InícioMatérias‘Rio’ completa 10 anos! Conheça curiosidades da animação

‘Rio’ completa 10 anos! Conheça curiosidades da animação


Parece que foi ontem, mas o filme de animação ‘Rio’ já está completando DEZ anos em 2021! Como o tempo passa, né? Levando o nome da Cidade Maravilhosa brasileira, o filme da Blue Sky Studios marcou uma década de exaltação à cidade do Rio de Janeiro. Vem conhecer algumas curiosidades do filme.

Direção brasileira

Embora produzido pela empresa estadunidense 20th Century Fox – através da Blue Sky, braço de animação da Fox – o filme foi dirigido por um brasileiro: Carlos Saldanha. Este, porém, não foi o primeiro trabalho do brasileiro com a empresa: anteriormente ele também dirigiu os cinco filmes da franquia ‘A Era do Gelo’.



Arara brasileira-americana?

Uma das grandes controvérsias do filme é que o protagonista é uma arara-azul, animal em extinção oriundo do Brasil. Porém, por ter sido contrabandeado para os Estados Unidos quando ainda era um filhote, a arara não tem nada de selvagem ou de brasileiro. Na real, o nome dela é Blu, uma abreviação da palavra “azul” em inglês. Isso desagradou o público brasileiro.

Tema do Reveillon em Copacabana

Às vésperas do lançamento do segundo filme da franquia, a marca ‘Rio’ virou tema do Reveillon de Copacabana na virada de ano de 2013 para 2014. Na noite de ano novo, inclusive, tocou o tema do longa nos alto-falantes espalhados pela praia, que foi enfeitada por diversos banners com os bichinhos do filme trazendo boas mensagens ao novo ano. Vale lembrar que foi o Reveillon anterior à realização da Copa do Mundo, ou seja, numa época em que a cidade estava fervilhando de turistas do mundo inteiro aguardando a realização dos jogos.

Rio’ na Austrália

Nesse mesmo período de lançamento da continuação, entre 2014 e 2015, o filme ganhou exibições especiais em 4D dentro do parque Movie World, em Gold CoastAustrália. A cidade é conhecida não só por ser cenário de gravações de diversos outros filmes, mas também por ser reduto de brasileiros que procuram a região atrás das praias paradisíacas.

Maior bilheteria de 2011

No ano de seu lançamento no Brasil, em 2011, ‘Rio’ foi a produção de maior bilheteria, tendo levado 6,3 milhões de brasileiros aos cinemas. O longa arrecadou $484.635,760 milhões de dólares, ficando atrás apenas do sucesso ‘A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1’, que, embora tenha levado mais gente aos cinemas, arrecadou menos bilheteria.

Indicação ao Oscar

O primeiro ‘Rio’ foi indicado ao Oscar de Melhor Canção Original no ano seguinte ao seu lançamento, em 2012. A canção intitulada ‘Real in Rio’, que abre o filme, é cantada em inglês, apesar de ter o ritmo abrasileirado e ser cantada por Carlinhos Brown e composta Sérgio Mendes, o que reforça o aspecto brasileiro-estadunidense da produção.

Filme da Disney

Embora tenha sido originalmente produzido pela 20th Century Fox, através do braço Blue Sky, a empresa posteriormente foi comprada pela Disney. Assim, atualmente o filme se encontra disponível para ser assistido na plataforma da Disney+, embora todo o conteúdo da Fox vá estar disponível em outra plataforma, a Star+.

Rodrigo Santoro

Queridinhos de muitos, Rodrigo Santoro é referência de ator cuja carreira internacional deu certo. E é lógico que ele participou do filme ‘Rio’. Na versão original do longa, Rodrigo dublou o ornitólogo Tulio. Na versão brasileira, ele dublou novamente o personagem humano, mas, dessa vez, falando em português.

Tecnologia nova

Quem acha que fazer desenho é coisa de criança não sabe o trabalhão que dá criar esse universo mágico. Em ‘Rio’, por exemplo, um renderizador todo novo, de nome Ruffle Deformer, foi elaborado para criar e desenvolver as penas dos inúmeros pássaros que participam do filme. Por exemplo, o protagonista Blu teve cada uma de suas penas pintadas de azul, e os detalhes foram sendo inseridos depois, para criar texturas, profundidade e dar um aspecto mais real ao animal.

Janda Montenegrohttps://cinepop.com.br
Janda Montenegro é doutora-pesquisadora em Literatura Brasileira no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRJ com ênfase nas literaturas preta e indígenas de autoria brasileira contemporâneas. De origem peruana amazônica, Janda é uma palavra em tupi que significa “voar”. Desde 2018 trabalha como crítica de cinema nos portais CinePOP e Cabine Secreta. É curadora, repórter cultural, assistente de direção e roteirista. Co-proprietária da produtora Cabine Secreta e autora dos romances Antes do 174 (2010), O Incrível Mundo do Senhor da Chuva (2011); Por enquanto, adeus (2013); A Love Tale (2014); Três Dias Para Sempre (2015); Um Coração para o Homem de Lata (2016); Aconteceu Naquele Natal (2018,). O Último Adeus (2023). Cinéfila desde pequena, escreve seus textos sem usar chat GPT e já entrevistou centenas de artistas, dentre os quais Xuxa, Viola Davis, Willem Dafoe, Luca Guadanigno e Dakota Johnson.
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