10 Séries com Finais Tristes

10 Séries com Finais Tristes

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Se você é igual a mim, daquele tipo de pessoa que vai na árvore genealógica qual parte da sua família é Mexicana para explicar o motivo de tanto amor por drama, essa lista é feita pra você!

Tem aquelas que foram alegres e mudaram de tom no final, algumas eram ‘normais’ e ficaram sombrias e outras sempre foram puro drama e não podiam fugir da linha lá no final. Hoje eu vou listar 10 séries que tiveram finais tristes.

Não vou elencar por ordem de mais ou menos, pois minhas sensações mudam o tempo todo quando as vejo de novo, mas sim por ordem de lembrança, o que determina que, provavelmente, as primeiras comentadas são aquelas que me marcaram mais.




Nem preciso falar que spoilers vão rolar, afinal estamos falando de finais. Pra tentar evitar que você seja atingido por alguma informação desagradável, sempre vamos colocar uma foto da série logo abaixo do título e esse será o seu sinal de “fuja para as colinas”.

 

Six Feet Under

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É a terceira vez que eu cito essa série, tá na hora de criar vergonha na cara e falar logo dela, afinal ela tá no meu top das melhores da vida e eu, francamente, acho ela algo praticamente obrigatória de se assistir.

Traduzida pra nossa lingueta como ‘A Sete Palmos‘, fica bem mais claro entender o tema da série. ‘Six Feet Under‘ não tem apenas um final triste, mas é uma série que te coloca pra chorar em quase todos os episódios, e o final não podia ser diferente.

Eu, sinceramente, acho a cena final da série a melhor cena final de todas as séries de todos os tempos. Por cinco temporadas vimos cada um daqueles episódios começando com uma morte, afinal a família principal da trama dirige uma funerária e tem que lidar com todas elas, que acabam se interligando de algum modo com as questões da vida deles.

E é assim que, ao som de Breathe Me, da Sia, a gente acaba a série arremessado no chão e perdido na vida sem essa série diva pra nos acompanhar. Com todo seu modo especial de tratar de um tema tão pesado como a morte – tendo leveza, um tom sutil e muita beleza –a série termina mostrando o momento do falecimento de todos os personagens principais, assim como ela começava.

Muito mais que um final triste, a cena em si é de torcer os olhos pra escorrer as lágrimas! É humanamente impossível não chorar o oceano do Djavan assistindo o final desse seriado maravilhoso. Assista ao final!

 

Família Dinossauro

Uma série que te ensinou muito mais do que a escola sobre a extinção dos dinossauros. Dino, aquele pacatão pai de família, foi o grande responsável pelo fim da era dos dinos todos!

Lembram daquele lugar que ele trabalhava que sempre tinha aquele jeitinho ganancioso de passar por cima de tudo para lucrar? Uma fábrica começa a desenvolver um projeto para a extinção de uma espécie de besouros, e o Dino é escolhido para acabar com eles.

Acontece que esses besouros eram fundamentais para o controle de uma videira que não parava de se espalhar. Para destruir tudo, ainda mais pela questão de todas as vinhas serem muito grandes, Dino acaba usando uma quantia exagerada de spray, o que acaba destruindo toda vegetação e, assim, iniciando à era glacial, que acabou com a o período dos dinossauros.

A parte triste fica para a sequencia final, quando o Dino tenta explicar para o Baby o que está acontecendo e o coitadinho não entende bem e acha que eles vão se mudar, ou algo do tipo. Honestamente, algum de vocês consegue imaginar o Baby morto? Não gente, pelamor!

Mais trágico que isso é o instante final, onde o apresentador do telejornal que eles sempre assistiam dá um boa noite melancólico e cabisbaixo e, logo após isso, começamos a ver tudo congelado do lado de fora. Uma grande lição para a humanidade que se acha blindada e só vive de destruir a natureza para fins financeiros.

 

How I Met Your Mother

Vai muito além da morte da mãe e vai muito além daquele discurso do Ted. Eu acho o final da série, num contexto geral, corajoso e totalmente ousado! Poucas sitcoms se permitiram tanto drama e tantos episódios carregados como HIMYM fez.

Pra começo de assunto, só eu que acho o Marshall totalmente apagado nos episódios finais? Aquele personagem sarrista e cheio de alegria parece ter uma tristeza nos olhos, algo diferente… Talvez isso foi o que mais me entristeceu, pois ele sempre foi um dos meus favoritos. Logo em seguida, a Lily percebe que nem todos seus esforços praticamente maternais com o grupo não são capazes de manter a gangue junta.

Começamos a parte 1 do episódio final com a Robin sendo colocada na turma, e depois vemos ela se afastando cada vez mais deles. Começamos a parte 2 do episódio final falando que uma vida rotineira é algo para perdedores com filhos e, por fim, ele vira um pai.

Ted gira mais que o pião da casa própria do Silvio Santos para achar a mãe dos seus filhos que, confirmando a teoria de muitos, já estava morta quando ele contou a história. Francamente, não faria sentido o Ted estar contando isso tudo por nada, então ter essa questão toda da mãe morta no final é plausível…

Agora eu vou entrar no mérito da cena final. O que eu vou falar pode parecer frio, eu sei, mas representa como eu vejo o final e a série depois de ver e rever tudo tantas vezes. Ted sempre falou do seu amor por Robin na jornada, muito mais do que os breves discursos falando sobre a mãe. Não vou dizer que ele não amou a Tracy, pelamor de Deus, mas parece que ela foi quem ofereceu ao Ted tudo que a Robin não faria, principalmente os filhos. E, no fim, o que ele faz? Volta pra Robin!

É só comparar o que ele fala da Robin quando pede pra Jeanette devolver o colar da Robin e quando ele fala que quando conheceu a Tracy ele sabia que tinha que a amar em todas as circunstâncias, o que às vezes me dá impressão de que ele sentia que ainda tinha uma “tentação” a resistir.

 

Chapolin Colorado

Mesmo sendo considerado por alguns um personagem muito melhor que Chaves, Chapolin não conseguiu alcançar a audiência e a longevidade da mais conhecida criação de Roberto Bolaños.

A gente não contava com a astúcia do gênio na hora de dizer adeus e voltar a dedicar-se à produção chamada Chesperito, onde ele interpretava vários personagens. Na hora de encerrar o episódio final, os coadjuvantes anunciam que a produção chegou ao fim, mas o mais triste fica pra cena final, literalmente.

Nosso adorado personagem se coloca diante de um fundo preto, onde agradece os atores e a produção, alertando que não é possível destacar todos os nomes. E assim ele se despede, virando-se de costas para a câmera e imergindo ainda mais naquele triste fundo, enquanto vemos uma imagem mais ampla do set e algumas pessoas que estão na gravação da cena.

 

Sons of Anarchy

A trama que se passa dentro de uma gangue de motoqueiros teve sua primeira exibição em 2008 e teve seu final em 2014.

Mesmo sendo ‘nascido’ dentro do clube e sendo um dos elementos principais desde sempre, nas primeiras temporadas Jax meio que dividia as atenções com Clay, podemos dizer até que ambos alternavam como protagonistas da série.

Mas, no final, foi a história de Jax que fez do último episódio um pocinho de lágrimas. Vemos um personagem que perdeu muito na vida, que já tinha perdido a mulher, matado a própria mãe, estava sempre em problemas com a polícia e sentia que não seria um bom exemplo para seus filhos.

Foi assim que, enquanto perseguido pela polícia, ele joga sua moto contra um caminhão e garante um dos finais de séries mais tristes de todos os tempos, não apenas pela cena final, mas por ser um personagem que sempre parece ter vivido com tristeza e depressão a seu redor, em uma vida disfuncional.

 

The Shield

A série mostra um grupo de policiais absurdamente corruptos e nem um pingo menos limpos do que as pessoas contra quem eles atuam. Durante todas suas temporadas, vemos o grupo cometendo tudo que é tipo de atrocidade e ficamos pensando que ou eles vão sair impunes de tudo ou vão pagar um preço bem alto pelo que fizeram.

E coube logo à cabeça do grupo, o detetive Vic Mackey, deixar a lição maior sobre ação e reação que uma série já ofereceu. Tá, a gente sabe que o cara não era limpo, igualmente a todos que conviviam com ele, mas é praticamente desumano o destino que é dado para ele. A punição dele não veio com uma morte ou através de uma prisão normal, foi bem pior que tudo isso.

Para ficar imune de seus crimes, em um trato feito com a polícia, ele tem que trair tudo de que ele fez parte, confessar e entregar tudo, o que inclui, também, trair um de seus melhores amigos. Assim ele vira responsável pela prisão de um deles e pela morte de outro que comete suicídio e mata a própria família para não ser preso e saber que nada de mal pode ser feito a eles.

Além disso, a família de Vic é colocada em um sistema de proteção de vítimas e ele em um trabalho burocrático, algo de que ele fugiu a vida toda. Assim ele também é privado de ver a mulher e os filhos de qualquer modo. Ele não tem um número deles pra ligar ou sabe onde eles estão… Nada!

Não que ele tenha sido um cara ético e que isso não seja merecido, mas o final é totalmente depressivo e foi descrito como um soco no estômago. Sim, é exatamente o que foi.

 

Anos Incríveis

O final da série veio, aparentemente, coroar toda sensação do que foram aqueles anos incríveis, revelando um pouco a verdade nua e crua de que alguns momentos da vida são mais leves e tendem a ser mais fácil que outros.

Depois de narrar tantas histórias, o Kevin do futuro trás uma narrativa bastante triste sobre essa questão de que, uma hora ou outra, esses bons momentos se encerram em algum ponto, afinal as coisas mudam. Ele e a Winnie se separam e ela acaba de mudando para a Europa para estudar arte. Ele ficou nos Estados Unidos, casou-se e teve filhos. O pai dele morre por decorrência de um ataque cardíaco e a impressão que dá é apenas essa: tudo mudou.

Talvez isso seja só um reforço para as palavras finais dele, ressaltando que ele olha para trás e vê, no fim das contas, anos incríveis. Fica aquela questão de como algumas músicas, produtos ou eventos relacionados ao nosso passado deixam aquela nostalgia deliciosa e nos fazem sentir tanta saudade daquele período despretensioso das nossas vidas.

 

M*A*S*H

A super famosa comédia médica foi um sucesso durante toda sua exibição e veio com um episódio final de 2 horas e meia que teve uma audiência bombástica! Assim como foi difícil despedir-se de uma série que fez parte da vida de quem a viu por tanto tempo, o final dos personagens também foi bastante triste e emocionante.

Hawkeye acaba tendo que se tratar em um hospital mental por sofrer um colapso nervoso aparentemente ocasionado pela quantia de memórias reprimidas que ele tem sobre um passeio que todos os funcionários participaram em uma praia, perto de Incheon.

Depois de tanto trabalho para descobrir o que aconteceu, ele acaba lembrando que tentou ajudar um grupo de refugiados e, ao tentar silenciar uma criança para que eles não fossem pegos, ele acabou sufocando e matando a criança.

Além disso, o padre Mulcahy fica surdo e Klinger se apaixona e acaba ficando na Coréia mesmo com o fim da guerra.

No fim, BJ e Hawkeye tem sua despedida meio bromance depois de uma DR onde Hawkeye alega que BJ é incapaz de dizer adeus, mesmo depois de tudo que eles passaram e contando com o fato de que talvez jamais se veriam novamente.

Os dois vão embora no mesmo helicóptero e após atingir certa altura, Hawkeye é capaz de ver uma série de pedras que o amigo juntou para escrever a palavra “adeus”. Cai um cisco no olho da gente…

 

Alf – o ETeimoso

Quem assistiu a série toda ficou arrepiado com o final. Isso tudo por causa de uma fala do piloto, quando a polícia aparece na casa onde Alf está escondido e fala para eles, com ele ouvindo, o que vai acontecer caso ele seja pego.

Para quem não lembra bem, vou fazer um momento sic com a fala exata deles: “Vamos ver como ele reage ao calor intenso, congelamento, alta tensão, substâncias tóxicas, medo, falta de sono, inoculação [agulhadas], e, é claro, dissecção”. Ou seja, caso pego ele viraria um experimento.

Depois de algum tempo vivendo com a família, ele resolve partir, mas o pior acontece! Quando ele tá lá esperando sua caroninha espacial, é cercado pela polícia e capturado.

Como a gente já sabe tudo que pode acontecer com ele, vê-lo capturado dá arrepios, ainda mais pelo fato da série ser toda engraçadinha e ter uma levada totalmente infantil.

Os produtores alegam que a série não iria acabar daquele jeito e que ela deveria ter sido renovada, que eles foram pegos no susto com o cancelamento e aquela coisa toda, mas isso não justifica as impressões horríveis que ficaram na nossa cabeça ao ver o que foi oferecido.

 

Little House on the Prairie

Talvez você não conheça a série, mas os fãs mais apaixonados de The Big Bang Theory vão recordar desse nome por algum motivo. Lembram quando a Amy assiste Indiana Jones com o Sheldon e estraga o filme pra ele? Ele logo tenta se vingar dela estragando a série favorita dela e, mais pra frente, ela escreve uma fanfiction da série que inclui seu amado.

E episódio final tem 95 minutos e mostra o povo da região descobrindo que praticamente todo o terreno deles havia sido comprado por um detestável magnata ferroviário (exceto pela igreja e pela casa da família Ingalls).

Os habitantes se revoltam com isso e resolvem destruir toda a propriedade ativado dinamites de destruição em massa. Ou seja, eles tiveram que destruir toda a aldeia para poder salvá-la.

Depois de algum tempo foi comentado que os produtores tiveram essa ideia para poupar dinheiro, pois eles foram obrigados a devolver a área do conjunto de gravação do modo que ele estava antes de iniciar a produção da série, e essa seria uma forma prática de “limpar o terreno” e garantir que os edifícios criados jamais fossem usados por outras produções.

Seja como for, é profundamente triste ver a propriedade sendo destruída e tudo que a família tinha virar pó e ver toda aquela galera chorando no final.

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