Após um ótimo primeiro ano, ‘Palm Royale’ retornou com sua aguardada 2ª temporada, que chegou recentemente ao catálogo da Apple TV.
Estrelada por Kristen Wiig e Laura Dern, a trama nos leva para a idílica e intocável high society de Palm Beach, na Flórida, no final dos anos 1960 – e acompanha a forasteira Maxine Dellacorte-Simmons (Wiig), que luta para conquistar um lugar em meio a um seleto grupo através do clube de campo mais exclusivo da cidade, o Palm Royale, aprendendo no processo o que ela fará e o que não fará para alcançar seu objetivo. E, após um bombástico season finale, as expectativas para as desventuras de Maxine estão mais altas do que nunca.
Recentemente, o CinePOP teve a oportunidade de participar de uma coletiva de imprensa com Wiig, que explorou seu papel duplo como protagonista e produtora executiva – além de trazer algumas reflexões sobre o que torna a série tão envolvente.
Confira:
Você têm dois papéis na série: o de atriz e de produtora executiva. Que lição você aprendeu depois de gravar esta segunda temporada?
Bem, é uma colaboração. E eu tenho muita sorte de, no que diz respeito à atuação, termos o elenco que temos. Eu simplesmente amo cada um deles. E a equipe de produção é a mesma. E eu adoro fazer os dois. E acho que, como o [criador] Abe Sylvia, nosso showrunner, diretor, criador, capitão da nave, sabe tão bem o que a série representa, ele facilita muito o trabalho de todos nós.
O que em particular neste projeto te motivou a assumir essa responsabilidade extra de produtora executiva?
Bem, quando me envolvi com o projeto pela primeira vez, ainda estava bem no início, e eles meio que me convidaram para fazer esse trabalho. E eu fiquei muito animada porque adoro produzir. Adoro ter esse desafio criativo. E adoro participar do processo de seleção de elenco.
E também como roteirista, poder ter essas conversas com os roteiristas e com o Abe sobre certos assuntos é algo que realmente me dá prazer. Acho que ter esse papel desde o início foi algo que eu nunca tinha feito antes em uma série de TV. Então, aprendi muito. E eu adoro fazer isso.
Você tem essa incrível capacidade de fazer as pessoas rirem e revelar algo profundamente humano por trás do humor. Quando você percebeu que a comédia também podia ser usada como uma forma de honestidade?
Ah, eu acho que os melhores comediantes, desde sempre, têm essa honestidade e vulnerabilidade. Acho que quanto mais você conhece alguém e quanto mais você vê toda a gama de emoções dessa pessoa, mais engraçada ela pode ser ou mais triste ela pode ser em uma apresentação. Acho que está tudo conectado.
Você mencionou que o Abe sabe muito bem do que se trata o programa. O que faz dele excepcional e quais são os temas que você sente que ele está inserindo pouco a pouco na série?
Ele cria pinceladas tão amplas, mas também é tão específico ao mesmo tempo. Sua capacidade de ser tão livre na escrita e na narrativa é admirável, porque eu nunca participei de uma série como essa antes. A liberdade artística, a grandiosidade com que nos aventuramos. Em todos os aspectos, figurino, cenário, direção de arte, atuação e roteiro, tudo é tão grandioso. E é uma alegria imensa poder fazer algo assim, sem ter que se preocupar demais com o que está fazendo.
Acho que todos os roteiristas são simplesmente extraordinários. E definitivamente houve momentos em que filmamos as cenas fora de ordem e chegávamos ao set pensando: “espera aí, o que é isso? Onde eu estava? Como me sinto?”. E o Abe é simplesmente um farol de esperança, aquele para quem você recorre antes e depois de cada cena. Além disso, ele é um ser humano incrível, muito artístico, criativo e talentoso. Temos muita sorte de tê-lo. O programa não seria o mesmo sem ele. E ele é muito reconfortante quando você sente que não está dando conta do recado.
Como você navega na linha tênue entre o absurdo e a comédia? E como faz isso sem cair em qualquer um dos dois extremos?
Bem, às vezes as circunstâncias e os diálogos são completamente absurdos. Então você precisa, de alguma forma, encontrar um jeito de se manter com os pés no chão, seja através da própria performance.
Novamente, falando sobre Abe, acho que isso também é algo com que ele nos ajuda, porque você pode ler algo e não saber realmente o quão amplo ou abrangente pode ser o seu significado. E você precisa observar a cena anterior e a posterior, porque não quer ter duas coisas absurdas seguidas ou duas coisas muito profundas em sequência. É uma questão de equilíbrio. E, para dar crédito aos roteiristas novamente, é algo que eles inserem e retiram com tanta naturalidade.
