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Rodrigo Santoro estrela novo filme de Daniel Rezende, ‘O Filho de Mil Homens’; Confira o trailer!

A Netflix divulgou o trailer oficial da adaptação de ‘O Filho de Mil Homens‘, filme baseado no livro homônimo de Valter Hugo Mãe.

Com direção e roteiro de Daniel Rezende (Bingo: O Rei das Manhãs, Turma da Mônica: Laços), o longa é protagonizado por Rodrigo Santoro, Miguel Martines, Rebeca Jamir e Johnny Massaro.

O projeto chega a cinemas selecionados no dia 30 de outubro antes de ser lançado na plataformad de streaming em 19 de novembro.

Confira:

Primeira adaptação de um livro do escritor Valter Hugo Mãe, a obra é um best-seller e acompanha Crisóstomo (Rodrigo Santoro), pescador solitário que tem o sonho de ter um filho. Sua vida muda quando ele encontra Camilo (Miguel Martines), um menino órfão que decide acolher. Em uma tentativa de fugir de sua própria dor, Isaura (Rebeca Jamir) cruza o caminho dos dois, e, em seguida, Antonino (Johnny Massaro), um jovem incompreendido, também se conecta com eles. Juntos, os quatro aprendem o significado de família e o propósito de compartilhar a vida.

Quando rir é o superpoder: Fernando Félix estreia espetáculo solo na Paulista

Fenômeno das redes sociais, o ator e criador de conteúdo Fernando Félix leva seu carisma e sua verve cômica dos vídeos para o palco em Superpoderes da Comédia Gay’, espetáculo autobiográfico que transforma humor, emoção e representatividade em um retrato afetuoso sobre a arte de recomeçar. A produção, assinada pela Tomate Produções em parceria com a Corvus Produções, será apresentada em sessão única no dia 12 de novembro, às 20h, no Teatro Gazeta, na Avenida Paulista, prometendo lotar os 700 lugares da casa em uma noite de gargalhadas e reconhecimento mútuo entre artista e público. Os ingressos já estão à venda pelo site da Sympla e na bilheteria física do teatro.

No espetáculo, Fernando dá vida a um personagem recém-solteiro e orgulhosamente “gay com local”, que transforma a reforma do apartamento em uma metáfora divertida — e por vezes caótica — sobre reconstruir a própria vida. Entre armários inexistentes, entregas desastrosas e mandamentos inventados para sobreviver à solteirice, ele descobre que o verdadeiro desafio não é esquecer o ex, mas aprender a conviver consigo mesmo. A peça une o humor debochado e o olhar sensível que fizeram de Félix uma das vozes mais autênticas e queridas da internet, propondo uma reflexão leve e bem-humorada sobre liberdade, afeto e autoconhecimento.

Criador da série digital de sucesso Superpoderes da Reforma Gay’, em que documentou com criatividade e irreverência a reforma de dois apartamentos, Fernando conquistou milhões de visualizações e uma comunidade engajada com mais de 420 mil seguidores que se reconhece em suas histórias, personagens e tiradas afiadas. No Instagram, onde soma um público fiel em @fernandofelixrealoficial, ele se define como o “Superman gay da reforma de baixo custo” — um título que traduz com humor sua mistura singular de autenticidade, ironia e vulnerabilidade. Agora, com o espetáculo, o artista amplia esse universo para o palco, levando o mesmo frescor e inventividade do ambiente digital para uma experiência teatral que promete emoção e muitas risadas.

Com supervisão do próprio Fernando, o texto da atração é assinado por Pedro Casali e Marcela Gibo, casal de artistas que transformou as histórias reais de Fernando em uma dramaturgia leve e espirituosa. Casali é escritor, roteirista e ator com mais de 30 espetáculos no currículo e passagens por emissoras como Globo, Band e SBT. Já Marcela é atriz, cantora e diretora musical formada pelo INDAC, com trabalhos sob direção de nomes como Heitor Dhalia, Zé Henrique de Paula e Fernanda Maia. Juntos, eles fundaram a Timing House, espaço voltado à experimentação cênica e musical em São Paulo, que sintetiza a liberdade criativa do casal.

A direção é de Titto Gonçalves e Gabriel Arjona, que também assinam a produção geral e executiva, respectivamente, imprimindo ao projeto o equilíbrio entre humor, ritmo e emoção. A equipe criativa inclui ainda Mariana Garcia no figurino, Jeferson Spessoto e Barbara Trabasso na cenografia e Márcio Gutierres no design gráfico, com comunicação de Marcos Mattje, Giulia Lavínia e Anne Beatriz. O resultado dessa reunião de mentes criativas é mais do que uma simples comédia: é uma celebração da vida e da coragem de rir de si mesmo, um convite para descobrir que, mesmo em meio ao caos, o riso pode ser o maior de todos os superpoderes.

Crítica | Brad Ingelsby explora a melancolia e o isolamento com a intrincada minissérie criminal ‘Task’

Em 2021, Brad Ingelsby ganhou atenção midiática ao dar origem a uma das minisséries mais elogiadas da HBO nesta década com ‘Mare of Easttown’. O drama criminal, trazendo Kate Winslet em um papel que lhe rendeu dezenas de prêmios, trouxe uma perspectiva nova e bem interessante ao gênero, apresentando estudos de complexos personagens envoltos em uma melancolia e um desespero constantes e inescapáveis. Quatro anos mais tarde, Ingelsby repete o sucesso de sua genial e críptica mente com ‘Task’, expandindo seu apreço por produções de suspense e crime e entregando um dos melhores e mais angustiantes projetos de 2025.

A trama traz o indicado ao Oscar Mark Ruffalo como Tom Brandis, um ex-padre que agora trabalha como agente do FBI, vivendo entre traumas que insistem em assombrá-lo e tentando manter o mínimo de uma convivência com a filha adotiva, Emily (Silvia Dionicio), enquanto enfrenta o fardo de ter o outro filho, Ethan (Andrew Russel), irmão biológico de Emily, encarcerado na prisão da cidade onde moram. Afastado dos trabalhos de campo, Tom passa os dias cultivando seu jardim e lidando com problemas passados e presentes, além de participar de feiras de profissão que nunca dão em nada.

Porém, as coisas mudam quando sua chefe, a impetuosa Kathleen McGinty (Martha Plimpton), escala-o como líder de uma força-tarefa formada pela inexperiente policial estadual Lizzie Stover (Alison Oliver), pelo detetive local Anthony Grasso (Fabien Frankel) e pela calculista e metódica detetive Aleah Clinton (Thuso Mbedu). Munidos com poucos recursos do FBI e escondendo-se em uma casa caindo aos pedaços, o grupo tem a missão de encontrar criminosos mascarados que invadem pontos de drogas para roubar dinheiro, incitando tensões entre as gangues da cidade e acendendo um barril de pólvora que pode explodir a qualquer momento. Esse trio de ladrões é liderado por Robbie Prendergast (Tom Pelphrey), estrela do segundo núcleo da narrativa – um homem que faz o que pode para cuidar de seus filhos e de sua sobrinha Maeve (Emilia Jones), mas que lida com a perda do irmão de maneira nada saudável.

Ao longo de sete episódios, Ingelsby mostra que ainda tem histórias muito instigantes para trazer ao público, e faz isso abraçando o terreno explorado em ‘Mare of Easttown’, mas sem se valer de repetições constantes. Como mencionado no parágrafo de abertura deste texto, o realizador promove uma certa expansão das temáticas esquadrinhadas no projeto anterior, construindo uma espécie de antologia seriada que analisa a subjugação humana numa condição inóspita, isolada e marcada por traumas e assuntos pendentes.

Essa continuidade estilística aparece em diversos elementos: Mare e Tom partem de uma premissa similar, escondendo as verdadeiras emoções em meio à necessidade de uma complacência inescapável e mandatória, principalmente pelos trabalhos que possuem. Ambos estão encarcerados em uma pequena cidade cujas alterosas árvores e verdejantes campos escondem segredos obscuros e os impedem de escapar de uma crueldade que soa inerente ao ser humano. Porém, Tom mostra-se mais fincado em uma esperança que provém de seu backstory e de sua afeição pela teologia e pela filosofia, algo que o permite enxergar uma centelha de luz dentro da escuridão. E essa complexidade não seria possível sem a presença irretocável de Ruffalo em um dos melhores papéis de sua carreira – e que com certeza lhe renderá uma indicação ao Emmy Awards.

Ingelsby sabe como explorar os conceitos de solidão e solitude como ninguém, reiterando uma letárgica melancolia através de escolhas imagéticas certeiras que vão desde o soft focus para alienar determinado personagem, até um filtro esverdeado que reafirma a angústia narrativa. E, enquanto o criador comanda com hábeis mãos a condução cênica, Ruffalo é acompanhado de estrelas que brilham tão forte quanto ele, com destaque à magnética performance de Pelphrey e à potente e crua entrega de Jones – esta apresentando um lado ainda não visto de sua versatilidade e praticamente assegurando indicações na próxima temporada de premiações.

É claro que a minissérie traz elementos já vistos em outras produções, mas é o tratamento dramático e quase catártico que o showrunner explora que a destoa de suas conterrâneas, engendrando reviravoltas inesperadas, batalhas com fantasmas do passado e uma corrida pela sobrevivência que deixa um rastro de sangue e mentiras no caminho. Eventualmente, os conflitos que existem entre os vários núcleos da atração são metáforas para uma dolorosa realidade que, ainda que não seja tão explosiva e mortal quanto a apresentada no show, ressoa em diferentes níveis com os espectadores.

‘Task’ poderia ter se rendido aos convencionalismos de incontáveis suspenses criminais do cenário televiso atual, mas Brad Ingelsby e seu time artístico têm plena ciência do que estão fazendo e trazem um toque diferente e original que permeia cada um dos arcos. Convidando-nos para uma experiência que vai além da engessada estrutura seriada e que nos envolve em uma sinestésica jornada, a nova minissérie da HBO é um acerto incontestável e supera quaisquer expectativas que tínhamos antes de apertar o play.

Musical ‘Dom Casmurro’ retorna a São Paulo para duas únicas apresentações no Teatro Gazeta

Após o sucesso de estreia em 2024 e das novas apresentações em 2025, o musical Dom Casmurroretorna ao palco do Teatro Gazeta, em São Paulo, para duas únicas sessões nos dias 4 e 5 de novembro. A produção, indicada ao Prêmio APCA nas categorias Melhor Espetáculo e Melhor Ator (Rodrigo Mercadante), conquistou público e crítica ao unir literatura, música e emoção, e segue ampliando seu reconhecimento ao receber duas novas indicações ao Prêmio Bibi Ferreira 2025 — Letra e Música e Dramaturgia Original em Musicais, categoria na qual foi vencedora. Os ingressos já podem ser adquiridos no site da Sympla ou na bilheteria física do teatro.

Assinada pela dupla Guilherme Gila (autor do premiado musical ‘A Igreja do Diabo’) e Davi Novaes (‘O Que Restou Você em Mim’), a adaptação conta com direção de Zé Henrique de Paula e propõe uma releitura contemporânea e musicalmente vibrante da obra-prima de Machado de Assis. A produção é uma parceria entre A Casa Que Fala e Tomate Produções, reafirmando o espaço dos musicais autorais no cenário brasileiro.

O projeto de Dom Casmurrofoi desenvolvido ao longo de três anos, em um processo colaborativo que buscou reinterpretar as tensões e ambiguidades entre Bentinho, Capitu e Escobar através de uma linguagem moderna. “Percebi que muitos musicais que amamos no exterior são baseados em obras literárias. Decidi então voltar o olhar para os nossos clássicos. Dom Casmurro era a escolha perfeita”, comenta Gila, responsável pelas letras, músicas e direção musical.

A dramaturgia de Davi Novaes preserva a essência machadiana, mas convida o público a revisitar a história sob novas perspectivas. “Mantive a estrutura do livro, mas a narrativa agora dá espaço para a dúvida, o ciúme e a memória ganharem voz em forma de canção”, explica o autor. A direção de movimento é de Zuba Janaína, a luz é de Fran Barros, o desenho de som de Cauê Palumbo, os figurinos de Ùga agÚ, o visagismo de Jo Sant Anna e a cenografia, inspirada nas nuances psicológicas da obra, assinada também pelo diretor Zé Henrique de Paula

Elenco e a essência machadiana

O elenco original retorna para a nova temporada: Rodrigo Mercadante como Bentinho, Luci Saluzzi como Capitu, Cleomácio Inácio como Escobar, Larissa Carneiro como Prima Justina e Sancha, Fábio Enriquez como José Dias, Nábia Villela como Dona Glória e Eduardo Leão como Tio Cosme. A trilha sonora, que transita entre o rock e a MPB, reflete as emoções e conflitos dos personagens, executada ao vivo por Gila (piano e regência), Samir Alves (violino), Felipe Parisi (violoncelo) e Cássio Percussão (percussão).

Mais do que uma simples adaptação, Dom Casmurro – O Musical’ é uma celebração da literatura brasileira em forma de espetáculo. A produção convida o público a mergulhar no universo de Machado de Assis através de um diálogo entre texto, música e interpretação, oferecendo uma experiência sensorial e emocionante que reafirma o poder atemporal de seus personagens e dilemas.

‘Taxi Driver’, ‘Os Infiltrados’ e outros filmes para conhecer ou revisitar a carreira de Martin Scorsese

Martin Scorsese é um dos diretores mais prestigiados de todos os tempos e, desde suas primeiras incursões na sétima arte, mostrou-se genial na arte que escolheu explorar.

Seja com o clássico ‘Alice Não Mora Mais Aqui’, título responsável por colocá-lo no centro dos holofotes, passando pelos icônicos e irretocáveis Os Bons Companheiros e Touro Indomável, e incluindo incursões polêmicas e controversas como Taxi Driver e A Última Tentação de Cristo, o cineasta vencedor do Oscar sempre explorou seus fantasmas interiores através da arte cinematográfica e mesclando ficção e realidade de maneira gloriosa.

Scorsese se reinventa filme a filme e permanece remodelando sua própria visão sobre o cinema, construindo cartas de amor a esse universo artístico que perduram mesmo em investidas mais recentes, como ‘O Irlandês’ e ‘Assassinos da Lua das Flores’.

Pensando nisso e para celebrar a recente estreia da série ‘Mr. Scorsese’ na Apple TV, que oferece um íntimo retrato sobre a vida e a obra do realizador, preparamos uma breve lista selecionando dez longas essenciais para conhecer a carreira do cineasta.

Confira nossas escolhas:

CAMINHOS PERIGOSOS (1973)

Antes de se tornar um célebre autor cinematográfico, Scorsese começou sua carreira com obras que já denotavam uma perspectiva muito interessante sobre a arte fílmica. Em 1973, recém-saído de uma mancha em sua carreira com ‘Sexy e Marginal’, o diretor ganhou um voto de confiança ao ser escalado para comandar Caminhos Perigosos, sua primeira colaboração com Robert De Niro. Baseando-se em experiências pessoais e mostrando seu apreço pelo lado sombrio do ser humano, a trama acompanha o cotidiano de dois indivíduos no submundo dos guetos italianos de Nova York.

ALICE NÃO MORA MAIS AQUI (1974)

‘Alice Não Mora Mais Aqui’ parece ter sido ofuscado em meio a tantas obras-primas comandadas por Scorsese, mas merece um lugar de destaque na filmografia do diretor. A dramédia romântica, que rendeu o Oscar de Melhor Atriz a Ellen Burstyn, a trama acompanha Alice, uma mulher que, depois de perder o marido caminhoneiro num acidente, começa a trabalhar como cantora para sustentar o filho Tommy – mas acaba se envolvendo com um homem casado e agressivo e precisará ir embora da cidade se quiser refazer sua vida.

TAXI DRIVER (1976)

Em 1976, movido por seu desejo contínuo de explorar a psique humana e o lado obscuro da vida, Scorsese deu vida ao memorável longa-metragem Taxi Driver. Retomando colaboração com De Niro, o filme é um dos mais respeitados da carreira do realizador e causou furor à época pela violência e pela crueza da narrativa. A trama acompanha Travis Bickle, motorista de táxi de Nova York e ex-combatente da Guerra do Vietnã, que reflete sobre a corrupção da vida ao seu redor e sente-se cada vez mais perturbado com a própria solidão e alienação. As coisas mudam quando Travis se torna obcecado em ajudar uma prostituta de doze anos que entra em seu táxi para fugir de um cafetão.

TOURO INDOMÁVEL (1980)

Touro Indomávelapenas saiu do papel por causa do produtor Irwin Winkler. Já tendo trabalho com Scorsese no musical ‘New York, New York’ e vencido um Oscar por ‘Rocky, um Lutador’, Winkler usou sua influência para convencer os executivos a financiar o projeto caso eles desejassem que ‘Rocky II’ fosse lançado. Considerado um trabalho seminal e quintessencial de Scorsese, o longa também estrelado por De Niro acompanha um boxeador de peso médio e suas vitórias até ter a sua primeira oportunidade de ser campeão da sua categoria. Ele se apaixona por uma linda garota do Bronx, mas a incapacidade de expressar seus sentimentos eventualmente atrapalha sua vida profissional, o que lhe custa tudo.

DEPOIS DE HORAS (1985)

Scorsese fez mágica em meio a problemas pessoais e a uma crise profissional nos anos 1980 ao voltar à ativa com o filme de baixo orçamento Depois de Horas. A divertida e incrível comédia acompanha o operador de computadores Paul Hackett, que, cansado da monotonia, decide visitar um café em Manhattan. Lá, ele conhece a encantadora e misteriosa Marcy. Mais tarde, Paul pega um táxi para o apartamento de uma amiga de Marcy no centro da cidade. Os problemas começam quando sua nota de 20 dólares voa pela janela do carro e ele não consegue pagar a corrida. À medida que a noite avança, Paul precisa lidar com uma série de situações constrangedoras, surreais e ameaçadoras enquanto tenta voltar para casa.

A ÚLTIMA TENTAÇÃO DE CRISTO (1988)

Em sua carreira, Scorsese mostrou que não tinha medo de enfrentar o status quo e “a moral e os bons costumes” para retratar a realidade da maneira que conhecia e de forma nua e crua. Em 1988, ele voltou a causar enorme controvérsia, principalmente entre membros da Igreja Católica e seus adeptos, com o lançamento de A Última Tentação de Cristo. Facilmente seu projeto mais polêmico, a trama humaniza a figura de Jesus Cristo ao colocá-lo frente a frente com seus medos e aceitando um acordo feito pelo próprio Lúcifer para fugir da crucificação e não ser mais o Messias – recusando-se a se sacrificar para salvar a humanidade.

OS BONS COMPANHEIROS (1990)

Considerado um dos melhores filmes do realizador e de todos os tempos, Os Bons Companheiros é um dos emblemas do gênero gângster e inspirou inúmeras produções mais atuais. O projeto nos leva à década de 1950 no bairro do Brooklyn, Nova York, onde o jovem Henry Hill tem a chance de realizar seu sonho de se tornar um gângster quando um mafioso local o recruta para sua gangue. Henry aproveita a oportunidade e ainda conhece James “Jimmy” Conway e Tommy DeVito, dois criminosos destemidos e brutais que fazem serviços para a máfia. Impressionado, Henry se junta à dupla para explorar o lucrativo mercado do tráfico de drogas.

GANGUES DE NOVA YORK (2002)

Estrelado por nomes como Daniel Day-Lewis, Leonardo DiCaprio (que viria a se tornar um frequente colaborador de Scorsese), Cameron Diaz e Liam Neeson, Gangues de Nova Yorkacompanha William Cutting, líder de uma gangue violenta na Nova York do século 19 que confronta seus rivais. Após ter o pai morto pelo criminoso, um jovem jura se vingar, mas fica dividido entre a sede de justiça e o fascínio pelo carismático gângster. O longa conquistou nada menos que dez indicações ao Oscar, apesar de não ter levado nenhuma estatueta para casa.

OS INFILTRADOS (2006)

Por incrível que pareça, o trabalho de Scorsese não é tão reconhecido quanto imaginamos pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, e isso é provado pelo fato de ter recebido seu primeiro e único Oscar de Melhor Direção por seu trabalho no irretocável thriller criminal Os Infiltrados. Na trama, Billy Costigan, um jovem policial, recebe a missão de se infiltrar no grupo mafioso comandado por Frank Costello. Billy conquista sua confiança ao mesmo tempo em que Colin Sullivan, um criminoso que atuou na polícia como informante de Costello, também ascende dentro da corporação. Quando a máfia e a polícia descobrem que há um espião entre eles, a vida de ambos passa a correr perigo.

ILHA DO MEDO (2010)

Lançado em 2010, Ilha do Medo é um thriller psicológico neo-noir ambientado na década de 1950, trazendo Leonardo DiCaprioMark RuffaloBen KingsleyEmily Mortimer no elenco. A trama acompanha o detetive Teddy Daniels e seu parceiro em uma investigação que segue a fuga de uma assassina e seu subsequente desaparecimento de um quarto trancado em um hospital psiquiátrico. Lá, uma rebelião se inicia e o agente terá que enfrentar seus próprios medos. Com sólidos elogios, o filme pode não ser um dos favoritos dos fãs de Scorsese, mas certamente mostra um lado do diretor que não tínhamos visto até então.

A INVENÇÃO DE HUGO CABRET (2011)

Ainda que tenha uma predileção por filmes sobre a máfia e sobre gângsteres, Scorsese já se aventurou em inúmeros gêneros cinematográficos – incluindo o drama A Invenção de Hugo Cabret. Talvez seu projeto mais comercial até hoje, o longa estrelado por Asa Butterfield é uma singela e encantadora carta de amor ao cinema, em especial a George Meliès, e nos apresenta a um garoto de 12 anos que vive numa estação de trem em Paris no começo do século XX. Seu pai, um relojoeiro que trabalha em um museu, morre pouco depois de lhe mostrar sua última descoberta: um androide. O garoto, então, faz amizade com uma jovem que tem uma chave que cabe no fecho existente no robô, dando início de uma surpreendente aventura.

O LOBO DE WALL STREET (2013)

Décadas depois de ter imortalizado seu status no show business, Scorsese voltou a nos surpreender com um impecável longa intitulado O Lobo de Wall Street. Lançado em 2013 e trazendo Leonardo DiCaprio, Jonah Hill, Margot Robbie e Matthew McConaughey no elenco protagonista, o aclamado filme é centrado em Jordan Belfort, um ambicioso corretor da bolsa de valores que cria um verdadeiro império, enriquecendo de forma rápida, porém ilegal. Ele e seus amigos mergulham em um mundo de excessos, mas seus métodos ilícitos despertam a atenção da polícia.

Dolores Fonzi fala sobre ‘Belén’, filme argentino que emocionou o mundo e que pode chegar ao Oscar 2026

Escolhido para representar a Argentina no Oscar 2026 e exibido na seleção oficial do Festival do Rio 2025, Belén é o novo trabalho da cineasta e atriz Dolores Fonzi — uma complexa obra que faz uma difícil reflexão social a respeito de um dos assuntos mais controversos ao redor do mundo: o aborto.

Baseado no livro Somos Belén, de Ana Correa, o longa acompanha Julieta (Camila Plaate), uma jovem vítima de um aborto espontâneo que é falsamente acusada de interromper sua gestação de maneira ilegal. Com o apoio da advogada Soledad Deza (vivida por Fonzi), ela enfrentará os tribunais sociais a fim de provar sua inocência e quem sabe mudar o cenário argentino de forma permanente.

Ambientado em Tucumán, Belén revisita um episódio real ocorrido em uma Argentina marcada por tensões morais e jurídicas. Com direção delicada e atuações potentes, o filme se propõe a discutir o que há de mais universal nas histórias de injustiça: o desejo humano por dignidade e empatia.

O preço do silêncio

Em entrevista ao CinePOP, durante o Festival do Rio 2025, Fonzi recordou o que mais a impressionou ao conhecer o caso retratado no filme:

“O que me pareceu mais absurdo é como, em uma cidade pequena como Tucumán, ninguém soube que ela estava presa por dois anos e meio. Isso é o mais impressionante. As próprias advogadas que descobriram o caso diziam: ‘como é possível que não tenhamos sabido?’”

A diretora reflete que o isolamento de Julieta simboliza um silêncio coletivo — e também a força contida na própria protagonista.

“Ela não queria que ninguém soubesse, e conseguiu isso. Quando quis que se soubesse, tudo veio à tona. Há algo poderoso nesse gesto: foi presa e desapareceu. E, de repente, reaparece e muda tudo.”

Uma jornada de redescoberta através da direção

Depois de uma longa trajetória como atriz, Fonzi decidiu se aventurar para atrás das câmeras, em um processo de transição que ela considera ter sido natural, ainda que tenha sido marcado por diversos desafios e adequações.

“O mais difícil é confiar que vai dar certo. Na primeira vez, foi complicado entender como seria atuar e dirigir ao mesmo tempo, mas acabou sendo mais fácil do que eu imaginava. O segredo é se cercar de uma equipe talentosa, em quem você acredita e pode descansar. Dirigir é um ato de confiança coletiva.”

A cineasta conta que a ideia de adaptar o livro de Ana Correa surgiu após a experiência de seu primeiro longa como diretora:

“Quando o livro saiu, eu ainda não tinha dirigido. Só depois da minha primeira experiência na direção é que me propuseram fazer Belén. Não era um projeto que eu imaginava dirigir, mas quando o convite chegou, me pareceu um presente.”

Entre a esperança e o desalento

E diante de um assunto tão controverso, que fortalece ainda mais a polarização política e social ao redor do mundo, a diretora argentina tenta manter a esperança de um novo tempo onde a aceitação do outro seja superior às diferenças ideológicas. Demonstrando uma certa preocupação com o cenário atual, ela salienta sua fé profunda na arte como uma espécie de manifesto:

“É difícil acreditar que o mundo vai se unir, porque às vezes parece que há pessoas sem alma. Mas há outras com alma — e Belén é um filme com alma. É sobre sentir, sobre se conectar com o humano. O que podemos fazer é resistir criando a partir do coração, da empatia e do amor. Essa é uma história que fala sobre união, sobre o poder do coletivo. Porque só quando as pessoas se unem é que algo realmente muda.”

E ainda que Belén seja um complexo relato sobre a autonomia corporal da mulher, o longa busca cruzar os questionamentos a que se propõe, a fim de transcender a densa e exaustiva conversa sobre o aborto. Ao afirmar que sua obra é de fato sobre a essência do que é ser humano perante questões tão difíceis, Fonzi lembra a si mesma e a audiência sobre o poder de contar histórias que sejam relacionáveis e que nos permitam enxergar o outro para além de suas convicções – ainda que sejam divergentes ou contraditórias.

“Acho que a força do filme vai além do tema. É sobre empatia, sobre se unir, sobre não ficar indiferente. É sobre o que acontece quando alguém escolhe não olhar para o lado”, concluiu.

Crítica | Uma das obras-primas do ano, ‘Mr. Scorsese’ é um retrato operístico sobre uma lenda viva [Mostra SP]

Minissérie exibida na 49ª Mostra de São Paulo.

Martin Scorsese não é apenas um cineasta. Ele é um emblema da sétima arte. Ao longo de sua expressiva carreira, o realizador deu vida a projetos tão aclamados pela crítica e pelo público que são considerados por inúmeras pessoas como alguns dos melhores do cinema – incluindo ‘Gangues de Nova York’, ‘A Última Tentação de Cristo’, ‘Os Bons Companheiros’ e ‘O Lobo de Wall Street’. Com uma visão única e um respeito inegável para com o ofício que abraçou desde sua juventude, Scorsese transforma questões universais e filosóficas em histórias dialogáveis e que servem como reflexo de si mesmo e das pessoas que passaram por sua vida.

Agora, o cineasta recebe uma belíssima homenagem com a série documental Mr. Scorsese, que teve uma exibição especial e na íntegra na 49ª Mostra de São Paulo, e já está disponível no catálogo da Apple TV. Através de cinco irretocáveis episódios, a atração mergulha sem pensar duas vezes na vida pessoal do realizador, explorando os cantos mais iluminados e mais sombrios de sua jornada como filho de imigrantes italianos, como amante do cinema, como diretor e, é claro, como homem. Singrando pelos íntimos altos e baixos de um cotidiano marcado por mudanças radicais em sua realidade, na indústria do show business e no planeta, tornando-se alvo de extremistas psicóticos e controvérsias que pincelavam os temas de seus projetos.

Martin sempre foi uma persona complexa, como a diretora, produtora e criadora da série Rebecca Miller deixa muito claro. Colocando Scorsese como protagonista de uma biografia profunda e recheada de emoção, Miller retorna aos primórdios da família Scorsese para arquitetar uma espécie de coming-of-age que nos deixa interessados e instigados desde os primeiros segundos e nos guia em um retrato inédito sobre um dos maiores cineastas de todos os tempos que se estende por quatro horas e meia sem, em momento algum, nos deixar cansados ou entediados. É claro que alguns espectadores podem ficar frustrados pelo fato de sua carreira mais atual ter sido deixada de lado em prol de uma belíssima pintura que foca em momentos decisivos, tanto pessoais quanto profissionais.

Miller encontra sucesso absoluto em, ao seguir o padrão de produções do gênero, remodelá-las para retirar, talvez, uma sisudez exagerada que obras documentais clamam e transformando o projeto em uma conversa natural e fluida não apenas com Scorsese, mas com uma variedade de amigos de longa data, colaboradores da indústria e admiradores de seu icônico trabalho. E, à medida que nomes como Robert De Niro, Jodie Foster, Irwin Winkler, Steven Spielberg, Leonardo DiCaprio e tantos outros falam de suas experiências como realizador, percebemos que os personagens e os longas criados pelo lendário Martin ressoam diretamente com a jornada que enfrentou e que continua enfrentando mesmo aos 82 anos.

Fosse através de ímpetos perfeccionistas, rixas com chefes de estúdio, descréditos constantes ou encarcerado no fundo do poço após se viciar em drogas, Scorsese se levantava com a ajuda de seus entes queridos toda vez que caía, às vezes aprendendo com os erros, às vezes precisando cair mais uma vez antes de entender o que fez. De qualquer maneira, a humildade do cineasta é trazida aos holofotes à medida que ele admite os erros e utiliza os percalços da vida para compor obras-primas que exploram o lado sombrio do ser humano e como todos nós possuímos demônios interiores que nos tornam propensos a explodir – como fez com Taxi Driver e em Touro Indomável.

Para garantir essa relação parassocial com Scorsese e com os incontáveis convidados que fornecem informações essenciais sobre o diretor, Miller se associa com a dinâmica e frenética montagem de David Bartner, que sabe como garantir o ritmo e até mesmo construir alguns ganchos para nos convencer a dar play no capítulo seguinte: afastando-se dos convencionalismos, Bartner abre espaço para um convite ao público, chamando-o para adentrar no efusivo universo de Scorsese e se encantar com o fato de sua vida ter sido pautada na mescla entre ficção e realidade, entre um exercício terapêutico de compreender o mundo ao seu redor e as consequências de uma ousadia exagerada que, por vezes, lhe rendeu duras críticas.

Trazendo comentários sobre o choque causado por títulos como Taxi Driver, ‘O Rei da Comédia’ e ‘A Última Tentação de Cristo’, e discorrendo acerca da intrínseca relação entre Martin e o show business, Mr. Scorsese se sagra como uma das melhores produções do ano, acompanhando o aclame que o realizador conquistou desde suas primeiras incursões na sétima arte até os dias de hoje. Rebecca Miller, de fato, compreende a essência de Scorsese ao, assim como ele próprio e suas minuciosas produções, construir uma série documental que soa tanto como um épico operístico quanto como uma dramédia social.

Sarah Paulson presta homenagem a Diane Keaton: “Amiga muito querida”

A atriz Sarah Paulson (‘American Horror Story’) prestou uma comovente homenagem à sua amiga e colega de profissão, Diane Keaton, que faleceu recentemente aos 79 anos.

No tapete vermelho para a estreia de ‘All’s Fair’, conforme relatado pelo Deadline, Paulson demonstrou a profundidade de sua dor e a proximidade entre as duas:

“Ela era uma amiga muito querida minha, então ainda não consigo falar sobre isso”, afirmou.

Causa da morte de Diane Keaton é revelada!

Visivelmente emocionada, Paulson descreveu a grandeza de Keaton para além de sua carreira no cinema:

“Tudo o que você pensava que ela era como artista. Ela era ainda mais espetacular como ser humano. E eu fui a pessoa mais sortuda do mundo por tê-la em minha vida da forma como tive”, disse Paulson,

Sarah Paulson reforçou que era “incrivelmente próxima” de Keaton e que “este é um momento profundamente triste para mim”.

Ela concluiu a declaração: “Não consigo falar sobre isso de forma articulada, a não ser dizer que, por tudo o que você sabia e amava nela como artista, ela era ainda mais como amiga”.

Morre a atriz Diane Keaton aos 79 anos

Diane Keaton estrelou oito filmes dirigidos por Woody Allen, incluindo ‘Noivo Neurótico, Noiva Nervosa’ (Annie Hall, 1977), que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz e se tornou um marco na história do cinema.

A morte da atriz foi confirmada à revista People por um porta-voz da família. A causa do falecimento não foi divulgada, e a família pediu respeito e privacidade neste momento. Detalhes sobre o velório ainda não foram revelados.

‘Demon Slayer: Castelo do Infinito’ ultrapassa US$ 650 milhões nas bilheterias mundiais

Sucesso! ‘Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo do Infinito‘ conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 650 milhões nas bilheterias mundiais.

O filme superou a arrecadação total do live-action de ‘Como Treinar o Seu Dragão‘ (US$635.7M), subindo para o TOP 5 das maiores arrecadações do ano.

Além disso, o longa se tornou não apenas o maior anime de todos os tempos, como também conquistou o título de maior arrecadação global da história para um filme japonês.

Nos EUA, a produção soma US$ 131.1 milhões. No mercado internacional, foram US$ 527.8 milhões.

O TOP 5 dos maiores mercados internacionais conta com o México (US$17.4M), Alemanha (US$14.4M), França (US$14.2M), Índia (US$9.3M) e Reino Unido (US$8.9M).

Vale lembrar que, em sua estreia nos EUA, o longa abriu com impressionantes US$ 70.6 milhões. O desempenho representa não apenas a maior estreia da história para um anime e para a Crunchyroll, como também alcançou o TOP 6 dos maiores lançamentos domésticos para o mês de setembro.

Além disso, a produção também se tornou a maior abertura da Sony Pictures em mais de dois anos no país.

‘Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito’: Novo longa conquista 96% de aprovação no Rotten Tomatoes; Confira as críticas!

Confira a lista das maiores estreias de setembro nos EUA:

  1. It: A Coisa (US$123.4M)
  2. Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice (US$111M)
  3. It: Capítulo 2 (US$91M)
  4. Invocação do Mal 4: O Último Ritual (US$84M)
  5. Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis (US$75.3M)
  6. Demon Slayer: Castelo do Infinito (US$70.6M)

‘Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito’ recebe classificação 18 anos no Brasil; Menores de 16 não podem assistir!

A trama acompanha Tanjiro Kamado, que entra para a Corporação de Caçadores de Demônios após sua família ser massacrada, buscando transformar sua irmã Nezuko de volta em humana. Ao lado de seus companheiros Zenitsu e Inosuke, e dos poderosos Hashira, Tanjiro enfrenta os maiores desafios de sua jornada, culminando no confronto final dentro do misterioso Castelo Infinito.

‘Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito’ recebe classificação 18 anos no Brasil; Menores de 16 não podem assistir!

Atualmente, ‘Castelo Infinito’ já é o terceiro filme japonês de maior bilheteria da história, e isso antes mesmo de estrear fora do Japão. No topo do ranking segue Demon Slayer: Mugen Train – O Filme’, seguido por ‘A Viagem de Chihiro’, do Studio Ghibli.

‘Your Name’, de Makoto Shinkai, que antes ocupava o terceiro lugar, foi superado por ‘Castelo Infinito’.

Castelo Infinito‘ é o primeiro filme da trilogia final do aclamado anime shonen produzido pelo estúdio Ufotable, adaptando o arco derradeiro do mangá de Koyoharu Gotouge.

A direção é de Haruo Sotozaki, responsável por todos os arcos animados da série.

‘Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito’: Jovem é preso no Japão tentando piratear o longa

Apesar do FRACASSO, ‘Tron: Ares’ ultrapassa US$ 100 milhões mundialmente

Apesar de uma estreia decepcionante, a sequência ‘Tron: Ares‘ conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 100 milhões nas bilheterias mundiais.

Internacionalmente, o longa sofreu uma queda de -54%, acrescentando US$ 14.1 milhões através de 52 mercados. Ao total, a produção já soma US$ 48.4 milhões no mercado internacional.

O TOP 5 dos maiores mercados conta com México (US$4.9M), Reino Unido (US$4.3M), França (US$3.3M), China (US$2.8M) e Alemanha (US$2.7M).

Nos EUA, a produção já arrecadou US$ 54.6 milhões.

Vale lembrar que o longa fracassou em sua estreia no território norte-americano, arrecadando apenas US$ 33.4 milhões em seu primeiro final de semana. O desempenho ficou abaixo das projeções, que indicavam uma abertura em torno de US$ 45-50 milhões no país.

Para termos de comparação, o longa estrelado por Jared Leto ficou abaixo do lançamento doméstico de ‘Morbius‘ (US$39M), que foi considerado um dos maiores fracassos de 2022. Além disso, a produção falhou em alcançar os números de ‘Tron – O Legado‘ (US$44M).

É um desempenho decepcionante para uma produção orçada em US$ 180 milhões.

Com apenas 56% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o longa recebeu uma nota B+ do público no CinemaScore.

Tron: Ares’ segue em exibição nos cinemas nacionais!

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Na trama, Leto (‘Morbius’) interpreta Ares, a manifestação do programa Tron.

O elenco ainda conta com Evan Peters (‘Dahmer: Um Canibal Americano’), Greta Lee (‘The Morning Show’), Jodie Turner-Smith (‘Mistério em Paris’), Cameron Monaghan (‘Gotham’) e Jeff Bridges (‘The Old Man’).

‘O Telefone Preto 2’ arrecada US$ 42 milhões em estreia GLOBAL

De acordo com o Deadline, a sequência ‘O Telefone Preto 2‘ (The Black Phone 2) arrecadou US$ 42 milhões em seu primeiro final de semana nas bilheterias mundiais.

Internacionalmente, o longa acrescentou US$ 15.5 milhões através de 71 mercados.

No Brasil, o terror abriu no topo das bilheterias, com mais de R$ 6 milhões, superando o lançamento de sucessos recentes do gênero, como ‘A Hora do Mal‘, ‘Pecadores‘ e ‘Sorria 2‘.

O TOP 5 dos maiores mercados ainda conta com México (US$4.3M), Reino Unido (US$1.4M), Austrália (US$908K) e França (US$569K).

Crítica | Scott Derrickson constrói um épico invernal slasher com o ótimo ‘O Telefone Preto 2’

Vale lembrar que o longa arrecadou US$ 26.5 milhões em seu primeiro final de semana nos EUA – superando a estreia do longa original, que abriu com US$ 23.6 milhões no país.

Além disso, a sequência se tornou o maior lançamento doméstico do ano para a Blumhouse, facilmente superando ‘Lobisomem‘ (US$10.8M), ‘M3GAN 2.0‘ (US$10.2M), ‘A Mulher no Jardim‘ (US$9.3M) e ‘Drop: Ameaça Anônima‘ (US$7.3M).

Com 74% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o terror recebeu uma nota B do público no CinemaScore. Para termos de comparação, a avaliação ficou levemente abaixo do longa original (B+).

O Telefone Preto 2’ já está em exibição nos cinemas nacionais!

Relembre o trailer e siga o CinePOP no YouTube:

Scott Derrickson (‘A Entidade’) retorna à direção.

O elenco conta com o retorno de Ethan Hawke, Mason Thames, Madeleine McGraw, Jeremy Davies e Miguel Mora, além de introduzir Demián BichirArianna Rivas e Anna Lore.

‘The Boy in the Iron Box’: Novo filme de Guillermo del Toro tem elenco divulgado

O longa-metragem de terror The Boy in the Iron Box, uma produção de Guillermo del Toro e Chuck Hogan para a Netflix, acaba de ter seu elenco principal complementado.

Conforme o Deadline, os atores Chris Petrovski, Aksel Hennie, Arnas Fedaravičius, Eugene Prokofiev, Johannes Haukur Johannesson e Julian Kostov foram oficialmente integrados à produção.

Eles se juntam aos nomes já anunciados: Rupert Friend, Kevin Durand e Jaeden Martell.

O filme mergulha em uma experiência de sobrevivência e horror claustrofóbico:

“Voando sem serem detectados, um avião carregando um grupo de mercenários cai em uma remota montanha nevada. Quando encontram uma fortaleza de pedra em forma de labirinto, percebem que aquilo não é um refúgio contra os lobos nem contra o vento congelante, é uma armadilha. O que eles descobrem ali pode parar o coração… ou pior. À medida que o terror assume uma nova forma, a verdadeira batalha pela sobrevivência começa”, diz a sinopse.

O longa é dirigido e roteirizado por David Prior, que já havia trabalhado com del Toro no episódio The Autopsy da antologia ‘O Gabinete de Curiosidades’ de Guillermo del Toro para a Netflix.

Guillermo del Toro produz a adaptação ao lado de J. Miles Dale, seu colaborador de longa data em projetos aclamados como o vencedor do Oscar ‘A Forma da Água’ e o já citado ‘Gabinete de Curiosidades’.

A produção de The Boy in the Iron Box está prevista para começar em outubro, na cidade de Toronto.

Artigo | Steven Spielberg e suas explorações sociopolíticas na ótima aventura ‘Jogador Nº 1’

Steven Spielberg é um dos maiores e melhores storytellers da história do cinema e é a mente responsável por alguns dos filmes mais elogiados de todos os tempos. Mente responsável por clássicos dramas como ‘A Lista de Schindler’ e ‘Império do Sol’, e aventuras inesquecíveis como ‘Indiana Jones’ e ‘Jurassic Park’, Spielberg tem uma visão única sobre o mundo e faz questão de transformar cada um de seus projetos em um espetáculo visual. Por mais que escorregue aqui e ali, o realizador é, sem sombra de dúvidas, um mestre em seu ofício, pincelando até mesmo seus filmes mais despojados com mensagens sutis que servem como retrato de uma realidade complexa e, muitas vezes, exaurível.

E é em um de seus longas mais subestimados, Jogador Nº 1, que essas reflexões se tornam tão sublimadas a ponto de serem quase esquecidas. Lançado em 2018, o filme fez um enorme sucesso de bilheteria ao arrecadar impressionantes US$607,9 milhões ao redor do planeta, e teve uma recepção sólida por parte da crítica – conquistando os espectadores por irromper como uma grandiosa ópera de referências à cultura pop, desde a presença de King Kong e MechaGodzilla até uma espécie de experiência imersiva em ‘O Iluminado’. Entretanto, para além da vibrante carta de amor que constrói àquilo que ainda o move, Spielberg aproveitou para oferecer uma sombria e agourenta distopia sociopolítica que soa mais próxima do que nunca – e que usa os tropos da ficção científica e da fantasia para explorar problemáticas capitalistas e o corporativismo predatório.

A trama nos apresenta ao OASIS, um incrível mundo virtual criado pelo genial James Halliday (Mark Rylance) que é visitado diariamente por milhões de pessoas. Lá, qualquer um pode ser o que desejar, além de conhecer outros jogadores, escolher missões lendárias das quais participar e navegar por um cosmos tão diferente da brutal realidade em que vivem que a experiência exterior se torna quase impalatável. Após sua morte, James resolve criar um concurso inesperado em que os participantes devem encontrar três chaves espalhadas em qualquer canto do jogo: o primeiro que conseguir colocar a mão nos objetos, terá total controle do OASIS, bem como ganhará uma herança de meio trilhão de dólares em ações que o criador do game deixou para seu sucessor.

A partir daí, uma corrida contra o tempo toma forma – e o nosso protagonista, Wade Watts (Tye Sheridan), que assume o avatar de Parzival no jogo, é um daquele que ainda está tentando vencer o primeiro desafio. Localizado ao final de uma mortal maratona automobilística recheado de personagens icônicos da cultura pop e com armadilhas prontas para atacar os competidores, Parzival enfrente um exército de jogadores conhecidos como Seis, que fazem parte dos programas de cooperação da conhecida empresa de tecnologia IOI, controlada pelo ambicioso magnata Nolan Sorrento (Ben Mendelsohn) e com o único objetivo de colocar as mãos no controle da OASIS. Divertindo-se em meio a tentativas constantes ao lado dos amigos, Aech (Lena Waithe), Sho (Philip Zhao) e Daito (Win Morisaki), e cruzando caminho com a misteriosa Art3mis (Olivia Cooke), Wade vê tudo mudar quando ele descobre uma pista importante nos arquivos de memória de James e vence o desafio.

Como podemos imaginar, a mentalidade controladora e manipuladora de Nolan o compele a uma caçada por Wade, tentando contratá-lo como caçador de recompensas em troca de uma inimaginável quantia que poderia resolver todos os seus problemas em um piscar de olhos. Todavia, Wade percebe que o magnata não se importa com o real propósito do mundo virtual criado por James, tentando transformá-lo em algo que compreendemos como um retrato cuspido de uma realidade abismal entre as pessoas, criando pacotes premium e bombardeando a tela dos óculos de VR de seus futuros clientes em uma publicidade ambulante e nauseante. A partir daí, as linhas inimigas estão traçadas – e Wade e todos aqueles com quem se importa se tornam alvos de um homem que fará de tudo para ganhar.

O filme faz questão de deixar os comentários sociais claros, ao menos quando pensamos na premissa que se espalha através de duas horas: de um lado, Wade, seus amigos e os incontáveis avatares que povoam OASIS utilizam o jogo como um escape, um momento em que conseguem superar os diários obstáculos e mergulhar de cabeça em um hedonismo inescapável, como se fossem encobertos por uma névoa de opioides determinada a fazê-los esquecer da tristeza e da melancolia. Afinal, como mencionado no começo do artigo, Spielberg constrói uma distopia inescapável que ocorre após a escassez de alimentos e culmina em uma dominação corporativa que subjuga os mais pobres e protege os mais abastados – algo que é cíclico na história do mundo.

De certa maneira, o cineasta arquiteta uma atmosfera sombria, mascarada pelas cores vibrantes e pela fuga que o OASIS promove. Quando dentro do jogo e ao lado de seus amigos, Wade se sente invencível, envolvendo-se com a maior caça ao tesouro de todos os tempos e com o objetivo de vencer, não para colocar as mãos no dinheiro, e sim, como é-nos mostrado com mais sutileza, para provar o seu valor e provar a si mesmo que é capaz. Arremessado de volta à realidade, as coisas são bem mais derradeiras: a IOI mantém centros de cooperação para aqueles que não conseguiram pagar as dívidas contraídas com a companhia, caçados pela impetuosa F’Nale Zandor (Hannah John-Kamen), líder de operações e braço-direito de Nolan, e aprisionados em condições análogas à escravidão para sanarem um débito que cresce dia a dia.

Nolan é a materialização do autoritarismo, recorrendo a meios condenáveis para controlar sua legião de servos e para garantir que Wade e seus companheiros não se transformem em um problema maior do que já são. Além das ameaças à integridade física do protagonista, Nolan resolve transformar sua tia, a única pessoa restante de sua família, em um alvo – detonando explosivos que o deixam sozinho e o lançam em solidão extrema. Todavia, ao ser resgatado por Samantha, nome verdadeiro de Art3mis, ele entra para um grupo dissidente que deseja destruir o império corporativo da IOI e impedir que o OASIS caia nas mãos erradas.

É notável como a trama acompanha várias histórias que lidam com a luta de classes e o levantamento dos oprimidos frente a uma opressão constante e inacabável: ‘Vida de Inseto’, ‘Jogos Vorazes’, ‘V de Vingança’ e ‘The Handmaid’s Tale’ são apenas alguns que já exploraram essas incursões das mais variadas formas – e o que torna Jogador Nº 1 um membro inequívoco desse seleto grupo é a forma como Spielberg transforma incursões sociopolíticas e antropológicas em uma clássica jornada do herói e em uma divertida e inspirada trama que nos convida à reflexão sem ao menos percebermos.

Lembrando que o filme está disponível na HBO Max.

Nicholas Braun, de ‘Succession’, se junta a Dave Franco, Peter Dinklage e O’Shea Jackson Jr. em ‘The Shitheads’

O ator Nicholas Braun, conhecido por seu papel em Succession, foi confirmado no elenco da nova comédiaThe Shitheads, que já conta com Dave Franco, O’Shea Jackson Jr. e Peter Dinklage entre as estrelas.

O filme será escrito e dirigido por Macon Blair.

Segundo o Deadline, a trama acompanha Mark, um cínico e “degenerado”, e Davis, um idealista atrapalhado, que chegam ao fundo do poço. Fora de si e completamente perdidos em um trabalho de transporte suspeito, Mark e Davis encontram a coragem para encarar seus fracassos e percebem que, no fim das contas, o que importa não é o destino, mas sim as “merdas”, que se encontra pelo caminho.

O filme é produzido por Brandon James, Alex Orr, Macon Blair, Dave Franco, Nathan Klingher, Ford Corbett e Jeremy Saulnier.

Chris Hemsworth embarca em viagem com o pai diagnosticado com Alzheimer em teaser de documentário; Confira!

O documentário da National Geographic,Chris Hemsworth: A Road Trip to Remember’ (Uma Viagem para Lembrar), que acompanha o astro de Thor em uma viagem emocionante com seu pai, Craig Hemsworth, diagnosticado com Alzheimer em estágio inicial, ganhou sua primeira prévia.

Segundo o Deadline, o documentário é dirigido por Tom Barbor-Might, o especial de uma hora mostra a jornada de moto da dupla pela Austrália, revisitando lugares do passado para reacender memórias e fortalecer seu vínculo.

O astro do Universo Cinematográfico da Marvel explicou que “lugares diferentes trazem à tona memórias instantaneamente” para seu pai, enquanto eles cruzam a Austrália.

Além de reacender o vínculo e fortalecer as lembranças do pai, o documentário explora a ciência por trás da conexão social como ferramenta eficaz contra a demência. A aventura é guiada pelo Dr. Suraj Samtani, especialista em demência e psicólogo clínico do Centro para Envelhecimento Saudável do Cérebro da Universidade de New South Wales, que trabalhou com a família Hemsworth ao longo de um ano.

Chris compartilhou a importância pessoal do projeto: “Meu pai e eu sempre falamos sobre fazer uma viagem de volta ao Território do Norte, onde nossa família viveu anos atrás, mas nunca conseguimos arrumar tempo para realmente fazer isso. Mais recentemente, a ideia dessa viagem ressurgiu com uma importância mais urgente. O resultado foi uma jornada muito mais profunda, emocionante e surpreendente do que eu jamais poderia imaginar”.

Crítica | ‘Zoe, Minha Amiga Morta’ – Filme no PRIME VIDEO apresenta reflexões inspiradoras sobre SAÚDE MENTAL

Totalmente focado em detalhar os caminhos de aflição de uma pessoa com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), o projeto Zoe, Minha Amiga Morta, que chegou recentemente ao catálogo do Prime Video, nos mostra uma jovem ex-militar perturbada pelo fantasma de uma amiga falecida. A partir do trauma de uma situação, percorremos os choques emocionais promovendo bons debates sobre saúde mental.

Dirigido por Kyle Hausmann-Stokes, em seu primeiro longa-metragem, o filme busca, por meio de seu roteiro, conectar todos os pontos de um diagnóstico que atinge milhares de pessoas ao redor do mundo. Do psicológico ao social, passando pelas fragilidades do estado de bem-estar até os sinais de alerta quando o descontrole se manifesta, o abismo profundo sobre o assunto é colocado para reflexões.

Merit (Sonequa Martin-Green) trabalhou durante muitos anos como mecânica em unidades militares. Durante o tempo que serviu ao exército, desenvolveu uma amizade profunda com Zoe (Natalie Morales). No presente, Merit enfrenta inúmeros conflitos provocados por situações que lhe causaram forte estresse. Buscando encontrar soluções para sua saúde mental e se reaproximando do avô – em fase inicial de Alzheimer – ela embarca em uma jornada de descobertas e enfrentamento dos medos.

O projeto busca realizar algo que pode ser bem complicado quando pensamos em narrativa: ligar um acontecimento trágico do passado – sem revelações iniciais, apenas sugestões – a questões incômodas do presente. Essa junção de elementos ganha força a partir de lembranças vívidas, em forma de flashbacks, mas que estacionam em muitos momentos na melancolia da introspecção, mesmo fazendo sentido pela culpa e o medo que destroem qualquer fortaleza.

Preparando o terreno para o seu iminente clímax, o filme segue em um ritmo dosado, através de um humor triste – entre o doloroso e o cômico –  percorrendo detalhes da intimidade de uma forte amizade, ponto inicial para o desenvolvimentos dos personagens. Falando em personagens, além das duas boas atuações das protagonistas, em papéis complexos e executados com interpretações comoventes e sólidas, os dois coadjuvantes interpretados pelos experientes Morgan Freeman e Ed Harris também chamam a atenção.

Zoe, Minha Amiga Morta através de uma história que pode encontrar paralelos com muitas outras, de forma envolvente, nos leva para reflexões sobre o universo muitas vezes silencioso da saúde mental.

10 filmes que vão virar seu fim de semana de cabeça para baixo!

Fim de semana batendo à porta, e nada melhor que relaxar assistindo a um filme impactante – tudo que queremos! Se você está há horas procurando um filme bom para ver, chegou ao lugar certo! Abaixo, uma lista com ótimas produções que vão preencher seu fim de semana:

 

A Vizinha Perfeita (Netflix)

Com uma narrativa brilhante, que encontra enorme coesão na sua montagem, o novo documentário da Netflix, A Vizinha Perfeita, detalha uma tragédia real e chocante que atingiu em cheio a cidade de Ocala, no Condado de Marion (Flórida). Dirigido pela cineasta Geeta Gandbhir, o projeto – que prende a atenção desde seu início até o sufocante desfecho – levanta questões importantes sobre preconceito racial, leis de legítima defesa e o papel da polícia, chegando em um recorte profundo sobre a sociedade norte-americana.

 

A Sala dos Professores (Prime Video)

Carla (Leonie Benesch) é uma professora recém chegada a uma escola que, após um dos seus alunos ser acusado de roubo, precisa lidar com um problema atrás do outro, gerando uma série de constrangimentos que colocam no centro dos debates o sistema de educação e aqueles que fazem parte dele.

 

O Último Respiro (Prime Video)

Baseado em uma história real que envolve uma das profissões mais perigosas do mundo, o longa-metragem O Último Respiro vai direto ao ponto, sem rodeios, ao reconstituir um resgate inacreditável – e até hoje considerado inexplicável – ocorrido a centenas de metros de profundidade no Mar do Norte. Sob a direção de Alex Parkinson, o filme conduz o espectador por uma narrativa intensa e cheia de tensão, onde o foco e a precisão exigidos pelo ofício se chocam com variáveis incontroláveis da natureza.

 

Herege (Prime Video)

Na trama, conhecemos Irmã Paxton (Chloe East) e a Irmã Barnes (Sophie Thatcher), duas jovens missionárias mórmons que vão até a casa de um homem para tentar convertê-lo à religião delas. A questão é que logo elas percebem estarem de frente com Mr. Reed (Hugh Grant), um pesquisador pra lá de maluco, que as envolve em uma espécie de jogo macabro.

 

A Substância (HBO MAX)

Na trama, conhecemos Elisabeth (Demi Moore), uma artista que vive seu presente longe dos holofotes e fama de outros tempos. Em total declínio na carreira, um dia é convidada a participar de um experimento com uma substância que replica células, criando assim uma nova versão, e mais jovem, de si mesma. Assim, surge Sue (Margaret Qualley). Embarcando nessa, Elisabeth perceberá que as consequências tomam um caminho sem volta.

 

O Que Tiver que Ser (Netflix)

O casal Stella (Josephine Bornebusch) e Gustav (Pål Sverre Hagen) estão em um relacionamento já em ruínas. Ela, uma mulher amargurada pelo rumo do seu casamento com uma notícia que esconde da família. Ele, um psicólogo que deixou faz tempo de ser presente como pai e marido. Juntos embarcam em uma viagem para acompanhar a filha adolescente Anna (Sigrid Johnson) numa competição de pole dance. Durante esse tempo, aprenderão mais uns sobre os outros, principalmente por conta do segredo que Stella esconde de todos.

 

O Chef (Filmelier +)

Na trama, filmada em plano sequência, acompanhamos uma noite conturbada na vida do experiente Chef Andy (Stephen Graham). Precisando lidar com problemas da sua equipe, e algumas questões inesperadas, ao longo de uma noite – que parece não acabar -, o esgotamento se torna uma questão de tempo.

 

Assalto Brutal (Netflix)

Na trama, um misterioso assalto a banco – com vítimas -, deixa Varsóvia em estado de alerta. Com uma proposta para voltar à ativa na forças da lei caso consiga desamarrar a investigação do crime, o policial Tadeusz Gadacz (Olavo Lubaszenko) fará de tudo para chegar até as verdades.

 

Baby (Telecine)

Colocando para reflexões embates dolorosos entre duas almas que o destino une movidos ao centro do tabuleiro de emoções intensas, o filme dirigido por Marcelo Caetano aborda de forma visceral as segundas chances e, principalmente, passa a limpo as camadas do juízo de valor. Com uma narrativa hipnotizante, nua e crua sobre as facetas do sobreviver, esse é um daqueles filmes que demoram a sair de nossas memórias.

 

Caminhos Cruzados (MUBI)

Lia (Mzia Arabuli) é uma professora de história aposentada moradora da cidade de Batumi, localizada no Mar Negro, na Geórgia, que está em busca da sobrinha – sua única família. Ela acaba se juntando a Achi (Lucas Kankava), um jovem perdido com o que fazer com sua vida, que sabe seu paradeiro. Assim, ambos atravessam a fronteira do sudeste do país, com a Turquia, que na visão de alguns é uma terra de oportunidades. Chegando lá, terão muitas descobertas.

 

 

Crítica | ‘Stans’ – Documentário magnético sobre EMINEM, seu Fandom e debates sociais importantes

Chegou de mansinho ao catálogo da Paramount Plus um documentário interessante que parte de uma relação entre um dos maiores rappers da história – ícone de uma geração dos anos 1990/2000 – e seu fandom, abrindo um leque de camadas originais e cheias de intensidade, que vão de encontro a momentos marcantes de sua carreira. Stans é muito mais que um olhar sobre o vínculo entre fã e artista: é uma imersão em sentimentos reais expressos em canções que atingiram em cheio corações pelo mundo – e que, logo, viraram arte.

No ano 2000, Marshall Bruce Mathers III, mais conhecido como Eminem, já no topo das paradas de sucessos com suas letras provocantes – que retratavam alguns pontos de vistos bem pessoais sobre recortes de sua vida – lançou uma música chamada Stan, que se tornaria um de seus maiores sucessos, sobre um fã devoto, andando na linha tênue entre admiração e obsessão. A palavra (e seu significado), 17 anos depois, foi reconhecida pelo Oxford English Dictionary. Esse é o gancho para chegarmos a este instigante documentário dirigido por Steven Leckart.

 

A partir de depoimentos de fãs fanáticos – em algumas escalas de intensidades – por seu ídolo, incluindo Ed Sheeran, chegamos em um produtivo e fascinante debate sobre a relação de identificação e admiração por um artista. Mas a obra não estaciona nessa questão, usando esse gancho para explorar outras camadas que jogam na tela recortes da vida profissional e pessoal de um exímio contador de histórias: um rapper que apresenta músicas bastante pessoais, com letras provocantes e videoclipes criativos, que algumas vezes partem para o confronto com a hipocrisia.

O interessante é que não se trata necessariamente de um documentário sobre toda a vida do Eminem. São duas correntes – fã e ídolo – que encontram-se para conversar sobre questões influenciadas pela trajetória do músico, em ambas perspectivas. Com uma edição inventiva – um dos grandes méritos dessa produção -, a narrativa percorre pontos importantes da carreira (mesmo não desenvolvendo além da superfície a questão do legado), além de abordar o processo criativo e a influência na vida de pessoas de um artista que teve como válvula de escape criar forças na vulnerabilidade, abrindo o livro de suas experiências.

Seja você é fã ou não de Eminem, pode ter certeza: essa é uma obra para se conferir. Stans se consolida como um documentário criativo e magnético, que insere questões sociais dentro de um universo bem particular – o de uma relação unidirecional que se amplia até as influências culturais.

 

‘O Telefone Preto 2’ supera o 1º filme e se torna a MAIOR estreia do ano para a Blumhouse

Sucesso! A aguardada sequência ‘O Telefone Preto 2‘ (The Black Phone 2) arrecadou US$ 26.5 milhões em seu primeiro final de semana nos EUA.

O desempenho conseguiu superar a estreia do longa original, que abriu com US$ 23.6 milhões no país.

Crítica | Scott Derrickson constrói um épico invernal slasher com o ótimo ‘O Telefone Preto 2’

Além disso, a sequência se tornou o maior lançamento do ano para a Blumhouse, facilmente superando ‘Lobisomem‘ (US$10.8M), ‘M3GAN 2.0‘ (US$10.2M), ‘A Mulher no Jardim‘ (US$9.3M) e ‘Drop: Ameaça Anônima‘ (US$7.3M).

Com 74% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o terror recebeu uma nota B do público no CinemaScore. Para termos de comparação, a avaliação ficou levemente abaixo do longa original (B+).

O Telefone Preto 2’ já está em exibição nos cinemas nacionais!

Relembre o trailer e siga o CinePOP no YouTube:

Scott Derrickson (‘A Entidade’) retorna à direção.

O elenco conta com o retorno de Ethan Hawke, Mason Thames, Madeleine McGraw, Jeremy Davies e Miguel Mora, além de introduzir Demián BichirArianna Rivas e Anna Lore.

‘The Drama’: Comédia romântica com Robert Pattinson e Zendaya ganha data de estreia

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A aclamada A24 finalmente anunciou quando ‘The Drama‘, comédia romântica estrelada por Robert Pattinson (‘Batman’) e Zendaya (‘Euphoria’), será lançada.

O longa está programado para estrear no dia 3 de abril de 2026.

Detalhes sobre a trama não foram revelados, mas os astros devem interpretar um casal cujo relacionamento toma um rumo inesperado antes do casamento.

Anteriormente, Pattinson compartilhou sua experiência ao contracenar com Zendaya, explicando como a colega de elenco o ajudou a superar um momento de dificuldade durante as filmagens: “Tivemos uma cena juntos que estava me deixando louco”, disse o ator. “Eu estava desesperado procurando seu significado, escrevendo páginas e mais páginas de análise textual. Acabei ligando para Zendaya na noite anterior à gravação da cena. Compartilhei minhas dúvidas com ela, falei por duas horas e, depois de um tempo, com muita calma, ela me fez entender que a fala só dizia o que significava dizer, que não havia nenhum significado oculto. E lá estava eu, ficando louco por três dias”.

O filme é dirigido por Kristoffer Borgli e produzido por Ari Aster e Lars Knudsen, através da companhia Square Peg.

Alana Haim, Mamoudou Athie e Hailey Gates também estrelam a produção.