Em 2009, James Cameron voltou a reafirmar sua visionária visão cinematográfica, depois de ter encantado os cinéfilos ao redor do mundo com ‘Aliens, o Resgate’, ‘O Exterminador do Futuro’ e ‘Titanic’, com o aclamado ‘Avatar’. Introduzindo-nos ao mundo de Pandora e aos Na’vi, a história explorou o caráter inerente do ser humano à ambição e à autodestruição, colocando como alvo um planeta extraterrestre que deverá ser colonizado pelos homens – colocando em xeque a simbiótica cultura do planeta.
Caindo no gosto das críticas e assumindo o posto de maior bilheteria da história até ser desbancado por ‘Vingadores: Ultimato’, o longa ganhou uma sequência que chegou aos cinemas quase uma década e meia mais tarde. ‘Avatar: O Caminho da Água’, apesar de se valer dos mesmos tropos narrativos do filme original, expandiu a mitologia de Pandora ao nos introduzir ao povo da água – e nos preparando para um antecipadíssimo terceiro capítulo que chega aos cinemas nacionais no próximo dia 18 de dezembro.
Desde seu anúncio oficial, ‘Avatar: Fogo e Cinzas’ singrava à sombra dos capítulos anteriores, colocando em dúvida a necessidade de mais um capítulo. Porém, ao afastar-se das incursões exploradas nos dois primeiros filmes, o projeto consegue oferecer algo novo ao focar não apenas no épico espetáculo cinematográfico rodado em 48 frames por segundo, mas nas relações entre os personagens. Cameron, responsável também pelo roteiro, mostra estar disposto a arriscar onde se é devido, não pensando duas vezes antes de arquitetar um conflito fabuloso que une tecnologia e arte em um mesmo lugar.
Sam Worthington, Zoë Saldaña, Kate Winslet e Stephen Lang são alguns dos nomes que retornam, mergulhando em arcos que se mantêm fiéis ao desenvolvimento de suas respectivas personas à medida que esquadrinham novos territórios. Oona Chaplin, o grande destaque do novo capítulo, faz um sólido trabalho como a vilanesca e psicótica Varang, roubando os holofotes como uma das melhores antagonistas da franquia até agora – e trazendo ritmo e profundida para expressivas três horas e vinte que se desenrolam com fluidez.
A crítica completa sai no dia 16 de dezembro, às 11h.
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