A cantora Taylor Swift conquistou uma vitória definitiva na Justiça dos Estados Unidos. Uma juíza federal rejeitou formalmente o processo movido há 14 meses por uma poetisa da Flórida, que acusava a artista de copiar trechos de seus poemas em mais de uma dúzia de músicas.
Conforme apurado pela Variety, a juíza distrital Aileen Cannon decidiu a favor de Swift, do compositor Aaron Dessner, da Republic Records e da Universal Music Group. A ação foi encerrada com prejuízo, termo jurídico que impede a autora de reapresentar o caso no futuro.
Na decisão, a magistrada concluiu que os poemas da acusadora não continham expressões protegidas pela lei de propriedade intelectual e que não foram apresentados argumentos plausíveis de cópia.
A autora da ação, Kimberly Marasco, admitiu que um de seus livros vendeu apenas cerca de 3 mil cópias mundialmente e que as obras não tinham promoção ativa. Para o tribunal, não há provas de que Swift ou sua equipe tenham tido contato com o material.
Marasco alegava, por exemplo, que a faixa “The Man” copiava seu poema “Ordinary Citizen” por abordar mulheres em ambientes corporativos masculinos. Dizia também que “The Great War” reproduzia metáforas de seu poema “The Fire”, como a associação entre desejo e fogo.
A juíza Cannon considerou que as semelhanças envolviam apenas ideias gerais, contextos narrativos e palavras isoladas, elementos que não são protegidos pela legislação de direitos autorais.
Os advogados de defesa de Taylor Swift classificaram o processo como uma “shotgun pleading”, expressão jurídica usada para descrever ações que disparam diversas acusações contra múltiplos réus, sem especificar a responsabilidade exata de cada um.
A magistrada concordou com a defesa, observando que a autora tratou todos os envolvidos como um único grupo, ignorando que exerciam funções completamente distintas na indústria musical.
Para que o processo avançasse, seria necessária a demonstração de cópia direta ou de similaridade substancial combinada com o acesso prévio às obras, requisitos que não foram preenchidos.
Antes do desfecho judicial, a poetisa chegou a publicar os livros “Swift Reflections: Poetry Inspirations” e “Poetry Revelations: About the Woke Mob”, nos quais defendia sua tese e comparava seus versos com as letras da estrela pop, alegando prejuízo à sua originalidade.

