A Universal Pictures anunciou uma mudança estratégica em seu modelo de distribuição para 2027. O estúdio confirmou que irá ampliar a janela de exibição exclusiva nos cinemas para 45 dias (equivalente a sete fins de semana) em seus grandes lançamentos. De acordo com o Deadline, a nova regra não se aplicará aos filmes da Focus Features, que manterão o período de exclusividade de 17 dias.
A decisão marca um amadurecimento das estratégias de distribuição adotadas durante a pandemia de COVID-19. Na época, a Universal Pictures implementou um modelo flexível de janela nos cinemas: 17 dias de exclusividade para filmes que estreassem com menos de US$ 50 milhões e 30 dias para produções cuja abertura superasse esse valor.
Agora, o foco retorna à valorização das salas de cinema. Em entrevista ao The New York Times, a presidente da NBCUniversal, Donna Langley, reforçou o compromisso da empresa com os exibidores:
“Nossa estratégia de janelas sempre foi pensada para evoluir com o mercado, mas acreditamos firmemente na primazia da exclusividade nos cinemas e em trabalhar de perto com nossos parceiros exibidores para apoiar um ecossistema teatral saudável e sustentável”, afirmou.
A medida foi celebrada por Adam Aron, CEO da rede AMC Theatres. Conhecido por ter tido embates públicos com Langley no passado devido à redução das janelas, Aron elogiou a liderança da executiva nas redes sociais, classificando a mudança como uma “grande notícia” para o setor.
“Grande notícia. Meus maiores elogios à presidente da NBCUniversal, Donna Langley, e à sua equipe. Não posso dizer coisas boas o suficiente sobre sua liderança na Universal”, acrescentou.
Langley também reforçou ao The New York Times que: “A Universal continua sendo um estúdio que coloca os cinemas em primeiro lugar”.
A estratégia da Universal visa utilizar o impacto cultural e o marketing gerado pela experiência cinematográfica para impulsionar o desempenho posterior dos filmes no Premium VOD e no streaming (Peacock e Amazon).
Com o novo prazo de 45 dias, a Universal se alinha a uma tendência de mercado, embora ainda seja superada pela Disney, que lidera o movimento pós-pandemia com janelas de 60 a 100 dias antes do streaming. Vale lembrar que a Disney enfrentou crises com o modelo híbrido, incluindo o processo judicial movido por Scarlett Johansson após o lançamento simultâneo de ‘Viúva Negra’.


