Após quatro anos de espera, ‘Euphoria’ está retornando com sua terceira e última temporada para a alegria dos fãs.
O ciclo de encerramento do fenômeno de crítica e de audiência criado por Sam Levinson estreia hoje, 12 de abril. Os espectadores poderão conferir o primeiro capítulo, intitulado “Ándale”, a partir das 21h (horário de Brasília), com transmissão simultânea na HBO Max e no canal da HBO.
Diferente das temporadas anteriores, que se concentravam nos dramas viscerais do ensino médio, os novos episódios introduzem um salto temporal de cinco anos. Esta mudança narrativa transporta o elenco estelar, liderado por Zendaya, Sydney Sweeney, Jacob Elordi, Hunter Schafer, Alexa Demie e Maude Apatow, para os desafios da vida adulta.
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Apesar da enorme expectativa do público, a recepção inicial da crítica especializada foi mista. Com 18 avaliações contabilizadas até o momento, a terceira temporada, que muitos especulam ser o capítulo final da saga, abriu com apenas 56% de aprovação no Rotten Tomatoes.

O consenso entre os críticos sugere que a produção pode ter perdido parte de sua identidade original ao tentar transitar para o ambiente fora da escola. Críticos pontuam que o novo ciclo corre o risco de repetir fórmulas e erros passados, mantendo personagens em ciclos de comportamento que dificultam a evolução narrativa, embora a estética visual de Levinson continue sendo um ponto forte.
Separamos os trechos das principais críticas:
“A maioria dos personagens não aprendeu nada, e o mesmo acontece com ‘Euphoria’, que continua mantendo os mesmos pontos fortes e fracos de suas duas primeiras temporadas.” (Collider)
“Há momentos, cenas e performances individuais nesses três episódios que brilham com aquela energia que a série tinha em seu auge, mas ‘Euphoria’ em 2026 parece mais incerta do que nunca sobre o que está tentando dizer.” (RogerEbert.com)
“Se você busca coerência narrativa e consistência de personagens, a 3ª temporada deixa a desejar.” (New York Post)
“Sem a ambientação no colégio, a única coisa que ainda temos são os personagens de ‘Euphoria’, mas isso só torna mais evidente que Sam Levinson talvez não os compreendesse bem desde o início.” (Screen Rant)
“A série de Sam Levinson nunca foi tão espiritualmente vazia, e sempre foi mais ativa, insistente e ambiciosa.” (IndieWire)
“É evidente que a terceira temporada de ‘Euphoria’ sofreu com limitações nos bastidores, mas as ousadias ambiciosas e inusitadas propostas por Sam Levinson são, no mínimo, admiráveis.” (FandomWire)
“Ao ver esse grupo de amigos fragmentado se reunir novamente, você fica se perguntando o que, se é que ainda há algo, eles têm a dizer uns aos outros.” (TV Guide)
“Zendaya ainda entrega uma das melhores performances da televisão, mas talvez seja hora de se aposentar [da série].” (AwardsWatch).

Criada por Sam Levinson, a série é baseada na produção israelense homônima lançada em 2012.
A trama permanece ancorada na perspectiva subjetiva de Rue Bennett (Zendaya). Agora enfrentando as responsabilidades e as pressões da maturidade, a personagem segue como o eixo central de uma narrativa densa.
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