‘Torniquete‘ teve sua première no 14º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, e trouxe a icônica Marieta Severo para falar com a imprensa, convidados e participar da prestigiada Mostra Competitiva Brasileira de Longas.
Filme de estreia na direção da curitibana Ana Catarina Lugarini, o longa-metragem traz um mergulho profundo nas complexidades das relações familiares e nos traumas que as moldam.
A trama acompanha três mulheres de diferentes gerações da mesma família: a pré-adolescente Amanda (interpretada por Sali Cimi), sua mãe Sônia (Renata Grazzini) e a avó Lucinda, papel vivido por Marieta Severo.
As vidas dessas mulheres são irreversivelmente impactadas por uma invasão traumática em sua casa. O filme explora as cicatrizes (literais e metafóricas) deixadas por esse evento, revelando traumas ainda latentes e as intrincadas dinâmicas que surgem quando elas passam a viver juntas pela primeira vez.
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Com poucos diálogos, o filme consegue criar duas personagens fortes – com a ajuda de atuações poderosas. Marieta é um espetáculo em cena, e foi ovacionada a cada frase disparada por sua personagem. É incrível o domínio em tela da veterana. A jovem Sala Cimi também é um deleite em tela, com uma química poderosa com Marieta.
O filme talvez peca por trazer pouca interação entre as personagens, vide que esse é o grande acerto da produção. Optando por cenas longas e com poucas falas, o roteiro não se aprofunda como poderia nas motivações, deixando tudo subentendido.
A verdade é que a presença de Marieta eleva o filme a um patamar de grande interesse, e a própria atriz financiou o projeto de Ana Catarina Lugarini, que assina o roteiro em parceria com Alice Name-Bomtempo e se mostra um forte nome em sua estreia na direção.
As exibições de ‘Torniquete‘ no 14º Olhar de Cinema têm sido bastante procuradas, com ingressos rapidamente esgotados. O filme teve sua primeira sessão no dia 14 de junho, às 21h, na Sala Claro MON (Museu Oscar Niemeyer), seguida de um debate com a equipe, proporcionando uma oportunidade única para o público interagir com os realizadores. Uma nova chance de assistir a essa produção promissora ocorre neste sábado, 15 de junho, às 15h45, também na Sala Claro MON.
Marieta Severo DESCARTA reencontro de #AGrandeFamília e critica onda de remakes: "Precisamos de histórias novas". Você concorda?
A produção tem lançamento agendado para o dia 12 de agosto no Disney+.
Quando a misteriosa nave de pesquisa espacial USCSS Maginot cai na Terra, Wendy (Sydney Chandler) e um grupo desorganizado de soldados táticos fazem uma descoberta fatídica que os coloca cara a cara com a maior ameaça do planeta.
No ano de 2120, a Terra é governada por cinco corporações: Prodigy, Weyland-Yutani, Lynch, Dynamic e Threshold. Nessa Era Corporativa, ciborgues (humanos com partes biológicas e artificiais) e sintéticos (robôs humanoides com inteligência artificial) coexistem com os humanos. Mas o jogo muda quando o prodígio Fundador e CEO da Prodigy Corporation desbloqueia um novo avanço tecnológico: híbridos (robôs humanoides imbuídos de consciência humana).
O primeiro protótipo híbrido, chamado Wendy (Chandler), marca um novo começo na corrida pela imortalidade. Após a nave espacial de Weyland-Yutani colidir com a Cidade Prodígio, Wendy e os outros híbridos encontram formas de vida misteriosas, mais aterrorizantes do que qualquer um poderia imaginar.
A produção será ambientada em 2120, dois anos antes dos eventos do longa original, ‘Alien, o 8º Passageiro‘.
Ridley Scott, diretor do filme original, entra como produtor da série.
Noah Hawley (‘Legion’) é responsável pelo projeto.
A icônica cantora e compositora Mariah Carey lançou recentemente o videoclipe oficial de “Type Dangerous”, música inédita dá início à sua próxima era musical.
O lead single traz elementos do R&B integrados ao hip hop soul e ao gênero conhecido como new jack swing, explorando uma narrativa de atração romântica e sexual a alguém potencialmente perigoso.
Trazendo um sample da clássica canção “Eric B. Is President”, lançada em 1987 por Eric B. & Rakim, a faixa é o primeiro vislumbre do vindouro 16º compilado de originais de Carey (que ainda segue sem detalhes confirmados).
Confira:
Dona de sucessos absolutos como “We Belong Together”, “Obsessed” e “Touch My Body”, Mariah Carey é uma das artistas mais conhecidas e bem-sucedidas de todos os tempos, além de ser conhecida por seus potentes vocais e por seu icônico falsete.
Com mais de 220 milhões de unidades vendidas ao longo de sua carreira, Carey já levou para casa cinco estatuetas do Grammy e possui um amplo legado que influenciou inúmeros artistas, incluindo a popstarAriana Grande. Ela também é conhecida como a Rainha do Natal através da clássica “All I Want for Christmas Is You”, um dos singles mais vendidos de todos os tempos.
O último álbum de Carey foi o aclamado ‘Caution’, lançado em 2018.
O lendário astro de cinema Jackie Chan está prestes a retornar à ativa!
Conhecido por seu trabalho em produções como ‘A Hora do Rush’, ‘Bater ou Correr’, ‘Kung Fu Panda’ e, mais recentemente, ‘Karatê Kid: Lendas’, Chan irá estrelar o longa-metragem ‘The Shadow’s Edge’, cujos direitos de exibição foram ofertados no Festival de Cannes (via The Hollywood Reporter).
Atualmente em pós-produção, o filme é dirigido por Larry Yang, um dos cineastas mais promissores da nova geração da China.
Chan e Yang já colaboraram no sucesso inesperado ‘Bons Companheiros’, de 2023. O novo filme tem estreia prevista para o final deste ano no circuito chinês.
Ambientado nas ruas iluminadas de Macau, o filme acompanha Chan como um especialista em vigilância aposentado da Polícia local que é convocado de volta à ativa para ajudar uma equipe de jovens detetives de elite a desmantelar uma gangue criminosa de alta tecnologia. A história opõe táticas tradicionais à tecnologia avançada de vigilância, preparando o cenário para um jogo de gato e rato de alto risco.
O projeto também reúne Chan com o aclamado ator de Hong Kong Tony Leung Ka-fai, quase duas décadas após sua última colaboração nas telas, em ‘O Mito’, de 2005. Cinco vezes vencedor do Prêmio de Cinema de Hong Kong, Leung apareceu recentemente em ‘Condor Heroes: The Gallants‘, de Tsui Hark, e em breve será visto em ‘Sons of the Neon Light’, de Juno Mak.
Zhang Zifeng (‘Irmã’), Ci Sha (‘Creation of the Gods’) e Wen Junhui (membro da boybandSEVENTEEN) fazem parte do elenco coadjuvante.
Fãs da aclamada série de fantasia ‘A Roda do Tempo‘ (The Wheel of Time) recebem uma notícia difícil: as perspectivas de um resgate da produção por outra plataforma de streaming parecem cada vez mais distantes. Diante do cenário de cancelamento iminente, a estrela da série, Rosamund Pike, que interpreta a poderosa Moiraine Damodred, quebrou o silêncio sobre o fim abrupto da atração.
Em uma postagem concisa compartilhada através de seus Stories no Instagram – e visível apenas por 24 horas –, Pike não escondeu o impacto da decisão.
A atriz expressou sentir uma mistura de “angústia e raiva” com o cancelamento inesperado, revelando o quão profundamente a notícia a afetou.
“Talvez eu sentisse que o fim estava chegando e quisesse canalizar minha angústia e raiva para o céu”, disse Rosamund Pike semanas após o cancelamento de A Roda do Tempo, em seus Stories do Instagram:
O showrunner Rafe Judkins e admitiu que nem mesmo ele entende completamente os motivos por trás da decisão:
“Me perguntaram a mesma coisa várias vezes na última semana, por que A Roda do Tempo foi cancelada? E a verdade é que eu não sei. Gostaria de poder dar uma explicação clara e objetiva para todos que amam a série, explicando por que ela está chegando ao fim, mas infelizmente, não posso”, afirmou o cineasta.
O showrunner também aproveitou para refletir sobre o atual cenário da indústria televisiva, especialmente no que diz respeito ao impacto dos serviços de streaming:
“Muito já foi dito sobre essa tendência recente na TV de reduzir o número de temporadas e episódios, buscando maneiras mais rápidas de atrair assinantes. Mas acredito sinceramente que isso vai contra a principal força da televisão — a narrativa de longo prazo”, destacou.
“A televisão é uma forma de arte, assim como a fantasia épica. Em sua melhor forma, oferece ao público um refúgio, um espaço para acompanhar e se conectar com personagens queridos ao longo dos anos. E eu acredito que ainda existam executivos, estúdios e plataformas que reconhecem esse valor. Tenho fé de que vamos superar essa fase atual da indústria e voltar ao que fazemos de melhor: contar grandes histórias, semana após semana”, reforçou.
Judkins também comentou sobre a possibilidade de ‘A Roda do Tempo’ ser resgatada por outra plataforma de streaming ou emissora, esperança alimentada por fãs que pedem que a Apple TV+ continue a produção.
“Será que A Roda do Tempo poderá continuar sua jornada em outro canal e concluir sua história? Infelizmente, isso não acontece com frequência. Mas acontece”, declarou o showrunner. “Na verdade, um dos motivos pelos quais escolhemos a Amazon como lar da série foi porque eles estavam justamente assumindo The Expanse, que havia sido cancelada pela SYFY”.
“Então, quem sabe? Talvez A Roda do Tempo consiga fazer na televisão o que os livros sempre fizeram desde o primeiro dia — desafiar as definições tradicionais de ‘começo’ e ‘fim’. Eu realmente espero que sim, porque essa história e esses fãs merecem ver um desfecho”, concluiu.
Descrita como uma das sagas literárias de fantasia mais populares e duradouras de todos os tempos, a obra já vendeu mais 90 milhões de cópias. Ambientada em um mundo épico e extenso onde a magia existe e apenas algumas mulheres têm permissão para acessá-la, a história segue Moiraine (Rosamund Pike), membro de uma organização feminina incrivelmente poderosa chamada Aes Sedai. Ao chegar à pequena cidade de Two Rivers, ela embarca em uma perigosa jornada mundial com cinco rapazes e moças, um dos quais foi profetizado como o Dragão Renascido, que salvará ou destruirá a humanidade.
Em entrevista ao Screen Rant, Kevin Williamson comentou sobre a mudança no desenvolvimento de ‘Pânico 7‘ após a demissão da atriz Melissa Barrera e a saída da Jenna Ortega – protagonistas dos dois capítulos anteriores.
Ele também explicou como a Neve Campbell foi determinante para que ele assumisse a direção da próxima sequência.
“Depois que perdemos a Melissa [Barrera] e Jenna [Ortega], e não iríamos mais ver as irmãs Carpenter em um terceiro filme, foi muito decepcionante. Nós ficamos tipo: ‘O que faremos agora?’. Então, tivemos essa ideia de trazer a Sidney Prescott de volta e focar a trama na personagem; contar a história sobre como ela está atualmente. Isso foi muito emocionante para mim.”
Ele completa, “Logo, Jamie criou essa história incrível. Jamie Vanderbilt e Guy Busick começaram a escrever esse roteiro. Então, a Neve Campbell o leu e ouviu nossa ideia, e assinou o contrato. Eu era apenas um produtor executivo, observando tudo à distância, mas a Neve me ligou um dia e disse: ‘Acho que você deveria dirigir este filme’. E eu fiquei tipo: ‘Não, não, não, não… tudo bem.”
‘Pânico 7‘ está programado para estrear no dia 27 de fevereiro de 2026.
Chelsea Simmons (Sidney Prescott) deixou seu passado para trás e está se concentrando em ser uma mãe feliz e casada e administrar uma pequena cafeteria na cidade. No entanto, ela nunca parou de olhar para trás e, com certeza, mais uma vez, seu passado volta para assombrá-la.
A Marvel Studios causou uma grande comoção ao anunciar o elenco do vindouro ‘Vingadores: Apocalipse’ (‘Avengers: Doomsday’), confirmando o retorno de diversos nomes bastante conhecidos do panteão de super-heróis – incluindo Alan Cumming como o mutante e membro dos X-Men Noturno.
Agora, em uma recente entrevista ao The Hollywood Reporter, o astro revelou que não estava esperando receber a ligação dos executivos do estúdio com o convite para reprisar o papel.
“Não! Já havia uma versão mais jovem do meu personagem, interpretada por Kodi Smit-McPhee. Isso já aconteceu comigo várias vezes, com um remake de algo que fiz com alguém mais jovem. É meio irritante. Mas quando me pediram para conhecer o pessoal da Marvel, ninguém sabia se era mesmo o Noturno ou algum outro papel”, ele conta. “É interessante porque esse foi um dos filmes que não foi uma experiência nada boa de fazer — e acabou sendo um filme realmente ótimo”.
Cumming também aproveitou para revelar que sua experiência rodando ‘X-Men 2’, lançado em 2003, não foi nada divertida – e que outros membros do elenco também passaram pela mesma situação frustrante.
“Eu passei por momentos terríveis fazendo [‘X-Men 2’]. Todos nós passamos. Não foi legal. [A Marvel] tinha muita consciência disso. Ainda não está terminado, mas é reconfortante voltar a algo que não foi a melhor experiência e se divertir”, ele explica. “Quando escrevi meu livro, ‘Baggage’, percebi que, depois de ‘X-Men’, parei de fazer esses tipos de filme, tipo blockbuster. Não fiz nada parecido por anos. Me afastei propositalmente daquela máquina, porque não queria ser uma engrenagem infeliz. Voltar para uma atmosfera diferente é muito bom”
Lembrando que ‘Vingadores: Apocalipse’ chegará aos cinemas em 18 de dezembro de 2026 – sete meses depois da data original.
Há exatos 20 anos, em 15 de junho de 2005, os cinemas brasileiros recebiam uma obra que não apenas revitalizaria um dos personagens mais icônicos dos quadrinhos, mas também redefiniria o próprio gênero de super-heróis: Batman Begins. Dirigido pelo visionário Christopher Nolan, este filme não foi apenas um sucesso de bilheteria; ele se tornou um marco cultural e cinematográfico, transformando a percepção de como os heróis poderiam ser retratados nas telonas.
Antes de “Batman Begins“, a imagem do Cavaleiro das Trevas no cinema estava, para muitos, associada a produções com tons mais fantasiosos ou campy. Nolan, no entanto, ousou mergulhar nas origens do herói com uma abordagem mais realista e sombria, elementos que se tornaram a marca registrada de sua aclamada trilogia. O filme não se contentou em ser apenas uma aventura de ação; ele explorou a psicologia complexa de Bruce Wayne, os traumas que o moldaram e a linha tênue entre justiça e vingança.
Batman Begins é um ícone da fase sombria e realista da DC nos cinemas. Foto: Divulgação.
No início do século XXI, a DC passava por sérios problemas no cinema. Enquanto a Marvel, que ainda não era Marvel Studios, tinha três franquias estabelecidas e lucrativas nas telonas (Blade, Homem-Aranha e X-Men), a DC vinha da ressaca da desgastada franquia do Batman que começou com o Tim Burton e passou por uma série de alterações após a saída do diretor, passando pela fase dos bat-mamilos e do bat-cartão de crédito, que não agradaram ao público e meio que enterraram o personagem por um tempo. Da mesma forma, oSuperman vinha da irregular franquia com Christopher Reeve, que já não apresentava a mesma força dos dois primeiros. Fora aquela aberração de filme chamada Aço, que tem como estrela o astro da NBA, Shaquille O’Neal. A saída, então, foi investir nas séries de TV e nas animações.
Quando o cinema voltou para a pauta, a decisão foi arriscada e um tanto quanto inusitada: começar uma nova era com um filme solo da Mulher Gato, estrelando Halle Berry. Paralelamente, dois projetos mais “seguros” vinham sendo planejados. Um filme do Superman que resgatasse o espírito do herói de Reeve, e uma nova versão do Batman, dirigida por um até então diretor “indie”, chamado Christopher Nolan. Vendo a abordagem dos três projetos, hoje, percebe-se que a DC não tinha a menor ideia do que queria do futuro. Cada projeto parecia querer resgatar uma fase de sucesso do passado do estúdio.
A Mulher Gato traria de volta aquele clima gótico dos filmes de Burton, o Superman deveria adaptar o otimismo dos anos 70/80 nos anos 2000. O único que tentava algo genuinamente novo era a abordagem realista e sombria que Nolan pretendia dar ao Homem Morcego. O resultado todos já sabem. Mulher Gato e Superman: O Retorno foram dois fracassos colossais de crítica e bilheteria, enquanto Batman Begins seguiu o caminho oposto. Uma das maneiras simples de medir o sucesso de um filme de franquia é ver o resultado de bilheteria da sequência.
Quando o primeiro “capítulo” é bom, a continuação costuma lucrar bem mais.
E não deu outra! Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008) foi um sucesso estrondoso de crítica e renda, sendo o primeiro longa com heróis a arrecadar mais de um bilhão de dólares em bilheteria. Com o sucesso, a DC adotou a roupagem sombria e realista para seus filmes.
O fracasso colossal de “Superman: O Retorno” ligou o alerta da Warner de que o público queria inovação. Foto: Divulgação.
Christopher Nolan e David Goyer fizeram uma parceria de muito sucesso. A ideia de pegar um herói sem poderes – além do dinheiro ilimitado – e trazê-lo para o mundo real foi um toque de gênio. Para isso ficar crível, saiu a roupa de borracha e entrou um traje tático, mas sem perder a identidade visual. Os bat-trecos viraram aparatos militares fornecidos por Lucius Fox (Morgan Freeman), assim como o Batmóvel deixou de ser um modelo de luxo modificado, dando espaço ao Tumbler, praticamente um tanque de guerra capaz de saltar por telhados. Junto a isso, dois vilões realistas e aterrorizantes: Ra’s Al Ghul (Liam Neeson) e o Espantalho, interpretado pelo frio e calculista Cillian Murphy. Ra’s Al Ghul era um mestre de artes marciais, que treinou Bruce Wayne (Christian Bale) junto a Liga das Sombras, e o Espantalho queria infectar a água de Gotham para espalhar o terror e assumir o controle político da cidade e suas facções. Ou seja, por mais que force em alguns pontos, são motivações críveis, reforçadas pelas excelentes atuações do elenco.
O Tumbler abre mão da beleza em prol de funcionalidade. Um verdadeiro tanque saltando pelos telhados de Gotham. Foto: Divulgação.
Outro ponto inovador é o roteiro de Goyer. Até então, apenas o Homem-Aranha de Sam Raimi havia priorizado o homem por baixo do uniforme. Ou seja, ao trazer o herói para o mundo real, David Goyer entende que o Bruce Wayne é muito mais importante do que o Batman. E como adaptar a mente de um menino que convive com o terror e a solidão desde os 8 anos, quando viu os pais serem assassinados a sangue frio? Fazendo um filme sobre o medo. Esse é o grande trunfo. A cabeça de Bruce é claramente perturbada pelo medo constante, seja o medo de morcegos, da insegurança, da superficialidade das relações. Tudo é assustador e real. E quando os vilões da trama sabem exatamente como explorar os maiores medos do protagonista, como no momento em que Ra’s Al Ghul destrói a Mansão Wayne, num ato simbólico de corrupção das memórias de Bruce, e quando – na cena mais genial do filme, na minha singela opinião – o Espantalho faz com que Bruce tenha medo dele mesmo, é sinal de um roteiro fantástico, que entendeu primorosamente o personagem e o universo que tem em mãos. Fazer Bruce Wayne enfrentar e abandonar seu maior, que é o próprio passado, foi realmente algo genial. Tudo isso sendo dirigido por um Christopher Nolan empolgadão, que abusou de tons sóbrios e um filtro amarelado para trazer um visual feio e triste para uma Gotham City suja em depressão, assolada pelo crime e pelo medo. As cenas focadas em Bruce contam com alguns closes, usados para criar tensão e mostrar a fragilidade do herói, permitindo que as cenas seguintes, mais abertas, mostrem ele se superando. É um filme completo que se sustenta sozinho.
A trama do filme gira em torno do medo, suas consequências e diversas manifestações. Foto: Divulgação.
E pela primeira vez nos cinemas, as figuras no entorno do herói passam a ser explorados e ganham importância. Afinal, “diga-me com quem andas que te direi quem tu és”. Por isso, o mordomo Alfred ganha um papel praticamente de membro da família Wayne, servindo de apoio e inspiração para o herói. A atuação do veterano Michael Caine intensifica ainda mais a importância do personagem. Da mesma forma, o Comissário Gordon ganha mais prestígio do que nunca. Vivido pelo fantástico Gary Oldman, o detetive deixa de ser apenas o cara que chama o Batman e assume a função de um policial incorruptível e praticamente o braço direito do herói. E Rachel (Katie Holmes) surge como um ponto de fraqueza do herói, representando o amor e o apego a uma infância renegada.
Os coadjuvantes enfim ganham destaque e ajudam a construir o mito do Batman. Foto: Divulgação.
Com jeitão de suspense policial, Batman Begins chegou como a grande surpresa dos cinemas em 2005. E agora, 20 anos depois, podemos ver como ele foi o pontapé inicial para a DC nos cinemas como a conhecemos hoje. Uma obra fantástica, revolucionária e que só não é mais reconhecida porque a sequência, O Cavaleiro das Trevas, contou com a atuação colossal de Heath Ledger no papel do Coringa e acabou ficando mais famosa que o antecessor, mesmo que não tenha tanta consistência quanto o Begins. Um filme que beira a perfeição no gênero.
Após o sucesso estrondoso da primeira temporada, ‘The Last of Us‘ retornou à HBO como um dos títulos mais aguardados da TV. A nova leva de episódios manteve o prestígio crítico e causou burburinho nas redes, mas, de acordo com o The Hollywood Reporter, os números da audiência contaram uma história diferente: a segunda temporada registrou uma queda de 18% em relação à primeira.
Segundo dados da Nielsen divulgados pelo THR, os cinco primeiros episódios da nova temporada acumularam menos minutos assistidos do que os da estreia em 2023. O quarto e o quinto episódios, por exemplo, tiveram a menor audiência de toda a série até agora — inclusive abaixo dos piores índices da primeira temporada. Isso surpreende, considerando o longo intervalo de dois anos entre as temporadas, o marketing intenso da HBO e a força da marca no público gamer e seriador.
A queda é significativa não só porque esperava-se crescimento, como ocorreu com outras produções da emissora como ‘Game of Thrones‘, ‘Succession‘ e ‘The White Lotus‘, mas também porque ‘The Last of Us‘ parecia ter tudo para repetir o fenômeno: trailers impactantes, elogios da crítica (92% no Rotten Tomatoes, um pouco abaixo dos 96% da primeira temporada) e um fandom engajado.
Um dos possíveis fatores que explicam o recuo pode estar no próprio roteiro. Como destaca o Hollywood Reporter, a nova temporada elimina um de seus protagonistas — Joel, interpretado por Pedro Pascal — logo no segundo episódio. A decisão, que adapta fielmente o arco do jogo The Last of Us Part II, gerou polêmica entre os fãs e pode ter afastado parte da audiência.
Ainda assim, culpar a ausência de Pascal ou críticas pontuais à performance de Bella Ramsey como Ellie pode ser simplista. O próprio segundo jogo vendeu menos que o primeiro — cerca de 10 milhões de cópias contra mais de 20 milhões — mesmo com a aprovação da crítica e a volta de Ashley Johnson na voz da personagem. Isso sugere que a resistência ao novo arco narrativo vem de uma parcela do público que se incomoda com a mudança de foco e tom.
Outro elemento apontado pelo THR como possível causa do desinteresse é a maneira como a primeira temporada se encerrou. O final, com Joel e Ellie seguros após sobreviverem a horrores indescritíveis, funcionou quase como um desfecho definitivo. Diferente de ‘Game of Thrones‘, que terminou seu primeiro ano plantando dezenas de ganchos para o futuro, ‘The Last of Us‘ ofereceu uma conclusão emocionalmente satisfatória. A segunda temporada, portanto, carrega o peso de reabrir uma história que, para muitos, já parecia encerrada.
A fidelidade ao jogo também é uma faca de dois gumes. Se, por um lado, protege os criadores de críticas mais duras (“estamos sendo fiéis à obra original”), por outro, os limita à decisões que o público já demonstrou não receber com unanimidade — tanto no controle quanto na tela.
Apesar da queda, a segunda temporada de ‘The Last of Us‘ continua sendo um sucesso para os padrões da TV premium. Ainda segundo o The Hollywood Reporter, a HBO acredita que a série manterá relevância e continuará atraindo espectadores ao longo do tempo, especialmente via streaming na Max. Quando todas as formas de visualização forem contabilizadas, a expectativa é que ambos os anos ultrapassem os 30 milhões de visualizações por episódio.
O recuo na audiência, portanto, não representa necessariamente um fracasso, mas revela as dificuldades — muitas vezes inevitáveis — de adaptar histórias já encerradas de forma impactante. Como conclui o THR, certos nós narrativos simplesmente não foram feitos para serem desatados. E isso vale tanto para jogos quanto para grandes séries.
Mudança de rota para a 3ª temporada
Vale lembrar que a terceira temporada de ‘The Last of Us‘ terá uma grande mudança de foco: Abby, interpretada porKaitlyn Dever, será a protagonista dos novos episódios.
A confirmação foi feita pelo co-criador da série, Neil Druckmann, durante um painel especial do Emmy, e marca uma virada importante na narrativa da adaptação da HBO, seguindo os passos do segundo jogo da franquia.
Segundo Druckmann, a decisão de colocar Abby no centro da trama reflete a liberdade criativa concedida pela HBO à equipe da série.
“Eu mal consigo acreditar que aHBO nos deixou estruturar a história assim. Terminamos a segunda temporada agorinha e a terceira terá como protagonista, alerta de spoiler, Kaitlyn [como Abby]”, afirmou o showrunner, destacando o ineditismo da escolha para uma produção desse porte. Ele ainda acrescentou que, apesar das polêmicas em torno da personagem, a mudança é essencial para a história e aproxima a adaptação televisiva do material original dos games.
Kaitlyn Dever, que participou do painel virtualmente, comentou sobre a responsabilidade de dar vida à personagem, conhecida por sua complexidade e pelo impacto que causa na trama. “A polêmica em torno da Abby nunca foi realmente uma preocupação para mim, considerando meu primeiro encontro com Craig e Neil e o quão maravilhosos e talentosos eles são. Nunca me senti tão envolvida em um set na minha vida”, declarou a atriz, ressaltando o clima de colaboração nos bastidores.
A escolha de Abby como protagonista promete aprofundar o olhar sobre sua trajetória e motivações, especialmente após os acontecimentos marcantes da segunda temporada, como a morte de Joel, interpretado por Pedro Pascal.
Assim como no jogo The Last of Us Part II, a série deve explorar o ponto de vista de Abby e os dilemas morais que envolvem sua busca por vingança e redenção.
A terceira temporada de ‘The Last of Us‘ ainda não tem data oficial de estreia, mas a expectativa é que a produção mantenha o alto nível de complexidade narrativa e emocional que consagrou a série como um dos maiores sucessos recentes da HBO.
A nova temporada ainda contará com a introdução de Kaitlyn Dever (Abby), Young Mazino (Jesse), Isabela Merced (Dina), Catherine O’Hara, Tati Gabrielle (Nora), Spencer Lord (Owen), Ariela Barer (Mel) e Danny Ramirez (Manny).
A série é baseada na franquia de jogos que leva o mesmo nome e que nasceu no PlayStation 3 e atualmente recebeu no PlayStation 5 uma nova versão do primeiro jogo, com gráficos e jogabilidade aprimorados. O jogo é desenvolvido pelo estúdio Naughty Dog, considerado um dos maiores sucessos da Sony.
Pedro Pascal (‘The Mandarolian’) e Bella Ramsey (‘Game of Thrones’) estrelam como Joel e Ellie, respectivamente.
A série foi criada por Craig Mazin (‘Chernobyl’), que também serve como roteirista e produtor executivo da adaptação ao lado de Druckmann.
Até a Última Gota (Straw), lançado em 6 de junho de 2025, rapidamente conquistou o topo do ranking de mais assistidos da Netflix no Brasil.
Dirigido e roteirizado por Tyler Perry, o filme traz Taraji P. Henson no papel de Janiyah Wiltkinson, uma mãe solteira que, após enfrentar uma série de adversidades, toma uma decisão drástica que muda sua vida para sempre.
Desde o seu lançamento, Até a Última Gota tem dominado o Top 10 da Netflix no Brasil, atraindo uma audiência significativa e gerando discussões sobre seus temas profundos e a atuação de Henson.
A trama aborda questões como luto, saúde mental e as dificuldades enfrentadas por mulheres negras, especialmente mães solteiras.
Apesar de seu sucesso de público, o filme apresenta uma recepção crítica mista. No Rotten Tomatoes, a produção possui uma pontuação de 53% com base em 24 críticas, indicando uma divisão de opiniões entre os críticos.
A média de avaliação do público é de 3,7, sugerindo uma recepção mais positiva entre os espectadores.
Assista ao trailer:
Para aqueles que apreciam dramas intensos e reflexivos, o filme oferece uma experiência cinematográfica que provoca emoções e questionamentos.
A produção está programada para estrear no dia 30 de setembro.
Inspirada em uma paródia do ESPN+ com o quarterback Eli Manning, a trama segue Chad Powers, que, após acabar com sua carreira esportiva na primeira divisão por causa de mau comportamento, se disfarça e entra para um time de futebol em dificuldades em busca de uma segunda chance.
Além de estrelar e produzir, Powell também assina o roteiro ao lado de Michael Waldron (‘Loki’).
“Nós dois somos fãs de futebol. Quando vimos o Eli caracterizado como o Chad Powers, sabíamos que esse poderia ser apenas o começo de uma história maior sobre este universo. Estamos ansiosos para fazer parte desta equipe, e mal podemos esperar começar,” declarou a dupla em comunicado oficial.
Há um consenso entre os apreciadores da sétima arte sobre ‘Toy Story’: um dos significados mais palpáveis de perfeição cinematográfica.
A animação, lançada em 1995, foi o capítulo inicial de um dos maiores impérios do gênero, a Pixar Studios (agora subsidiária da Walt Disney Studios), e trouxe inúmeras inovações para o cenário do entretenimento – em virtude de seu status como a primeira animação computadorizada, que influenciou inclusive pesquisadores da área tecnológica para o âmbito das inteligências artificiais, abrindo espaço para replicações que estendem suas ramificações até os dias de hoje. E, para além desses avanços imprescindíveis, o projeto mergulha em questões existencialistas e humanistas através de uma profunda narrativa que daria início a uma franquia multimidática que inclui três sequências (e uma quarta a caminho) e inúmeras produções derivadas.
Conquistando três indicações aos prêmios da Academia (incluindo uma histórica nomeação à categoria de Melhor Roteiro Original) e um Oscar honorário, o longa foi selecionado para preservação pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, reafirmando sua importância e seu legado no cenário do entretenimento, e posa como uma das obras-primas do cinema contemporâneo por incontáveis razões. E, através de breves 81 minutos, o diretor John Lasseter e um time de incríveis artistas unem forças para um tour-de-force que mistura diversos estilos, incluindo comédia, aventura e ação, em um mesmo cosmos.
Mas o que torna essa produção tão especial?
A princípio, temos um inesperado e original enredo que logo nos chama a atenção: na trama, acompanhamos Woody (Tom Hanks), um caubói de brinquedo que vive no quarto de seu amado dono, Andy, ao lado de vários amigos, como o Sr. Cabeça de Batata (Don Rickles), Slinky (Jim Varney), Rex (Wallace Shawn), Bo Peep (Annie Potts) e outros. Vivendo um dia após o outro cumprindo a missão que lhes é dada, de entreter e de fazer parte dos melhores momentos de uma criança, o cotidiano que conhecem passa por uma grande mudança com a chegada de um novo brinquedo – o patrulheiro espacial Buzz Lightyear (Tim Allen).
Sendo recebido com interesse imediato pelos outros e tornando-se o favorito de Andy, Woody se sente deixado de lado e começa a ser dominado por um forte sentimento de ciúmes que o faz enfrentar Buzz, tentando fazer de tudo para reconquistar a atenção da criança. Em uma noite, Woody acaba derrubando Buzz da janela do quarto e os outros brinquedos acham que ele deliberadamente tentou matá-lo – e o xerife é levado com Andy para um restaurante temático. Porém, Woody é seguido por Buzz, culminando em um combate entre os dois que os deixam para trás e à própria sorte, ao menos até serem levados para a casa do psicótico e perturbado Sid Phillips (Erik von Detten), vizinho de Andy.
Todo esse cosmos é de um extremo comprometimento artístico que, mesmo trinta anos depois de seu lançamento original nos cinemas, permanece surpreendente e aplaudível. Lasseter comanda uma mixórdia muito bem dosada de inúmeras referências à cultura pop sem se deixar levar pelo mero pastiche, e sim construindo uma identidade própria que se tornaria um arauto emblemático que atravessaria gerações – integrando-se às próprias homenagens que presta. E, acompanhando-o nessa jornada, temos as hábeis de Joss Whedon, Andrew Stanton, Joel Cohen e Alec Sokolow mergulhando de cabeça nas infinitas possibilidades da clássica jornada do herói, rearranjando os conhecidos tropos em investidas certeiras e que fornecem sentimentos e senciência a objetos inanimados.
De maneira similar, são notáveis as influências literárias e filosóficas que acompanham a jornada de Woody e Buzz: um dos aspectos que mais nos chama a atenção são as menções indiretas ao clássico espanhol ‘Dom Quixote’, de Miguel de Cervantes, para a construção da personalidade do patrulheiro espacial, que não consegue ver o mundo como ele é e, de maneira inconsciente, se vê preso em uma realidade inventada que é o único propósito de sua existência – colocando-o em uma crise de identidade em um dos momentos mais bem construídos do longa. Há, também, uma remodelação dos conceitos humanistas que discorrem sobre a autonomia e a responsabilidade individual, como proto-análises complexas que ganhariam maior profundidade com as subsequentes produções da Pixar.
O sucesso do projeto também se deve às belíssimas atuações do elenco de voz, que contam com o trabalho irretocável de Hanks e de Allen, brilhando em seus próprios arcos e desfrutando de uma química aplaudível que se mantém nos filmes subsequentes – e que os compele a reprisar os respectivos papéis no quinto capítulo dessa incrível franquia. E, enquanto a dupla guia essa espetacular epopeia, ela é acompanhada por atores coadjuvantes que trazem ainda mais camadas ao projeto.
Há três décadas, o cenário cinematográfico passava por uma profunda mudança com o lançamento de ‘Toy Story’: o capítulo inicial da Pixar não poderia ter vindo em melhor hora, e ajudou a reiterar o gênero animado como arte, denotando a necessidade de reconhecê-lo como um conduíte artístico de potencial inimaginável.
‘Echo Valley’, novo filme estrelado pela vencedora do Oscar Julianne Moore (‘Para Sempre, Alice’) e pela indicada ao Emmy Sydney Sweeney (‘Imaculada’), chegou recentemente ao catálogo da Apple TV+.
Apostando fichas em um ambicioso drama psicológico misturado a um poderoso suspense, a trama traz Moore como Kate Garrett, que trabalha treinando cavalos em sua fazenda no sul da Pensilvânia enquanto lida com uma tragédia pessoal. Certa noite, sua filha Claire (Sweeney) chega à sua porta coberta de sangue que não é dela, e Kate precisa entender o que está disposta a fazer para protegê-la.
Conquistando os assinantes da plataforma de streaming, o filme também contou com nomes como Fiona Shaw, Domnhall Gleeson e Kyle MacLachlan no elenco – e reacendeu nosso interesse em produções do gênero.
Pensando nisso, preparamos uma breve lista com outros cinco longas-metragens similares para você assistir nas plataformas de streaming.
Confira:
SE7EN – OS SETE CRIMES CAPITAIS (1995)
Onde assistir: Max, Prime Video
Lançado em 1995, ‘Se7en – Os Sete Crimes Capitais’ traz ao centro dos holofotes dois detetives que perseguem um serial killer extremamente perigoso. Morgan Freeman interpreta o Detetive William Somerset, um veterano da polícia local a quem é atribuído a parceria do jovem Detetive David Mills (vivido por ninguém menos que Brad Pitt). Depois de cruzarem com uma horrenda cena em que um homem foi forçado a comer até seu estômago explodir, a dupla se vê envolvida no encalço de um assassino em série que pretende deixar sua marca no mundo ao coletar vítimas que façam referência com os sete pecados capitais retratados na mitologia católica. E, a cada nova pista que encontram, o plano do homicida se torna mais concreto e medonho.
AMNÉSIA (2000)
Onde assistir: Prime Video
Christopher Nolan é um dos diretores mais conhecidos e ovacionados da história do cinema – e, em 2000, dava vida a seu segundo trabalho em longa-metragem: ‘Amnésia’. Aclamado pela crítica e pelos espectadores, o filme trouxe ninguém menos que Guy Pearce, Carrie-Anne Moss, Joe Pantoliano e outros no elenco. Na trama, um ladrão ataca um casal, eventualmente matando a mulher e deixando o homem à beira da morte. Porém, ele sobrevive e, durante sua recuperação, busca reavivar a memória, já que foi afetado por uma amnésia que o fez esquecer os trágicos momentos do assalto – que precisam ser relembrados para que detalhes sobre o assassino possam ser entregues à polícia a fim de encontrar o responsável pela morte de sua esposa.
O lendário cineasta David Fincher tem inúmeros títulos irretocáveis em sua filmografia – e ‘Garota Exemplar’ é um de seus melhores longas-metragens. Aclamado pela crítica e pelo público, a trama acompanha Amy Dunne (Rosamund Pike), que desaparece no dia do seu aniversário de casamento e deixa o marido Nick (Ben Affleck) em apuros. Ele começa a agir descontroladamente, abusando das mentiras, e se torna o suspeito número um da polícia. Com o apoio da sua irmã gêmea, Margo (Carrie Coon), Nick tenta provar a sua inocência e, ao mesmo tempo, procura descobrir o que aconteceu com Amy.
Dirigido por M. Night Shyamalan, o aclamado ‘Fragmentado’ acompanha Kevin (James McAvoy), um homem que possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las em seu organismo apenas com a força do pensamento. Um dia, ele sequestra três adolescentes que encontra em um estacionamento. Vivendo em cativeiro, elas passam a conhecer as diferentes facetas de Kevin e precisam encontrar algum meio de escapar. O filme também traz Anya Taylor-Joy Casey, Betty Buckley, Haley Lu e Jessica Sula no elenco e arrecadou fortes US$278 milhões mundialmente.
Considerado um dos melhores filmes de terror e suspense do século, o vencedor do Oscar ‘Corra!’, que marcou a estreia diretorial de Jordan Peele no circuito cinematográfico, acompanha Chris (Daniel Kaluuya) é um jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada branca Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador – e o jeito é tentar escapar.
O longa será lançado nos cinemas nacionais dia 23 de outubro.
Acompanhe a jornada incrível dos primeiros 40 anos de carreira de Mauricio de Sousa, desde a sua infância e paixão pelos quadrinhos até a criação da turma mais famosa do Brasil, numa história repleta de aventuras, desafios e muita emoção.
Mauro Sousa, filho do quadrinista, será o protagonista. O elenco ainda conta com Elizabeth Savalla, Thaty Lopes, Natalia Lage e Emílio Orciollo Neto.
Pedro Vasconcelos (‘Dona Flor e seus Dois Maridos’) é responsável pela direção.
‘Moana 3‘ já está em desenvolvimento na Disney, afirmou o insider DanielRPK.
‘Moana 2‘ confirmou seu status de peso-pesado nas bilheterias globais, superando a impressionante marca de US$ 1 bilhão em faturamento em menos de dois meses desde sua estreia. O feito coloca o filme no seleto grupo dos maiores sucessos de 2024, reafirmando o poder das narrativas cativantes da Disney.
Os diretores David Derrick Jr. e Jason Hand perceberam quão grande é a base de fãs de Moana, e já estão desenvolvendo o próximo filme para os cinemas.
A trama de ‘Moana 2‘ se passa três anos após os eventos do filme original, com a destemida Moana atendendo a um chamado de seus ancestrais para liderar uma missão crucial de reconexão cultural entre os povos do Pacífico Sul. O retorno do carismático semideus Maui, dublado por Dwayne Johnson na versão original (e Saulo Vasconcellos no Brasil), e a introdução de novos personagens contribuíram para a nova aventura conquistar tanto a crítica quanto o público.
No Brasil, o filme também fez bonito, com mais de 10 milhões de ingressos vendidos. A performance de ‘Moana 2‘ demonstra que, quando bem executado, o gênero de animação continua sendo um dos mais lucrativos e queridos pelo público em todo o mundo.
Vale lembrar que o longa já está no Disney+ e um live-action estreia em 2026.
Em entrevista ao Decider, Rob Lowe brincou sobre o seu futuro no universo da franquia ‘9-1-1‘ e revelou que adoraria retornar para o novo spin-off, intitulado ‘9-1-1: Nashville‘.
O ator estrelou o derivado ‘9-1-1: Lone Star‘, que durou por 5 temporadas.
“Preciso perguntar sobre meu possível retorno ao meu irmão, Chad Lowe [produtor executivo e diretor de ‘9-1-1: Nashville’]. Até a minha família gosta de me manter no escuro sobre o meu futuro na indústria.”
Ele completa, “Chad é o produtor executivo e diretor do novo spin-off. Então, estou apenas esperando meu telefone tocar [para retornar]. Sabe, eu o contratei em ‘Lone Star’, então acho que é justo.”
Chris O’Donnell e Jessica Capshaw serão os protagonistas do novo derivado.
A produção tem estreia prevista para o outono norte-americano de 2025, isto é, entre os meses de setembro e novembro.
O novo derivado será escrito e produzido pelos criadores da franquia, Ryan Murphy & Tim Minear, e o showrunner de ‘9-1-1: Lone Star‘, Rashad Raisani.
Além da 20th Television e Ryan Murphy Television, o projeto também contará com a produção executiva de Brad Falchuk, cocriador das duas primeiras séries deste universo.
Angela Bassett, protagonista da série original, também servirá como produtora executiva.
O cineasta James Gunn revelou recentemente novos detalhes sobre ‘Superman’, o filme que marca o início do novo Universo DC (DCU). Entre as informações divulgadas, Gunn esclareceu por quanto tempo o Homem de Aço tem atuado como herói na trama.
Conforme o ComicBook, o herói estará ativo no longa há três anos. Essa linha do tempo é inferida a partir de jornais fictícios do Planeta Diário, datados de junho de 2025, o que colocaria a estreia de Superman como herói por volta de junho de 2022 dentro do universo do filme.
Gunn também ressalta que metahumanos já existem nessa realidade há impressionantes 300 anos.
“Estamos apresentando um mundo totalmente novo, o que é muito divertido”, disse Gunn. “Estamos em uma realidade alternativa onde super-heróis existem há 300 anos, e agora estamos apenas acompanhando a história de um super-herói em particular, três anos após ele surgir, que por acaso é o metahumano mais poderoso de todos os tempos”.
Essa abordagem significa que ‘Superman’ não é o primeiro super-herói a surgir nesse mundo, nem o único metahumano baseado em Metrópolis.
Gunn ainda garanti que o longa funcionará como uma obra independente.
“Acho que o mais importante é que [Superman] funcione como um filme isolado”, afirmou Gunn. “É uma história completa com começo, meio e fim. É uma parte importante da vida de três personagens”.
O filme ‘Superman’ tem lançamento agendado para 10 de julho de 2025 nos cinemas nacionais.
Superman, o primeiro longa-metragem da DC Studios a chegar às telonas, deve estrear nos cinemas de todo o mundo neste verão, distribuído pela Warner Bros. Pictures. Em seu estilo característico, James Gunn assume a nova história do super-herói original, no recém-imaginado universo DC, com uma combinação singular de ação épica, humor e coração, um Superman movido pela compaixão e por uma crença inerente na bondade da humanidade.
O 14º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba exibiu hoje o primeira longa de animação a integrar a Mostra Competitiva Brasileira na história do Olhar de Cinema.
Trata-se de ‘Glória & Liberdade’, que traz uma história distópica muito interessante. Dirigido por Letícia Simões, roteirista de séries aclamadas como “Cangaço Novo“, o filme se propõe a uma ambiciosa viagem por um Brasil reimaginado.
A ideia central da animação é, sem dúvida, o seu maior trunfo. Imaginar um Brasil de 2050, moldado pelas revoltas populares do século XIX — Cabanagem, Balaiada, Praieira e Sabinada — onde o Brasil foi dividido em várias republicas é genial e instigante.
gloriaeliberdade
A premissa de deslocar tempo e espaço para questionar o conceito de “nação” é poderosa, usando uma estética única para refletir as linguagens e memórias dos territórios imaginados, com uma audácia criativa admirável.
No entanto, a grandiosidade da ideia e o brilho da animação, por vezes, encontram um desafio no roteiro e no ritmo da narrativa. A jornada de Azul, uma jovem documentarista que investiga os motivos da fragmentação do antigo país, é rica em encontros com pajés, hackers e historiadores. Contudo, essa riqueza de informações e personagens pode tornar o roteiro um tanto confuso em alguns momentos.
‘Glória & Liberdade’ é uma obra que merece ser vista por sua originalidade. As sessões no Olhar de Cinema, com debates após a exibição de sexta-feira, são uma excelente oportunidade para mergulhar nessa “fabulação crítica” e refletir sobre o que Letícia Simões propõe: “o que poderia ter sido e, quem sabe, o que ainda pode ser”.
A próxima sessão de ‘Glória & Liberdade’no 14º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba acontece 15 de junho, às 15h30, no Cine Passeio (Cine Passeio Luz).
‘Wonka’, pré-sequência de ‘A Fantástica Fábrica de Chocolate’, estreou fazendo sucesso na Netflix e atualmente figura em SÉTIMO lugar entre os filmes mais vistos do catálogo do streaming.
O longa-metragem abriu com 83% de aprovação no Rotten Tomatoes, com base em 41 críticas publicadas até o momento. Além disso, o longa também se tornou um sucesso nos cinemas, arrecadando mais de US$ 600 milhões nas bilheterias mundiais.
Confira os principais comentários:
“Como qualquer doce, o filme proporciona uma satisfação significativa, mesmo que muito de seu capricho possa causar um pouco de dor de barriga. Mas com certeza é saboroso” – Screen International.
“‘Wonka’ faz você se sentir bem, mas nunca te faz voar” – Variety.
“[O diretor] Paul King novamente se prova um mestre engenheiro de mundos imaginários” – Slant Magazine.
“‘Wonka’ é cheio de charme e [Timothée] Chalamet está absolutamente adorável aqui” – AwardsWatch.
“[O filme] é espetacular, imaginativo, de bom coração e divertido” – Guardian.
‘Guerra Mundial Z‘ foi lançado em 2013 e apresentou um novo olhar sobre a temática do apocalipse zumbi, além de abrir espaço para possíveis sequências, que nunca aconteceram.
Durante uma entrevista para a Variety, Mirreile Enos, que interpreta a esposa de Brad Pitt, disse que ainda mantém esperanças sobre a sequência porque “seria uma desperdício se a continuação nunca for lançada.”
“O 1º filme foi tão bom, seria um desperdício se não fizessem uma sequência, então ainda estou esperançosa de que vá acontecer. [O diretor] David [Fincher] já havia nos falado sobre o roteiro [da continuação], mas parece que há uma maldição pairando sobre a ideia, porque estávamos prontos para embarcar, mas o navio nunca zarpou.”
Para quem não sabe, a Paramount Pictures realmente planejou uma sequência com o retorno de Fincher e Brad Pitt, mas cancelou o projeto por que seria muito caro para o estúdio.
O primeiro filme teve um orçamento inicial de US$ 190 milhões, gerando ainda mais gastos devido às extensas refilmagens. Fincher prometeu que a sequência teria uma escala menor, mas aparentemente não foi o suficiente.
“Algum dia. Nós amamos o livro do Max Brooks. Nós amamos esse universo. Sentimos que não terminamos de explorar o mundo de ‘Guerra Mundial Z‘.”
Baseado no livro ‘Guerra Mundial Z – Uma História Oral da Guerra dos Zumbis‘, de Max Brooks, o primeiro filme acompanhou Gerry Lane (Brad Pitt), funcionário da ONU que percorre o mundo numa corrida contra o tempo para deter a pandemia zumbi que está derrotando exércitos e governos, e ameaçando dizimar a própria humanidade.
‘Guerra Mundial Z‘ arrecadou saudáveis US$ 540 milhões mundialmente, se tornando o maior sucesso da carreira de Pitt.