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Crítica | Cidades de Papel

Nostalgia Pura

Cidades de Papel é o novo filme baseado num livro do autor John Green, mais conhecido pelo sucesso do ano passado A Culpa é das Estrelas. Começo dizendo que não assisti a obra citada, por mais que tenha ouvido apenas elogios sobre ela. Então, por mais que a maioria dos textos sobre Cidades de Papel façam as óbvias comparações, este é um aspecto do qual não poderei adereçar. Seja como for, posso afirmar também que a nova obra me fez sentir algo bom, que gosto de sentir, e que poucos filmes nos proporcionam atualmente: a sensação de ser conquistado, convencido.

A sensação a qual me refiro é quando um filme desarma nossas defesas. Quando mesmo a contragosto nos cativa. Quando você adentra a exibição com uma atitude negativa em relação a um filme (coisa injusta e que não deve ser feita, mas que muitas vezes possui razão de ser) e sofre uma grande reviravolta de pensamentos. Essa é uma das sensações mais gostosas para quem ama cinema e precisa assistir a muitos filmes de forma diária.

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Para que gostemos ou aprovemos um filme, diversos elementos precisam estar alinhados, funcionando de maneira cronometrada. E aqui, ocorre justamente isso. Cidades de Papel começa como um filme de romance, especialidade do autor. Mas já de cara é um romance incomum, de certa forma. O típico jovem nerd e retraído Quentin possui uma grande paixão platônica por Margo, a menina mais descolada do colégio.

Neste momento, dois elementos precisariam funcionar bem para que a história fosse crível, e eles dão certo. O primeiro é a sinceridade com que o protagonista é criado. E o segundo é: até que ponto a excentricidade de seu objeto de afeto não será visto como “coisas criadas para um filme”. Ela entra pela janela de seu quarto em determinada noite, por exemplo, e o arranca da apatia e dormência diária, para um dos momentos de maior adrenalina em sua vida nos últimos anos. Coisa que dura apenas algumas horas, no decorrer de uma noite. E quem não gosta de se sentir vivo assim. É instintivo e primordial.

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Essa primeira parte, da conexão entre os dois, funciona bem. A inocência das “missões” nos cativa, e por mais que o mais cínico ligue a incredulidade no máximo, as ações da dupla podem ser substituídas por qualquer atividade que faça o sangue correr e o coração bater mais forte. Esse é o propósito da sequência. Grande parte do mérito precisa ir para a dupla Michael H. Weber e Scott Neustader, os roteiristas que se especializaram em adaptar os contos de Green para o cinema. E por enquanto, com o placar de 2X0, fazem um ótimo trabalho.

Na manhã seguinte, da que com certeza foi a melhor noite de sua vida, sua amada Margo simplesmente some. No entanto, aparentemente deixando pistas de seu paradeiro. Daí em diante, Cidades de Papel se desenvolve para se tornar o que verdadeiramente é, um filme jovem (mas não infantil) sobre amizade, estruturado na forma de um road movie. Radar (Justice Smith) e Ben (Austin Abrams) são os melhores amigos de Quentin (Nat Wolff) e prontamente topam a viagem para encontrar Margo, que servirá muito mais para fortalecer seus laços e como transição rumo ao amadurecimento.

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Mais uma vez, é incrível como Cidades de Papel funciona, e em variados níveis. É uma mistura de Os Goonies (1985), A Lenda de Billie Jean (1985) – no sentido da idealização da jovem mulher forte e decidida, e Superbad: É Hoje (2007) – na forma em que retrata com total autoridade e realismo as mínimas situações vivenciadas por qualquer adolescente, de forma mais sutil e doce, e menos vulgar. Nat Wolff se mostra um bom protagonista, o rapaz comum e de fácil identificação. Ao lado do trio, outras duas boas descobertas. Jaz Sinclair vive Angela, a namorada de Radar, e Halston Sage é Lacey, a melhor amiga de Margo.

E a pergunta que todos querem saber é, como se saiu a modelo número 1 da atualidade, Cara Delevingne, em seu primeiro papel de destaque no cinema. Bem, embora não seja tão fotogênica sem a produção a qual está acostumada nas passarelas e em comerciais, a menina britânica, de 22 anos, se sai extremamente bem em sua construção de Margo – inclusive realizando um digno trabalho de postura e voz para a complexa personagem, sinal de uma atriz empenhada. Cidades de Papel é nostálgico, melancólico e recheado de bons sentimentos, coisa em falta nos tempos mecânicos de CGI e telas verdes. Esqueça Vingadores, Jurassic World e Exterminador do Futuro, Cidades de Papel é o filme mais humano desta temporada.

MTV confirma 6ª temporada de ‘Teen Wolf’

A MTV anunciou durante a Comic-Con que a série ‘Teen Wolf’ foi renovada.

O canal confirmou a sexta temporada, e encomendou mais 20 episódios, tornando ‘Teen Wolf’ na série mais longa da MTV.

Confira um vídeo da quinta temporada, atualmente em exibição:

Na véspera do Ano da Formatura, Scott e seus amigos se veem confrontados com a possibilidade de um futuro uns sem os outros e da próxima fase de suas vidas levá-los para direções diferentes, apesar de suas melhores intenções. Mal sabem eles que forças externas já estão conspirando para separar a alcatéia muito antes da chegada da formatura. Novos vilões misteriosos que usam a combinação de ciência e sobrenatural para uma finalidade malévola eventualmente vão colocar Scott e seus amigos contra o maior inimigo deles.

O quinto ano da série de lobisomens estreia em 29 de junho nos EUA. A segunda parte da première vai ao ar no dia seguinte.

Samba

(Samba)

 Samba<br /><br /> (2014) on IMDb

Elenco:

Omar Sy, Charlotte Gainsbourg, Tahar Rahim

Direção: Olivier Nakache, Eric Toledano

Gênero: Comédia Dramática

Duração: 120 min.

Distribuidora: California Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 09 de Julho de 2015

Sinopse:

O senegalês Samba (Omar Sy) mora ilegalmente na França há dez anos. Ele possui uma trajetória marcada por subempregos, discriminação e pobreza, até conhecer Alice (Charlotte Gainsbourg) uma executiva que tenta reconstruir sua própria vida profissional como voluntária em uma ONG. O encontro acabará mudando a vida dos dois que, apesar de fazer parte de universos tão diferentes, descobrem semelhanças inimagináveis entre si.

Curiosidades:

» Rodado na França.

» A trilha sonora é do brasileiro Jorge Ben.

» Nova parceria de Omar Sy com os diretores Olivier Nakache e Eric Toledano após o sucesso do francês ‘Intocáveis‘.

Trailer:

Cartazes:

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As Aventuras dos Sete Anões

(Der 7bte Zwerg)

 

 O 7º Anão<br /> (2014) on IMDb

Elenco: Otto Waalkes, Mirco Nontschew, Boris Aljinovic, Ralf Schmitz.

Direção: Herald Siepermann e Boris Aljinovic

Gênero: Animação

Duração: 87 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 09 de Julho de 2015

Sinopse:

A bruxa má Dellamorta amaldiçoou a Princesa Rose quando ela era um bebê. Antes de ela fazer 18 anos, Rose picará o dedo em um objeto afiado e o castelo inteiro cairá em um profundo sono de 100 anos, a menos que a princesa ganhe um beijo de amor verdadeiro.

Na noite da véspera de seu aniversário, a princesa envia Jack, seu melhor amigo, ao encontro dos Sete Anões, que vivem atrás das Sete Montanhas, para que eles o escondam até a data do 18º aniversário. Mas ele se perde no caminho e é capturado pelo dragão de Dellamorta, Braseiro.

Durante a festa de aniversário, Rose tem o dedo picado e todos caem no sono. Menos os Sete Anões, que, claro, sairão em uma jornada para salvar Jack – para que então ele possa salvar Rose.

 

Curiosidades:

» ‘As Aventuras dos Sete Anões’ (The 7th Dwarf), é uma aventura animada, dirigida por Harald Siepermann – animador de sucessos como Uma Cilada Para Roger Rabbit (1988); Tarzan (1999), Irmão Urso (2003) e Encantada (2007) e codirigida por Boris Aljinovic.

 

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Neruda

(Neruda)

 

 Neruda<br />
(2014) on IMDb

Elenco: José Secall, Paulina Harrington, Erto Pantoja.

Direção: Manuel Basoalto

Gênero: Drama

Duração: 97 min.

Distribuidora: Espaço Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 09 de Julho de 2015

Sinopse:

Pablo Neruda recebe o Prêmio Nobel de Literatura em 1971. Em seu discurso de agradecimento, ele lembra alguns episódios quase esquecidos de sua vida, mas fundamentais na construção de sua obra poética.

 

Curiosidades:

» —

 

Trailer:


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Phoenix

(Phoenix)

 

 Phoenix<br />
(2014) on IMDb

Elenco: Nina Hoss, Ronald Zehrfeld, Nina Kunzendof, Trystan Pütter.

Direção: Christian Petzold

Gênero: Drama

Duração: 98 min.

Distribuidora: Imovision

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 9 de Julho de 2015

Sinopse:

Nelly Lenz é uma sobrevivente do campo de concentração durante a segunda guerra mundial, onde foi deixada terrivelmente desfigurada. Após uma cirurgia de reconstrução facial, Nelly volta à Berlin em busca do seu marido Johnny. Quando ela finalmente o encontra, Johnny não a reconhece. No entanto, ele se aproxima dela com uma proposta, já que Nelly se parece com a sua esposa a quem ele acredita estar morta.
Johnny pede para que ela o ajude a reivindicar a herança de sua viúva. Nelly concorda, pois deseja descobrir se Johnny a amava, ou se ele a traiu. Será que Johnny irá confessar o seu amor, ou a sua culpa?

 

Curiosidades:

» Vencedor do Prêmio FIPRESCI no Festival de San Sebastian 2014

» Esta é a quinta vez que o diretor Christian Petzold trabalha com a atriz Nina Hoss em seus filmes.

 

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Maggie – A Transformação

(Maggie)

 

 Maggie<br /><br /> (2015) on IMDb

Elenco: Arnold Schwarzenegger, Abigail Breslin, Joely Richardson

Direção: Henry Hobson

Gênero: Drama, Terror

Duração: 95 min.

Distribuidora: H2O Filmes

Orçamento: US$ 8 milhões

Estreia: 2016 nas Locadoras

Sinopse:

Uma adolescente é infectada por uma doença que lentamente transforma as pessoas em zumbis. Durante a transformação, seu pai permanece ao seu lado.

 

Curiosidades:

» Rodado nos EUA e na Suíça.

» Chloe Moretz chegou a negociar para viver a protagonista, mas não fechou contrato.

» O roteiro escrito por John Scott 3 figurou na Black List – lista dos melhores roteiros de Hollywood ainda não produzidos.

 

Trailer:

 

Cartazes:

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Review | Pânico – A Série (1×01)

Com o fim dos anos 80, os filmes de serial killers entraram em franca decadência. Após várias seqüências risíveis de ‘Sexta-Feira 13’, ‘A Hora do pesadelo‘ e ‘Halloween‘, os filmes de terror tiveram uma queda de qualidade, e o gênero foi limado das telas do cinema.

Em meados dos anos 90, eis que surge um novo terror, citado pela Variety antes de sua estreia como ‘D.O.A’ (Dead on Arrival, gíria para ‘futuro fracasso nas bilheterias’). Era ‘Pânico‘ (Scream, 1996), dirigido pelo mestre do terror Wes Craven (‘A Hora do Pesadelo’) em parceria com o roteirista Kevin Williamson, até então desconhecido.

Pânico’ não obteve grande sucesso em sua estreia, mas o boca a boca positivo fez o filme crescer nas semanas seguintes, e arrecadar US$ 103 milhões nos EUA. Era um fenômeno de bilheterias, e o começo de uma nova era para o terror, que rendeu vários frutos e um novo subgênero. Vieram duas sequências do original, e derivados como ‘Eu sei o que vocês fizeram no verão passado 1 e 2‘, ‘Prova Final‘, ‘Lenda Urbana‘, entre outros.

Como na década de 80, o subgênero começou a esgotar, e após algumas bombas, os filmes de terror encontraram outras fórmulas e franquias (‘Jogos Mortais’, ‘O Chamado’) para seguir adiante.

Pânico 4’ estreia com a promessa de se auto-renovar em uma nova década, fazendo paródia com o subgênero que ele mesmo criou. E conseguiu. O roteirista Kevin Williamson adicionou tudo que funcionou nos anteriores, e renova a franquia para uma nova audiência. Misturando terror e comédia de maneira sensacional, o longa um novo recomeço para a franquia que era dada como morta.

Porém, o esforço não deu certo e o filme acabou afundando nas bilheterias (faturou US$ 38,1 milhões – US$ 97 milhões mundialmente – com orçamento de US$ 40 milhões) e matando a franquia nos cinemas.

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Seguindo uma tendência atual (vide ‘Hannibal‘ e ‘Bates Motel‘), a franquia encontrou sua sobrevida nas telinhas. Convenhamos que é difícil adaptar um filme de terror em série: os habituais 90 minutos são o tempo suficiente para criar suspense, trabalhar os personagens, matar quase todo o elenco e encerrar com uma virada na trama que brilhantemente prende o espectador do começo ao fim.

Na TV, a história precisa ser esticada de uma maneira que prejudica o caminhar da história, e tal suspense pode acabar esgotando o espectador que precisará de 10 episódios de 45 minutos para saber quem é tal assassino (ou até mais, como a incansável série ‘Pretty Little Liars‘ que engana seu público há seis temporadas sem contar quem é a maldita “-A”).

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Há paralelos bastante claro para o primeiro filme, com os queridos Sidney, Billy, Stu, Randy e Tatum. Na série, temos Emma (Willa Fitzgerald), Will (Conner Weil), Jake (Tom Maden) e Brooke (Carlson Young), os garotos populares de Lakewood.

Por mais que Emma se apresente como a “final girl“, a personagem mais interessante do episódio piloto é Audrey (Taylor-Bex Klaus), ex-melhor amiga da protagonista que foi vítima de cyber bullying por beijar uma garota.

Mas o grande querido do público definitivamente será Noah Foster (John Karna), o Randy Meeks da série, que já nos explica porque um filme de terror nunca tentou a sorte como série de TV:

“A garota e seu namorado chegam no baile em uma casa de campo deserta. O assassino mata-os um por um. Noventa minutos mais tarde, o sol aparece e a menina sobrevivente senta-se na ambulância assistindo os corpos de seus amigos passando em macas. Filmes de psicopata passam muito rápido. Na TV é preciso esticar as coisas. Quando o primeiro corpo é encontrado, é só questão de tempo até o banho de sangue começar”, afirma.

Uma autocritica? Não, é a metalinguagem da franquia sendo transportada para a TV de maneira brilhante, e já transformando o garoto nerd apaixonado por filmes de terror em um dos preferidos do público – e é claro – um dos principais suspeitos.

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Como fã insaciável da franquia ‘Pânico‘, gostei bastante desse episódio piloto pela nostalgia que ele nos traz. A seqüência de abertura, com a bela Bella Thorne, é bastante explícita a tem a intenção de evocar visualmente a seqüência de Drew Barrymore em ‘Pânico‘, como uma colegial sozinha em casa que é perseguida por um assassino de maneira assustadora dando início ao banho de sangue. Só por essa cena, que não chega a ser brilhante como a do filme mas consegue reproduzi-la de maneira bastante satisfatória, já vale a pena assistir ao episódio.

Além da metalinguagem, toda a referência à cultura pop está aqui: ‘American Horror History‘, ‘Bates Motel‘, ‘Hannibal‘, Taylor Swift, etc…

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O único problema do episódio piloto é o excesso de personagens: somos apresentados a mais de dez, sem conseguirmos nos identificarmos com quase nenhum deles – algo extremamente importante no gênero terror, afinal, você tem que sentir dó daqueles jovens que estão morrendo, como Noah também adianta.

Veja as melhores mortes da franquia ‘Pânico’

‘Pânico 5′ não vai acontecer

Escolha como será assassinado em jogo interativo da série ‘Pânico’ 

Vídeo compila todos os gritos da quadrilogia ‘Pânico’; Assista! 

Devido aos caros direitos autorais, a máscara do Ghostface foi alterada, assim como sua voz. Mas isso não atrapalha a trama e pelo comercial dos próximos episódios podemos perceber que a máscara será alterada ao longo da trama, dando liberdade criativa aos produtores.

No final, a vibe da franquia ‘Pânico‘ está ali, assim também como a da franquia ‘Sexta-Feira 13‘. O episódio começa em um lago (Jason, é você?), como duas histórias paralelas: Além do grupo de jovens nos dias de hoje sendo perseguidos pelo serial killer, a mãe da protagonista enfrentou o mesmo tipo de situação há anos atrás, quando um menino com o rosto deformado a perseguiu e matou vários de seus amigos.

A história paralela pode até ser meio desnecessária, mas obviamente não foi o garoto deformado que matou os adolescentes, aumentando a lista de suspeitos da atual matança.

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O piloto é interessante e saudosista, mas ainda não conseguiu captar a vibração divertida e inteligente dos filmes. Porém, a MTV mostra que não tem medo de entregar cenas sangrentas e obscuras, e promete uma temporada bastante interessante e com grande potencial.

Merece ser assistido!

Assista a prévia do segundo episódio, intitulado ‘Hello Emma‘, com o episódio piloto:

Scream‘ começa com um vídeo que foi parar no YouTube e se tornou viral. Ele causa problemas para a protagonista Audrey, que se vê em meio a um assassinado e uma cidade com um passado conturbado.

A dupla Jay Beattie e Dan Dworkin (das séries ‘Revenge’ e ‘Criminal Minds’) escreveram o primeiro episódio. Jill Blotevogel (‘Ravenswood’, ‘Harper’s Island’, ‘Eureka’) servirá como produtor principal de ‘Scream‘.

 

 

EXCLUSIVO: Cartaz da comédia romântica ‘Sexo, Amor e Terapia’

O CinePOP divulga, com EXCLUSIVIDADE, o cartaz nacional da comédia romântica ‘Sexo, Amor e Terapia‘ (Tu Veux ou Tu Veux Pas?), que a Mares Filmes lança nos cinemas dia 27 de agosto.

Em ‘Sexo, Amor e Terapia‘, presenciamos o encontro inesperado de Judith (Sophie Marceau), uma mulher que vive abertamente a sua sexualidade, mantendo casos com diversos homens; e Lambert (Patrick Bruel), um viciado em sexo que tenta justamente pensar em outra coisa e conter os seus desejos. Mas quando Judith passa a trabalhar como assistente no consultório de Lambert, a situação não vai ficar muito fácil para nenhum dos dois.

Confira:

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Tonie Marshall dirige. O elenco conta com Sophie Marceau, Patrick Bruel André Wilms.

Crítica | Muitos Homens num Só

Com apenas um mês de filmagens, um tempo bem curto na média para um projeto de produção cinematográfica, Muitos Homens num Só é uma livre adaptação baseada no livro Memórias de um Rato de Hotel (1912), de João do Rio. Contando com uma direção que possui bons momentos, um roteiro que deixar a desejar principalmente quando resolve preencher as lacunas investigativas que a história pede por historinhas de amor novelescas e um elenco que desenvolve seus personagens de maneira consciente mas sem ser muito profunda, o filme vem fazendo uma carreira interessante no circuito nacional. Às vezes sendo suspense, às vezes sendo um drama romântico, Muitos Homens num Só comete um pecado capital: se perde em seu caminho que tinha tudo para ser vitorioso.

Na trama, conhecemos Arthur (Vladimir Brichta), uma alma inquieta, um homem com um olhar atento que faz provar a teoria de que a política da vida está no improviso de cada dia. No início do Século XX, Arthur se especialista em furtar pertences de moradores e turistas dos mais badalados lugares da cidade maravilhosa.  Certo dia, em um roubo em que se meteu para pagar uma dívida de um amigo, acaba se apaixonando por Eva (Alice Braga), uma desenhista que vai mudar de vez sua vida. Paralelo a isso, o investigador Félix Pacheco (Caio Blat) começa uma caça ao ladrão, utilizando alguns métodos inovadores para a época, como a impressão digital.

Arthur, tinha tudo para ser um dos personagens mais marcantes do cinema nacional neste ano. Não possui armas, somente a habilidade. Em uma sociedade machista de anos atrás se dedica ao exercício da vadiagem. Observa o que ninguém vê mas que está diante de nossos olhos. O motivo é simples, o mundo que o cerca é intrigante. Porém, o roteiro assinado pela dupla Leandro Assis e Nina Crintzs se perde no clichê de tentar preencher lacunas extras na historinha de amor que é projetada na história, deixando de lado a interessante investigação feita pelo ótimo personagem interpretado por Caio Blat, Félix Pacheco.

Talvez o ponto mais positivo do filme, a trilha sonora é assinada pelo ex-guitarrista da Legião Urbana, Dado Villa-Lobos (que já havia composto a trilha de Malu de Bicicleta e O Inventor de Sonhos) é simplesmente ótima. Villa-Lobos deveria fazer essa incursão ao universo cinema mais vezes. De resto, Muitos Homens num Só é mais um filme nacional com potencial gigantesco que acaba naufragando.

Crítica | Jogada de Mestre

Baseado no livro homônimo de Peter R. de Vries, Jogada de Mestre (Kidnapping Mr. Heineken) é baseado em fatos reais e conta com certos detalhes o seqüestro de um dos chefões da cervejaria Heineken, que aconteceu na década de 80, na Holanda. Para dirigir essa explosiva história, foi chamado o cineasta sueco Daniel Alfredson (A Rainha do Castelo de Ar e A Menina Que Brincava Com Fogo) e para interpretar o representante da família Heineken Anthony Hopkins. Por mais que seja um projeto corajoso e com pontos positivos, existe uma falha óbvia nas sustentações dos personagens, Sam Worthington (Avatar) compromete bastante a trama e tem uma atuação bem abaixo da média. Jim Sturgess não brilha como poderia e Hopkins fica meio esquecido, não podendo contribuir com sua força cênica.

Na trama, voltamos ao ano de 1983 na Holanda, onde o magnata holandês de cervejas Freddy Heineken (Anthony Hopkins) foi seqüestrado e ficou preso, junto de seu motorista, durante 3 semanas em um galpão.  Ambos só foram soltos depois do pagamento de 35 milhões de guilders holandeses (aproximadamente 21 milhões de dólares) aos criminosos, o valor mais alto da história pago por um sequestro. O bando de criminosos era comandando por Cor Van Hout (Jim Sturgess) um desiludido homem que a beira do desespero e com a esposa grávida resolve arquitetar este plano juntamente com outros quatro colegas.

O roteiro tem fundamental importância para a baixa harmonia que vemos entre história e personagens. Em seu primeiro arco, resolve modelar todo o pensamento e os porquês por trás do seqüestro, apresenta características familiares dos envolvidos e as possíveis conseqüências de seus atos. Quando acontece o roubo e no momento onde tínhamos que conhecer melhor o ponto de interseção das histórias, O Sr. Heineken,   o filme praticamente esquece de modelar quem é esse personagem e mostrar mais dos dias dele em cativeiro. O foco quase total nos seqüestrados resolveria a questão da interação com o público caso esses personagens conseguissem ser empáticos ou bem desenvolvidos pelos seus intérpretes, fatores que não acontecem. Todos no elenco tem atuações apenas regulares ou ruins.

Assim, Jogada de Mestre (Kidnapping Mr. Heineken), se caracteriza como mais um filme mais ou menos que tem pessoas famosas no elenco. Não deixará lembranças na memória cinéfila e ainda e somente cutucará a curiosidade sobre mais elementos dessa história, já que, Peter R. de Vries, revelou em uma entrevista que não foi à première do filme por ter desaprovado a versão final do filme, afirmando que o mesmo ficou muito diferente do que realmente aconteceu. Será que numa segunda versão, o resultado como filme seria melhor?

Crítica | A Dama Dourada

Podes ter de travar uma batalha mais de uma vez, para a vencer. Após o interessante Sete Dias com Marilyn, o cineasta britânico Simon Curtis volta à direção de uma longa-metragem, dessa vez para falar sobre uma história incrível de determinação e inteligência baseada em fatos reais. A Dama Dourada, passado na década de 80, na Califórnia, é um drama com cirúrgicas pitadas de humor, oriundo da interpretação digna de Oscar de uma das grandes atrizes britânica em atividade: Helen Mirren. No elenco ainda o excelso Daniel Brühl e a surpreendente atuação do ex-Lanterna Verde, Ryan Reynolds.

Na trama, conhecemos Maria Altmann (Helen Mirren), uma senhora inteligente e com muito bom humor, que por um longo tempo viveu os horrores da guerra. Sobrevivente do Holocausto e vivendo nos Estados Unidos a muito tempo, busca a ajuda de um jovem e inexperiente advogado, neto de um grande compositor austríaco, Randol Schoenberg (Ryan Reynolds) para recuperar a obra de arte, Retrato de Adele Bloch-Bauer I, do pintor austríaco Gustav Klimt, que ficou mais conhecido como The Lady in Gold . Essa obra de arte pertencente à sua família e foi roubada pelos nazistas durante a guerra. Assim, o sonho dessa senhora é recuperar o quadro que está exposta em um museu na Áustria, para isso vai processar o governo austríaco e lutar pelos seus direitos.

Existe muito carisma em cena. Helen Mirren e Ryan Reynolds, surpreendentemente encontram uma química maravilhosa. O surpreendente referido, não é pela ótima Mirren mas sim pelo quase sempre fraco em atuações Reynolds. A competência de Simon Curtis é de fundamental ajuda para ficarmos sem conseguir tirar os olhos da telona. O roteiro é muito dinâmico/inteligente e fecha todos seus arcos explicando com cuidado e muita sapiência. Os coadjuvantes são muito bem representados por Daniel Brühl já que Katie Holmes, que interpreta a esposa de Randol Schoenberg (Reynolds) praticamente nem aparece em cena, sendo anulada completamente da história.

As situações apresentadas dentro de ambientações na época para o decorrer dos fatos daquele tempo, transportam o espectador para dentro de uma história repleta de drama sobre uma família, que assim como milhares, sofreram os horrores da guerra, tendo seus bens roubados e principalmente suas vidas alteradas para sempre. Nesta bela fita, que estreia aqui no Brasil em agosto, há muita delicadeza e atuações acima da média para tratar de um tema tão pesado como as ações dos nazistas na mais famosa das guerras mundiais.

EXCLUSIVO: Elenco fala sobre ‘Pixels’ em vídeo legendado

Pixels‘, comédia de ação sobre a invasão dos videogames no mundo real, promete ser uma das maiores estreias deste ano. Com o lançamento chegando, o CinePOP divulga um featurette EXCLUSIVO que traz depoimentos do elenco (Peter Dinklage, Kevin James, Michelle Monaghan) e da equipe, apresentando os personagens de Arcade (ou fliperama, como é tradicionalmente conhecido no Brasil) que estarão no filme.

Entre eles, podemos esperar os clássicos Pac-Man e Donkey Kong. Que demais!

Pixels‘ estreia no Brasil dia 23 de julho de 2015

Adam Sandler participa de filme com a Turma da Mônica; Assista! 

Assista ao featurette exclusivo e confira nosso logotipo pixelizado:

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O primeiro trailer, lançado no início do ano, bateu o recorde de visualizações do estúdio. A prévia foi assistida por 34,3 milhões de pessoas nas suas primeiras 24 horas online, superando as 22 milhões de visualizações do primeiro trailer de ‘O Espetacular Homem-Aranha 2’ e se tornando o trailer mais visto da história da Sony.

Em ‘Pixels‘, quando seres intergalácticos interpretam um arquivo em vídeo com imagens de jogos de arcade clássicos como uma declaração de guerra contra eles, eles atacam a Terra usando esses jogos como modelos para suas várias ofensivas. O presidente Will Cooper (Kevin James) busca ajuda de seu melhor amigo de infância Sam Brenner (Adam Sandler), um campeão de competições de vídeo-games nos anos 80 – e agora um instalador de home theater – para liderar uma equipe de jogadores veteranos (Peter Dinklage e Josh Gad), derrotar os alienígenas e salvar o planeta. Eles ainda vão contar com a ajuda da tenente-coronel Violet Van Patten (Michelle Monaghan), uma especialista em tecnologia que irá fornecer aos arcaders as armas exclusivas para lutar contra os aliens.

Peter Dinklage (‘Game of Thrones’), Josh Gad (‘Frozen’), Adam Sandler, Kevin James, Michelle Monaghan , Brian Cox e Ashley Benson (‘Pretty Little Liars’) estrelam. Chris Columbus dirige.

 

 

Crítica | Meu Verão na Provença

A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família. Depois do ótimo Amor é Ódio no já distante ano de 2010, a cineasta Rose Bosch volta a direção, dessa vez em um filme muito bonito que mostra todas as fases de uma família contada de uma maneira deliciosa. Somando-se a isso, o longa-metragem que estreou no circuito brasileiro na última quinta-feira (02.07), conta com uma atuação maravilhosa do excelente ator francês Jean Reno.

Na trama, conhecemos três irmãos de personalidades diferentes, entre eles um jovenzinho com deficiência auditiva, que partem, forçadamente, de férias para a bela cidade de Florença, na Itália, logo depois de um abalo na estrutura familiar que estavam acostumados. Meio sem saber o que será do destino deles, chegam à casa de Paul (Jean Reno) e Irene (Anna Galiena), seus avós que não viam a muito tempo. Por conta de brigas familiares, não conheciam direito seu avô, um semi-idoso rabugento que vai aprender com a juventude a sorrir novamente.

A primeira vista, parece que Meu Verão na Provença não passa de um filme bobinho, aguinha com açúcar, que avançará por clichês durante todos os 105 minutos de duração. Bem, o filme é muito mais profundo do que isso. O entrosamento dos atores em cena é um dos pontos de sustentações da história, que contém uma premissa bem simples, um conflituoso choque de gerações oriundos, em partes, de escolhas do passado. O desenvolvimento desses personagens ao longo do filme é delicado e só realmente percebemos o quanto que a história é cativante no arco final. Alguns podem até achar alguns diálogos bobinhos mas garanto a vocês, de bobinho esse filme não tem nada.

O foco da trama gira em torno do personagem de Jean Reno, Paul, um quase velhinho amargurado, rabugento, que na verdade sofre internamente com saudades de seu passado underground onde passava dias e dias viajando numa levada Hippie. Como em time de futebol, no cinema acontece a mesma coisa, quando você tem um super talento na sua equipe você joga a bola para ele que o mesmo resolve. Jean Reno, com muita habilidade em cena consegue agarrar o espectador do primeiro ao último minuto e o melhor de tudo: não decepciona! Sem dúvidas, uma das melhores atuações deste grande astro do cinema mundial.

Meu Passado Me Condena 2

(Meu Passado Me Condena 2)

 

Elenco:

Fábio Porchat, Miá Mello, Inez Viana, Marcelo Valle, Rafael Queiroga, Juliana Didone.

Direção: Julia Rezende

Gênero: Comédia

Duração: 105 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: R$ 7 milhões

Estreia: 2 de Julho de 2015

Sinopse:

Meu Passado me Condena 2‘ mostra o que aconteceu com Fábio (Fábio Porchat) e Miá (Miá Mello), que resolveram se casar com apenas um mês de namoro e tiveram uma lua-de-mel cheia de surpresas, em alto mar. Agora que caiu na rotina, o casal apaixonado está estressado e tem que lidar com suas diferenças, que não são poucas. Fábio, que trabalha com seu pai num bufê infantil e pode acordar tarde todos os dias, não aguenta mais as reclamações de Miá, que é jornalista e dá o maior duro.

Na mesma noite, logo depois de Miá pedir “um tempo”, Fábio recebe uma ligação de seu avô, Nuno (Antonio Pedro), que mora em Portugal, contando que acabou de ficar viúvo. Enxergando uma oportunidade de salvar seu casamento, ele apela para o emocional e a convence a ir com ele para o funeral.

O desenrolar da história se passa na Quinta do avô de Fábio, onde ele reencontra uma antiga namorada, Ritinha (a atriz portuguesa Mafalda Rodilles), e o charmoso Alvaro (o português Ricardo Pereira), com quem foi criado e rivaliza desde garoto. Longe de casa, Fábio e Miá avaliam os prós e contras de estarem casados e passam, mais uma vez, pelas provações típicas dos jovens casais. As filmagens também ocorrem em Lisboa e na aldeia de Sortelha, próxima da Serra da Estrela, local mítico e romântico.

Curiosidades:

» Da diretora carioca Julia Rezende, a sequência da comédia que levou aos cinemas mais de 3 milhões de espectadores, em 2013, contou com cenas internas e externas no Rio de janeiro e, em sua maior parte, em Portugal, em locações como a Quinta de Sant’Ana, no Gradil, e em Sortelha, um vilarejo perto da Serra da Estrela com apenas 25,72 Km² de área e 200 habitantes.

» ‘Meu Passado Me Condena‘ é a adaptação da série de televisão de mesmo nome, escrita por Tati Bernardi.

Entrevista:

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Crítica | Woody Allen: Um Documentário

O cinema documental funciona como uma reportagem. No caso de se tratar do relato de uma vida, o primeiro passo é saber o quão interessante é, ou foi, a vida do relatado. Aqui temos a biografia autorizada de um dos maiores ícones do cinema, e do humor, de todos os tempos. Um projeto que já nasceu vencedor, e que seria muito difícil ser arruinado.

O cinema documental funciona como uma reportagem. No caso de se tratar do relato de uma vida, o primeiro passo é saber o quão interessante é, ou foi, a vida do relatado. Aqui temos a biografia autorizada de um dos maiores ícones do cinema, e do humor, de todos os tempos. Um projeto que já nasceu vencedor, e que seria muito difícil ser arruinado.

É impossível para qualquer cinéfilo de verdade não sair extremamente satisfeito, ou ao menos com um sorriso no rosto ao final da projeção de “Woody Allen: Um Documentário”; mesmo com certas picuinhas se acharmos que a obra se concentrou demais em certos aspectos, e deixou passar outros, ou passou rápido demais por eles. Dando devido crédito ao filme de Robert B. Weide (diretor do filme “Um Louco Apaixonado” e de episódios da série “Segura a Onda”), “Woody Allen: Um Documentário” não é inovador em sua narrativa, e nem planejava ser, tendo em mãos um material por si só tão poderoso tudo o que precisava ser feito era criar algo acessível tanto para os fãs fervorosos do cineasta quanto para pessoas que estivessem dispostas a conhecer a vida e obra desse grande autor.

E para isso Weide começa pelo começo. A infância do pequeno Allan Stewart Konigsberg, e sua vida junto da família no bairro do Brooklyn em Nova York. O início da carreira como comediante é retratado a seguir, e o nervosismo de um jovem tímido que vomitava antes de suas apresentações em público, e que precisava ser empurrado muitas vezes para entrar em cena. Se para mais nada, “Woody Allen: Um Documentário” se torna impressionante por Weide ter conseguido confissões tão sinceras do próprio Allen, que ao contrário do que dizem ser uma pessoa reclusa, aceita os holofotes colocados nele pelo filme de muito bom humor. Para os fãs passar essas duas horas ao lado do ídolo, de sua intimidade, esmiuçando sua vida, é um grande presente. Por mais escolado que o maior cinéfilo fã de Allen seja, talvez não conheça de perto todos os fatos apresentados pelo documentário, como por exemplo, a forma jocosa como o diretor narra seu método de trabalho, ainda confiando em sua máquina de escrever velha de guerra há pelo menos trinta anos. Quando Weide lhe pergunta sobre as vantagens de um computador, que incluem o artifício de poder copiar e colar textos, Allen é preciso ao mostrar sua tesoura e grampeador.

Allen também se orgulha de suas anotações, e de poder escrever no quarto, sem pressão, o que trata como quase terapia. Seu mosaico de informações aparentemente desconexas em variados pedaços de papel são de onde partem suas ideias para filmes, e o desinteresse do cineasta por seus próprios pensamentos documentados (a seu jeito) mostra que embora a palavra gênio seja constantemente usada a seu favor, Allen realmente não concorda com o elogio, esse é um tema recorrente de todo o filme. O diretor Weide soube utilizar bem seu tempo de projeção, dividindo a obra igualmente em duas partes: uma para falar sobre o início da vida de Allen, que engloba infância, princípio da carreira como comediante, e seus primeiros projetos no cinema; e outra centrada em sua extensa obra cinematográfica. Tudo, obviamente, mesclado com pensamentos sobre os assuntos levantados, do próprio Allen, e de várias pessoas próximas como sua irmã, o produtor e roteirista Marshall Brickman, o crítico Leonard Maltin, o diretor Martin Scorsese, e alguns dos principais atores que trabalharam com ele, como o vencedor do Oscar Sean Penn, que confessa nunca ter discutido sobre suas escolhas para o personagem Emmet Ray, de “Poucas e Boas”, com Allen, nem depois do filme pronto.

Allen é seguido pelas câmeras de Weide até mesmo durante as filmagens da produção “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos”, e aí podemos vê-lo em ação com a mão na massa. Nesse trecho podemos notar certo acanhamento de Allen ao saber estar sendo vigiado, mesmo assim ainda podemos conferir suas instruções para Josh Brolin, e nos divertirmos mais um pouco ao saber da impaciência do diretor em repetir takes. Ao contrário de outros mestres contemporâneos seus, como Stanley Kubrick e Roman Polanski, favoráveis a exaustivas repetições, Allen é econômico, e valoriza as noites passadas em casa e não num set. Ao passarmos por sua extensa filmografia, que conta com quase 50 títulos dirigidos por ele, Weide enfatiza grandes momentos, e algumas obras-primas, como “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, “Manhattan” (talvez o filme menos apreciado pelo próprio Allen – que confessa ter mandado recolher a obra antes de sua exibição), “A Rosa Púrpura do Cairo”, “Crimes e Pecados”, “Tiros na Broadway”, “Match Point”, e seus filmes iniciais de humor escrachado. Weide não se intimida e também foca nos fracassos do diretor como “Memórias” (tratado pelo documentário como a pior coisa que Allen já produziu) e “Interiores” (quebra do que Allen vinha fazendo, e um de meus favoritos em sua filmografia).

Allen também fala sobre sua decepção ao entrar na indústria do cinema, ao ter seu texto para “O que há, Tigresa?” totalmente alterado, só concordando em ter outro roteiro seu filmado se fosse ele mesmo o diretor, e assim seguiu, entrando em sua quinta década como cineasta. Além de não se incomodar em mostrar os considerados fiascos do diretor, e até mesmo enaltecer suas derrotas, Weide vai além e toca na ferida, ao comentar talvez o fato mais estarrecedor da vida pessoal de Woody Allen, quando durante as filmagens de “Maridos e Esposas”, sua então mulher e musa, de 13 de seus filmes, Mia Farrow, flagrou a traição do marido, ao encontrar fotos de sua filha adotiva Soon-Yi, então com 19 anos de idade, nua. Além dos elogios tecidos pelo próprio Allen para sua ex-companheira, o documentário enobrece Farrow ao afirmar que mesmo depois da grande desilusão, e ruína de sua vida pessoal, a atriz retornou ao set de filmagem para contracenar com uma pessoa que agora desprezava, e terminar o filme. Farrow talvez tenha reinventado a palavra profissionalismo. “Woody Allen: Um Documentário” é um deleite para qualquer cinéfilo, uma grande homenagem, divertida e informativa, para um dos grandes nomes do cinema atual e de todos os tempos.

 

Os Olhos Amarelos dos Crocodilos

(Les Yeux Jaunes Des Crocodiles)

 

 Os Olhos Amarelos dos Crocodilos (2014) on IMDb

Elenco:

Julie Depardieu – Joséphine Cortes
Emmanuelle Béart – Iris Dupin
Patrick Bruel – Philippe Dupin
Alice Isaaz – Hortense Cortes
Jacques Weber – Marcel Grobz

Direção: Cécile Telerman

Gênero: Drama

Duração: 118 min.

Distribuidora: Mares Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 2 de Julho de 2015

Sinopse:

Duas irmãs têm uma relação conflituosa e opostas totais: Iris (Emmanuelle Béart) leva uma vida fútil e luxuosa, sem trabalhar, enquanto Joséphine (Julie Depardieu), que acabou de passar por um relacionamento amoroso conturbado, trabalha como pesquisadora da Idade Média, mas não tem o reconhecimento da família. Certo dia, para impressionar a família, Iris diz que está escrevendo um romance, justamente sobre uma pesquisadora da Idade Média. Para sustentar a mentira, ela pede a irmã (Joséphine) escrever o romance de verdade em seu lugar, em troca de dinheiro. Quando o livro inesperadamente obtém sucesso, as duas irmãs entram em rota de colisão e um livro fará com que a relação entre elas transforme-se radicalmente suas vidas.

 

Curiosidades:

» Comédia-dramática de Cécile Telerman (‘Algo Que Você Precisa Saber’), baseado no livro de Katherine Pancol.

 

Trailer:


Cartazes:

olhosamarelosdecrocodilo_1

Woody Allen: Um Documentário

(Woody Allen: A Documentary)

Elenco:

Woody Allen, Josh Brolin, Dick Cavett, Penélope Cruz, John Cusack, Owen Wilson, Scarlett Johansson, Penelope Cruz, Martin Scorsese, Larry David, Antonio Banderas, F.X. Feeney.

Direção: Robert B. Weide

Gênero: Documentário

Duração: 113 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 2 de Julho de 2015

Sinopse: ‘Woody Allen: Um Documentário’ percorre a carreira do cineasta com depoimentos de artistas como Diane Keaton (que foi casada com Allen), Sean Penn, Owen Wilson, Scarlett Johansson, Penelope Cruz, Martin Scorsese e Gina Lollobrigida.

Curiosidades:

» —

Trailer:


 

EXCLUSIVO: Conheça os personagens de fliperama presentes em ‘Pixels’

Pixels‘, comédia de ação sobre a invasão dos videogames no mundo real, promete ser uma das maiores estreias deste ano.

Com o lançamento chegando, o CinePOP divulga um featurette EXCLUSIVO que traz depoimentos do elenco (Peter Dinklage, Kevin James, Michelle Monaghan) e da equipe, apresentando os personagens de Arcade (ou fliperama, como é tradicionalmente conhecido no Brasil) que estarão no filme.

Entre eles, podemos esperar os clássicos Pac-Man e Donkey Kong. Que demais!

Pixels‘ estreia no Brasil dia 23 de julho de 2015

Assista ao featurette exclusivo e confira nosso logotipo pixelizado:

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O primeiro trailer, lançado no início do ano, bateu o recorde de visualizações do estúdio. A prévia foi assistida por 34,3 milhões de pessoas nas suas primeiras 24 horas online, superando as 22 milhões de visualizações do primeiro trailer de ‘O Espetacular Homem-Aranha 2’ e se tornando o trailer mais visto da história da Sony.

Em ‘Pixels‘, quando seres intergalácticos interpretam um arquivo em vídeo com imagens de jogos de arcade clássicos como uma declaração de guerra contra eles, eles atacam a Terra usando esses jogos como modelos para suas várias ofensivas. O presidente Will Cooper (Kevin James) busca ajuda de seu melhor amigo de infância Sam Brenner (Adam Sandler), um campeão de competições de vídeo-games nos anos 80 – e agora um instalador de home theater – para liderar uma equipe de jogadores veteranos (Peter Dinklage e Josh Gad), derrotar os alienígenas e salvar o planeta. Eles ainda vão contar com a ajuda da tenente-coronel Violet Van Patten (Michelle Monaghan), uma especialista em tecnologia que irá fornecer aos arcaders as armas exclusivas para lutar contra os aliens.

Peter Dinklage (‘Game of Thrones’), Josh Gad (‘Frozen’), Adam Sandler, Kevin James, Michelle Monaghan , Brian Cox e Ashley Benson (‘Pretty Little Liars’) estrelam. Chris Columbus dirige.

 

 

Daryl, Glenn e Maggie em fotos da 6ª temporada de ‘The Walking Dead’

A revista EW divulgou três imagens da sexta temporada da série ‘The Walking Dead‘, que trazem Daryl (Norman Reedus), Glenn (Steven Yeun) e Maggie (Lauren Cohan) prontos pra batalha.

Confira:

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Na última semana, foi divulgado o primeiro cartaz da nova temporada, que sugere um confronto entre Rick e Morgan, dividindo Alexandria em dois grupos. Daryl, Glenn, Maggie e Sasha surgem do lado de Rick. Jessie, Gabriel, Aaron e Deanna aparecem ao lado de Morgan.

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Fiquem ligados no CinePOP para a cobertura completa da Comic-Con San Diego 2015, de 8 a 12 de Julho!

A sexta temporada vai estrear em outubro; antes, será lançada a série derivada ‘Fear the Walking Dead‘.

‘Fear the Walking Dead’ ganha trailer dublado e clipe

Leia mais para descobrir o que sabemos [SPOILERS]:

» Duas novas casas foram construídas em Alexandria, além de uma parede exterior fortemente expandida.

» Morgan aparecerá logo nos primeiros episódios e irá “mudar totalmente a dinâmica da série”.

» Os espectadores podem esperar muita ação em Alexandria na próxima temporada.

» Dois novos personagens irão se juntar ao elenco regular da série: Delvin e Tucker.

A quinta temporada de ’The Walking Dead’ voltou a quebrar seu próprio recorde de audiência, o último episódio foi visto por 15,8 milhões de telespectadores americanos e alcançou 8.2 pontos na audiência qualificada (18-49 anos), números 3% superiores em relação ao final do quarto ano, até então o mais visto da série.

A quinta temporada também teve um aumento de 14% na média semanal e 17% na audiência qualificada em relação aos anteriores.

Em termos de comparação, ’The Walking Dead’ bateu ‘Empire’, atual série mais assistida da TV aberta americana, na audiência qualificada (8.2 pontos contra 6.9), mas só perde no total de telespectadores – ‘Empire’ terminou seu primeiro ano com 17,62 milhões. Ou seja, a série de zumbis é o programa de entretenimento nº 1 dos EUA na faixa dos 18 a 49 anos.