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Such Pretty Forks in the Road | As MELHORES músicas do nono álbum de Alanis Morissette, que completa 5 anos


A rainha do rock alternativo Alanis Morissette iniciou sua carreira oficialmente no início dos anos 1990, alcançando aclame universal com o premiado e lendário álbum Jagged Little Pill (que inclusive completa três décadas este ano).

Após ter promovido uma revolução considerável no cenário fonográfico, Morissette se lançou a diversas outras incursões que não obtiveram sucesso similar, mesmo com as boas intenções – como foi o caso de Havoc and Bright Lights, lançado em 2012 e que teve uma recepção mista tanto por parte da crítica quanto pelo público. Em 2020, entretanto, a artista se reencontraria com a própria arte com o pouco conhecido Such Pretty Forks in the Road, um compilado testamentário que serviu de encerramento para uma fase marcada por obstáculos, pela maternidade e pelo enfrentamento de seus demônios interiores – culminando no anúncio deSuch Pretty Forks in the Road.

Para celebrar o quinto aniversário do disco, preparamos uma breve lista separando suas cinco melhores canções.



Veja abaixo as nossas escolhas:

5. “SMILING”

Grande parte das canções do álbum é condecorada com títulos ambíguos: “Smiling”, que abre essa jornada pessoalista e declamatória, discorre sobre um eu lírico que seguia em frente mesmo quando queria desistir (“esta é o primeiro aceno da minha bandeira branca”), mantendo-se em pé enquanto o mundo despencava ao seu redor (“só estava tentando me manter firme). O prospecto pessimista-realista é acompanhado por uma guitarra lo-fi que ressoa através dos três atos da música e une um panorama incerto e inexplicavelmente gritante.

4. “PEDESTAL”

Assim que Morissette surgiu, ainda descobrindo uma identidade que, mais tarde, provaria ser bastante versátil, é quase óbvio esperar que suas construções fonográficas sejam repletas de sinestesia. Entretanto, diferente do apreço pela etérea constância dos instrumentos e pela criação de ambientações regadas apenas pela sonoridade, a artista é discípula de uma narcótica verborragia, arquitetando versos eternos que fundem-se uns aos outros e que se afastam do que estamos acostumados – e que culmina em uma gloriosa conclusão artística através da orquestral e evocativa “Pedestal”.

3. “REASONS I DRINK”

Desde seu début no cenário fonográfico, Alanis sempre demonstrou um forte apreço por construções autobiográficas e autocríticas, utilizando a música como um canal de reflexão que domina muito bem. Dessa maneira, seu nono álbum de estúdio emerge como um lembrete da importância e do legado da cantora e compositora para o mundo – e o lead single “Reasons I Drink” permite que ela se volte para o pop-rock, deixando se guiar pela força majestosa do piano e de um liricismo intimista e reflexivo que nutre de composições clássicas de sua própria discografia.

2. “RECKONING”

Os melhores momentos do álbum se destinam às construções que ousam sair da zona de conforto – em outras palavras, ocorrem quando Morissette mergulha de cabeça em algo que não imaginaríamos. Em inflexões como “Reckoning”, há um flerte do comodismo popular com o folk e até mesmo o psych-rock, suis-generis normalmente explorados por grupos independentes. Eventualmente, é isso que resgata o tom grandioso de seus primeiros compiados e, aliando-se a dissonâncias ousadas e arriscadas, traz Alanis de volta para o lugar que lhe pertence por direito.

1. “ABLAZE”

Com exceções que se destinam essencialmente ao status mercadológico, grande parte das rendições que Morissette promove com Such Pretty Forks in the Road abre espaço para metáforas atemporais, infundidas com um proposital anacronismo. Esse é o caso de “Ablaze”, um dos singles promocionais do compilado de originais e que emergiu como uma das canções mais emocionantes de 2020 – e que, infelizmente, não ganhou a atenção que merecia. A balada soft-rock brinca com os conceitos de empatia, memória e maternidade, mostrando que essa lenda da música ainda tem muito a nos contar.

Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.
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