sábado, fevereiro 7, 2026
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Os Melhores Álbuns de 2022 (Até Agora)





A primeira metade de 2022 já acabou – e, como é de costume aqui no CinePOP, já começamos a divulgar algumas listas com as melhores produções cinematográficas, televisivas e musicais do semestre que passou, ajudando vocês a relembrar ou a conhecer o que ficou para trás.

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Nesta mais nova matéria, elencamos os dez melhores álbuns do ano até agora – e garantimos que, assim como o cinema e a televisão, o cenário fonográfico também nos presenteou com algumas pérolas que merecem ser ouvidas pelos amantes da música.

Desde a magnum opus de ROSALÍA, que ascendeu a um dos melhores discos do século assim que lançada nas plataformas de streaming, até o aguardado retorno de nomes como Kendrick LamarCharli XCXFlorence + the Machine, montar a lista abaixo foi um trabalho complicado, mas tentamos fazer o nosso melhor.

Veja as nossas escolhas e conte para nós qual foi o seu favorito e quem ficou de fora:

10. HARRY’S HOUSE, Harry Styles

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“Três anos depois de ter gestado o elogiado Fine Line – que se tornou um sucesso crítico e comercial imediato, entrando para a lista dos 500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos da Rolling Stone -, Harry faz um aguardado comeback com uma vibrante e sólida terceira iteração intitulada ‘Harry’s House’, demonstrando todo o seu amadurecimento artístico à medida que se mantém fiel à identidade apresentada desde que deixou o grupo supracitado e encontrou a própria voz. E, apesar dos deslizes aqui e ali, o resultado é instigante e profundo o bastante para sermos transportados em uma jornada romântica e extremamente comovente, com destaque para uma explosiva mixórdia rítmica e estilística e um processo de construção narrativa diferente do que já vimos”. – Thiago Nolla

9. CHLOË AND THE NEXT 20TH CENTURY, Father John Misty

O quinto álbum de estúdio de Father John Misty, nome artístico de Josh Tillman, configura-se como seu primeiro lançamento de originais desde 2018. ‘Chloë and the Next 20th Century’ foi recebido com aclamação imediata por parte dos críticos e do público, em virtude de versos eximiamente bem escritos e a promoção de um retorno ao passado, em composições que misturam jazzfolkswing. Mais do que isso, Tillman constrói um cânone à sua própria arte, talhando uma história de intimidade invejável que se relaciona em diversos níveis com quem ouse ouvir um dos melhores discos de sua carreira.

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8. POMPEII, Cate Le Bon

Cate Le Bon é provavelmente um nome que você não conhece – e confesso que, até seu mais recente compilado de originais aparecer nas dicas do Spotify, também nunca tinha ouvido sequer uma música dela. A cantora e produtora escocesa lançou seu sexto álbum de estúdio em fevereiro de 2022 e gerou uma vertiginosa aventura pelo art pop, revelando suas predileções pelo city pop japonês e incrementando cada composição com um pungente synth-pop. Com apenas nove faixas e menos de 45 minutos, Le Bon surpreendeu a todos com um produto absolutamente fantástico e que merece ser apreciado em sua completude.

7. CAPRISONGS, FKA Twigs

“Não é apenas o conceitualismo que fala mais alto nesta obra – pelo contrário, os movimentos realizados por FKA Twigs e por uma gama gigantesca de produtores e compositores criam picos e vales de significações múltiplas, que variam desde audaciosas progressões até reflexões mercadológicas. Dessa maneira, “honda” nos chama a atenção por manter-se fiel à identidade da performer e por fornecer um lado mais costumeiro, por assim dizer, permitindo que ela brinque com aspectos como o atabaque, o kissange e o corpo gospel. Além disso, a parceria com o rapper Pa Salieu carrega uma química categórica, reafirmada pelo fraseamento divertido e bastante rítmico de cada verso, que foge das obviedades e nos engolfa em uma aventura aprazível e completa” – T.N.

6. DAWN FM, The Weeknd

“O ápice de criação vem pelo mote do qual o álbum se vale – afinal, o título em si já é uma brincadeira metalinguística com as estações de rádio e com a popularização desse recurso nas décadas anteriores. Para unir essas peças, temos a ilustre presença de Jim Carrey como o narrador e o apresentador do “programa”, transformando o lúdico jogo em um etéreo conto que convida os ouvintes para uma mística jornada pelo anoitecer e pelo amanhecer. A consciente estrutura da obra, dessa maneira, reafirma que Dawn FM não é apenas uma produção fonográfica, mas uma experiência multimídia que arranca músicas irretocáveis de um dos maiores nomes da música atual” – T.N.

5. CRASH, Charli XCX

“A obra é uma enorme mixórdia de diversos estilos que, fundidos com um objetivo específico, irrompem em resultados mágicos que só alguém com o nível criativo de Charli e de seus inúmeros colaboradores poderia criar – e devo dizer que, pelo fato de assinar todas as tracks, a cantora tem controle completo do que quer fazer. No geral, somos presenteados com um resumão do que a indústria fonográfica foi capaz de fazer, desde a intensa faixa-titular, que abre de forma irrefreável, até a ode ao electro-house e ao power-pop dos anos 2000 com “Used To Know Me”, pegando elementos emprestados de Steve Angello e Laidback Luke com a memorável “Show Me Love”“. – T.N.

4. THE GODS WE CAN TOUCH, AURORA

“O álbum não é uma mera declaração artística, mas uma epopeia bíblica que perpassa pela história da humanidade sem se deixar levar pelas fórmulas a que estamos acostumados. É nesse âmbito que “Heathens”, cujo título já demonstra uma promissora narrativa, funciona como uma crítica transparente e coesa ao fato de que, segundo as entidades onipotentes que nos criaram, somos todos pecadores e “vivemos como pagãos”, repetindo o verso inúmeras vezes como parte de uma jornada à compreensão e à lucidez. Algo parecido ocorre na sensualidade agourenta de “Artemis”, que se mostra comedida e esconde seus verdadeiros significados pela suavidade de uma performance familiar e magnético. Em “Everything Matters”, a colaboração entre AURORA e a cantora francesa Pomme é uma verborrágica constatação ethereal-trap de que o que fazemos importa – nem que seja para nós próprios” – T.N.

3. DANCE FEVER, Florence + The Machine

“Analisar um álbum de Florence, ou, como conhecemos seu ato musical ao lado de Isabella SummersFlorence + the Machine, nunca é um trabalho fácil, pelo fato das músicas não se encaixarem essencialmente em um gênero bem demarcado. Sua última incursão, High as Hope, fincou os pés em um coming-of-age sinestésico pincelado por diversos estilos sonoros – e, agora, atingindo uma maturidade surpreendente, retornamos com uma agressiva e aplaudível mixórdia estilística que já se inicia com a potente “King”, um dos singles oficiais do álbum. Enquanto a pessoalidade inalienável das produções anteriores abria espaço para reflexões íntimas e individuais, a canção em questão ergue-se em um empoderamento antêmico e discorre, ao longo de quase cinco minutos, sobre um dos principais que as mulheres continuam enfrentando: o sacrifício de sonhos em prol do forçoso papel lhes dado desde o nascimento” – T.N.

2. MR. MORALE & THE BIG STEPPERS, Kendrick Lamar

Qualquer lançamento de Kendrick Lamar já é o suficiente para nos fazer parar com tudo o que estamos fazendo e conferir o que esse ícone da música contemporânea tem para nos entregar. Afinal, Lamar é responsável por alguns dos melhores álbuns de todos os tempos, como o memorável ‘To Pimp a Butterfly’; agora, em 2022, ele retorna com mais um projeto espetacular, intitulado Mr. Morale & the Big Steppers, que continua o projeto de descontruir os engessamentos musicais em uma crítica narrativa em hip-hop que imprime jazzbluesrap, arquitetando enredos de consciência social que nos envolvem desde as primeiras batidas.

1. MOTOMAMI, ROSALÍA

ROSALÍA fez sua estreia no cenário fonográfico em 2017, com o lançamento de ‘Los Ángeles’ e, desde então, calcou um sucesso fenomenal que a colocou no centro dos holofotes. A cantora e compositora se tornou um ícone do resgate da cultura latina e das incursões fora do mainstream anglo-saxônico, criando histórias envolventes e emocionantes através de uma fusão de literatura e música. E é claro que ‘MOTOMAMI’ não seria diferente: seu terceiro álbum de estúdio é descrito como uma antêmica produção pessoal, íntima e declamatória, em que a performer mergulha de cabeça nos sentimentos que guardou pelos últimos três anos, traduzindo-os em um dos melhores discos conceituais de todos os tempos. Contando com nada menos que seis singles oficiais, a obra se estrutura no contraste de dois tipos de energia que existem inerentemente uma a outra.

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Thiago Nolla
Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.

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