Chegamos à metade de 2025 – e, como é de praxe aqui no CinePOP, está na hora de relembrarmos as melhores produções que chegaram aos cinemas e aos streamings nos primeiros seis meses do ano.
Depois de passarmos pelas Melhores Animações do Ano, chegou a hora de migrarmos para um gênero amado pelo público: o terror. Afinal, como bem sabemos, obras desse tipo têm um lugarzinho especial no coração dos fãs, por mais que os decepcionem ou os dividam. De qualquer forma, tais histórias atraem o público por apresentar narrativas enervantes, arrepiantes e que nos despertam um aterrorizante interesse em incursões paranormais, sangrentas, sobrenaturais e, eventualmente, muito divertidas.
Até o momento, tivemos longas-metragens que conquistaram a crítica e os espectadores, como ‘Acompanhante Perfeita’, ‘Lobisomem’ e ‘Nosferatu’, reacendendo nosso interesse no gênero e em suas diversas ramificações.
Pensando nisso, preparamos uma breve lista elencando os melhores filmes de terror de 2025 até agora, incluindo títulos que mesclaram elementos de suspense, comédia, ação e afins. Vale lembrar que os longas selecionados entraram em circuito nacional este ano (motivo pelo qual o remake de ‘Nosferatu’, por exemplo, faz parte da seleção).
Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual foi o seu favorito:
5. ACOMPANHANTE PERFEITA

Direção: Drew Hancock
Drew Hancock fez uma gloriosa estreia diretorial este ano ao encabeçar o ambicioso terror sci-fi ‘Acompanhante Perfeita’ – uma obra que brinca com as fórmulas do gênero a seu bel-prazer e que apresenta uma instigante jornada marcada por plot twists originais e um ácido senso de humor que ajuda a compor uma vibrante atmosfera (e que, de maneira inadvertida, foi revelada através de trailers promocionais). Contando com Jack Quaid e Sophie Thatcher em atuações irretocáveis e uma explosiva química em cena, o filme, de fato, não poderia ficar de fora da nossa lista.
O longa é centrado em Josh (Quaid) e Iris (Thatcher), um casal que parece ter saído dos contos de fada. A trama se inicia com o momento em que ambos se conheceram – premeditando, propositalmente, a conclusão dessa inexplicável jornada: Iris, por algum motivo, assassinou Josh. E é a partir dessa estrutura que somos convidados a entender o que aconteceu e de que forma o enredo irá se desenrolar, contando com um corpo performático e um cuidado estético de nos tirar o fôlego.
4. LOBISOMEM

Direção: Leigh Whannell
Leigh Whannell fez um barulho considerável em 2020 ao encabeçar o remake de ‘O Homem Invisível’ e mostrou que filmes de monstros ainda tinham o poder de encantar os fãs de terror – e conseguiu manter nosso interesse vivo com a releitura de ‘Lobisomem’. E, desvencilhando-se de convencionalismos do gênero e óbvias incursões, o realizador construiu uma densa e complexa atmosfera marcada pelo suspense psicológico e pela melancólica concepção de que a única certeza da vida é a própria morte.
A trama é centrada em Blake (Christopher Abbott), um homem marcado por traumas de uma infância conturbada que volta para a casa de sua família no interior de Oregon após a morte do pai. Realocando-se para a fazenda que pertencia ao falecido patriarca ao lado de sua esposa Charlotte (Julia Garner) e da filha Ginger (Matilda Firth), ele descobre que segredos de décadas atrás ainda se escondem pela densa e obscura floresta que cerca a fazenda – incluindo uma criatura mortal que estava na mira do pai três décadas atrás e que permanece viva e sedenta por sangue.
3. DROP: AMEAÇA ANÔNIMA

Direção: Christopher Landon
‘Drop: Ameaça Anônima’ é centrado em Violet (Meghann Fahy), uma mãe solteira que lida com o trauma de quase ter sido assassinada por seu ex-marido ao lançar-se de volta ao mundo. Trabalhando com vítimas de abuso doméstico físico e sexual, ela enfim decide enfrentar seus “demônios interiores” ao aceitar sair em um primeiro encontro com Henry (Brandon Sklenar). Deixando o filho aos cuidados da irmã, ela vai até um prestigiado restaurante e conhece seu pretendente – e as coisas vão bem até Violet começar a receber mensagens anônimas e assustadoras em seu celular de alguém que exige que ela envenene a bebida de Henry se quiser ver aqueles que ama de novo.
O filme é um prático e funcional suspense de terror comandado por ninguém menos que Christopher Landon, cujos trabalhos incluem ‘Freaky: No Corpo de um Assassino’ e ‘A Morte Te Dá Parabéns’. Aliando-se ao poder performático de Sklenar e Fahy, esta entregando uma das melhores atuações de sua carreira e recém-saída de ‘The White Lotus’, cada engrenagem funciona perfeitamente, apostando fichas em um escopo mais restrito e claustrofóbico que dialoga com o perigo constante em que Violet se encontra – e que traz homenagens a Alfred Hitchcock e Brian De Palma.
2. NOSFERATU

Direção: Robert Eggers
Depois de ter nos presenteado com os irretocáveis filmes ‘A Bruxa’, ‘O Farol’ e ‘O Homem do Norte’, o aclamado realizador Robert Eggers abraçou um ambicioso projeto que mergulharia não apenas em um dos maiores clássicos da sétima arte, mas uma das iterações mais importantes e aclamadas da história do cinema: ‘Nosferatu’. O remake do filme homônimo de F.W. Murnau veio com antecipação inenarrável e cumpriu com a promessa de honrar o legado deixado pelo título à medida que expandiu essa enervante mitologia vampiresca.
Contando com nomes como Bill Skarsgard, Lily-Rose Depp, Nicholas Hoult e Emma Corrin, o filme é uma celebração do horror gótico e sagra-se como uma carta de amor ao expressionismo alemão e aos filmes de arte. Na trama, uma jovem noiva é deixada sob os cuidados de amigos quando seu marido viaja para a Transilvânia para um encontro com o Conde Orlok. Atormentada por visões terríveis e uma crescente sensação de pavor, ela logo encontra uma força maligna que está muito além de sua compreensão.
1. PECADORES

Direção: Ryan Coogler
Em ‘Pecadores’, Michael B. Jordan encanta os espectadores em dose dupla ao encabeçar uma das melhores produções do gênero e do ano, reiterando sua incrível versatilidade performática. Trabalhando ao lado de Wunmi Mosaku, Hailee Steinfeld e o aclamado cantor e compositor Miles Caton, Jordan encabeça um thriller vampiresco pincelado com incursões bastante originais e carregado com sutis críticas sociorraciais que analisam a presença da música com conduíte sobrenatural, minando a cortina que separa o mundo terreno do mundo espiritual.
Sinestésico, potente e recheado de inúmeras camadas que nos convidam a uma experiência cinemática emocionante, a trama é centrada nos irmãos gêmeos Smoke e Stack, que se tornaram famosos gângsteres ao saírem de sua pequena cidade natal. Obrigados a retornar para casa, eles são recebidos com assombro e surpresa por seus conterrâneos – e desejam abrir um clube noturno de blues apenas para pessoas negras. Contando com a ajuda de seu primo mais novo, o jovem músico Sammie Moore, e de outros amigos de confiança, eles colocam o plano em prático – apenas para se verem no centro de uma ameaça mortal e sobrenatural sedenta por sangue.
MENÇÃO HONROSA: PREMONIÇÃO 6: LAÇOS DE SANGUE

Direção: Zach Lipovsky e Adam Stein
A franquia ‘Premonição’ teve início a partir de um roteiro especulativo da famosa série ‘Arquivo X’, sendo transformado em um longa-metragem que apresentou um novo tipo de serial killer: a própria Morte. Através de histórias divertidas e bastante gráficas, cuja marca registrada são os complexos cenários que essa entidade cosmológica cria para coletar suas vítimas, a saga rendeu cinco filmes que se mantiveram numa faixa de recepção similar. Isto é, até a chegada de ‘Premonição 6: Laços de Sangue’.
O mais recente capítulo desse expansivo universo revitaliza a narrativa clássica e a transforma em uma jornada de luta pela sobrevivência que atravessa gerações e que culmina em uma família que simplesmente não deveria existir. Afinal, a protagonista Stefani (Kaitlyn Santa Juana) é atormentada por uma terrível e constante visão que a leva de volta para a avó, Iris (Gabrielle Rose), responsável por salvar a vida de dezenas de pessoas de um prédio em colapso – e, agora, chegou a vez dela e de seus descendentes entrarem para a lista da Morte para que tudo entre nos eixos novamente. Mantendo-se fiel à identidade dos filmes anteriores, a sexta iteração da franquia funciona do começo ao fim e presta homenagens a um legado que continua encantando cinéfilos ao redor do planeta.
