Ontem (26), foi revelado que a Netflix saiu da disputa pela aquisição da Warner Bros. Discovery, recusando-se a igualar a oferta da Paramount Skydance – que agora tem caminho livre para comprar os ativos de cinema, televisão e canais a cabo da empresa.
Segundo a Bloomberg, a Paramount pretende manter grande parte da empresa intacta, com o CEO e acionista David Ellison mantendo as equipes criativas da Warner Bros. Pictures e da HBO. A maior mudança seria a consolidação das equipes de marketing e distribuição.
Curiosamente, Ellison planeja integrar a HBO Max à plataforma de streaming Paramount+ existente. Assim, a HBO Max deixará de existir como a conhecemos, criando um único serviço com os catálogos de ambas as empresas para “tornar a Paramount+ mais atraente para os assinantes”.
O relatório também revela que Ellison utilizará inteligência artificial para produzir mais filmes e programas de TV e pretende lançar 30 filmes por ano pelas empresas combinadas, visto que o executivo já afirmou ser um grande defensor da experiência cinematográfia.
Porém, algumas preocupações ainda persistem, principalmente por causa dos estreitos laços que a família Ellison mantém com o presidente Donald Trump – e, considerando que a Paramount será proprietária da CBS News e da CNN em breve, certos conflitos ideológicos podem impactar na produção de filmes e séries.
A desistência da Netflix na disputa de aquisição veio depois que o conselho da WBD considerou que a oferta de US$31 por ação da Paramount Skydance pela empresa inteira era “superior” à proposta de US$83 bilhões da Netflix pelo estúdio e seus ativos de streaming.


