quarta-feira, julho 17, 2024

10 Filmes que refletem sobre sexualidade

Um dos assuntos que volta e meia encontramos nos milhares de projetos lançados nos cinemas e nas plataformas de streamings de todo o planeta é sobre questões envoltas à sexualidade. Mas o que seria sexualidade? Repleto de interpretações (alguns até usam esse termo para explodir preconceitos, gerar tabus), esse termo é associado às maneiras de como o indivíduo enxerga as sensações, sentimentos e emoções ligados de alguma forma ao prazer. Para refletir sobre esse tema, separamos 10 ótimos filmes abaixo:

 

Violette

Ao longo da ótima trama, vemos um despertar da sexualidade, uma liberdade profunda em expressar e sentir suas emoções. As asfixias da vida geram uma força em Violette para que a mesma escreva sobre sua ardente e sofrida vida. Na verdade, Violette se punia a cada passo sem êxito, a cada chance desperdiçada, chegava ao limite da razão e emoção facilmente, fruto de sua vida sofrida e os traumas do passado que sempre voltavam como fantasmas sem solução. Sua amizade com Beauvoir ajuda a encontrar o caminho e a ganhar um pouco de razão em busca de seu destino.

 

Ninfomaníaca – Volume 1

Nesse primeiro volume, somos surpreendidos com o inusitado encontro entre Seligman (Stellan Skarsgård) e Joe (Charlotte Gainsbourg). Joe é viciada em sexo e ao longo de anos se viu em situações constrangedoras desde a perda da virgindade até os dias atuais. Conforme conta sua história para Seligman, os dois personagens começam a discutir a sexualidade, e a verdadeira face de uma sociedade que preza pelo desejo, com diversas comparações com o cotidiano humano.

 

Não deixe de assistir:

Tom of Finland

Arte do amar. Biografia de um dos mais influentes artistas do cenário homossexual de todos os tempos, Tom of Finland é um retrato delicado, envolvente e tocante de um homem que lutou contra o preconceito em uma Finlândia que caçava e proibia o homossexualismo. Encontrou em sua arte uma maneira de ajudar outros que vivem o mesmo drama e assim inspirou uma geração com uma obra que virou eterna. Dirigido por Dome Karukoski o filme é uma jornada de emoções, um grande tapa na cara do preconceito.

 

Piedade

Na trama, rodada no Litoral do Cabo de Santo Agostinho e no Centro do Recife, conhecemos dois núcleos familiares que acabam se encontrando por conta de segredos de um pai que já faleceu. Dona Carminha (Fernanda Montenegro), seus filhos Omar Shariff (Irandhir Santos) e Fátima (Mariana Ruggiero) vivem seu sustento a partir de um bar da família na beira d’água que acaba sendo alvo de uma empresa que quer comprar o terreno e envia o executivo Aurélio (Matheus Nachtergaele) para negociar com eles. No meio da investigação, para ver se usa algum elemento que o ajuda a negociar com mais margem, Aurélio descobre um terceiro irmão que sumiu da maternidade e nunca mais se soube dele. Esse irmão é Sandro (Cauã Reymond) que vive com seu filho Marlon Brando (Gabriel Leone) no centro de Recife onde é dono de um dos poucos, talvez o único, cinema pornô da cidade. Quando um lado descobre sobre o outro, momentos de aflição e emoção envolverão a todos.

 

Wildhood: Busca Pelas Raízes

As raízes que contam várias histórias. Selecionado para o Festival do Rio 2022, o longa-metragem canadense Wildhood: Busca Pelas Raízes nos apresenta em sua trama um emocionante road movie que navega na troca de perspectiva sobre a vida através de um recorte sobre sexualidade e família na visão de um adolescente. O projeto também mostra um profundo destaque para os Miꞌkmaq (indígenas do leste do Canadá), principalmente o lado cultural. Esse é o primeiro trabalho de longa-metragem, de Bretten Hannam, roteirista e cineasta canadense, não-binário, de raízes Mi’kmaq.

 

Se Organizar Direitinho…

As mil formas de ser feliz. Caminhando de maneira muito divertida sobre o sempre polêmico assunto dos caminhos do prazer Se Organizar Direitinho… é uma comédia espanhola despretensiosa que acaba gerando risos em muitos instantes além de fazermos refletir sobre a questão da sexualidade através de diversas óticas e pelas histórias variadas de seus divertidos personagens. Dirigido pelo cineasta Paco Caballero, o longa-metragem está disponível na Netflix.

 

Pérola

Na trama, conhecemos Mauro, já adulto, que recebe uma notícia que o faz refletir sobre uma das pessoas mais importantes de sua vida, sua mãe, Pérola (Drica Moraes). Essa, uma mãe de família, esposa carinhosa, com dois filhos, moradora de Bauru, que tem uma personalidade forte mas nunca deixa de ser amável. Ao longo de alguns anos, onde, entre outras questões, vemos uma curiosa e demorada construção de uma piscina, vamos entendendo os grandes embates dessa família como tantas outras pelo Brasil, que brigam, fazem as pazes, buscam se entenderem nos conflitos mas nunca deixam de se amar. O abstrato universo da lembrança, da memória, é por onde o filme navega, o grande ponto intercessor, com um narrador presente, que nos mostra suas angústias que vão desde conflitos pelo sonho em ser um escritor de peças de teatro até os medos por questões de sexualidade.

 

Regra 34

Na trama, conhecemos Simone (Sol Miranda), uma jovem negra, de vinte e poucos anos, que, após a faculdade de direito, está iniciando seu caminho na Defensoria Pública no Estado do Rio de Janeiro. Seu cotidiano é intenso, precisa lidar pelas possibilidades da lei sobre vários tipos de violências quase sempre contra mulheres. De noite, ela é Camgirl, faz performances sexuais online, buscando expor seus desejos e também os desejos do público que já a acompanha faz tempo. Quando ela se vê em um certo descontrole quanto a violência (e até mesmo os limites) de suas apresentações na internet, escolhas precisarão serem tomadas.

 

O Mundo Segundo Garp

O que aprendemos com a vida é o suficiente para nos tornarmos pessoas felizes? No início da década de 80, chegava aos cinemas de todo o mundo, dirigido por George Roy Hill e baseado na obra The World According to Garp de John Irving, O Mundo Segundo Garp. O longa-metragem de um pouco mais de duas horas de projeção nos conta a saga de homem que descobre o início da vida através dos olhos e atitudes da mãe, uma corajosa mulher, bem à frente do seu tempo, que o criou sem um pai, por opção. Atemporal, fala também sobre a sexualidade, dificuldades de um casamento, sobre o preconceito, sobre a força do feminismo. Um maravilhoso trabalho. Inesquecível.  Talvez, o melhor filme da carreira do grande Robin Williams e um dos melhores da carreira de Glenn Close.

 

Com Amor, Simon

Em busca de uma grande história de amor. Baseado no livro Simon vs. The Homo Sapiens Agenda, de Becky Albertalli, Com amor, Simon chegou aos cinemas brasileiros tempos atrás. Com um elenco com nomes conhecidos do público jovem, a trama fala sobre preconceitos, o alucinante mundo das redes sociais e sua influência no dia a dia dos jovens de todo mundo, além de falar sobre o primeiro amor de maneira emblemática com o protagonista na luta sobre suas escolhas. O filme, antes de mais nada, é uma grande crítica social ao universo digital dos jovens de hoje em dia, ensina lições profundas sobre a amizade e as liberdades de escolhas.

 

 

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