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20 documentários para ficarmos de olho no Festival do Rio 2025


Se você gosta de documentários, veio ao lugar certo! A poderosa programação do Festival do Rio 2025 traz em seu catálogo dezenas de títulos interessantes, com tudo para fazer bastante sucesso nas duas semanas de evento. E, se você gosta de se programar com antecedência para assistir aos filmes, confira abaixo algumas sugestões – documentários que certamente temos que ficar de olho:

 

Vou Tirar Você Desse Lugar, de Dandara Ferreira



Uma travessia poética pelo imaginário subversivo de Odair José — cantor e compositor cuja trajetória desafiou moralismos, atravessou ditaduras e tocou o coração do povo com uma honestidade feroz. O filme não ilustra uma biografia linear, e sim embaralha tempos e afetos para revelar o pensamento artístico de um homem que ousou falar de sexualidade, aborto, fé e desejo em um país marcado pela repressão. Entre arquivos, performances e delírios visuais, a obra se constrói como um manifesto sensível sobre liberdade e contracultura. (Sinopse Oficial)

 

Rei da Noite, de Cassu, Lucas Weglinski e Pedro Dumans

Ricardo Amaral é muito mais do que suas icônicas casas noturnas e La Dolce Vita da alta sociedade do Rio, Paris e NY. Na vida deste Rei da Noite, como num desfile de Escola de Samba, descobrimos como nasceram os fogos de Copacabana, porque Caetano e Gil foram presos na sua boate Sucata, como golfinhos de Miami fugiram e repopularam a Baía de Guanabara, porque foi inventado o Engov ou os camarotes de celebridades na Sapucaí. Personagens como Pelé, Danuza Leão, Príncipe Charles, Fellini, Luiza Brunet, Troisgros, Dzi Croquettes e a máfia de NY se cruzam neste Vaudeville. (Sinopse Oficial)

 

O Brasil Que Não Houve – As Aventuras do Barão de Itararé no Reino de Getúlio Vargas, de Renato Terra e Arnaldo Branco

Neste documentário-comédia, Gregorio Duvivier narra os feitos do Barão de Itararé e os defeitos de um Brasil que se equilibra entre a graça e a desgraça. O documentário saúda o grande humorista Apparício Torelly, o Barão de Itararé, e usa a sua peculiar lente do humor para satirizar a versão oficial do Brasil de ontem e de hoje. Tudo isso numa época em que comediantes iam para a prisão — e o Barão foi preso três vezes. (Sinopse Oficial)

 

Ninguém Pode Provar Nada: a Inacreditável História de Ezequiel Neves, de Rodrigo Pinto

Entre documentário e ficção, o documentário investiga a trajetória do controverso ator, jornalista e produtor musical Ezequiel Neves, incluindo suas relações passionais com nomes como Rita Lee e Cazuza, com quem escreveu o hit Exagerado. Para costurar as inacreditáveis histórias do protagonista, o filme mergulha em um acervo com mais de 60 horas de entrevistas inéditas e vasta documentação, arquivo falso, entrevistas recriadas por inteligência artificial e trechos de filmes que foram inventados mas deveriam ter existido. (Sinopse Oficial)

 

Não Sei Viver Sem Palavras, de André Brandão

Filme sobre Ignácio de Loyola Brandão, um dos grandes nomes da literatura brasileira. Dirigido com franqueza por seu filho André Brandão, trata-se de um devaneio por suas obras, experiências e desejos, num jogo de memória e invenção. (Sinopse Oficial)

 

Meu Tempo é Agora, de Sandra Werneck

A cineasta Sandra Werneck entrevista mulheres notáveis como Marieta Severo, Zezé Motta, Margareth Dalcolmo, Conceição Evaristo, Denise Werneck e Iole de Freitas para uma jornada de vivências compartilhadas que desafiam os estereótipos do envelhecimento feminino. Do trabalho à vida amorosa, da saúde à sexualidade, essas mulheres compartilham suas histórias, reflexões e lições de vida, oferecendo inspiração e questionamentos sobre o que realmente importa quando se alcança a maturidade, sem deixarem de pontuar também as agruras e infortúnios de envelhecer. (Sinopse Oficial)

 

Gláucio Gill – Um Teatro em Construção, de Lea Van Steen e Rafael Raposo

Em 2024, o teatro Gláucio Gill, no coração de Copacabana inicia uma ampla reforma. Em meio às obras, dezenas de artistas são convidados para ir ao espaço e compartilhar suas memórias que remonta a 60 anos de criação teatral, gerando uma reflexão sobre o tempo e a arte do teatro. (Sinopse Oficial)

 

Fôlego – Até Depois do Fim, de Candé Salles

Maria Carol Rebello, atriz e diretora, conta sua vida e a trajetória na arte da família em um documentário confessional. A partir de lembranças e memórias, passa pelas histórias e pela obra do tio, o ator e diretor Jorge Fernando; da avó, a atriz Hilda Rebello; e do irmão, o multiartista João Rebello. A atriz revela como consegue fôlego para seguir em frente depois da perda do tio e da avó em 2019 e mais recentemente do irmão, João, assassinado por engano em 2024. (Sinopse Oficial)

 

As Dores do mundo: Hyldon, de Emílio Domingos e Felipe David Rodrigues

Hyldon é uma lenda viva. Seu primeiro álbum, Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda faz 50 anos. Um clássico da música brasileira. Uma série de canções compostas por ele, inspiradas em histórias reais, revelam o soul romântico de um dos maiores compositores da nossa música popular, parceiro de Cassiano e Tim Maia. O documentário segue a formação e o trajeto do menino do sertão da Bahia ao jovem no topo das paradas de sucesso no Brasil, retratando um artista que sempre fez questão de ser livre. (Sinopse Oficial)

 

Ary, de André Weller

A intensa vida do autor de Aquarela do Brasil, Ary Barroso, é narrada em primeira pessoa pelo ator Lima Duarte. Da infância mineira aos dias de glória no Rio de Janeiro, passando pela parceria com os estúdios Disney, o filme mistura ficção e imagens de arquivo raras, embaladas por clássicos como ​No Rancho Fundo e No Tabuleiro da Baiana. Um ensaio cinematográfico íntimo sobre a mente criativa do homem que inventou o “Brasil brasileiro”. (Sinopse Oficial)

 

Copacabana, 4 de Maio, de Allan Ribeiro

Em 2024, Madonna fez o maior show da história sua carreira no Rio de Janeiro. As areias de Copacabana receberam 1,6 milhões de pessoas. Este filme mostra como a cidade se preparou para o evento e como os fãs foram impactados, esperando ansiosamente pelo dia 4 de maio e recordando as bandeiras que a cantora levantou durante sua vida. (Sinopse Oficial)

 

Cheiro de Diesel, de Natasha Neri e Gizele Martins

Cheiro de Diesel retrata os traumas coletivos da militarização das favelas do Rio de Janeiro ocupadas pelas Forças Armadas durante os megaeventos esportivos. A partir de vozes de dentro das favelas, o filme documenta a luta por justiça e reparação de vítimas de violações de direitos humanos. (Sinopse Oficial)

 

Apolo, de Tainá Müller e Isis Broken

Após conceber naturalmente um filho durante a pandemia de COVID-19, Isis e Lourenzo iniciam uma jornada pelo Brasil em busca de algo incomum: um pré-natal respeitoso e especializado. Ao mesmo tempo, seguem na luta diária, dentro e fora de casa, pelos direitos de sua família no país que mais mata pessoas trans no mundo. (Sinopse Oficial)

 

Amuleto, de Igor Barradas e Heraldo HB

A história de O Amuleto de Ogum, filme de Nelson Pereira dos Santos de 1974, a partir da perspectiva de Duque de Caxias, revelando de que maneira artistas periféricos como Chico Santos, Erley José e Severino Dadá também sonharam o cinema brasileiro. Mais do que um registro histórico, é um ato político que mostra como a periferia não foi apenas representada, mas também produziu contra todas as probabilidades. (Sinopse Oficial)

 

Uma em Mil, de Jonatas Rubert e Tiago Rubert

É bem normal dizerem que “uma em mil” são as chances de uma pessoa nascer com Down. Este filme é dirigido por dois irmãos, e o mais jovem tem a síndrome. Juntos, eles tentam entender por que um deles nunca trocou uma lâmpada na vida e descobrem o que a invenção do rádio tem a ver com a invenção da escada. Isso mesmo, este não é um filme normal. (Sinopse Oficial)

 

Cartas Para…, de Vânia Lima

Paulina Chiziane em Moçambique, Elisa Lucinda no Brasil e Raquel Lima em Portugal têm seus cotidianos revelados e alterados na troca de nove cartas que atravessam o Atlântico e sua história colonial. Desejos, angústias e lutas para seguirem escritoras na diáspora são apresentados em uma narrativa poética de sons, espiritualidades e corpos, em que a existência desafia o racismo, o machismo e a xenofobia, mirando no futuro da língua portuguesa e seus falantes. (Sinopse Oficial)

 

Massa Funkeira, de Ana Rieper

Documentário sobre sexo a partir do universo do funk, gênero musical de maior potência e popularidade no país. Sem moralismos, o filme revela como, através do corpo, da dança, das letras e vivências de seus artistas, o funk expressa resistência, desejo, prazer e afirmação pessoal. Combinando registros de bailes, corpos em movimento, grandes personagens desse universo, cenas cotidianas e um batidão que quando toca ninguém fica parado, o filme celebra o funk como força vital e cultural da periferia brasileira. (Sinopse Oficial) (Sinopse Oficial)

 

Honestino, de Aurélio Michiles

O documentário retrata a trajetória de Honestino Guimarães, líder estudantil da UnB assassinado pela ditadura aos 26 anos. A partir de arquivos e escritos inéditos, o filme reflete sobre sua luta, legado e o Brasil que ele sonhou transformar. (Sinopse Oficial)

 

Nada a Fazer, de Leandra Leal

Documentário que acompanha a transformação na relação entre mãe e filha das atrizes brasileiras Angela e Leandra Leal, quando confinadas durante a pandemia de COVID-19. Com o teatro da família em crise e temendo o futuro, decidem ler e estudar a peça Esperando Godot, início de uma jornada de amor e arte onde o Teatro é espaço de transformação. Captado de forma íntima e artesanal, é amparado em profundo arquivo familiar, que atravessa o tempo e reverencia a memória e a maternidade. (Sinopse Oficial)

 

Anos 90: A Explosão do Pagode, de Emílio Domingos e Rafael Boucinha

Documentário que revive a década de ouro do pagode, celebrando o gênero musical que marcou uma geração, dominando festas, programas de tv e rádios por todo o Brasil. Com imagens de arquivo e depoimentos de artistas e personalidades dos bastidores, o filme explora as raízes desse fenômeno, seu meteórico sucesso e o legado que ainda ecoa na música atual. Em um musical nostálgico, formado por grandes nomes do gênero, sucessos atemporais ganham novas interpretações, homenageando o impacto do pagode na cultura brasileira. (Sinopse Oficial)

 

O Festival do Rio 2025 terá uma ampla cobertura no Cinepop. Acompanhem tudo de 02 a 12 de outubro, em nossas redes sociais e aqui no site.

Raphael Camachohttps://guiadocinefilo.blogspot.com.br
Raphael Camacho é um profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado cinematográfico. Ao longo de sua trajetória, atuou como programador de salas de cinema, além de ter trabalhado nas áreas de distribuição e marketing de filmes. Paralelamente à sua atuação na indústria, Raphael sempre manteve sua paixão pela escrita, contribuindo com o site Cinepop, onde se consolidou como um dos colaboradores mais antigos e respeitados deste que é um dos portais de cinema mais queridos do Brasil.
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