Rebel Heart – 7 anos | As 5 melhores músicas do álbum mais honesto de Madonna



Três anos depois de ter apostado fichas em um amontoado de retalhos intitulado MDNAMadonna resolveu explorar seu lado mais rebelde e honesto ao retornar para o mundo da música com o subestimado Rebel Heart.

Composto por nada menos que 19 faixas, a produção foi elogiada pela crítica especializada, que o caracterizou como o melhor lançamento de sua carreira em uma década (ou seja, desde o ótimo ‘Confessions on a Dance Floor’, em 2005), e também estreou em 2º lugar nos charts da Billboard, além de render algumas canções muito bem produzidas e um apreço de uma das cantoras e compositoras mais importantes da história da fonografia pelas incursões contemporâneas.

No dia de hoje, 06 de março, o álbum completa sete anos desde seu lançamento oficial- e nada melhor que comemorarmos com uma singela matéria especial.

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Diferente do que vínhamos fazendo com outros discos aniversariantes, montamos um breve ranking elegendo as cinco melhores faixas de Rebel Heart.

Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita:

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5. “WASH ALL OVER ME”

Fazendo referências a si própria, Madonna retornou para o final dos anos 1990 e pegou algumas páginas emprestadas da melancolia sinestésica de “The Power of Good-Bye” para dar vida à balada pop “Wash All Over Me”. Aqui, o público é convidado a descontruir, junto a ela, os preceitos elegíacos engessados na música, mergulhando em uma comoção de tirar o fôlego em uma narrativa que fala sobre inseguranças e sobre o que queremos deixar para o mundo quando formos embora.

4. “LIVING FOR LOVE”

Em Rebel Heart, temos a presença constante dos sintetizadores, aliados aos drills do novo século e mascarados com o piano elétrico e com um místico baixo que parece se transmutar em vários elementos diferentes. “Living for Love”, dessa maneira, é uma incrível abertura para o álbum, refrescante em cada acorde propositalmente unidimensional e criando um ecoante e bem estruturado pano de fundo – tudo isso conforme é pincelado com camadas vocais secundárias on point e um beat-drop comedido e funcional

3. “DEVIL PRAY”

Pegando elementos já explorados em Music e em Hard Candy (neste, com especificidade marcante em “Miles Away”), Madonna abraçou a melodia inestimável do violão para “Devil Pray”, uma diabólica, blasfema e irretocável rendição que premeditaria as inflexões ainda mais chocantes de Madame X. A faixa, apesar de pincelada com o piano e os sintetizadores dos anos 2010, promove uma viagem de volta aos anos 1960, remodelando a memorável “House of the Rising Sun” às modernizações experimentais da atualidade.

2. “HEARTBREAKCITY”

Ao longo dessa belíssima jornada, Madonna mostra-se extremamente sagaz ao criar retratos íntimos de sua própria carreira, seja na forma de construções recuadas e movidas pelo classicismo do piano, como a poética e marchante “HeartBreakCity” (que viria a influenciar Mark Ronson anos mais tarde). Talvez como nunca, a cantora e compositora se mostra disposta a falar do lado mais obscuro do sucesso e da solidão, resumidos pela pungente estrofe “você conseguiu o que quis, um pouco de fama e fortuna, e eu não sou mais útil”.

1. “GHOSTTOWN”

O 13º álbum de Madonna representou o começo de um retorno à forma para a própria artista – motivo pelo qual a maior preocupação estética entregou, em boa parte, um compilado de canções que nunca realmente descarrilham ou exageram em suas propostas. E, quando a performer se mostra inspirada o suficiente, entrega obras-primas como “Ghosttown”, facilmente uma das canções mais profundas e tocantes de sua carreira.

Acompanhada de um videoclipe cinemático irretocável, a balada em electro-pop traz os elementos do órgão e da matéria para construir uma história introspectiva que vai para além de um mero conto romântico, atingindo um âmbito metafórico que conversa com a própria vida da artista.

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Thiago Nolla
Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.