Com sessões lotadas em todo o mundo Quarteto Fantástico: Primeiros Passos estreou na quinta-feira (24) para introduzir a primeira superfamília da Casa das Ideias no Universo Cinematográfico Marvel. Ambientado em uma realidade alternativa, o longa traz Reed Richards (Pedro Pascal), Sue Storm (Vanessa Kirby), Johnny Storm (Joseph Quinn) e Ben Grimm (Ebon Moss-Bachrach) como os grandes heróis deste mundo, que é formado por uma sociedade retrofuturista.
A convite da Disney, participamos da coletiva de imprensa oficial do lançamento do filme, que contou com a presença do elenco, do diretor Matt Shakman e do CEO Kevin Feige. Nela, a atriz Vanessa Kirby falou mais sobre o processo de criação de sua versão da Sue Storm, que está sendo definida por muitos como a grande protagonista do filme.

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Durante a conferência, a atriz revelou ter ficado muito surpresa quando descobriu que o filme seria ambientado em uma realidade sessentista. Mas que logo entendeu como seria o longa por conta da importância da maternidade na trama.
“Uma das primeiras conversas que tive com o Matt [Shakman] foi sobre a ambientação do filme nos anos 60. Porque eu achei loucura esse conceito de escolher um punhado histórias de décadas diferentes e encaixá-las em um único filme em 2025 com essa roupagem retrô. Tipo, como escolher o que entra ou não na história? Mas então ele me disse que o centro do filme seria a maternidade. E suas principais consequências seriam situações que girassem em torno da chegada de um bebê. Então, o filme brinca bastante com essa domesticidade de um casal estar escovando os dentes no banheiro de casa, por exemplo, para logo em seguida embarcar em uma missão intergaláctica insana do outro lado do universo. Só que ele entendeu que o coração do filme deveria ser contar essa história sobre dois pais [e dois tios] vivenciando essa preocupação legítima de construir um mundo melhor e garantir a segurança desse bebê”, disse.
“O bebê é o coração, é a alma do filme, porque tudo que eles fazem é pensando nele”, completou.

Sobre o protagonismo da personagem, ela encara como uma herança fiel do que é a personagem nos quadrinhos, e definiu a experiência de criá-la como assustadora.
“Na verdade, isso [o protagonismo da Sue Storm] já é parte fundamental dos quadrinhos há décadas. E isso me parece revolucionário, sabe? Ter uma mãe como centro dessa superfamília, mas também como parte fundamental da equipe. Ela nunca é ‘esquecida’ em casa enquanto os outros vão para a aventura”, comentou.
“Então, quando encontrei o Matt [Shakman] e o Kevin [Feige] pela primeira vez, nós começamos a falar sobre a Sue e como eu já estava completamente apaixonada por ela enquanto personagem. Mas é muito empolgante trabalhar com essa ideia de ter uma super-heroína grávida e atuante nas missões. E as filmagens foram surreais, porque eu tinha que usar a prótese da barriga, mas não é só isso que compõe uma gravidez. Matt e Kevin queriam que eu passasse a experiência completa de estar grávida, que é transpor uma sensação tão complexa, tão feroz, tão amorosa, tão afetuosa e todas as sensações que eu acredito que compõe essa feminilidade tão complexa. Foi assustador”, definiu.

“E eu realmente me importei com a personagem, sabe? Foi uma honra poder interpretá-la e passar a conhecê-la tão a fundo nesses últimos anos. Inclusive, a filha do Matt [Shakman] me inspirou na criação da Sue. Ela foi parte importante dos nossos bastidores”, concluiu Vanessa Kirby.
