InícioMatérias10 Clássicos do Cinema que Completam 30 Anos e Mereciam REBOOT!

10 Clássicos do Cinema que Completam 30 Anos e Mereciam REBOOT!


O propósito de um reboot é manter uma marca viva no consciente do público consumidor, ao mesmo tempo em que ela é apresentada para toda uma nova geração. Nesse quesito, os reboots possuem a mesma função das continuações. Veja, por exemplo, os casos recentes com ‘Premonição 6: Laços de Sangue’, ‘Missão: Impossível – O Acerto Final’ e ‘Lilo & Stitch’. É tudo estratégia de mercado. No caso de ‘Premonição’ e ‘Missão: Impossível’, franquias estabelecidas, a estreia de um novo filme movimentou o interesse por episódios passados também, fazendo os longas anteriores estarem entre os itens mais pesquisados na internet. Serve tanto para os fãs antigos relembrarem antes de assistir ao novo, quanto para o espectador mais novo conhecer os anteriores que não tinham idade para ver.

No caso de ‘Lilo & Stitch’, o filme parece estar repetindo o fenômeno que foi ‘Barbie’ em 2023, dominando a cultura pop de assalto. Nos EUA, os cinemas estão simplesmente lotados, com as jovens mães que puderam assistir à versão animada, agora levando suas filhas para o remake. E até mesmo no Brasil, dê uma olhada nos shoppings que tiverem cinema para notar a quantidade de roupas, bonecos e todo tipo de merchandising sendo usada pelas pessoas e sendo vendidas nas lojas.

Mas de modo geral, o objetivo de um reboot é dar nova chance a uma ideia promissora, mas que por algum motivo simplesmente não atingiu todo o seu potencial. Abaixo, voltaremos 30 anos no passado e revisitaremos 10 marcas usadas na época em filmes que não deram muito certo, mas que poderiam ser tentadas de novo. Confira.



O Juiz

O Juiz’, superprodução estrelada por Sylvester Stallone, é baseado em quadrinhos britânicos sobre um futuro distópico e totalitário quanto ao combate ao crime. Os Juízes do título são agentes da lei com o poder de julgar e executar criminosos em qualquer lugar. A ideia cult virou uma superprodução da Disney, que terminou sanitarizada para todo tipo de público, fugindo da violência e de temas mais sérios. O que muitos podem não saber ou lembrar é que o Juiz Dredd, o protagonista, já ganhou um reboot em um filme mais realista e com orçamento menor, em 20212, mas que igualmente não se tornou um enorme sucesso. Há anos fala-se em transformar esse universo tão rico em uma série de TV, já não era sem tempo, mas o projeto parece estacionado.

Congo

Você já tinha ouvido falar de ‘Congo’? Essa foi a tentativa da Paramount Pictures em capitalizar em cima do sucesso dos thrillers assustadores, mas repletos de aventura, de Steven Spielberg. Isso porque temos um filme baseado no livro de Michael Crichton, o mesmo autor do sucesso ‘Jurassic Park’. Fora isso, na direção, Frank Marshall, o mesmo de ‘Aracnofobia’, filme de 1990 produzido por Spielberg. Aqui, no entanto, nada de dinossauros ou aranhas mortais, o medo era trazido por macacos pré-históricos escondidos em cavernas em um território perdido no país africano do título. Ou seja, como não tentar uma nova investida repleta de efeitos especiais de primeira?

A Experiência

Para um reboot funcionar é preciso não apenas copiar o filme original em que se baseia, é necessário também adicionar muita novidade, colocando a ideia no presente, a inserindo na mentalidade social da época. Por isso ‘A Experiência’ pode ser um item delicado para se adaptar, porque mostrava uma alienígena solta na Terra, doida para acasalar, que aparece mais tempo nua em cena do que vestida. Sim, era um produto dos anos 90, mas pode ser retrabalhado com nova mentalidade. A essência é o conceito de ficção científica, terror e ação, que mostra cientistas recebendo do espaço um código de DNA alienígena e o misturando com o de uma bebê humana, usada como cobaia. Os problemas começam quando a menina cresce.

Johnny Mnemonic

Voltando 30 anos no passado, nos depararemos com o boom da era virtual no cinema. Eram os primórdios da vida computadorizada e da internet. Ou seja, Hollywood apostou forte na temática em vários filmes da época. Hoje, olhando para trás podemos notar que nem todas as ideias se concretizaram e muita coisa soa datada. Mas algumas delas podem ser adaptadas para os dias de hoje. É o caso do roteiro de William Gibson para este ‘O Ciborgue do Futuro’, que muito bem parece ter sido tirado de alguma HQ de ficção científica. Keanu Reeves estrela como um homem usando seu cérebro para traficar informações preciosas e muita espionagem industrial. A ideia é que neste futuro, podemos fazer uploads diretamente em nossos cérebros. Uma realidade streampunk, que se bem trabalhada poderia dar origem a uma baita ficção conceitual.

Tank Girl

Falando em filmes de ficção científica passados no futuro que se parecem com HQs, essa aqui de fato foi adaptada de quadrinhos. Assim como ‘O Juiz’, tratam-se de quadrinhos alternativos, desconhecidos do grande público. A personagem protagonista é uma mistura de Deadpool e Mad Max que, ao mesmo tempo em que vive em uma realidade devastada, na qual a água é escassa e o principal item de necessidade, também usa o humor em quase todos os seus diálogos, não levando nada a sério e muitas vezes quebrando a quarta parede. Muitas vezes, tudo o que é preciso para um bom reboot é o diretor certo e os atores certos.

Anjos Rebeldes

Você conhece a trilogia ‘Anjos Rebeldes’? Tudo bem, talvez quase ninguém conheça. Acontece que tais filmes são no máximo obras do cinema B cult. Na verdade, as partes dois e três são lançamentos direto em vídeo, aos quais talvez nem deva prestar muita atenção. Mas o primeiro é um cult que marcou época e apesar de não ter sido sucesso nos cinemas, foi redescoberto nas locadoras. Aqui temos uma guerra travada nos céus por anjos, que se perpetua na Terra, e cujo prêmio somos nós, os humanos. Alguns anjos, como Gabriel (Christopher Walken) se bandearam para o lado de Lúcifer e viraram as costas para Deus. Apesar do tema sensível e que mexe com religião, o longa poderia dar um baita filme de ação e fantasia com os efeitos especiais de hoje.

Assassinos

E aqui voltamos a falar de Sylvester Stallone. A verdade é que um dos maiores astros de ação que o cinema já viu possui muitos filmes que poderiam ser revisitados. Vários de seus filmes estão apenas juntando poeira na gaveta e poderiam ser colocados para gerar dinheiro novamente. Stallone foi bem-sucedido com as continuações modernas de Rocky e Rambo, e nos próximos anos teremos o reboot de ‘Risco Total’.

Olhando para os filmes que lançou há 30 anos, além de ‘O Juiz’, o ator também estrelou em ‘Assassinos’, que o trouxe duelando em uma batalha de esperteza, astúcia e destreza com um assassino tão bom quanto ele, e mais jovem, papel de Antonio Banderas. Hoje, temos muitos filmes sobre assassinos profissionais, mas o que está faltando é um bom e velho duelo entre dois matadores que são equivalentes, para vermos quem se sai melhor. É só escalar dois grandes nomes da atualidade e pronto.

A Cidade dos Amaldiçoados

Existem algumas obras que parecem nunca dar certo nas telonas. A verdade é que talvez elas ainda não tenham sido adaptadas da forma correta. É o caso com este fracasso de crítica e público comandado pelo mestre John Carpenter. O longa é baseado em um clássico cult britânico da década de 1960, em preto e branco. Carpenter tentou modernizar o clássico, assim como havia feito em ‘O Enigma de Outro Mundo’, por exemplo. Mas a razão de ter sido bem-sucedido com o filme citado foi porque modificou bastante do original, adicionando um sabor próprio.

Aqui, ele parece apenas ter repetido o original. Nem mesmo a presença do eterno Superman, Christopher Reeve, se torna um atrativo. Mas a ideia de crianças que nasceram no mesmo dia, após um evento perturbador de uma cidadezinha que acometeu todas as mulheres grávidas, com dons sobrenaturais e personalidade assustadora, é simplesmente interessante demais para ser abandonada.

A Letra Escarlate

Por falar em obras baseadas em clássicos literários, aqui temos o maior da lista. A Leta Escarlate data simplesmente de 1850, isso é clássico o suficiente para você. O livro foi escrito pelo autor Nathaniel Hawthorne e trata sobre uma mulher considerada adúltera em um tempo ainda mais remoto, entre os anos de 1642 e 1969, passando em uma colônia puritana de Massachusetts. A protagonista dá à luz uma criança concebida de uma relação com um homem com quem não é casada. Já imaginou o escândalo na época?

Como forma de punição, ela é forçada a usar uma letra A (de adúltera) vermelha em sua roupa, para que todos saibam de seu pecado. E sim, se você assistiu ‘A Mentira’ (2010) com Emma Stone conhece o tema. Mas ‘A Letra Escarlate’ foi adaptado em uma versão “moderninha”, embora seja um filme de época – trazendo astros como Demi Moore e Gary Oldman como protagonistas. O filme foi altamente criticado e considerado ruim, entre outras coisas por modificar muito do material original, entre outras coisas dando um final feliz para a história. Está mais do que na hora de Hollywood faz jus ao texto original e concorrer a muitos Oscar com uma adaptação fiel.

Os Demônios da Noite

Terminando a matéria temos ‘Os Demônios da Noite’. Recentemente eu falei mais a fundo sobre o filme em uma matéria comentando os trinta anos do longa e o histórico do programa de TV ‘Contos da Cripta’, no qual ele é baseado. Esse aqui é mais um desejo pessoal do que qualquer outra coisa, já que sua ligação com a série de TV praticamente impossibilita um reboot que não esteja vinculada a ela. E bem, quem sabe o que é ‘Contos da Cripta’ hoje em dia? Exatamente, ninguém! Mas ele foi um programa de terror muito popular durante os anos 90, que durou de 1989 a 1996, e conseguiu arrastar uma verdadeira constelação atrás e na frente das câmeras.

A ideia ficou tão grande que foi levada aos cinemas em dois longas. O primeiro foi esse ‘Os Demônios da Noite’, cuja ideia é simplesmente boa demais. Aqui também temos uma luta entre o bem e o mal, travada através dos séculos, que traz um cunho religioso, com direito a demônios bem gráficos tentando dominar a Terra. Quem sabe um reboot pudesse ser focado apenas nessa história, deixando de lado o selo ‘Contos da Cripta’.

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