Lançado no início dos anos 2000, Homem-Aranha foi revolucionário. A história do adolescente excluído que ganhou poderes aracnídeos após ser picado por uma aranha radioativa marcou gerações e virou sinônimo de heroísmo para crianças e adultos ao redor do mundo, ajudando a salvar a Marvel da falência e consolidando o Cabeça de Teia como um dos três maiores super-heróis do planeta.

Sucesso absoluto de bilheteria e crítica, o filme foi um tipo de “despertar” para os estúdios de Hollywood que o público estava pronto para comprar histórias de super-heróis novamente. Então, se o Universo Cinematográfico Marvel brilhou na década passada, isso só foi possível porque Homem-Aranha abriu as portas em 2002. Com uma legião de fãs muito fiel, o longa segue muito popular até hoje. Pensando nisso, o CinePOP separou mais 10 curiosidades que você talvez não conheça sobre o clássico. Confira!
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AranhaVerso

O mundo se encantou em 2021, quando a Marvel reuniu três Homens-Aranhas em cena em Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa. Porém, algo próximo já havia acontecido em 2002, mesmo que muita gente não tenha percebido. Na cena em que o Duende Verde faz sua primeira aparição, matando os acionistas da Oscorp e tocando o terror no festival da Times Square, o ator Nicholas Hammond faz uma breve aparição na varanda junto a Harry e Mary Jane. Para quem não sabe, Hammond interpretou o Peter Parker no filme para a TV e na série dos anos 1970.
Xena

Por falar em participação especial, o diretor Sam Raimi inseriu uma velha amiga no filme em uma ponta que muitos deixaram passar na época. Trata-se da atriz Lucy Lawless, eternizada na TV pelo papel principal na série Xena: A Princesa Guerreira. A atriz conheceu o diretor justamente na série, que foi criada por ele. No filme, Lucy está praticamente irreconhecível como uma mulher Punk que aparece dando entrevista sobre as primeiras aparições do Homem-Aranha. A maquiagem e o figurino ficaram tão bons que Lucy pediu para ficar com eles para voltar para casa. Dessa forma, ela passou pelo aeroporto sem ser reconhecida. A amizade dos dois é tão grande que Raimi voltou a homenageá-la em 2022, inserindo uma estátua da Xena na sede dos Illuminati, em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura.
Seria diferente

Hoje em dia, é simplesmente impossível pensar no Duende Verde sem lembrar imediatamente do ator Willem Dafoe. A atuação foi marcante a ponto de ninguém conseguir pensar em outro nome para interpretá-lo. Porém, ele quase não ficou com o papel. Inicialmente, a produção estava muito impressionada pelos testes de Billy Crudup, que era o favorito de Sam Raimi, e esteve muito próximo de ser anunciado no papel de Norman Osborn. Só que, para o azar do ator, o agente de Dafoe recebeu uma cópia do roteiro e enviou para seu agenciado, que estava gravando na Espanha, e pediu para que ele fizesse um teste por vídeo para enviar para a Sony. Não deu outra. Raimi ficou assombrado com que o viu e concluiu que não haveria outra escolha que não fosse Willem Dafoe.
Ele amou o papel

O que chamou atenção de Willem Dafoe para o projeto foi a oportunidade de fazer um filme completamente diferente de tudo que já havia sido feito no cinema até então. Internamente, o longa era encarado como o novo Superman. Se o clássico dos anos 70 tinha feito o público acreditar que era possível um homem voar, Homem-Aranha tinha a missão de convencer o público que era possível um homem escalar paredes. Por isso, Dafoe colocou em seu contrato uma condição para assinar com a equipe: ele teria que fazer suas próprias cenas de ação. O termo foi aceito e, segundo a produção, ele fez praticamente 90% das cenas que normalmente seriam atribuídas a dublês.
Retorno

Willem Dafoe se divertiu muito nesse papel, que o permitiu liberar essa personalidade mais insana em contraste com a imagem séria de um empresário de respeito. Além disso, ele se divertiu horrores com o planador do vilão. A experiência foi tão boa que, assim que soube que a Sony havia aprovado um Homem-Aranha 2, o ator ligou para Sam Raimi e perguntou se havia alguma forma de colocá-lo no novo filme. O desafio era grande, já que Norman foi morto no final do primeiro filme, se tornando parte importante na vilanização de Harry. Mas como não se nega o pedido de uma lenda, Raimi pegou seu computador e escreveu cenas do fantasma de Norman assombrando o filho para fazê-lo se vingar do Homem-Aranha.
Não era funcional

A única reclamação dos fãs acerca do Duende Verde, na época, foi sobre a máscara do vilão. Eles queriam que ela fosse mais próxima dos quadrinhos, que era uma máscara de duende feita de borracha, com direito ao icônico gorrinho roxo. Por anos, muita gente reclamou que isso não tenha sido sequer cogitado pela produção até que, na década passada, vazaram imagens na internet dos testes de figurino do Duende Verde, que revelavam que um visual mais fidedigno às HQs foi, sim, testado. O design foi feito por Stan Winston, com a mesma tecnologia de animatrônicos utilizada em Família Dinossauros. O resultado, porém, ficou cartunesco demais, destoando do tom mais voltado para a ficção científica que teria o filme. Então, a equipe optou por adotar uma estética inspirada nas séries japonesas, que simulava uma armadura.
Rejeição era a chave

Sam Raimi optou por abordar o Homem-Aranha como um herói trágico. Apesar de sempre ter fé em dias melhores, Peter Parker seria um protagonista moldado pelas perdas e pela rejeição. Por isso, um das cenas de teste que fizeram o diretor ter certeza de que Tobey Maguire era o cara certo para o papel foi justamente o final do filme, em que ele vê Mary Jane declarar seu amor e, diante de seu sonho, decide rejeitá-la, abrindo mão do amor que sempre sonhou, para poder proteger sua amada. Raimi viu que Tobey conseguia expressar a dor da rejeição, mas de forma nobre, sem parecer grosseiro ou babaca.
A Gwen tá aí, Mary Jane!

Antes de Sam Raimi chegar, o projeto de um filme do Homem-Aranha esteve nas mãos de David Fincher, que queria adaptar uma das histórias mais tristes do herói: A Noite em que Gwen Stacy Morreu. O projeto acabou não acontecendo e foi parar nas mãos de Raimi, que optou por contar a história de amor entre Peter e Mary Jane, em vez de Gwen Stacy. Só que o diretor não descartou completamente a loirinha, fazendo diversas referências a ela ao longo do filme. Na primeira aparição de Mary Jane, por exemplo, ela aparece vestindo um casaco verde, uma blusa lilás e usa uma tiara, elementos clássicos do figurino da Gwen no dia em que ela morre.
Morte à espreita

Da mesma forma, no primeiro ataque do Duende Verde, a moça é lançada da sacada e acaba sendo salva pelo herói, que repete o movimento que matou Gwen nos quadrinhos – que funciona dessa vez. Mas talvez o momento mais icônico seja justamente aquele em que o Duende Verde lança a futura namorada do herói de uma ponte, fazendo ele escolher entre salvar a menina ou a população de Nova York. O momento é cercado de tensão porque foi dessa forma que a Gwen foi morta nas HQs, o Duende a sequestrou e lançou ponte abaixo. Aqui, porém, o Peter conseguiu salvá-la novamente. Aprende, Andrew Garfield…
Desafio

Para dar vida ao Homem-Aranha, Tobey Maguire passou por alguns desafios. O primeiro deles foi ter que admitir a Sam Raimi, um grande colecionador de gibis, que jamais havia lido uma história sequer do Cabeça de Teia. Ele ganhou muito trabalho de casa, por assim dizer, tendo de ler pilhas de histórias em quadrinhos para entender melhor o herói. Além disso, para chegar ao físico do herói, Tobey foi submetido uma dieta rigorosa, carregada de proteínas, e uma rotina diária de seis horas de musculação, cardio e artes marciais por aproximadamente cinco meses seguidos. Ainda assim, segundo o ator, o maior desafio desse primeiro filme foi gravar a icônica cena do beijo invertido em Mary Jane. Segundo Tobey, além de estar pendurado de cabeça para baixo, a água da chuva ficava entrando em seu nariz, o que causava muitas dores. Mas não tinha muito o que fazer. No final, deu tudo certo.



