Feliz Dia dos Pais!
No próximo dia 10 de agosto, comemora-se o Dia dos Pais – e nada melhor que celebrar esse momento com algumas das pérolas da indústria fonográfica.
De Stevie Wonder a Eric Clapton, preparamos uma lista separando dez músicas para ouvir no dia de hoje e junto de uma das pessoas mais importantes da nossa vida.
Confira abaixo:
“BUTTERFLY KISSES”, Bob Carlisle
Em 1997, Bob Carlisle e Randy Thomas uniram forças para construir a ótima e pouco conhecida “Butterfly Kisses” – que, diferente das canções que podemos encontrar nessa lista, traz a perspectiva de um pai proferindo seu amor pela filha. Integrando o compilado de originais ‘Butterfly Kisses (Shades of Grace’), a cândida faixa celebra o 16º aniversário de Brooke, filha de Carlisle, e ganhou inúmeras versões pelas vozes de Raybon Brothers, Jeff Carson, Westlife e Cliff Richard.
“MY FATHER’S HOUSE”, Bruce Springsteen
Bruce Springsteen é, sem sombra de dúvida, um dos nomes mais importantes da música e, mesmo nos dias de hoje, permanece trabalhando em conteúdos novos e que encantam seus fãs ao redor do mundo. Entretanto, foi em 1982 que Springsteen demonstrou uma vulnerabilidade apaixonante com o lançamento do aclamado álbum ‘Nebraska’ – cuja estrutura inclui a tocante “My Father’s House”. A balada folk, pincelada por vocais dilacerantes e pelas notas do violão e da gaita, fala sobre suas memórias com o pai, que sofreu com problemas mentais e que é homenageado em uma trágica e emocionante narrativa.
“THE GREATEST MAN I NEVER KNEW”, Reba McEntire
Ainda que “The Greatest Man I Never Knew” tenha sido eternizada pela voz de Reba McEntire, a canção country parte da experiência de Richard Leigh para tomar forma. Assinando os versos ao lado de Layng Martine, Leigh construiu uma narrativa inspirada na vivência com o próprio pai, que aprecia a presença dessa figura mesmo em meio às imperfeições e aos erros e que funciona como quarto e último single do álbum ‘For My Broken Heart’ – alcançando o primeiro lugar das paradas canadenses e fazendo um comedido sucesso nos charts dos EUA.
“PAPA DON’T PREACH”, Madonna
Pertencente ao álbum ‘True Blue’, “Papa Don’t Preach” é uma das melhores e mais conhecidas músicas da rainha do pop Madonna. Lançada em 1986, a canção gira em torno de uma jovem garota que engravida e que se recusa a abortar, tendo uma conversa franca com o próprio pai e reconhecendo que precisa dele para dar continuidade à escolha que tomou. A canção é pincelada com inúmeras referências à música latina, que viriam a acompanhar Madonna em vários momentos de sua carreira, e mergulha em um espetacular dance-pop que permanece na memória popular até os dias de hoje.
“MY OLD MAN”, Zac Brown Band
Zac Brown Band pode não ser um nome muito conhecido, mas certamente lançou uma das melhores baladas de 2017 com a cândida e intimista música “My Old Man”. Apoiando-se nos clássicos tropos do country, a narrativa é autobiográfica e fala sobre o pai de Zac Brown e os exemplos de estilo de vida que ele deixou. A canção nos chama a atenção pelos os vocais harmônicos do grupo, que impulsionam um arranjo mais leve de guitarra acústica, violino e cordas leves. Logo no primeiro verso, o narrador reflete sobre sua própria infância, enquanto o segundo se concentra em sua vida adulta, e o terceiro se recorda com melancolia e saudades a memória do pai.
“MY FATHER’S EYES”, Eric Clapton
“My Father’s Eyes” configura-se como uma das faixas mais tocantes da carreira de Eric Clapton. Assinada pelo próprio artista, que também ficou responsável pela produção ao lado de Simon Climie, a história é inspirada pelo fato de Clapton nunca ter conhecido o pais – visto que ele morreu de leucemia em 1985. Em sua autobiografia, ‘Eric Clapton: The Autobiography’, o performer diz que, “na canção, tentei descreve o paralelo entre olhar nos olhos do meu filho e os olhos do meu pai, que eu nunca conheci, através do nosso parentesco sanguíneo”. A faixa foi condecorada com o prêmio de Melhor Performance Vocal Pop Masculina no Grammy Awards.
“ISN’T SHE LOVELY”, Stevie Wonder
Assim como “Butterfly Kisses”, “Isn’t She Lovely” é uma confessional obra-prima que fala do amor de um pai pela filha. Estendendo-se por nada menos que seis minutos e meio, a faixa foi eternizada por ninguém menos que o lendário Stevie Wonder em celebração ao nascimento da filha, Aisha Morris, ficando responsável também pelos versos e pela ótima produção – que mistura incursões do soul e do pop, e que integrou um dos álbuns mais aclamados da história da música, ‘Songs in the Key of Life’.
“DANCE WITH MY FATHER”, Luther Vandross
“Dance with My Father” é uma das canções mais tocantes do século e traz o melhor de Luther Vandross à tona – aliás, o próprio Vandross já considerou a faixa como a mais bem escrita e produzida da carreira. Assinada também por Richard Marx, a música é baseada em uma experiência pessoal e presta homenagem ao pai, que morreu em virtude de complicações com diabetes, quando Luther tinha apenas oito anos. Na trama discorrida, o cantor e compositor de recorda do fato de que o pai adorava dançar com a mãe – e, como reconhecimento, a iteração levou para casa os prêmios de Música do Ano e Melhor Performance Vocal R&B Masculina no Grammy Awards.
“UNFORGETTABLE”, Nat King Cole & Natalie Cole
Em 1991, através da mágica da edição digital, Natalie Cole conseguiu o impossível: realizar um “dueto virtual” com o pai, o lendário musicista de jazz Nat King Cole, para uma colaboração da icônica canção “Unforgettable”. A versão foi elogiada pelos críticos especializados e pelo público, funcionando como uma união de duas gerações diferentes sob uma perspectiva de celebração memorialística que nos conquista desde os primeiros segundos – e que se vale da química de pai e filha de forma esplêndida e fabulosa.
“DADDY LESSONS”, Beyoncé
Beyoncé consagra-se como uma das maiores artistas de todos os tempos do cenário fonográfico – e, apesar de já ter composto uma canção para o pai em seu álbum de estreia, não foi até ‘Lemonade’ que esse relacionamento foi explorado mais a fundo. Com “Daddy Lessons”, Queen B eleva as expectativas de sua própria sonoridade, iniciando com os primórdios do jazz apenas para cultivar um terreno propício à insurgência de um country texano que louva, como preconiza o título, as lições que seu pai lhe ensinou: “ele me disse para não chorar; meu pai disse ‘atire’”, repetindo o refrão inúmeras vezes como forma de encontrar as forças necessárias para seguir em frente; tudo isso incluso em um escopo paradoxalmente nostálgico e modernizado.
