‘Passageiro do Mal’ está em exibição nos cinemas e aborda uma lenda urbana sobre espíritos malignos que assombram as estradas, criando cenas verdadeiramente assustadoras, um prato cheio para os fãs do gênero. No elenco, o nome mais famoso é o da vencedora do Oscar Melissa Leo. A direção fica por conta do norueguês André Øvredal, conhecido por filmes queridos do gênero como ‘A Autópsia’ e ‘Histórias Assustadoras para Contar no Escuro’.
Para entrar no clima deste terror sobrenatural, resolvemos criar uma nova matéria apresentando as 10 entidades malignas mais assustadoras do cinema – separamos algumas figuras verdadeiramente icônicas, entre clássicos e personagens mais novos. Confira.
Samara

Os fãs dos filmes de terror jamais esquecerão a entidade da “menina do poço” Samara Morgan – a vilã do novo clássico ‘O Chamado’ (2002). Assustadora com sua mitologia em torno da fita VHS (os mais novos devem estar se perguntando: “o que é isso?”), da ligação e da frase “7 days”, talvez nem todos saibam que Samara começou como Sadako, na versão original japonesa, lançada dois anos antes – que gerou uma franquia ainda maior por lá do que nos EUA. Só quem viveu a época lembra a febre que foi ‘O Chamado’.
Kayako

No início dos anos 2000, o cinema americano passava pela febre que foi as refilmagens Hollywoodianos de filmes de terror japoneses. De ‘Pulse’, ‘O Olho do Mal’ até ‘Água Negra’ (do nosso Walter Salles), foi uma verdadeira enxurrada. Mas não tem jeito, o mais famoso foi ‘O Chamado’. E seguindo de perto na esteira, em segundo lugar, ficou ‘O Grito’ (The Grudge). Estrelado por Sarah Michelle Gellar e lançado em 2004, a versão americana foi dirigida pelo mesmo realizador do filme japonês Takashi Shimizu.
E diferente de ‘O Chamado’, tanto a versão original japonês, quanto a versão de Hollywood, contavam com a mesma assombração, Kayako, a mulher abusada, morta pelo marido, que guarda um tremendo rancor e termina assombrando sua casa. O filme americano também se passa no Japão. Aliás, estas assombrações ficaram tão populares na terra do sol nascente, que geraram o filme ‘Sadako vs. Kayako’ (2016), uma espécie de ‘Freddy vs. Jason’ deles.
Pazuzu

Quem é rei, nunca perde a majestade. O clássico ‘O Exorcista’ (1973) ainda é tido por muitos como o maior filme de terror de todos os tempos. É difícil discordar, ainda mais quando olhamos para o currículo dele, e percebemos que o longa possui nada menos que 10 indicações ao Oscar, incluindo melhor filme (diretor e três nomeações de atuação), e os prêmios de roteiro e som. Na icônica história, a menina Regan (Linda Blair) usa a tábua ouija (a brincadeira do copo) e termina possuída pelo demônio Pazuzu, em uma das tramas mais estarrecedoras da sétima arte.
Annabelle

A boneca possuída mais famosa do cinema é um derivado da franquia ‘Invocação do Mal’. Annabelle apareceu pela primeira vez no filme citado, de 2013. Logo no ano seguinte já ganhava seu próprio filme solo. Depois disso, a boneca fez figuração em todos os filmes da franquia, além de ganhar mais dois filmes para chamar de seu. Quem curta a franquia sabe que Annabelle não é apenas uma boneca, mas sim um objeto possuído por uma entidade maligna nunca definida totalmente nos filmes. Inclusive pode ser o caso de ela ser o receptáculo para várias entidades malignas.
Valak

E se ‘Invocação do Mal’ introduziu muito bem a vilã Annabelle, a continuação ‘Invocação do Mal 2’ não sairia por menos. Lançado em 2016, a sequência apresentou não uma, mas três entidades malignas assustadoras. No filme dois somos apresentados ao perturbador Homem Torto e também ao espírito de Bill Wilkins. Estes personagens poderiam ter ganhado seus próprios derivados, porém, o que ficou mais popular e terminou com um filme para chamar de seu foi Valak, a freira demoníaca. O sucesso gerou logo em spin-off em 2018, e depois uma sequência em 2023, enaltecida como superior.
Reverendo Henry Kane

Não é de hoje que o cinema usa figuras religiosas para criar grandes vilões em filmes de terror. Muito tempo antes da freira Valak, os anos 80 já havia nos apresentado ao Reverendo Henry Kane, da franquia ‘Poltergeist’. Curiosamente, o vilão não aparece no primeiro filme da franquia, mas sim na continuação, de 1986. A entidade surge para voltar a traumatizar a família Freeling, agora em uma nova residência. Infelizmente, o ator que interpretava o personagem, Julian Beck, foi mais um que faleceu (antes da estreia do filme), aumentando o mito da franquia tida como amaldiçoada.
The Grabber

Aqui temos um caso curioso. No filme ‘O Telefone Preto’, de 2022, o vilão The Grabber, interpretado por Ethan Hawke, astro cinco vezes indicado ao Oscar, era um sequestrador de crianças e adolescentes, que usava diversas máscaras para as suas abduções, sem que os vizinhos e sequer o seu irmão soubessem de seus atos criminosos. No entanto, o personagem morre ao final do filme. Por isso todos ficaram coçando a cabeça quando foi anunciado ‘O Telefone Preto 2’. E a solução dos realizadores foi transformar o maníaco em uma entidade sobrenatural que assombra os pesadelos dos jovens em uma colônia de férias em um ambiente gelado – no melhor estilo Freddy Krueger.
Freddy Krueger

Por falar em Freddy Krueger, o que nos deu na cabeça para não incluí-lo na lista até agora? A verdade é que pensamos muito mais em Freddy como um assassino serial, já que ele foi um verdadeiro astro dos filmes slasher dos anos 80, lado a lado com Jason. Por isso muitas vezes esquecemos que Freddy Krueger é uma entidade maligna sobrenatural, que não está verdadeiramente vivo, só conseguindo se manifestar através dos sonhos de suas vítimas. Freddy, interpretado pelo icônico Robert Englund, já foi humano: um assassino de crianças de uma pacata vizinhança. Como a justiça não conseguiu detê-lo, diversos pais do bairro resolveram pará-lo com as próprias mãos, o matando queimado. Agora, a figura assustadora voltou como uma entidade dos sonhos, e reinou absoluto ao longo de mais de sete filmes.
Mama

‘Mama’ é um filme de terror subestimado, que quase não é mais mencionado nos dias de hoje. A obra é baseada em um curta-metragem criado pelo argentino Andy Muschietti, que fez tanto sucesso que conseguiu apadrinhamento de ninguém menos que Guillermo del Toro para transformar a ideia em uma longa. E não um qualquer, mas sim um que contou com a atriz vencedora do Oscar Jessica Chastain e Nikolaj Coster-Waldau (saído do sucesso de ‘Game of Thrones) como protagonistas. Na trama, Chastain é uma roqueira, precisando cuidar das filhas de sua falecida irmã. O problema é que as crianças foram criadas sozinhas em uma cabana na floresta. Bem, ou quase, já que uma entidade conhecida como Mama foi quem as criou, e agora não quer abrir mão delas.
Diana

Seguindo os passos de ‘Mama’, em meados da década passada tivemos outro curta-metragem de sucesso da internet ser transformado em um longa. O criador aqui é David F. Sandberg, que bolou uma história onde a assombração aparecia somente quando as luzes estavam apagadas. Aqui temos uma história de relacionamento tóxico de amizade. Diana era uma mulher muito doente, que sofria de uma condição rara de extrema sensibilidade à luz. Em vida, desenvolveu um relacionamento obsessivo por Sophie, papel de Maria Bello. Agora, após a morte de Diana, ela volta como uma entidade maligna, que ainda teme a luz, para assombrar não apenas Sophie, mas principalmente seus descendentes, como a filha Rebecca, a protagonista vivida por Teresa Palmer.




