5 Grandes Rivalidades do Cinema

5 Grandes Rivalidades do Cinema




As eleições brasileiras de 2018 estão pegando fogo! As discussões estão acaloradas e muitas famílias já foram desfeitas por conta da rivalidade política. Pensando nisso, o CinePOP decidiu fazer um especial sobre rivalidades cinematográficas históricas. Esse é o primeiro post, onde vamos falar de atores que brigaram por conta de projetos e acabaram em situações complicadas por conta disso. Confira!

The Rock X Tyrese Gibson

Como vocês vão conferir nesta matéria, rivalidade entre brucutus não é exatamente uma novidade no mundo do cinema. Mas essa aqui em especial mexeu com muitos fãs ao redor do globo, justamente por envolver atores de carisma inquestionável. Velozes e Furiosos 8 parece ter conseguido fazer o que os vilões dos – impressionantes – oito filmes da franquia não conseguiram: separar a “família”. Logo após o término das filmagens, The Rock criticou Vin Diesel ao dizer que o ator “tinha um comportamento antiprofissional”.

Algum tempo depois, Tyrese Gibson surtou nas redes sociais e acusou The Rock de ser o principal responsável pelo atraso de Velozes e Furiosos 9. Não sabemos o que levou Tyrese a perder a linha, mas tudo indica ter sido uma questão financeira. No Instagram, o intérprete de Roman Pierce falou que o atraso nas filmagens mexia diretamente com a sobrevivência de suas filhas, chamou The Rock de Palhaço e Egoísta e deu um ultimato: “Se Dwayne [Johnson] estiver em Velozes e Furiosos 9, Roman Pierce não estará”.

Aproveite para assistir:


Dwayne respondeu ao post – em um momento digno dos programas de fofocas das tardes da televisão brasileira – jogando problemas judiciais de Tyrese no ventilador… enfim, confusão DAQUELAS. Pra piorar as relações, Vin Diesel veio a público desmentir Tyrese. O ator dizia que o atraso nas produções era culpa do Spin Off  Shaw e Hobbes, focado em The Rock e Jason Statham. Vin fez um post no Instagram defendendo a franquia e tentando acalmar os ânimos. Ele não atribui o “atraso” nas filmagens a ninguém e diz estar muito feliz com o presidente da Universal Studios, que deu tempo o bastante para trabalhar da melhor maneira para trazer Velozes e Furiosos 9 para o público.

Não sabemos como andam as coisas, mas The Rock segue muito decepcionado com Tyrese. Em entrevista a Andy Cohen, o brutamonte disse: Não, nós não conversamos sobre isso. Essa briga com o Tyrese foi muito decepcionante porque eu era amigo dele há um longo tempo. E eu sempre achei que brigas precisavam de dois lados para realmente acontecer, mas isso foi só da parte dele. Ele foi bastante vocal em suas redes sociais… Não falamos sobre isso, e, para mim, não há nada para se falar.”

Bette Davis X Joan Crawford

Dois dos maiores nomes femininos do Cinema dos anos 30/40, de fama quase equivalente, mas que não se suportavam. Vivemos muitos casos de brigas entre famosos causadas por marketing e coisas do tipo, mas essa rivalidade aqui era real. Elas eram grandes opostos. Enquanto Bette nasceu em berço de ouro, não tinha “beleza de atriz” e era conhecida por papéis mais “sérios” com a Warner, Joan vinha de origem humilde, passara por um período como bailarina da Broadway, era lindíssima, principal nome da MGM e marcada como “queridinha da América”. Então, volta e meia havia trocação de farpas entre as duas. Davis pegava pesado, chegando a dizer que “Ela [Joan Crawford] já dormiu com todos os astros da MGM, exceto a Lassie”.

Não fosse o bastante, há histórias de que ambas se interessaram por Franchot Tone, um playboy da época, tendo Joan se dado melhor nessa “disputa”.
Mais tarde, Joan viria a ganhar um Oscar pelo filme Alma em Suplício (Mildred Pierce, 1945), no papel que fora recusado por Bette. Não preciso dizer que a atriz lamentou a recusa pelo resto da vida, né? Mas as polêmicas mesmo se destacaram com o filme “O Que Terá Acontecido a Baby Jane?”, nos anos 60. Na época, a carreira cinematográfica das duas já caía no patético “efeito Hollywood para Mulheres com mais de 40”. Então, ter um filme de grande porte poderia representar uma guinada na brilhante carreira das atrizes. Elas toparam dividir cena e… Meu Deus! Acabaram gerando histórias de bastidores tão interessantes quanto a do próprio filme.

Baby Jane tem algumas cenas de agressão meio duras. Temendo por sua integridade física, Joan Crawford pediu uma dublê para as cenas em que a Baby Jane de Bette Davis deveria bater nela. Sua preocupação era muito justa, e na única cena na qual era impossível usar dublê, Bette deu uma bicuda clássica no rosto de Joan, que saiu da cena diretamente para o hospital, onde teve de levar alguns pontos. Como vingança, Joan aproveitou uma sequência em que Bette, portadora de um problema crônico de coluna, teria que carregar sua personagem pelo chão. Crawford poderia ter facilitado as coisas, mas preferiu usar uma cinta cheia de pesos por baixo do figurino. Resultado: Bette Davis sofreu e teve que se ausentar das gravações por 3 dias. Há também um caso digno de risadas. Joan fora casada com o presidente da Pepsi e levou um cooler cheio de refrigerantes da marca para a produção. Visando a provocação, Bette mandou instalarem uma máquina de Coca-Cola em frente ao seu camarim.

Confusões à parte, o filme foi um sucesso de público e crítica, rendendo MUITA grana para as duas e a décima indicação de Bette Davis ao Oscar (ela foi a primeira grande recordista de indicações). Joan ficou pistola e decidiu alfinetar. Ela falou com cada uma das indicadas ao prêmio de Melhor Atriz e pediu para receber o prêmio por elas. Dito e feito! Anne Bancroft ganhou o prêmio por “O Milagre de Anne Sullivan”, mas não foi receber. Quando anunciaram o nome de Anne, Joan passou na frente de Bette, disse “com licença!”, subiu ao palco e discursou por Bancroft.

Quando Joan morreu, diz a lenda que Bette Davis falou o seguinte: Você não deve nunca dizer coisas ruins sobre os mortos, apenas dizer coisas boas. Joan Crawford está morta. Que bom!”.

Uia!

Sylvester Stallone X Bruce Willis

Como disse antes, briga entre Brucutus do Cinema é uma parada mais comum que beber água pela manhã. Após o sucesso estrondoso de Os Mercenários 2, outro capítulo era questão de tempo. E não demorou muito para confirmarem mais uma aventura da união dos maiores nomes do cinema de ação dos anos 80. Bruce Willis, porém, foi uma baixa no terceiro capítulo da série. Muito amigo de Sly, Willis sempre foi conhecido por ser um pé no saco por trás das câmeras. O ator já conseguiu problemas com trocentos repórteres e fez com que Kevin Smith [Convenhamos, você tem que fazer algo muito grave  – tipo “O Quarteto Fantástico (2015) – para irritar o Kevin Smith] apelidasse seu período dirigindo o ator de “soul crushing”, algo como sugador/ esmagador de alma, além de chamá-lo de “babacão”. De qualquer forma, a briga de Willis com Stallone foi causada por dinheiro. E, ao que parece, foi MUITO feia.

A produção de “Os Mercenários 3” podia pagar a Bruce Willis 3 milhões de dólares por 4 dias de gravação. O ator foi irredutível e disse que só voltaria caso recebesse 4 milhões de dólares. Diante disso, eles optaram por chamar outro nome de peso para o filme: Harrison Ford.  No Twitter, Stallone anunciou a saída de Bruce com a seguinte frase: Ganancioso e preguiçoso… Uma fórmula certeira para o fracasso de uma carreira“.

Ele também disse que evita sair por conta do conflito de egos.

Que beleza…

Shelley Duvall X Stanley Kubrick

Torturante, aterrorizador, cruel e desumano. Poderiam ser adjetivos usados tanto para descrever o filme O Iluminado quanto à relação de Stanley Kubrick e Shelley Duvall, durante as gravações. Kubrick é um dos maiores gênios do cinema e ficou conhecido por sua busca obsessiva pela simetria e o perfeccionismo incessante. Ao mesmo tempo, também ficou marcado por ser um babaca de marca maior para conseguir o que queria.

O caso com Shelley Duvall é um dos mais famosos. Kubrick tinha sua visão própria para adaptar a obra de Stephen King. Enquanto “O Iluminado” dos livros é uma obra voltada para o sobrenatural, tendo um Jack Torrance com aspirações a anti-herói, a versão de Kubrick decide mostrá-lo como um Patriarca negligente e egoísta, precisando apenas de um empurrãozinho para liberar sua vilania. Um dos pilares para isso funcionar nas telonas é o desespero da esposa, aprisionada no hotel junto ao marido, enquanto ele se transforma em um psicopata.

Para conseguir uma atuação perfeita à sua visão, Kubrick queria Jack Nicholson irritado 12h por dia e queria Shelley chorando e triste pelo mesmo período de tempo. Ela era exposta a situações degradantes e de pura humilhação. Sua relação com o diretor era péssima. Ele vivia xingando a atriz, rebaixando seu trabalho e pediu aos membros da produção que não fossem legais ou amigos de Shelley. Suas sugestões eram descartadas e o abuso psicológico era surreal. Ele dizia que ela estava desperdiçando o tempo das pessoas nos sets.

O ápice do abuso é a cena mais marcante do filme. Para gravar o icônico momento em que Jack destrói a porta com um machado e ameaça a própria esposa, Kubrick fez os atores repetirem a tomada 127 vezes, um recorde registrado pelo Guinness Book. Então, o pavor e psicológico completamente destruído visto em cena são reais. O esgotamento mental foi tão grande que Jack Nicholson disse em entrevista que nunca viu outro profissional passar por algo tão difícil no trabalho.

Schwarzenegger X Stallone

Arnold e Sylvester foram os maiores nomes do cinema de ação “machão” dos anos 70/80/90 e até mesmo 2000. Ambos eram fisiculturistas que despontaram nos cinemas e conquistaram o coração do público com seu jeito peculiar. Ao longo dos anos, eles foram se alfinetando na mídia e até mesmo debochando um do outro dentro de seus filmes. O que parecia ser um conflito criado pela imprensa acabou se revelando um embate real. No ano passado, em evento comemorativo aos 30 anos de Predador, Arnold comentou como foi sua relação no passado com Sly e respondeu o seguinte: “Estávamos atacando um ao outro na mídia sem parar. Nós nos insultamos e apontávamos os pontos fracos um do outro. Era tão competitivo! Tornou-se algo tão absurdo que, de repente, estávamos discutindo para ver quem tinha o corpo mais musculoso, quem usava uma arma maior ou quem tinha a faca mais afiada.”

Era um ritmo de competição nem um pouco saudável, como dá pra notar, mas por mais sujo que seja, devo admitir que acho essa história a seguir fantástica! Nos anos 90/00, rolava um boato de que Arnold resolveu sacanear Stallone vazando para a imprensa que estava babando pelo papel principal de “Pare! Senão a Mamãe Atira!”. O filme era tão ruim, mas tão ruim, que colocaria a carreira de qualquer um em xeque. No mesmo evento, Arnold respondeu se os boatos eram verdade: “É verdade! Li o roteiro e era tão ruim! Também fiz filmes podres, eu sei, mas aquele era realmente muito ruim. Então eu disse para mim mesmo: ‘vou fingir que tenho um tremendo interesse neste roteiro. Sei como Hollywood funciona!’ Então, pedi uma quantia obscena de dinheiro. Dessa forma, eles diriam: ‘Vamos dá-lo para Sylvester, talvez possamos contratá-lo por menos.’ E eles lhe disseram: ‘Schwarzenegger está muito interessado, aqui está o clipping em que ele fala sobre o projeto. Se você quiser fazer e pegar o filme, ele estará disponível para você. E ele fez! Ele fez de verdade! Uma semana depois, eles me avisaram: ‘Sylvester assinou para fazer o filme’. E eu levantei meu punho e gritei: ‘Sim!’”.

Cara, é a melhor história de sabotagem que já vi!

No final, a amizade dos dois foi crescendo conforme seus filmes foram se tornando ultrapassados. Tanto que a fase do final dos anos 90 pra frente mostra brincadeiras e alfinetadas bem humoradas. Até chegarmos ao Século XXI, onde os dois viraram amigos e estrelam filmes juntos.

Pra você, qual é a maior rivalidade dos bastidores do cinema?



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