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‘Setembro 5’: Peter Sarsgaard culpa guerra em Israel por recepção controversa do filme


Peter Sarsgaard, estrela do filme Setembro 5, recentemente abordou a baixa adesão do público à produção, revelando se a falta de sucesso o decepcionou. Em entrevista ao Deadline, o ator compartilhou suas percepções sobre a recepção do longa e a dinâmica das premiações no cinema.

“Acho que foi controverso, considerando o que está acontecendo em Israel”, afirmou Sarsgaard sobre o filme.

Ele notou que a produção gerou reações polarizadas: “O que foi interessante sobre esse filme é que pessoas de ambos os lados daquela guerra vieram até mim e disseram: ‘Tenho problemas com o filme’, e também pessoas dos dois lados daquela situação vieram até mim dizendo que acharam o filme excelente”.



Para Sarsgaard, a essência do filme era o jornalismo. “Para mim, aquele filme era simplesmente sobre jornalismo. Era sobre o começo da cobertura jornalística 24 horas por dia, 7 dias por semana, e levanta a pergunta: ‘Ver algo em tempo real, sem qualquer perspectiva, é realmente a verdade?'” Ele questionou a validade da informação em tempo real, sem contexto: “Quero dizer, é melhor levar 24 horas para entender algo completamente do que acompanhar segundo a segundo? Só o fato de onde você aponta a câmera já significa que você tomou uma decisão. Já é subjetivo. Essa ideia de que uma câmera ao vivo mostra a verdade… Eu não acho que seja… Certamente não é a verdade completa”.

Apesar da baixa bilheteria, o ator não se mostrou desapontado com o resultado. “Então… não sei. Para mim, o filme superou as expectativas. Quando decidi fazer aquele filme, se alguém tivesse me dito que ele seria indicado a algum prêmio, eu teria ficado muito surpreso”, concluiu.

Sarsgaard também destacou o baixo orçamento de Setembro 5, caracterizando-o como um filme pequeno. Ele fez uma reflexão sobre como o investimento financeiro pode influenciar as chances de um filme em premiações.

“Foi feito com quase nada. Não tinha dinheiro por trás. Prêmios são sobre dinheiro. Veja, se você está em um grande filme, há muitos votantes só no seu set de filmagem que vão votar no seu filme, certo?” explicou. “Ou se o seu diretor já foi indicado a 15 Oscars, é muito provável que ele seja indicado de novo, o filme será indicado, e todos os atores também. Prêmios não são teste de mérito — são, no máximo, um indicativo de certo nível de qualidade e popularidade”, afirmou.

Ainda assim, o ator reconheceu a importância dos prêmios para dar visibilidade a produções que, de outra forma, poderiam passar despercebidas.

“Acho que prêmios são importantes por darem visibilidade a filmes que, de outra forma, não seriam vistos. E por isso, de certa forma, sou a favor de um tipo de ‘ação afirmativa’ nos prêmios”, disse. Ele sugeriu que a escolha de filmes a serem premiados deveria focar naqueles que mais precisam de um holofote.

“Devemos perguntar: ‘O que está precisando disso?’ Não necessariamente ‘o que merece’, porque, sinceramente, quem diabos sabe o que merece? Todos nós temos opiniões diferentes sobre isso, mas o que poderia usar um holofote? O que poderia receber um pouco de atenção?”, destacou.

Como exemplo, ele citou ‘Nickel Boys’: “Para mim, um filme como Nickel Boys merece atenção. Foi algo interessante que aconteceu não faz muito tempo nos Estados Unidos, achei que o filme foi muito bem feito, e, sim, esse tipo de filme merece atenção”.

Confira:

No centro da história está Geoff (John Magaro), um jovem e ambicioso produtor que se esforça para provar seu valor ao seu chefe, o lendário executivo de TV Roone Arledge (Peter Sarsgaard). Juntamente com a intérprete alemã Marianne (Leonie Benesch) e seu mentor Marvin Bader (Ben Chaplin), Geoff inesperadamente assume o comando da cobertura ao vivo. À medida que as narrativas mudam, o tempo passa e rumores conflitantes se espalham. Com a vida dos reféns em jogo, Geoff enfrenta decisões difíceis e confronta sua própria bússola moral.

Estrelado por Peter Sarsgaard, que recentemente trabalhou em séries como ‘Acima de Qualquer Suspeita‘ e ‘Dopesick‘, o elenco conta também com John Magaro (Vidas Passadas), Leonie Benesch (A Sala dos Professores) e Ben Chaplin (Além da Linha Vermelha).

Escrito e dirigido por Tim Fehlbaum, ‘Setembro 5‘ tem produção de Sean Penn ao lado de Philipp Trauer, Thomas Wöbke, John Ira Palmer e John Wildermuth.

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