O segundo episódio da segunda temporada de Pacificador já está no HBO Max, dando sequência ao dramático capítulo inicial. Desta vez, porém, James Gunn atua apenas como produtor e roteirista, deixando a direção com o diretor de Superbad: É Hoje!, Greg Mottola.
O texto a seguir contém SPOILERS. Siga por sua conta e risco.

Com a chegada de Mottola, o segundo episódio assume um tom mais cômico que o primeiro, mas ainda assim traz momentos muito densos. Confira!
Rick & Morty

O episódio traz um dos momentos mais grotescos de toda a série. Após matar sua versão do “mundo perfeito”, Chris (John Cena) entra em crise de uma vez por todas. Isso porque ele decidiu ser uma pessoa melhor, mas até mesmo quando ele tenta fazer o bem, acaba estragando tudo. Vale lembrar que, ao longo de sua vida, ele matou acidentalmente o próprio irmão e se viu obrigado a matar o próprio pai. Agora, não fosse o bastante, ele acaba matando a si mesmo, mas em uma realidade na qual ele não era um fracasso. Chris está em uma jornada destrutiva que o leva ao auge da solidão. Internamente, está em frangalhos. E isso o leva a convidar o Vigilante (Fred Stroma) para ajudá-lo a desmembrar e descartar o corpo dentro do portal. É engraçado porque esse momento remonta aos episódios da animação Rick & Morty, mas há um contraste muito grande dos envolvidos na cena. Chris está aterrorizado, enquanto o Vigilante está empolgado, como se fosse apenas mais uma aventura com seu melhor amigo.
Cronologia

Como já havíamos comentado no episódio anterior, o DCU tem momentos muito próximos aos de produções do falecido DCEU. Neste segundo episódio, Gunn resgata a cena de O Esquadrão Suicida (2021), na qual o Pacificador mata Rick Flag (Joel Kinnaman). Ela é idêntica a do filme, canonizando os eventos do longa neste novo universo, com exceção da menção ao tiro de Kryptonita no Superman. Mais do que isso, ela situa bem a jornada de Rick Flagg Sr. (Frank Grillo) no DCU. Neste episódio, é mostrado um flashback que situa a primeira temporada de Comando das Criaturas logo após a primeira temporada de Pacificador, por isso que Rick vai a campo nas missões. Ele ainda não era diretor.
Diretor

Os flashbacks explicam também que Rick só descobriu o verdadeiro responsável pela morte de seu filho há cerca de oito meses, quando foi promovido a Diretor da ARGUS. Por conta dos eventos da primeira temporada, em que o Pacificador ajudou a resolver a invasão alienígena, Chris contava com prestígio no projeto. Porém com a ascensão de Rick, Chris passará a ser perseguido pelo diretor, que já havia atuado em Superman (2025) neste cargo, por isso esteve presente nas reuniões sobre a segurança de Metrópolis no filme. Ou seja, sua caçada na temporada será por motivos pessoais.
Lordtech

Esse episódio termina com Chris tentando flertar com Emilia Harcourt (Jennifer Holland) de seu mundo, após roubar o telefone celular do Chris que ele acabou de assassinar. No aparelho, ele viu que namorava Harcourt nesse mundo perfeito, o que o levou a tentar uma investida em sua realidade, o que deu terrivelmente errado. É interessante reparar que o telefone do ‘mundo perfeito’ era fornecido pela Lordtech, empresa de Maxwell Lord (Sean Gunn), o grande patrocinador da Gangue da Justiça. Ele está ganhando relevância na série, então é possível que volte a aparecer em breve. Fato é que James Gunn já falou que não enxerga o empresário exatamente como um vilão, mas como um bilionário meio babaca.
Cegueira de Pássaros

Por fim, o episódio traz a grande sequência de ação da temporada até aqui. E o mais legal é que ela é protagonizada pelo Eagly, a águia de estimação do Pacificador. Ele ataca as tropas de Langston Fleury (Tim Meadows), que está espionando a casa de Chris a mando de Rick. A cena é toda construída em cima da piada de que Langston sofre de Cegueira de Pássaros, uma condição médica que o impede de identificar diferentes espécies de aves. Ele começa confundindo a águia com um pato, e logo depois tem seus comandados destroçados pela ave de rapina. Caso você tenha terminado o episódio com dúvida, a “Cegueira de Pássaros” não é uma doença real.

