terça-feira, janeiro 20, 2026

10 ICÔNICAS músicas pop que completam 15 anos em 2026

Destaque10 ICÔNICAS músicas pop que completam 15 anos em 2026

Ainda que os novos nomes do pop venham nos entregando trabalhos consistentes, não podemos deixar de relembrar de um passado não muito distante que era dominado por titãs do cenário fonográfico – como foi o caso de 2011.

Há uma década e meia, Lady Gaga lançava sua magnum opus ‘Born This Way’, nos entregando o maior hino LGBTQIA+ de todos os tempos, além de outras faixas memoráveis que conquistaram a crítica e o público. Adele, por sua vez, quebrava recordes e mais recordes com ’21’ e com canções tão bem construídas que se tornaram clássicos instantâneos. E Beyoncé começava a apresentar mais um lado de sua expressiva e vibrante identidade artística com o ótimo ‘4’.

Pensando nisso, preparamos uma breve lista separando dez músicas pop que completam 15 anos em 2026 – centrando nosso foco em cinco artistas que definiram o início da década passada.



Confira:

“ROLLING IN THE DEEP”, Adele

Apesar de Adele já ter tido um sucesso considerável com suas primeiras incursões, foi “Rolling in the Deep” que a lançou à fama mundial. O lead single de ’21’, considerado por muitos como o melhor álbum de sua carreira até agora, foi arquitetado minuciosamente ao lado de Paul Epworth (que viria a trabalhar com ela na aclamada “Skyfall”) e levou para casa três estatuetas do Grammy, incluindo Música do AnoGravação do Ano.

“RUMOR HAS IT”, Adele

Assim como todas as artistas femininas que dominam ou já dominaram o cenário mainstream, Adele tornou-se alvo de mentiras de tabloides sensacionalistas e ficou chocada quando percebeu que os próprios amigos acreditavam no que era escrito. É a partir daí que “Rumor Has It”, uma das melhores rendições da carreira da artista, ganhou vida, movida por sarcásticas mensagens mascaradas com uma infusão explosiva e viciante de bluesjazz.

“I WAS HERE”, Beyoncé

Em uma de suas várias reinvenções, Beyoncé deu vida a ‘4’, um de seus álbuns mais memoráveis (se bem que é difícil não encarar todos os seus lançamentos como memoráveis). A conclusão dessa aventura sonora vem acompanhada da aplaudível “I Was Here”, facilmente uma das melhores músicas do catálogo da Queen B – cujas mensagens ultrapassam o mero conceito de exaltar quem você é, atravessando uma linha etérea que discorre sobre a própria existência (“eu estava aqui, eu vivi, eu amei, eu estava aqui”) e movendo-se por uma pessoalidade emocionante.

“LOVE ON TOP”, Beyoncé

Em ‘4’, Beyoncé resolveu construir um escopo que abraçava tanto o mainstream quanto as pulsões conceituais que vinham crescendo desde o início da década. E, nesse tropo que se tornara uma marca reconhecida de seus compilados, “Love On Top” nos engolfa em uma exuberância vocal R&B e pop se tirar o fôlego – principalmente quando ela nos dá uma aula de canto ao subir oitavas e mais oitavas na parte final da canção. Não é à toa que diversos especialistas musicais considerem-na uma das mais bem produzidas e escritas da carreira da artista.

“HOLD IT AGAINST ME”, Britney Spears

lead single de ‘Femme Fatale’, sétimo álbum de Britney Spears, ganhou vida através do dance-pop de “Hold It Against Me”. Apesar da multiplicidade gritante de elementos sonoros que se desenrolam pela faixa, tudo é pensado com cautela e, no final das contas, converge para uma significativa mudança de ares para a artista. É claro que o pop chiclete permanece vivo tanto nos drills quanto no refrão e no icônico bridge que nos une a um épico final – exponencialmente alimentado por um belíssimo videoclipe encabeçado por Jonas Åkerlund.

“TILL THE WORLD ENDS”, Britney Spears

“Till the World Ends”, funcionando como uma epígrafe electro-dance, é uma narcótica viagem por um submundo pós-apocalíptico impetuoso, movido pelo desejo incontrolável de dançar e de não se importar com os problemas que nos afetam dia após dia. “Você sabe que posso levar isso ao próximo nível, baby” é um clássico verso arrancado de uma nostalgia que retoma ‘Britney’ e ‘In The Zone’ – mas elevado à décima potência no tocante à contemporaneidade e a uma proposital produção sem limites estéticos.

“BORN THIS WAY”, Lady Gaga

Lady Gaga sempre foi uma defensora de causas sociais, principalmente nos âmbitos da comunidade LGBTQIA+. Desde o início de sua carreira em 2008, a Mother Monster se mostrou uma aliada das minorias – e, em 2011, fez história com o lead single homônimo do álbum ‘Born This Way’. Movido pelo electro-pop e pelo synth-pop, a faixa tornou-se um emblema da resistência e da luta queer ao redor do mundo e foi a primeira a citar diretamente os membros da comunidade em uma canção mainstream – alcançando sucesso e aclame inenarráveis.

“YOÜ & I”, Lady Gaga

Antes de ‘Joanne’, Gaga já havia dado indícios de seu apreço pelo country com a incrível e irretocável “Yoü And I”. Afastando-se completamente do pop e apostando no country-rock, a faixa, uma das últimas promocionais de ‘Born This Way’, a canção também recebeu aplausos dos especialistas internacionais e tornou-se um destaque do álbum por sua competente produção e pela presença de ninguém menos que Brian May na guitarra.

“WE FOUND LOVE”, Rihanna

Em 2011, Rihanna já era um nome estabelecido na indústria, dona de hits atemporais que a catapultaram para um estrelato invejável. Em setembro do mesmo ano, ela retornou ao cenário fonográfico com o lançamento de seu sexto álbum de estúdio, ‘Talk That Talk’, que se tornou um sucesso comercial. O lead single, pautado na repopularização do EDM no cenário mainstream, emergiu pelo nome de “We Found Love” – uma explosiva e vibrante colaboração com o DJ Calvin Harris.

“WHERE HAVE YOU BEEN”, Rihanna

Ainda que tenha sido oficialmente lançado como single em 2012, “Where Have You Been” integra o álbum ‘Talk That Talk’ de maneira a acompanhar as pulsões eletrônicas exploradas por Rihanna. Unindo-se a uma gama de produtores e de compositores, que incluem Cirkut e Dr. Luke, a irruptiva faixa é uma mistura de electro-house, trance­ e techno que interpola Geoff Mack da maneira mais inesperada possível – e que, assim como tantas outras incursões da cantora, encontrou sucesso inestimável que perdura até os dias de hoje.

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Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.
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