe “o ano” da Legião nas telonas, com a estreia não apenas de sua biografia Somos Tão Jovens, como também a transposição para o cinema de uma de suas canções mais emblemáticas: Faroeste Caboclo. Assim, nada mais natural que para a empreitada de adaptar outra das canções mais famosas do grupo fosse escalado o mesmo diretor René Sampaio. Dessa vez o cineasta leva às telas Eduardo e Mônica, sobre a relação entre um rapaz e uma mulher um pouco mais velha. Os protagonistas são a estrela Alice Braga e o versátil Gabriel Leone.

As Agentes 355

Jessica Chastain é uma forte defensora das causas feministas em Hollywood, como igualdade salarial e bons papeis para as mulheres. A estrela acredita que qualquer gênero pode ser bom o suficiente para as mulheres estrelarem e obterem o mesmo êxito dos homens. Assim, Chastain ao lado de colegas internacionais resolveram criar um conceito e vende-lo em Cannes, batendo recorde pelo valor conseguido por tal roteiro. A ideia é ter uma equipe de agentes secretas, todas mulheres, cada uma vinda de um lugar do mundo. Sabe o piloto da série mencionada por Uma Thurman em Pulp Fiction (1994)? Agora imagina que este piloto tenha se transformado em um filme. Além de Chastain, o longa conta com Lupita Nyong’o, Penélope Cruz, Fan Bingbing e Diane Kruger substituindo Marion Cotillard.

Licorice Pizza


O início de cada ano traz também os filmes mais prestigiados da temporada, e que visam indicações aos prêmios do cinema, culminando no maior deles: o Oscar. Este aqui é um forte candidato a indicações, pois trata-se do novo trabalho de um verdadeiro queridinho da Academia, dos críticos e cinéfilos: Paul Thomas Anderson. O diretor de Boogie Nights, Magnólia e Sangue Negro cria desta vez uma história inocente sobre dois jovens se apaixonando nos anos 1970. O filme marca a estreia dos promissores Cooper Hoffman, filho do ator Phillip Seymour Hoffman, e da cantora Alana Haim, que interpretam os protagonistas – e conta ainda com as presenças de astros como Bradley Cooper e Sean Penn em papeis coadjuvantes.

Medida Provisória

O cinema brasileiro continuará a toda no mês de janeiro, com a estreia do provocativo e instigante Medida Provisória, a estreia do talentoso Lázaro Ramos na direção de um longa para o cinema. O ator escala sua esposa, a ótima Taís Araújo, e o cantor transformado em ator Seu Jorge (que brilhou em 2021 com Marighela), em uma história passada num futuro distópico, cujo principal tema é o racismo e o autoritarismo. Nesta realidade, um governo ditatorial decreta que todos os cidadãos brasileiros de descendência africana, leia-se os negros, sejam enviados de volta a tal continente. O ato causa todo tipo de reação, desde protestos até a resistência.

27/01

O Beco do Pesadelo

Por falar em Bradley Cooper, o ator retorna no fim do mês, desta vez como protagonista da nova obra do prestigiado Guillermo del Toro. Como de costume na filmografia do cineasta mexicano, seu novo trabalho é formado por uma fotografia chamativa de cair o queixo, personagens ricos e complexos, e uma trama que mistura certo terror e suspense, drama e elementos sobrenaturais. Como usual também nos filmes de del Toro, aqui temos um grande elenco recheando o filme, além de Cooper, Rooney Mara, Cate Blanchett, Willem Dafoe e Toni Collette. O longa é o remake de um clássico da década de 1940, por aqui intitulado O Beco das Almas Perdidas – que fala sobre a ascensão de um jovem ambicioso, que usa seus dons para manipular as pessoas.

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