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Os filmes que completam 10 anos de estreia – mas você nem sabia que existiam!


Dá para acreditar que filmes como ‘Mad Max – Estrada da Fúria’, ‘Star Wars – O Despertar da Força’, ‘Vingadores – Era de Ultron’, ‘Perdido em Marte’, ‘Os Oito Odiados’ e ‘Creed’ estão completando 10 anos de sua estreia em 2025? Pois é, parece que foi ontem que estávamos empolgados para os seus lançamentos. O tempo não passa, ele voa. E se por um lado temos estes filmes atemporais, que continuam na boca dos fãs mesmo uma década depois, por outro temos também aqueles filmes que a grande maioria sequer ouviu falar, quanto mais saber que foram lançados há 10 anos. É justamente nesses filmes “varridos para debaixo do tapete” que iremos focar nessa nova matéria. Esses são os filmes que completam 10 anos, mas você nem sabia que existiam.

Stonewall – Onde o Orgulho Começou

O diretor Roland Emmerich é conhecido por ter comandado grandes blockbusters como ‘Independence Day’, ‘Godzilla’ e ‘O Dia Depois de Amanhã’. Mas você sabia que ele também dirigiu um drama real sobre uma luta sangrenta pelos direitos LGBTQIA+ que chocou os EUA no fim dos anos 1960? Pois bem, ‘Stonewall’ tinha toda a pompa de produção voltada a prêmios, mas por alguma razão se tornou um dos filmes mais esquecidos dos últimos dez anos.



A Viatura

Antes de comandar a trilogia de sucesso do ‘Homem-Aranha’ de Tom Holland na Marvel, o diretor Jon Watts já guardava bons thrillers em seu currículo. Aliás, foi justamente essa criatividade narrativa que atraiu os produtores do maior estúdio de Hollywood na atualidade. Jon Watts já demonstrou que comanda bem histórias guiadas por personagens jovens, e aqui neste suspense que fez sucesso no famoso festival de Sundance nos EUA, dois adolescentes acreditam ter tirado a sorte grande quando encontram um carro de polícia abandonado “dando sopa”. Os jovens inconsequentes resolvem pegá-lo para uma volta, sem saber que estariam se metendo em grandes problemas, devido ao fato de a viatura pertencer ao policial corrupto interpretado pelo grande Kevin Bacon.

Chi-Raq

Chega agora na lista o diretor mais prestigiado desta matéria. Estou falando do vencedor do Oscar Spike Lee, que tem no currículo obras-primas como ‘Faça a Coisa Certa’, ‘Febre da Selva’ e ‘Infiltrado na Klan’. Por outro lado, você pode ter certeza de que a grande maioria sequer ouviu falar deste ‘Chi-Raq’, que foi exibido nos Festivais de Berlim e Toronto. O filme é protagonizado por Teyonah Parris, que hoje faz parte do universo Marvel como Monica Rambeau, participando de séries como ‘WandaVision’ e filmes como ‘As Marvels’. No filme ela vive a namorada de um dos membros de gangue em um bairro pobre de Chicago. Ela cria um plano ousado para cessar com a guerra entre as gangues: enquanto eles continuarem se matando, suas namoradas farão “greve de sexo”. O título é uma mistura entre Chicago e Iraque para falar de uma guerra urbana que tira muitas vidas ao longo de décadas.

Últimos Dias no Deserto

Este ano estreou um filme polêmico sobre a juventude de Jesus Cristo, no qual seu pai, José, é interpretado por ninguém menos que Nicolas Cage. Tal filme, ‘Sombras no Deserto‘ (The Carpenter’s Son), é polêmico por se tratar de um terror sobrenatural. Por outro lado, na história do cinema muitos atores já interpretaram Jesus, como Willem Dafoe, Jim Caviezel e até Joaquin Phoenix. Mas você sabia que Ewan McGregor também interpretou o filho de Deus? Parece uma escolha óbvia, já que o ator escocês trouxe toda uma persona santificada em sua atuação como Obi Wan Kenobi. Dirigido pelo colombiano Rodrigo García, o longa é outra cria de Sundance e retrata o período em que Jesus ficou 40 dias no deserto jejuando e orando, e sendo colocado à prova.

A Forca

O mais curioso desta lista de filmes que a maioria sequer ouviu falar, é que muitos deles não são ruins. Pelo contrário. Veja, por exemplo, o caso com este ‘A Forca’. Talvez o maior problema dele seja que mesmo em seu lançamento há 10 anos, o estilo “found footage” (cujo ápice foi ‘A Bruxa de Blair’ em 1999) já era um artifício cansado e sem fôlego. Porém, tirando esse empecilho da frente, a história até que é assustadora, o tornando um longa eficiente do gênero. A ideia mostra um grupo de adolescentes tentando sabotar uma peça de teatro da escola que irão participar. O motivo: há 10 anos um estudante morreu no palco devido a um acidente. Para tal, eles entram no colégio à noite, a fim de destruir o cenário. Porém, irão se deparar com o fantasma enfurecido do colega Charlie. Este aqui tem produção da Warner.

A Jornada de Hank Williams

As biografias musicais se tornaram um subgênero popular e enquanto existirem cantores de sucesso, continuaremos ganhando suas histórias nas telonas. Só ano passado, por exemplo, tivemos as de Bob Marley, Amy Winehouse e Bob Dylan. Antes disso foi a vez do rei Elvis Presley, Whitney Houston e, é claro, Freddie Mercury. Em breve teremos a que promete se tornar a maior de todas: Michael Jackson. Porém, há 10 anos, tivemos a biografia de um cantor country não tão conhecido pelas gerações mais novas: Hank Williams. O chamariz aqui, no entanto, são as presenças de dois “Vingadores”. Tom Hiddleston (o Loki) vive Williams, e Elizabeth Olsen (a Wanda) interpreta sua esposa Audrey Williams.

Já Estou com Saudades

Último filme para o cinema da atriz Drew Barrymore, antes dela se tornar apresentadora de seu próprio talk-show. Depois de ‘Já Estou com Saudades’, Barrymore estrelou apenas produções da Netflix, como a série ‘Santa Clarita Diet’ e o filme ‘Duas por Uma’. Aqui, Barrymore estrela ao lado da indicada ao Oscar Toni Collette, como duas amigas de infância inseparáveis. Na vida adulta, elas continuam sua amizade entre os percalços do dia a dia. Porém, irão se deparar com a realidade mais cruel de sua trajetória, quando a personagem de Collette se descobre com câncer de mama e precisa enfrentar a doença. Um assunto mais atual do que nunca, já que estatísticas mostram um aumento impactante de câncer na população mais jovem.

Meu Nome é Ray

Outro assunto muito em voga na atualidade é a discussão de gênero. Tema que ainda causa muita confusão em grande parte da população mundial. Mas é sempre necessário debater. Na trama temos a jovem Ray interpretada por Elle Fanning. A trama narra sua jornada na transição para se tornar um rapaz e como isso afeta sua família, composta de três gerações de mulheres, incluindo sua mãe (papel da duas vezes indicada ao Oscar Naomi Watts) e sua avó (papel da vencedora do Oscar Susan Sarandon).

O filme, aliás, foi alvo de algumas polêmicas devido ao seu tema e terminou engavetado um tempo, trocou de nome nos EUA, e finalmente foi lançado sem qualquer alarde. Hoje, apenas dez anos depois, existe toda uma retórica sobre a contratação de atores trans e a problematização de se ter atores hétero em tais papeis. Na época, tal conversa não existia. A prova disso foi a vitória de Jared Leto no Oscar por seu papel em ‘Clube de Compras Dallas’.

Amor por Acidente

Jake Gyllenhaal é um grande ator. A prova disso é a sua indicação ao Oscar pelo filme ‘O Segredo de Brokeback Mountain’. Aliás, se o mundo fosse justo, Gyallenhaal teria ainda outras indicações, e quem sabe já teria até sua estatueta dourada. Acontece que no início dos anos 2010, o ator emplacava uma atuação impressionante atrás da outra, e gerava comoção nos cinéfilos. Nessa leva de ótimos trabalhos estão filmes como ‘O Abutre’, ‘Os Suspeitos’, ‘O Homem Duplicado’ e ‘Marcados para Morrer’. Mas como ninguém consegue ficar no topo para sempre, em seguida o ator emplacou uma fase, digamos, mais difícil de sua carreira, com filmes que não se tornaram tão conhecidos assim do grande público.

Muitos ele até gostaria de esquecer. É o caso com este ‘Amor por Acidente’, longa que foi rapidamente varrido para debaixo do tapete após sua estreia, e que o coloca para atuar com Jessica Biel e James Marsden. Mas quem poderia culpa-lo por ter assinado o contrato, afinal a direção é de David O. Russell, que antes estava na melhor fase de sua carreira, emplacando no Oscar de forma consecutiva em filmes como ‘O Vencedor’, ‘O Lado Bom da Vida’ e ‘Trapaça’. Na trama, Biel vive uma mulher que sofre um acidente e termina com um prego alojado em sua cabeça. No processo de buscar ajuda para si e outros em situação igual a dela, ela termina conhecendo e se apaixonando por um político, interpretado por Gyllenhaal.

The Girl in the Photographs

Terminando a matéria, temos um filme com assinatura do saudoso mestre do terror Wes Craven. Aqui, o cineasta não dirige o longa, apenas produz. O slasher traz um psicopata aterrorizando uma pequena cidade, através de fotos bizarras de suas vítimas. O longa caiu no limbo cinematográfico e sequer possui título em português. Talvez o longa nunca tenha chegado ao Brasil de fato. Este que vos fala teve a oportunidade de conferi-lo na edição 2015 do Festival de Toronto. Além de Craven na produção, outro chamariz é a assinatura de Osgood Perkins no roteiro, cineasta que viria a entregar trabalhos como ‘Longlegs – Vínculo Mortal’, ‘O Macaco’ e o recente ‘Para Sempre Minha’. No elenco, os nomes mais conhecidos são os de Kal Penn (‘Madrugada Muito Louca’) e Kenny Wormald, do remake de ‘Footloose’.

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