Oscar de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro Original e Melhor Filme Internacional, Palma de Ouro do Festival de Cannes, Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, SAG Awards de Melhor Elenco… Esses foram apenas alguns dos inúmeros troféus conquistados por Parasita na temporada de premiações 2019/2020. O filme foi um verdadeiro fenômeno de público e crítica, e ajudou a colocar o cinema da Coreia do Sul no mapa. 

Aproveitando a onda sul-coreana, o CinePOP decidiu separar para vocês outros grandes filmes realizados no país. Vem com a gente!

 

O Hospedeiro (2006)

O Hospedeiro não foi o primeiro longa dirigido por Bong Joon Ho, mas talvez tenha sido aquele que levou o nome do cineasta para o resto do mundo, figurando inclusive na terceira posição na lista de melhores filmes de 2006 pela Cahiers du Cinéma. Joon Ho mostrou ao mundo que a Coreia do Sul também sabia fazer filme de gênero, de monstros e com muitos efeitos especiais. A trama gira em torno de um monstro que surge em um rio de Seoul e começa a atacar a população. Uma jovem garota acaba levada pela criatura, o que faz uma família local decidir enfrentar a mesma.

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Oldboy (2003)

Muito antes de Parasita, uma produção sul-coreana já havia obtido destaque nos cinemas mundiais. Oldboy, de Park Chan-wook, foi um verdadeiro fenômeno de público e crítica, e chamou a atenção do mundo para o que estava sendo produzido no país. Filme do meio da chamada Trilogia da Vingança (que conta ainda com Mr. Vingança e Lady Vingança), Oldboy conta a história de um homem que é raptado e aprisionado por 15 anos. Libertado repentinamente, ele descobre que é procurado pelo assassinato de sua mulher e embarca em uma jornada brutal de vingança para descobrir o responsável por sua captura. Estrelado por Choi Min‑sik, o filme participou da mostra competitiva do Festival de Cannes 2004 e deixou o evento com o Grande Prêmio do Júri. Em 2013, foi lançada a refilmagem americana Oldboy ‑ Dias de Vingança, com Josh Brolin, Elizabeth Olsen e Samuel L. Jackson, mas o resultado foi bem aquém do original.

 

Invasão Zumbi (2016)

Uma verdadeira pérola. Um filme que surge sem grandes expectativas e que se transforma em um fenômeno da cultura pop, aproveitando um momento em que os zumbis pareciam ter voltado à moda. Invasão Zumbi acompanha o início de uma epidemia na Coreia do Sul. Diante da notícia de que uma cidade no país (Busan) não havia sido afetada, muitas pessoas decidem então fugir de trem para a mesma. O problema é que a epidemia transforma as pessoas em seres violentos e rápidos, bem diferentes dos zumbis que estamos acostumados. Assim, não será tão fácil embarcar em um trem para Busan. A direção é de Yeon Sang-ho e o elenco conta com a presença do ator Choi Woo-sik, que interpreta Kevin, em Parasita.

 

Em Chamas (2018)

Um ano antes de Parasita, um outro filme sul-coreano ameaçou ter um destaque semelhante no cenário internacional: Em Chamas. Dirigido por Lee Chang-dong, o longa acabou ficando de fora da temporada de premiações hollywoodiana, mas obteve um grande reconhecimento fora dos Estados Unidos ao receber o Prêmio da Crítica no Festival de Cannes e figurar na tradicional lista de 10 melhores filmes do ano da Cahiers du Cinéma. A trama acompanha Jong-Soo (Yoo Ah‑In), um jovem que reencontra uma amiga antiga (Jeon Jong‑seo) e aceita cuidar de seu gato enquanto ela está viajando. Ela retorna para a cidade com Ben (Steven Yeun), um sujeito rico e misterioso, que vai conquistar a amizade do garoto, mas que aos poucos vai se revelando uma pessoa com um segredo perigoso. Um filme envolvente e intrigante, que serve para mostrar que Yeun é muito mais que o Glenn de The Walking Dead.

 

Memórias de um Assassino (2003)

Mais um filme dirigido por Bong Joon Ho. Memórias de um Assassino foi o segundo longa do diretor e contava a história de dois detetives (vividos por Song Kang‑ho e Kim Sang-kyung) sofrendo com a investigação do estupro e assassinato de jovens garotas, em uma pequena cidade coreana, na década de 80. Como fez em Parasita, o cineasta mesclou momentos de tensão com um senso de humor bem particular, presente na falta de aptidão dos agentes da lei. O filme levou o Prêmio da Crítica e o troféu de Melhor Diretor no cultuado Festival Internacional de Cinema de San Sebastián. 

 

A Criada (2016)

13 anos após abalar o mundo com Oldboy, o diretor Park Chan-wook realizou o impactante e envolvente A Criada, vencedor do BAFTA de Melhor Filme Estrangeiro e selecionado para a mostra competitiva do Festival de Cannes 2016. Como em seu trabalho mais famoso, a trama envolve vingança e reviravoltas. Durante a ocupação japonesa na Coreia, nos anos 30, Sookee (Kim Tae-ri) aceita o trabalho como criada de uma importante família do Japão. O serviço nada mais é que uma oportunidade para ela tentar roubar a fortuna de Hideko (Kim Min-Hee), uma rica herdeira. A trama tem algumas semelhanças com Parasita, embora Chan-wook seja um realizador mais chegado na brutalidade do que na ironia.

 

O Hotel às Margens do Rio (2018)

Hong Sang-soo tem um estilo de direção muito próprio e muito diferente de seus compatriotas mais conhecidos, especialmente Park Chan-wook e Bong Joon Ho. Ainda assim, quem quiser conhecer mais do cinema da Coreia do Sul, vale se arriscar pela filmografia do cultuado cineasta. Noite e Dia, Na Praia à Noite Sozinha e O Dia Depois são alguns de seus filmes mais conhecidos. Aqui, destacamos um de seus mais recentes, O Hotel às Margens do Rio. O longa premiado nos festivais de Locarno e Gijón conta a história de um renomado poeta hospedado em um hotel às margens de um rio. Sentindo que pode estar vivendo seus últimos dias, ele convida os dois filhos para visitá-lo. Ao mesmo tempo, uma jovem hospedada no local luta para superar a traição do ex-parceiro, contando com o apoio de uma amiga. A obra conta com tom minimalista e poucos personagens. A fotografia em preto e branco é belíssima.

 

Pieta (2012)

Premiado nos festivais de Cannes, Berlim e Veneza, Kim Ki-duk é um dos mais cultuados realizadores da Coreia do Sul. Um de seus longas mais marcantes é Pieta, vencedor do Leão de Ouro do Festival de Veneza de 2012. A obra mescla momentos de brutalidade e delicadeza para contar a história de Kang-do (Lee Jung-Jin), um cobrador para agiotas que é conhecido pela crueldade. Determinado dia, ele recebe a visita de uma mulher que afirma ser sua mãe, que pede desculpas por tê-lo abandonado. Confuso, sem acreditar e acostumado a viver uma vida sem nenhuma fonte de carinho, ele não sabe como lidar com aquela mulher, e acaba por jogando-a no mesmo ciclo de violência que está acostumado. O título é uma referência à clássica obra de Michelangelo, que traz uma mãe carregando seu filho nos braços.

 

Poesia (2010)

Anos antes de Em Chamas, o diretor Lee Chang-dong já havia se destacado com Poesia, vencedor do prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cannes de 2010. Yoon Jeong‑hee interpreta Mija, uma senhora na casa dos 60 anos que sofre do mal de Alzheimer e decide buscar motivação e alegria em um curso de poesia. Ao mesmo tempo que tenta descobrir um novo mundo através da arte, ela se depara com um crime brutal envolvendo o neto, que mora com ela. Mas uma vez, uma trama que envolve delicadeza e brutalidade, com uma boa dose de reviravoltas. 

 

Eu Vi o Diabo (2010)

Oldboy é conhecido por sua violência e brutalidade. Pois bem, Eu Vi o Diabo é ainda mais radical. A trama acompanha um agente secreto que tem a esposa assassinada por um temido serial killer que atormenta a região. Ele decide então, procurar pelo sujeito. Ao encontrá-lo, o agente decide que a morte seria algo fácil para o assassino. A partir de então, embarca em uma saga de várias capturas e libertações com o objetivo de torturar a mente do psicopata. Curiosamente, o protagonista é o mesmo de Oldboy: Choi Min‑sik. Dirigido e escrito por Jee-woon Kim, o longa chegou a participar de festivais de cinema fantástico por todo mundo. Aos poucos, se tornou um cult entre os amantes do cinema de gênero.

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