Se Eu Ficar (2)

CríticasSe Eu Ficar (2)

The Fault in Our Cars

Se os meninos recebem agrados na forma de seus super-heróis favoritos empesteando as salas de cinema de tempos em tempos, as meninas igualmente são bem tratadas agora. O gênero literário do drama e ficção jovem adulto se tornou uma força dentro do cinema de Hollywood. Esse é também um gênero que em sua maioria utiliza protagonistas femininas, quase sempre independentes e destemidas, dando assim algo para as adolescentes se espelharem.

O fato demonstra também a conhecida maturidade das mulheres em relação ao nosso sexo. Meninas leem livros, meninos quadrinhos. Se Eu Ficar, mesmo sem querer, é a resposta da Warner para o assombroso sucesso de A Culpa é das Estrelas. Igualmente voltado para o público jovem, o filme conta a história do romance e drama de adolescentes, precisando lidar com fatos estarrecedores em suas vidas.

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Tais filmes também servem para mostrar o talento de suas protagonistas, além de projetá-las ao estrelato. Os que dão certo, em parte, devem ao carisma de suas atrizes principais, vide Jennifer Lawrence e Shailene Woodley. Aqui ocorre o mesmo com Chloë Grace Moretz, extremamente versátil. A menina de 17 anos possui um currículo invejável, se sai bem em suspense, ação, drama, comédia e terror; e já trabalhou com nomes como Martin Scorsese e Tim Burton.

Baseado no livro de Gayle Forman, Se Eu Ficar apresenta Mia Hall (Moretz), filha de ex-roqueiros, apaixonada por música clássica e violoncelo. A típica adolescente desperta o interesse de Adam (Jamie Blackley), rapaz mais velho que tem uma banda, e com ele começa um relacionamento. Sua melhor amiga é interpretada por uma jovem atriz igualmente talentosa, Liana Liberato (que brilhou no subestimado Confiar).

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Antes da metade do filme, a família da protagonista, com ela incluída, sofre um terrível acidente de carro. Agora, Mia se encontra entre a vida e a morte, em coma no hospital. Ao mesmo tempo, a alma da menina circula os arredores do centro médico, no presente, e vislumbra o passado, apresentado-o para nós na forma de flashbacks. Seu Eu Ficar poderia ser apelidado de Ghost Hospital, e ao contrário de A Culpa é das Estrelas, cujo foco é a morte iminente, centra sua trama na vida iminente.

Se Eu Ficar é uma obra inofensiva, quase religiosa, espiritual, porém, muito Sessão da Tarde. Nada de novo é apresentado no relacionamento da jovem com o namorado (que de tão perfeito parece saído de um comercial de margarina, com direito a um painel criado por ele no teto do quarto da menina – quem faz isso?) ou com os pais. Esse é um roteiro bem mundano.

O texto foi adaptado por Shauna Cross, que escreveu o afiadíssimo e divertido Garota Fantástica (2009), debute de Drew Barrymore na direção. O diretor R.J. Cutler, vindo de programas de TV, cria a experiência de uma obra feita para a mesma. Apesar de não brincar com nossa inteligência, Se Eu Ficar pode testar um pouco nossa paciência. O principal feito da produção é mostrar o quanto Moretz é boa, ao sair-se bem com um material tão reciclado.

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