A disputa judicial entre a Paramount Pictures e Shaun Gray, que se autodeclara um dos roteiristas de ‘Top Gun: Maverick’, recebeu recentemente um resultado misto. Após os argumentos apresentados pelas partes em 18 de julho, o juiz federal de Nova York, Jed S. Rakoff, proferiu uma decisão que não favoreceu totalmente nenhum dos lados.
Segundo o Deadline, o juiz Rakoff declarou: “Após consideração cuidadosa, o tribunal concede em parte e nega em parte a moção dos réus para arquivamento. Especificamente, o tribunal rejeita com prejuízo (isto é, de forma definitiva) a alegação de coautoria e copropriedade, bem como a reivindicação relacionada de prestação de contas e pagamento de lucros, ganhos, benefícios e vantagens; no entanto, o tribunal nega a moção para arquivar a acusação de violação de direitos autorais”.
Em resumo, Shaun Gray não terá direito a uma fatia dos US$ 1,5 bilhão de bilheteria do filme, o que significa que ele não será reconhecido como coproprietário da obra. Por outro lado, Gray ainda pode receber alguma compensação financeira por sua suposta contribuição ao roteiro, já que a acusação de violação de direitos autorais foi mantida.
O processo, portanto, encontra-se em um impasse até que o juiz Rakoff divulgue os detalhes que fundamentam sua decisão.
Na queixa original, apresentada em abril, Gray alegou que foi recrutado por seu primo, o produtor Bryan Singer, e pelo diretor Joseph Kosinski para colaborar no roteiro.
Ele afirma ter “escrito cenas-chave que se tornaram as principais sequências de ação eletrizantes do filme, responsáveis por seu sucesso de bilheteria”.
Essa alegação foi parcialmente validada pelo consultor militar do filme, Capitão JJ “Yank” Cummings, que já mencionou publicamente a contribuição de Gray em sessões de escrita intensas realizadas em hotéis.
‘Top Gun: Maverick’ está disponível no Prime Video.

