Amarelo Manga

 

 

Amarelo Manga vem fazendo barulho por onde passa,e não é para menos, é uma obra chocante que não deixa ninguém indiferente. Até agora arrebatou todos os prêmios de longa-metragem do Cine Ceará realizado na semana passada, foi o vencedor do Festival de Brasília em 2002 e foi premiado como melhor filme na mostra paralela Forúm de Cinema em Berlim deste ano.

Independentemente das premiações, merece ser visto com cuidado, pode chocar e repugnar os mais sensíveis, não é um filme para ser visto com a familia. Ele é forte sim temos que nos munir de coragem para acompanhá-lo até o fim. Amarelo Manga fala sobre personagens marginalizados da periferia do Recife. A exemplo de outros recentes filmes brasileiros, não há protagonistas e nem uma história muita definada, apenas a vida destes seres que de vez em quando se entrecruzam.

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Canibal (Chico Diaz) trabalha num abatedouro de bois, tudo é mostrado muito detalhadamente, sente-se o cheiro de sangue que transpira através de tela. Ele é casado com uma crente que não suportaria a idéia de ser traída. Dunga é uma bichinha (Matheus Nachtergaele) apaixonado por Canibal e que trabalha como cozinheiro numa espelunca fedorenta onde vários outros personagens se encontram como o fanático religioso que tem como fiéis cachorros vagabundos e o personagem de Jonas Bloch, um pervertido que sente
prazer em atirar em pessoas já mortas. Tudo é muito forte e visceral, mostrado com todas as cores, todos os ângulos.O diretor, Cláudio Assis não quer facilitar nada para a gente, e assume isso sem pudores. Tanto é que numa parte, a cor é citada como exemplo de tudo o que há de ruim, feridas purulentas, hepatite, dentes podres, etc..


Este é o típico filme que se odeia ou se adora, não há meio termo, mas uma coisa te garanto, você não vai sair da sala do cinema da mesma maneira que entrou.

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Crítica por:
Andrea Don

 

 

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Renato Marafon
Renato Marafonhttps://cinepop.com.br
Apaixonado por cinema, filmes, TERROR, e criador do site CinePOP aos 13 anos em 1999.