Premonição 6 chegou aos cinemas para provar que a franquia ainda tem fôlego e pode render novos capítulos para a saga. E parte fundamental do sucesso desses filmes é justamente a premonição que os protagonistas têm, evitando momentaneamente uma morte horrenda, apenas para descobrirem depois que a morte irá atrás deles de um jeito ou de outro.
Essas sequências de abertura são fundamentais, justamente porque exploram alguns dos medos mais populares da humanidade, como o medo de avião ou de montanha-russa, e acabam dando todo o tom dos filmes.

E como somos muito fãs da franquia aqui no CinePOP, decidimos fazer um ranking desses ‘acidentes de abertura’, começando do pior até chegar ao melhor de toda a saga, já incluindo o início de Premonição 6: Laços de Sangue. Confira!
[ATENÇÃO] O texto a seguir trará acesso às cenas de violência gráfica não recomendadas para menores de 18 anos. [ATENÇÃO]
6. Premonição 4
Considerado o pior capítulo da saga, Premonição 4 tentou surfar na onda do 3D, mas falhou miseravelmente. Apostando em um CGI mais assustador que o filme em si, o longa conseguiu criar algumas das mortes mais sem graça e visualmente toscas da franquia. Sem contar que o 3D acabou não emplacando como era esperado, então assistir esse filme hoje em dia é uma experiência realmente lamentável.
E parte de Premonição 4 não ter funcionado passa diretamente pelo acidente de abertura. Enquanto o resto da saga investiu em acidentes acontecendo em cenários comuns a todo o mundo, o quarto capítulo foi com tudo em uma experiência 100% norte-americana: uma corrida da Nascar. Apesar desse tipo de prova ser extremamente comum por lá, o ambiente de um autódromo está longe de fazer parte do dia a dia mundial, fazendo com que a sequência inicial não fosse tão identificável assim.
Mesmo com a icônica cena da morte do pneu voador, as outras mortes são bem genéricas ou extremamente dependentes do 3D para surtirem efeito. A verdadeira tragédia é a existência desse filme.
5. Premonição 3
Ok, essa aqui pode causar polêmica, visto que Premonição 3 é reconhecidamente um dos melhores capítulos da franquia, senão o melhor. No entanto, diante do cenário de estar em uma montanha-russa, um brinquedo de altíssima velocidade que registra uma série de acidentes em parques temáticos todo ano, fica uma sensação de que poderiam ter explorado um pouco mais as formas de morrer lá.
Falta um pouco de gore, falta saber onde as vítimas caíram, falta sangue. Ainda assim, é um acidente bem feito, porque eles conseguem explorar bem a tensão do momento do embarque nos carrinhos, apontando praticamente tudo o que pode dar errado antes dos vagões saírem da estação. O trabalho de construção de tensão com as rodinhas é competente também, mas fica essa sensação de que falta algo.
4. Premonição
A partir daqui a lista começa a ficar mais séria. O icônico acidente do voo 180 moldou o medo de aviões de toda uma geração. E seu diferencial é trabalhar o inesperado. Apesar de não trazer mortes tão explícitas, tudo é muito rápido. E essas mortes repentinas casaram diretamente com o imaginário popular do que seria estar em um acidente aéreo. O terror que antecede a explosão é mais assustador do que as mortes mais explícitas, com o avião chacoalhando, as máscaras caindo e as bagagens atingindo a cabeça dos passageiros. É um verdadeiro pesadelo. E a direção ainda brinca de forma cruel com o público, porque mostra que o voo tem passageiros recém-nascidos, deficientes físicos, idosos… E ainda brinca com um personagem vendo esse povo todo e falando algo como “Deus não derrubaria esse avião”.
E por ser algo tão simplório quanto um voo de avião, é uma sequência que apela diretamente para a identificação do público. Como se não bastasse esses momentos pré-voo, os acidentes em si são bizarros. Imagina ter sua fileira arremessada para fora de um avião em área urbana, com todos presos ao cinto e sem ter o que fazer além de aceitar a morte certa? Eles ainda mostram o protagonista queimando até a morte. É bem pesada, mesmo tendo sido feita há 25 anos.
3. Premonição 5
Premonição 5 tinha tudo para sofrer com os mesmos problemas de seu antecessor, já que também decidiu apostar no 3D como chamariz para o projeto. No entanto, algumas escolhas colocaram ele alguns degraus acima, principalmente a criatividade das mortes e um apego maior a situações cotidianas, mexendo diretamente com medos muito palpáveis, como sofrer um acidente em uma operação de retina ou durante uma sessão de acupuntura. E isso é perfeitamente sintetizado no acidente de abertura do filme.
A escolha pelo desabamento da ponte foi genial. Quem nunca passou por uma ponte e não pensou ‘estamos mortos se isso aqui despencar’? E a forma como eles exploram esse cenário é sensacional! O filme praticamente trabalha todas as formas possíveis e impossíveis de morrer em um acidente na ponte, com direito a ser atingido por cabos de aço, vergalhões e pedaços de concreto. Outro diferencial é que eles trabalham as mortes no entorno, colocando gente empalada pelas velas dos barcos, esmagadas por carros caindo, e atingindo a base de concreto da ponte. Mas o auge mesmo é a morte por asfalto quente. Não bastasse o infeliz cair da ponte, ele ainda foi queimado vivo… E se não morreu com a queda ou com a dor de derreter aos poucos, ele morreu afogado, porque o concreto o levou para o fundo do mar. Brutal!
2. Premonição 6: Laços de Sangue

Como o filme estreou recentemente, ainda não disponibilizaram o acidente inicial on-line, mas quem já assistiu Premonição 6 sabe: é impressionante. Ambientado na década de 1960, ele é protagonizado por um casal que está indo conhecer um restaurante panorâmico no alto de um arranha-céu recém-inaugurado. Naquela tarde, o local receberia bem mais gente que sua capacidade, tendo apenas um elevador e uma escada como rotas de fuga. Não fosse o bastante, a grande atração do local é justamente uma pista de dança feita de vidro. Ou seja, receita certa para o desastre.
E como viemos falando até aqui, os acidentes de abertura são um resumo do tom que o filme tomará. A forma como a direção conta a história dessa tragédia é o reflexo perfeito dos méritos que fazem deste capítulo um dos melhores de toda a franquia. Isso porque a construção do casal protagonista é muito bem feita. Enquanto o rapaz planeja pedi-la em casamento, ela está hesitosa de contar ao namorado que está grávida de dois meses. E aí, quando vem a consolidação de que eles vão começar uma família, toda a desgraça tem início. É cruel pensar como a direção quer que você se importe com essa família unicamente para ir matando um por um ao longo do filme.
De qualquer forma, por mais que seja um ambiente não tão perto do cotidiano, eles apostam no famoso ‘medo de altura’ para construir a tensão dessa sequência. Tudo é feito para proporcionar a sensação de vertigem, até o momento em que o fogo toma conta, despertando o também comum medo de incêndio em ambiente de trabalho, além de criar praticamente um manual do que não se fazer em caso de incêndio. A morte do maître no elevador é bizarra e já icônica, assim como a da moça do piano e a implosão da pista de dança. É um banho de sangue muito bem executado.
1. Premonição 2
Premonição 2 é um filme que merece mais reconhecimento dentro da saga, porque ele é facilmente o mais cruel dos seis, além de ser também um dos mais criativos. Ele brinca o tempo inteiro com a obviedade de certas mortes, mas consegue construi-las de modo que o público é surpreso com a fatalidade justamente quando tudo indica que os personagens irão se salvar. Sem contar que ele é o único capítulo da franquia que mostra filhos morrendo na frente das próprias mães, o que por si só já é de uma brutalidade absurda.
Mas nada que aconteça no filme consegue ser mais marcante e traumatizante do que o icônico acidente na estrada que dá início à jornada de mortes violentas do filme. É um trabalho tão perfeitamente executado que até mesmo que nunca assistiu Premonição 2 fica receoso quando pega a estrada e se vê atrás de um caminhão com toras. Eles exploram as diversas mortes possíveis em uma rodovia, com direito explosão de tanque de combustível, batida e até mesmo ser partido ao meio por uma motocicleta. E por mais absurdas que algumas mortes possam parecer, elas são construídas de forma crível. Esse acidente de abertura é um verdadeiro trauma geracional. Por isso, leva o título de melhor sequência de abertura da franquia.

