‘Venom: Tempo de Carnificina’ | Os principais easter eggs do filme para o futuro da franquia

[ANTES DE COMEÇAR A MATÉRIA, FIQUE CIENTE QUE ELA ESTÁ RECHEADA DE SPOILERS] 

Se você ainda não assistiu ao filme, siga por sua conta e risco.

Venom: Tempo de Carnificina chegou aos cinemas e apesar das críticas mistas, tem feito bonito na bilheteria. Em uma trama ainda mais surtada do que no filme o original, essa sequência aposta numa pegada meio romântica entre Eddie Brock (Tom Hardy) e o Venom, enquanto ambos tentam superar o término com a ex (Michelle Williams), encontrando na relação deles a chave para o sucesso e para derrotar o Carnificina (Woody Harrelson). Pois bem, além de toda a história principal, essa continuação traz diversos easter eggs. Por isso, o CinePOP separou aqueles que dão possíveis pistas sobre o futuro da franquia nos cinemas. Confira!


Detetive Patrick ‘Pat’ Mulligan

Interpretado por Stephen Graham, o Detetive Mulligan é um dos principais personagens introduzidos no filme. Além dele ter seu papel relativamente importante na trama, seu suposto final é um grande indício de que ele poderá se estabelecer como o principal vilão de um possível terceiro filme da saga. Isso porque ele termina tendo contato tanto com o Venom quanto com o Carnificina, e depois aparece com seus olhos brilhando. E como o papel do vilão já foi resolvido nesse longa, tudo indica que, assim como nos quadrinhos, ele retorne como o Toxina, um simbionte que surge da fusão justamente do Venom com o Carnificina.

Protetor Letal

Lançada em 1993, essa minissérie de seis partes foi a primeira protagonizada pelo Venom e acabou servindo como base para a franquia dos cinemas. Nela, Eddie Brock decide agir como um tipo de anti-herói e acaba se mudando para São Francisco, onde combate o crime do seu jeito e enfrenta os planos malignos que a Fundação Vida tem para o simbionte. No filme, o Venom tenta emplacar para Brock o apelido de “Protetor Letal” algumas vezes, até que o humano cede e a relação deles se fortifica. Como essas revistas foram bases para partes importantes dos filmes, pode ser que a trama dos “filhos” do simbionte se expandam para um possível terceiro capítulo cinematográfico.

Mutações

Nos quadrinhos, a Shriek (Naomie Harris) é uma mutante. Porém, como o universo Marvel sempre teve seus direitos fragmentados nos cinemas, poucas pessoas apostavam que a Sony fosse usar essa origem da personagem no filme, já que os direitos dos X-Men nos cinemas pertencem à Disney. Na verdade, pouco se fala sobre a origem dela mesmo, mas a personagem afirma que seus poderes são frutos de “mutação”, uma palavra que a própria Disney evitou usar enquanto os X-Men pertenciam à Fox. Por outro lado, isso fortalece os rumores de que os dois estúdios estariam costurando um novo acordo pelo uso dos personagens em seus respectivos universos cinematográficos.

Homem-Aranha

Nunca antes um filme do universo do Aranha referenciou tanto o herói sem efetivamente mostrá-lo. A primeira delas é quando o Venom está discutindo com Brock e fala algo como “responsabilidade é para fracassados”. É uma referência ao clássico lema do Cabeça de Teia nos quadrinhos e nos cinemas: “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. Mais tarde, em uma cena que já havia aparecido no trailer, Cletus Kasady (Woody Harrelson) estava escrevendo a história de sua infância em um cartão para Eddie, quando uma aranha sobe na folha. Nesse momento, Cletus fala sobre heróis terem suas origens e esmaga o bicho, diferente de Peter Parker, que acabou sendo picada pela aranha. Por fim, na cena pós-créditos, Eddie e Venom acabam sendo magicamente transportados para o Universo Cinematográfico Marvel, onde chegam no momento exato em que J.J. Jameson (J.K. Simmons) revela ao mundo que o jovem Peter Parker (Tom Holland) é o Homem-Aranha. O Venom prontamente se interessa pelo rapaz, o que faz lembrar o começo do filme, quando ele fica reafirmando que Eddie é um hospedeiro medíocre que só se beneficia dele sem oferecer nenhum benefício em troca. Será que essa troca de hospedeiros vem aí?

Mente coletiva

Enquanto a atenção estava voltada para a chegada do Venom ao MCU, uma informação importante foi dada em forma de piadoca: os simbiontes possuem mente coletiva. Na cena, antes de serem transportados para outra realidade, Venom e Eddie estavam deitados em um quarto de hotel vendo novela, quando o simbionte afirma acumular o conhecimento de 80 mil anos de experiências compartilhadas de forma “uni-mental” pela sua espécie alienígena. Nos quadrinhos, essa consciência é gerada por Knull, o deus dos simbiontes. Ele é uma das entidades mais poderosas do Universo Marvel recente por representar a escuridão. Por isso, já se envolveu com personagens poderosíssimos, como o Thor e os Celestiais, que serão retratados em Eternos, além do próprio Venom. Um fato interessante é que ele foi o responsável por cortar a cabeça do Celestial que acabou virando o “planeta” Luganenhum, mostrado na franquia Guardiões da Galáxia (2014 – 2017). Será que um fim de trilogia colocando o Venom contra seu deus estaria passando pela mente da Sony?

Venom: Tempo de Carnificina está em cartaz nos cinemas de todo o Brasil.

Notícias

‘Um Lugar Silencioso: Parte III’ ganha data de estreia no Brasil

A Paramount Pictures finalmente confirmou quando a aguardada sequência...

10 filmes tão bons que até sua preguiça vai curtir!

Tem dias em que estamos tão estressados que não...

‘Mortal Kombat II’ ganha data de estreia no streaming!

'Mortal Kombat II', sequência estrelada por Karl Urban no...
Pedro Sobreiro
Pedro Sobreirohttps://cinepop.com.br/
Jornalista apaixonado por entretenimento, com passagens por sites, revistas e emissoras como repórter, crítico e produtor.