De acordo com o Variety, o SAG-AFTRA retomou as negociações com os grandes estúdios sobre os termos do uso de IA e os residuais de streaming acordados durante a grave de 2023.
O site afirma que o sindicato e a Aliança de Produtores de Cinema e Televisão estão respeitando o silêncio mediático para evitar negociações públicas.
A discussão geralmente se inicia com uma troca de propostas e, em seguida, vários dias de estudo. No sábado, a diretoria nacional do SAG-AFTRA se reuniu e aprovou por unanimidade o pacote de propostas do sindicato.
Há três anos, o sindicato obteve proteções em relação ao uso de inteligência artificial para alterar ou criar a performance de um ator. No entanto, o acordo não garantiu proteção contra “intérpretes sintéticos” que não se assemelham a ninguém em particular. O sindicato busca ampliar essas proteções.
Outras questões em pauta incluem direitos autorais de streaming, testes gravados pelos próprios atores e benefícios de saúde.
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As novas negociações também buscam abordar a questão dos residuais em streaming, que deixou lacunas graves nos pagamentos de direitos sobre reprises.
“O ponto número 1 ainda são os residuals [direitos sobre reprises]”, diz Kate Bond, capitã da greve de 2023 e membro do conselho da SAG-AFTRA em Los Angeles. “Existe uma forma de fazer com que, quando um programa entra em uma plataforma de streaming, recebamos o equivalente ao residual de uma rede tradicional?”.
Além das questões tecnológicas e financeiras, o sindicato pretende discutir as longas pausas entre as temporadas de streaming, que muitas vezes impedem os atores de buscarem outros trabalhos devido a cláusulas de exclusividade.
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