Quando pensamos no gênero do terror contemporâneo, poucas franquias têm o mesmo impacto no cenário do entretenimento quanto ‘Invocação do Mal’. Revitalizando nosso interesse em histórias de exorcismo, demônios e entidades sobrenaturais, a saga criada por James Wan é uma homenagem ao popular trabalho dos demonologistas Ed e Lorraine Warren – e nos encanta através de histórias competentes, envolventes, arrepiantes e muito bem conduzidas.
É claro que esse assombroso universo tem seus altos e baixos, incluindo o terceiro capítulo da saga original, ‘A Ordem do Demônio’, que não conseguiu manter o mesmo nível artístico e criativo dos capítulos anteriores. Agora, somos convidados a conhecer o caso mais tenebroso da carreira dos Warren em uma trama multigeracional que toma forma em ‘Invocação do Mal 4: O Último Ritual’, que chega aos cinemas no próximo dia 4 de setembro.
Dirigido por Michael Chaves e inspirado no Caso Smurl, que tomou as manchetes dos Estados Unidos em meados dos anos 1980, o filme nos leva para a Pensilvânia e resgata os dias de glória da franquia, mergulhando de cabeça em uma mistura entre terror, suspense e drama que é dosado com sabedoria e com uma clara paixão cinematográfica pelo legado dos filmes. Chaves, que não é nenhum estranho a esse esotérico cosmos, parece ter aprendido com os erros de um passado não muito distante e constrói uma carta de amor para Wan com claras referências estilísticas, além de empregar easter eggs para os fãs de longa data.
Patrick Wilson e Vera Farmiga, que reprisam pela última vez seus papéis com Ed e Lorraine, mantém a inescapável e estonteante química de que desfrutam desde a estreia da saga em 2013, nos guiando através de uma concisa e sólida jornada tour-de-force que, mesmo repetindo certas fórmulas, funciona em sua completude. E é claro que a dupla de protagonistas não está sozinha nessa empreitada, sendo acompanhados por nomes como Mia Tomlinson, Ben Hardy, Rebecca Calder e outros. Como já mencionado, algumas escolhas podem parecer cansadas e se traduzem em alguns equívocos rítmicos – mas Chaves constrói a atmosfera de tensão de maneira exemplar e que, em sua maior parte, ofusca esses erros.
A crítica completa será publicada em 3 de setembro.
