Crítica | Animais Fantásticos e Onde Habitam

Crítica | Animais Fantásticos e Onde Habitam

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O sol é para as flores o que a magia é para a humanidade… Dirigido pelo ótimo cineasta britânico David Yates (que dirigiu os últimos quatro filmes da franquia ‘Harry Potter‘), chega aos cinemas de todo o Brasil um dos blockbusters mais aguardados do ano: ‘Animais Fantásticos e Onde Habitam.

O longa é repleto de efeitos especiais de primeira linha, possui personagens carismáticos e um roteiro pra lá de empolgante. Ao longo dos intensos 133 minutos de projeção – que mal vemos passar – vamos acompanhando uma aventura sobre magia que conversa com o público da mesma forma entusiasmada que aconteceu com toda a franquia do bruxinho de óculos mais famoso da história do cinema.

Ambientado cerca de 70 anos antes da famosa história, também criada por J.K. Rowling, ‘Animais Fantásticos e Onde Habitam‘ é uma extensão do mundo da magia que vimos com Harry e companhia.




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Na trama, que conta com a primeira incursão de famosa escritora J.K. Rowling como roteirista, conhecemos o aventureiro Newt Scamander (Eddie Redmayne), uma espécie de Indiana Jones da Magia, um jovem que sai da Inglaterra rumo à Nova York em busca de um objetivo muito incomum portando apenas uma maleta muito especial, onde guarda diversos animais poderosos.

Para cumprir seu objetivo e conseguir futuramente escrever um manuscrito, contará com a ajuda de Porpentina Goldstein (Katherine Waterston) e da sua irmã Alison Sudol (Queenie Goldstein), que tem o poder de ler pensamentos.

Outro destaque é o hilário Jacob Kowalski (Dan Fogler), o único trouxa (pessoa que nasceu em uma família não-mágica e é incapaz de fazer magia) do grupo.




Um dos fatores que mais chama atenção na trama é a forma como lidam com o sentimento da amizade. A construção desse sentimento é bastante profunda e muito detalhada em cada progressão e desenvolvimento do elenco principal entre uma aventura e outra.

As lacunas para continuações são bastante óbvias, mas feitas de forma bem delicada e madura. E aí que vem a grande lição do filme, entre brigas de varinhas, magia e animais fantásticos, o que chama a atenção é o ser humano comum que nunca soube nada sobre esse universo.

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Assim, o grande destaque individual não vai para o protagonista… mas sim para um coadjuvante de luxo, Jacob Kowalski, responsável pelo tom cômico da trama. O ator Dan Fogler que dá vida ao personagem simplesmente dá um show em cena, e toda vez que ele parece em alguma sequência parece que sua atuação salta em direção à tela. Ele vale o ingresso.

Mas o filme é muito mais que personagens bem escritos. Existem alguns debates argumentativos, como: “Magia, usar ou não usar?“; “Em quem confiar um mundo de poderes ilimitados?“; “Uma amizade vale mais a pena que se safar de uma dada situação?“; “Como enfrentar vilões terríveis e não perder a humanidade?“.

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A direção quase impecável de Yates, que usou e abusou de sua maturidade e no seu vasto conhecimento em J.K. Rowling no universo Potteriano, aliada ao ótimo roteiro feito pela já citada criadora desse universo, transformam essas linhas de pensamentos em poderosos valores que se transformam em lição a todos que abrirem os olhos para essas questões.

Animais Fantásticos e Onde Habitam‘ iniciará uma série de sequências, e poderemos acompanhar mais aventuras desse seleto grupo de personagens em um universo onde o inusitado reina.

Varinha na mão e ouvidos atentos ao Magizoologista mais conhecido do mundo… O universo da magia tem muito a nos ensinar.

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