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‘Pacificador’ | As produções canônicas do DCU após a segunda temporada da série


A segunda temporada de Pacificador chegou ao fim na última semana, trazendo pistas sobre o futuro do Universo DC nos cinemas, mas também sobre seu passado. Por resgatar personagens do antigo DCEU, construído com base na visão de Zack Snyder, James Gunn pode ter confundido alguns.

Vale dizer que o diretor e CEO do DC Studios já havia afirmado algumas vezes só seria canônico aquilo que fosse mencionado pelos personagens ou mostrado em flashbacks, permitindo que filmes antigos fossem referenciados, mas necessariamente dizer que os eventos aconteceram exatamente como foram mostrados nesses filmes antigos.



Por exemplo, o Pacificador impediu a invasão alienígena na primeira temporada junto com seus novos amigos. A diferença é que, nessa realidade, a Liga da Justiça não foi ao seu encontro, mas a Gangue da Justiça.

Ou seja, até o momento, existem produções 100% canônicas e outras parcialmente canônicas. Para tentar te ajudar a entender essa leve bagunça multiversal, o CinePOP vai listar o que é ou não canônico nesse DCU. Confira!

Parcialmente canônico:

O antigo DCEU teve uma porção de filmes, sendo a maioria verdadeiros desastres de crítica e público. No entanto, o envolvimento de James Gunn em uma franquia em específico fez com que o diretor resgatasse um núcleo que vem se mostrando fundamental para a construção desse novo universo. Ou seja, são filmes cujos eventos aconteceram de forma muito similar, mas não igual, que influenciaram diretamente nos eventos desse novo universo. São eles:

Esquadrão Suicida (2016)

Considerado um dos piores filmes do DCEU, e com razão, Esquadrão Suicida (2016) marcou o início do fim daquele universo. Sua falta de definição sobre o tom que seria seguido complicou todo o desenvolvimento do DCEU e abriu as portas para a verdadeira bagunça que aquele universo viraria nos anos seguintes. No entanto, o núcleo da A.R.G.U.S. e das ações desumanas de Amanda Waller (Viola Davis) são fundamentais para o arco narrativo de James Gunn. A formação e fracasso da Força Tarefa X segue influenciando no DCU até hoje, principalmente nos vilões.

Mais do que isso, a segunda temporada de Pacificador confirmou que o relacionamento de Rick Flag (Joel Kinnaman) com June Moone (Cara Delevingne), parte importantíssima do primeiro Esquadrão Suicida, não apenas aconteceu no DCU, como também foi interrompido por um caso amoroso entre Rick e Emilia Harcourt (Jennifer Holland), que reflete diretamente na relação dela com o Pacificador.

Então, sim, há elementos que fazem desse filme parcialmente canônico, enquanto outros jamais serão canonizados por James Gunn, como o Coringa de Jared Leto, ator que conta com o mais puro desprezo do diretor, que já chegou a criticá-lo publicamente nas redes sociais e já até mesmo fez uma piada envolvendo sua banda em uma das novas produções.

O Esquadrão Suicida (2021)

Primeiro projeto de James Gunn para a DC, esse filme nasceu nos últimos suspiros do DCEU, fazendo dele quase um reboot do longa de 2016. Com liberdade total, Gunn comandou o time como uma nova tentativa da Força Tarefa X, novamente apostando nos atos desumanos de Waller (Davis). Foi aqui, por exemplo, que todo o núcleo do Pacificador foi introduzido. Por isso, O Esquadrão Suicida é um filme 99% canônico no novo DCU. Seus eventos são repetidamente referenciados e mostrados nas novas produções, sendo fundamental para os arcos do Pacificador e Rick Flag Sr., por exemplo, assim como os rumos de Amanda Waller, que acaba sendo traída por seus funcionários, colocando a A.R.G.U.S. em crise.

Até o momento, os únicos momentos não canônicos são o fato do Sanguinário (Idris Elba) ter derrotado o Superman com um tiro de Kryptonita – no caso, ele derrotou o Super do Henry Cavill -, o TDK ser vivido pelo Nathan Fillion, que agora vive o Guy Gardner, e ainda há uma indefinição sobre a Arlequina (não se sabe se Margot Robbie voltará ou não para o papel, apesar de Gunn já ter dito que conta com ela). Tirando isso, é um filme que é praticamente todo canônico.

Pacificador – Temporada 1 (2022)

Por fim, outra produção que é 99% canônica é a primeira temporada de Pacificador. Tudo que foi alterado para o novo Universo DC foi mostrado no flashback de abertura da segunda temporada, que se resumiu a praticamente a cena de encontro com a Liga da Justiça, que foi transformada na Gangue da Justiça nessa temporada nova. De resto, tudo aconteceu igualzinho.

Talvez uma piada ou outra dele sacaneando os heróis da Liga. Mas, num geral, é uma produção praticamente toda canônica.

100% canônico:

As produções lançadas a partir de 2024 nos cinemas ou streamings podem ser consideradas 100% canônicas, já que tiveram total envolvimento de James Gunn e seu planejamento para esse universo compartilhado. São elas:

Comando das Criaturas (2024/25)

creature comandos (1)

Lançada em dezembro de 2024, essa série animada escrita e dirigida por James Gunn conta a história de um grupo de criaturas não-humanas convocado pela A.R.G.U.S. para ser liderado por Rick Flag Sr. (Frank Grillo) em uma missão política internacional. Após as ações de Waller nas produções semicanônicas serem explicitamente condenadas pelo governo americano, ela desativa a Força Tarefa X e encontra essa brecha na lei para convocar monstros, que não se enquadram como seres humanos, para fazerem o mesmo que o Esquadrão Suicida. A série, por exemplo, referencia a morte de Rick Flag (Kinnaman) e conta a história do Doninha (Sean Gunn), explicando como ele foi parar na prisão que o levaria a integrar a Força Tarefa X no filme de 2021. Essa série é a primeira produção completamente canônica do DCU.

Superman (2025)

O primeiro filme 100% canônico do DCU não poderia ser outro. Superman traz o maior herói desse universo dando seus primeiros passos em sua missão de proteger Metrópolis e o planeta Terra. Estrelado por David Corenswet, o longa estabelece um forte núcleo político desse novo universo, trazendo Rick Flag Sr. para a cena, já que ele passa a assumir um papel de destaque no meio dos meta-humanos, após concluir sua missão em Comando das Criaturas.

Mais do que isso, o filme já plantou sementes para o futuro do DCU, trazendo novos heróis, vilões e grupos que prometem se formar em breve. Sem contar que é um dos filmes mais sensacionais do ano.

Pacificador – Temporada 2 (2025)

Por fim, a segunda temporada de Pacificador já é ambientada no DCU, mesclando parte importante de sua trama com uma Terra alternativa. Ela prossegue com o desenvolvimento do Pacificador (John Cena) e seus amigos, que vêm de traumas consideráveis dos eventos vividos nos eventos das produções que citamos anteriormente nesta matéria. Diante desses conflitos, eles tentam seguir seus dias, mas são atormentados pelas consequências de suas escolhas.

Quando o Pacificador acidentalmente encontra uma dimensão paralela onde ele é considerado um super-herói e não um estorvo, ele decide se mudar para lá, causando um verdadeiro colapso na A.R.G.U.S., que acabou de lidar com o quase fim do mundo ocasionado pela falha dimensional de Metrópolis. Com um ressentido Rick Flag Sr. na liderança, a A.R.G.U.S. vai atrás do Pacificador, nem que isso signifique se aliar os piores inimigos possíveis.

DC Elseworlds:

Por fim, existe um selo chamado DC Elseworlds. Ele envolve produções que integram a “nova DC”, mas não são ambientadas no DCU. São histórias que acontecem em universos alternativos, criando suas próprias franquias. São os casos de:

Coringa (2019 – 2024)

Iniciada em 2019, a franquia Coringa não tinha a menor pretensão de virar saga. A ideia de Todd Phillips era apenas um filme. No entanto, com o sucesso bilionário do longa de 2019, a Warner deu um cheque em branco para o diretor fazer uma sequência. E assim nasceu o polêmico Coringa: Delírio a Dois (2024), que trouxe Lady Gaga como Arlequina e fez um forte trabalho em desconstruir o personagem de Joaquin Phoenix, que vinha sendo tratado como herói por comunidades tóxicas da internet, que se identificaram com um vilão cujas principais características eram ser um fracasso e um paciente negligenciado pelo sistema de saúde falho de Gotham.

Com o resultado péssimo do segundo filme, tanto de crítica quanto de bilheteria, os planos de um terceiro capítulo foram oficialmente apagados, fazendo dessa franquia parte do selo DC Elseworlds, que ocorre em universos alternativos e não influencia na linha do tempo principal do DCU.

Batman (2022)

Divulgação/ Warner Bros. Pictures.

A Epic Crime Saga do Batman de Robert Pattinson segue a todo vapor. Criada por Matt Reeves, essa realidade alternativa, que traz um Homem-Morcego iniciante, foi tão bem quista pela crítica e pelo público que há fãs que pedem até hoje para que James Gunn tire esse Batman do Elseworlds e o insira no DCU. Porém, Gunn já disse várias vezes que não mexerá no personagem – e nem nesse universo – que é comandado pela mente criativa de Reeves.

Pinguim (2024)

Considerado um Batman 1.5, a minissérie mostra a consequência das ações do Batman no filme em uma Gotham tomada pelo crime organizado. Na ausência de um chefão da máfia, o Pinguim (Colin Farrell) deixa de ser apenas um dono de boate mafioso para trilhar o caminho de ser o maior mafioso da cidade, preenchendo lacunas deixadas pela morte de Falcone. Ambas as produções são parte dessa “Nova DC”, mas com zero influência na linha do tempo principal do DCU.

Todas as produções citadas na matéria estão disponíveis no HBO Max.

 

Pedro Sobreirohttps://cinepop.com.br/
Jornalista apaixonado por entretenimento, com passagens por sites, revistas e emissoras como repórter, crítico e produtor.
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