10 (ou 12) Filmes e Séries de Grandes Diretores em 2018!

10 (ou 12) Filmes e Séries de Grandes Diretores em 2018!


O ano novo já começou! O mundo do cinema não para, o que para os cinéfilos se traduz em doze meses de lançamentos lotando as salas de cinema. Ainda teremos elos com 2017 como o Globo de Ouro e o Oscar, mas já estamos pensando na frente e nos filmes que encontraremos ao longo de 2018.

E o foco desta nova lista que trazemos para você são justamente alguns dos melhores filmes aportando futuramente em 2018. Como assim os melhores, você pergunta. Bem, é muito fácil, pois trata-se de uma lista com dez grandes diretores da atualidade e os trabalhos que irão nos apresentar este ano. Além de filmes, temos também uma minissérie bem especial (espere para ver quem está à frente) e algumas produções já lançadas em outros países do mundo, mas que chegam ao Brasil somente este ano. Vamos lá e não esqueça de deixar seu comentário.

Steven Spielberg

Filmes: The Post – A Guerra Secreta e Jogador Nº 1

Spielberg é provavelmente o maior diretor da atualidade, quiçá de todos os tempos. E seus detratores não sabem da missa a metade, já que o sujeito passou este tipo de descrença em relação a seu talento antes de muitos dos que torcem o nariz nascerem. Além de ser considerado o diretor que criou o cinema blockbuster, Spielberg tem 13 indicações ao Oscar (entre as funções de diretor e produtor) e 4 estatuetas (duas como diretor, uma como produtor, e uma pela carreira).



Este ano Spielberg aparece no comando de duas obras bem diferentes. A primeira, The Post – A Guerra Secreta, seu filme “sério”, foi lançado no fim de 2017 nos EUA e chega no início deste no Brasil. O filme traz Meryl Streep e Tom Hanks numa história real de política e jornalismo. Depois é a vez de Jogador Nº 1, seu filme jovem e mirado ao grande público, baseado num livro de sucesso de fantasia e ficção científica, que se parece com uma versão futurística de A Fantástica Fábrica de Chocolate (1971). Pelo primeiro, o cineasta pode sair com mais uma indicação ao Oscar.

Martin Scorsese

Filme: The Irishman

Se o amigo Spielberg é considerado o maior diretor da atualidade, mesclando tão bem cinema entretenimento de qualidade com filmes mais sérios e relevantes, Scorsese é tido como o melhor diretor vivo, e ainda em atividade. Seus últimos filmes, O Lobo de Wall Street (2013) e Silêncio (2016), arrancaram elogios da crítica e público. Scorsese possui 11 indicações ao Oscar (entre funções de diretor, produtor e roteirista) e apenas uma vitória – sim, o mundo não é justo.

Desta vez, Scorsese lança uma produção diferente, e adere ao sistema das plataformas de streaming – optando pela maior delas, a Netflix. The Irishman é o novo filme de máfia do cineasta, um dos grandes nomes no gênero, que conta a história real Frank Sheeran, conhecido como o “irlandês”. O criminoso possivelmente foi um dos responsáveis pela morte do sindicalista Jimmy Hoffa. Além de todos estes atrativos, um dos maiores é seu elenco, que conta com Robert De Niro como Sheeran, Al Pacino como Hoffa, Joe Pesci e Harvey Keitel. A gangue está de volta. A única tristeza é não poder assistir a esta preciosidade na telona, a menos que haja um acordo como foi feito entre a Netflix e a Diamond Films com o filme Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi.

Clint Eastwood

Filme: 15h17 – Trem para Paris

Outro veterano na indústria, Eastwood ficou mais conhecido em seu início de carreira como ator, em filmes de faroeste ou de ação nos quais interpretava policiais, vide a série Dirty Harry. Mas na verdade, a carreira como diretor começou logo cedo também – seu debute na direção foi em 1971. Hoje, dirigindo mais do que atuando, Eastwood tem 7 indicações ao Oscar (entre as funções de diretor, produtor e ator) e 5 prêmios (dois como diretor, dois como produtor e um honorário).

Seu novo trabalho, depois de Sully – O Herói do Rio Hudson (2016), é o suspense 15h17 – Trem para Paris, baseado em uma história real. Na trama, soldados americanos descobrem um plano terrorista a bordo de um trem e tentam impedir o pior. O filme não conta com rostos muito conhecidos na frente das câmeras.

Woody Allen

Filme: A Rainy Day in New York

Se existe um diretor que bate ponto todo ano, desde 1982, este diretor é o octogenário Woody Allen. O melhor é que o cineasta ainda consegue se manter relevante e elogiado, e de vez em quando até emplaca um grande sucesso de público para os seus padrões, vide Meia Noite em Paris (2011).

Depois de Roda Gigante, recém-lançado no Brasil, dividindo crítica e público, Allen promete uma nova obra para 2018 – como não podia deixar de ser. Seu novo filme traz os jovens Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome) e Selena Gomez, como um casal apaixonado enfrentando o tempo ruim em Nova York e outras desventuras. O elenco conta ainda com Jude Law, Diego Luna, Elle Fanning e Rebecca Hall. Ah sim, Allen tem 20 indicações ao Oscar (entre as funções de diretor e ator, mas principalmente como roteirista) e 4 prêmios (3 como roteirista e 1 como diretor).

Irmãos Coen (Joel e Ethan)

Minissérie: The Ballad of Buster Scruggs

Aqui é onde abrimos uma exceção. Os irmãos Coen, infelizmente, ainda não dirigiram um filme depois de sua comédia sobre os bastidores da clássica Hollywood Ave, César (2016), e não o farão este ano novamente. Como produtores estão à frente da fantástica série Fargo, baseada em seu longa homônimo de 1996, que teve sua terceira temporada em 2017.

Mas nem tudo está perdido, e os Coen irão nos presentear com seu talento na minissérie The Ballad of Buster Scruggs, e com ela adentrar novamente o gênero do faroeste, quase dez anos depois Bravura Indômita (2010), pois é, já tem tudo isso. Na realidade, esta será uma série de antologia, no estilo de Black Mirror, com cada episódio se mostrando um curta, ou um longa próprio. E cada um tem seu próprio título também – ou seja, o título da série é apenas o título do primeiro episódio. Entre eles: Near Algodones, Meal Ticket, All Gold Canyon, The Gal Who Got Rattled e the Mortal Remains. Para os fãs da dupla será um prato cheio, e eu mal posso esperar. Os Coen têm 10 indicações ao Oscar (entre as funções de diretores, roteiristas – até no filme dos outros – produtores e editores) e 4 prêmios (dois como roteiristas, um como diretores e um como produtores).

Ridley Scott

Filme: Todo o Dinheiro do Mundo

Tudo bem que o veterano Ridley Scott tem dado mais bolas fora ultimamente do que dentro. Mas nada disso diminui seu prestígio ou significância para a história do cinema. De fato, se Ridley nunca mais acertar uma, o que não é o caso (Perdido em Marte é de 2015), sua contribuição para a sétima arte com os icônicos Alien – O oitavo passageiro (1979) e Blade Runner – O Caçador de Androides (1982) jamais serão apagadas.

Apesar do desempenho mediano (o filme não chegou a ser um fracasso) de Alien – Covenant, Scott se recupera agora e emplaca na época de premiações com Todo o Dinheiro do Mundo, um drama criminal que igualmente não se desviou por completo das polêmicas. O que acontece é que Scott precisou apagar o ator Kevin Spacey de seu filme, acusado de abuso de menor e assédio, e substituí-lo por Christopher Plummer nos 45 do segundo tempo. Neste caso parece que a polêmica ajudou. O filme conta a história real de um sequestro, de uma mãe (Michelle Williams) que faz de tudo para reaver o filho, e um avô sovina (Plummer) que recusa-se a ceder aos criminosos. Scott tem quatro indicações ao Oscar, três como diretor e a última como produtor, e nenhuma vitória. É, o mundo não é justo – parte 2 – a missão!

Robert Zemeckis

Filme: The Women of Marwen

Quando começou sua carreira, Zemeckis era o principal discípulo de Steven Spielberg, isso porque o diretor produzia a maioria de seus sucessos, vide a trilogia De Volta para o Futuro (1985, 1989 e 1990) e Uma Cilada para Roger Rabbit (1988). Além disso, Zemeckis parecia ser o diretor perfeito para quando Spielberg não queria ou podia dirigir certos filmes, soando como o Spielberg de aluguel, sem perder muita qualidade.

Mas ei, não tem nada de errado com isso. Grandes diretores fizeram de suas carreiras homenagens a seus ídolos, vide Brian De Palma, cuja filmografia descende das obras e estilo de Alfred Hitchcock, e por aí vai. O novo trabalho de Zemeckis, que, assim como seu mentor, atualmente se envereda mais por obras adultas (vide O Voo, A Travessia e Aliados), é o drama biográfico The Women of Marwen, que conta sobre um sujeito se recuperando de um ataque brutal com a ajuda de um grupo de mulheres. Steve Carell protagoniza, e o elenco tem ainda Diane Kruger, Leslie Mann, Janelle Monáe, Gwendoline Christie e Eiza González. Zemeckis tem uma indicação ao Oscar pelo roteiro de De Volta para o Futuro, e uma vitória pela direção de Forrest Gump.

Brian De Palma

Filme: Domino

Falando em mestres e discípulos, De Palma sem dúvida se encaixa na primeira categoria atualmente, celebrado como um dos maiores diretores a pisar neste plaenta. Seus filmes, assim como um bom vinho, envelhecem bem e se tornam melhores com o tempo, sendo redescobertos por toda uma nova geração. Bem, isso pode funcionar bem para os fãs, mas certamente não funcionou bem para o diretor, já que mesmo os grandes precisam de sucesso junto ao público para se manter, o que se tornou cada vez mais escasso para De Palma – como mostrado no fabuloso documentário homônimo de 2015, dirigido por Noah Baumbach e Jake Paltrow, cuja proposta foi descortinar o lendário contador de histórias.

De todos os cineastas revolucionários surgidos na década de 1970, De Palma foi o que mais prejuízo financeiro acumulou junto aos estúdios e por isso, desiludido, assim como o colega Francis Ford Coppola, viveu uma semi-aposentadoria. De Femme Fatale (2002) a Dália Negra (2006) foram quatro anos. De Guerra Sem Cortes (2007), um de seus filmes mais obscuros (que mal chegou ao Brasil) até Paixão (2012) – lançado direto em vídeo por aqui – são mais cinco. Agora, o diretor tenta de novo com Domino, thriller policial passado em Copenhague, Dinamarca, sobre vingança, estrelado por Guy Pearce, e dois veteranos do seriado Game of Thrones, Nikolaj Coster-Waldau, o Jamie Lannister, e Carice van Houten, a feiticeira Melisandre. E na série do mundo é injusto, nada será mais injusto do que De Palma sequer ter uma indicação de melhor diretor na carreira!

Terrence Malick

Filme: Radegund

Ame-o ou odeie-o, Terrence Malick deixou sua marca na sétima arte. O antes cineasta bissexto – já que até 2011, quando entregou A Árvore da Vida, eram quatro décadas de carreira e apenas cinco filmes no currículo – se desembestou a trabalhar num filme atrás do outro (ou às vezes ao mesmo tempo), provando que realmente nunca é tarde para nada. Desde 2011, o diretor entregou três longas de ficção e duas versões do mesmo documentário Voyage of Time, a primeira, Life´s Joruney, narrada por Cate Blanchett, e a segunda, The IMAX Experience, narrada por Brad Pitt. Ou seja, o diretor nunca esteve mais prolífico.

Seu novo trabalho, Radegund, traz a própria versão de Malick para Até o Último Homem, e conta a história de um austríaco objetor da consciência, se negando a lutar pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial – mesmo dilema vivido pelo personagem de Andrew Garfield, cuja religião era a própria, no filme de guerra de Mel Gibson. No de Malick, no entanto, podemos esperar poucos diálogos, muito visual chamativo da fotografia, aqui criada por Jörg Widmer, e momentos excessivamente contemplativos. Os filmes de Malick costumam demorar tanto para ficar prontos, que aqui temos a participação até mesmo do sueco Michael Nyqvist, falecido ano passado. No elenco, Matthias Schoenaerts, Bruno Ganz, August Diehl e Jürgen Prochnow. O cineasta possui três indicações ao Oscar em seu currículo, duas como diretor e uma como roteirista.

Dario Argento

Filme: The Sandman

O icônico diretor italiano, especializado no cinema Giallo, obras de terror, suspense e policial, onde a violência é extrema e o sangue corre solto. O fato faz com que muitos confundam este subgênero com o trash. Argento é um dos mais influentes cineastas de todos os tempos, não apenas para o gênero, tendo inclusive concebido a história do clássico absoluto de western, Era uma Vez no Oeste (1968). Na filmografia do diretor se encontram trabalhos como O Pássaro das Plumas de Cristal, Mansão do Inferno, Phenomena e Suspiria – este último, refilmado por Luca Guadagnino (Me Chame Pelo Seu Nome), a ser lançado este ano.

Dario Argento já fez até mesmo sua própria versão de Drácula, em 3D, lançado em 2012 e exibido no Festival de Cannes – este foi seu último filme até então. Agora, “para variar”, seu novo trabalho, The Sandman, baseado num livro, conta a história de uma vítima de serial killer tentando deixar para trás seu passado traumático, quando sobreviveu ao psicopata conhecido somente como The Sandman. Uma curiosidade é que o músico Iggy Pop viverá o maníaco do título. Argento nunca foi indicado ao Oscar, mas já estava mais do que na hora de receber um prêmio honorário pelo conjunto de sua obra.

Bônus:

Peter Jackson

Filme: Máquinas Mortais

Peter Jackson, mais conhecido pela trilogia Senhor dos Anéis (2001, 2002 e 2003), e depois pela trilogia Hobbit (2012, 2013 e 2014), entende muito bem de blockbuster. Aqui, no entanto, o diretor não está no comando e apenas produz a superprodução, abrindo espaço para a estreia na direção de seu usual colaborador no departamento técnico Christian Rivers. Baseada no livro de Philip Reeve, a história apresenta um mundo apocalíptico jamais visto antes – sem dúvida já ganha pontos aí.

A trama fala sobre um mundo devastado, no qual cidades sobrevivem se deslocando em imensos veículos (imagina o tamanho da coisa, para transportar uma cidade) e assimilando cidades menores para se apoderar de seus recursos. Dá pra sentir a forte analogia política implícita. O trailer é insano e parece Mad Max à décima potência. No elenco, a novata Hera Hilmar, e os rostos conhecidos de Hugo Weaving e Stephen Lang. O diretor Peter Jackson tem seis indicações ao Oscar (entre as funções de roteirista, diretor e produtor) e três prêmios, justamente por cada uma das funções citadas acima.





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