8 Animações de Super-Heróis no Cinema

8 Animações de Super-Heróis no Cinema



Homem-Aranha no Aranhaverso é, sem sombra de dúvida, um dos grandes acertos desta temporada. Com 97% de aprovação da crítica (praticamente uma unanimidade) e um total de US$304 milhões mundiais (até o momento), com um orçamento de US$90 milhões, muitos inclusive afirmam de peito cheio que a animação é o melhor longa do Aracnídeo nas telonas.

Mas o carro-chefe da Marvel não é o primeiro super-herói a ser representado nas telonas através de uma animação. Pensando nisso, o CinePOP resolveu recapitular quais personagens icônicos (seja Marvel, DC ou outro) deram um tempo do live-action no cinema, para adentrar uma versão “mais animada”.

OBS. Para esta lista, levamos em conta apenas personagens famosos e já estabelecidos. Ou seja, filmes como Os Incríveis (2004) e Megamente (2010), embora abordem o tema dos super-heróis, são material inédito, criados para seus respectivos longas e ficaram de fora. Vem conhecer.

Homem-Aranha no Aranhaverso

A matéria foi originada por causa dele, então nada mais justo que este mega sucesso recente ocupe nossa primeira posição. Essa é a primeira vez que o “amigão da vizinhança” aparece nas telonas fora do esquema “carne e osso”. Seu primeiro filme foi lá de 2002, e desde então o personagem já foi vivido por três atores diferentes – o atual é Tom Holland. Na obra temos muitas versões do Homem-Aranha, incluindo o tão aguardado Miles Morales, o jovem Homem-Aranha negro. Depois de algumas escorregadas com o personagem, a Sony mostra que ainda consegue dar gás à sua galinha dos ovos de ouro – e com o sucesso deste filme e de Venom, mostra para a Disney quanto seu precioso bem vale.

Batman: A Máscara do Fantasma

Aproveite para assistir:


Batman é um dos super-heróis mais adaptados para o cinema. Desde a década de 1960 (quando um filme baseado na famosa série galhofeira ganhou as telonas), passando pelo primeiro longa oficial (e sombrio) do personagem em Batman (1989), de Tim Burton, as encarnações de Joel Schumacher e Christopher Nolan, até chegarmos no Batffleck. Porém, a primeira versão animada do herói a chamar atenção na telona foi este A Máscara do Fantasma, lançado em 1993 – no auge de popularidade do herói, que saía dos live-action de Burton (Batman, o Retorno havia sido lançado no ano anterior) e emendava no rastro da elogiadíssima Batman: A Série Animada (1992-1995). Este longa, na verdade, é uma extensão do programa, no entanto, com um roteiro tão bem costurado que até hoje é citada como uma das melhores versões do personagem na telona.

As Tartarugas Ninja: O Retorno

Antes do reboot produzido por Michael Bay, Leonardo, Michelangelo, Donatello e Raphael chegaram aos cinemas em suas versões de computação gráfica numa animação. Baseados nos quadrinhos de Peter Laird e Kevin Eastman, As Tartarugas Ninja fizeram um enorme sucesso como um programa infantil na TV (1987-1996), conquistando toda uma geração e migrando para todo tipo de merchandising – bonecos, lancheiras, vídeo games. Não demorou até virarem filme, e em 1990 chegava o primeiro live-action – seguido de duas continuações (1991 e 1993). Recobrar a magia, no entanto, pode se mostrar bem difícil. E depois de algumas investidas na TV (até em “carne e osso”), as Tartarugas voltaram aos cinemas em seu primeiro filme em animação. O ano era 2007, e aqui tínhamos as vozes de gente como Sarah Michelle Gellar (a eterna Buffy), dublando a repórter April O´Neill, Chris Evans (Capitão América), Patrick Stewart, Laurence Fishburne, Zhang Ziyi e Kevin Smith.

Operação Big Hero

Quando a Marvel começou a construir seu universo junto à Disney, os planos foram traçados para uma verdadeira costura entre produções em live-action. Porém, para não arriscar tanto, o estúdio resolveu fazer também um primeiro longa animado desta parceria – e a opção para tal foi uma equipe bem pouco conhecida, até mesmo pelos fãs. Com Guardiões da Galáxia, lançado no mesmo ano, a empresa acertou em cheio. No entanto, criar filmes em animação com os heróis da casa de ideias parece ter morrido na praia– ou ao menos colocado na geladeira por tempo indefinido. Infelizmente, embora muito charmoso, carismático e bem orquestrado, Operação Big Hero passou praticamente em branco. Afinal, você lembra desta produção ou sequer ouve pessoas comentado sobre ela? O pobre Baymax, o robô inflável mais fofo dos últimos anos merecia mais.

A Piada Mortal

A esta altura, a DC/Warner já não estava vivendo o melhor dos dias. Duas de suas superproduções mais esperadas – que poriam ordem na casa para um universo expandido, assim como o da rival Marvel – naufragaram com crítica e público. Mesmo os que defendem reconhecem que Batman Vs Superman e Esquadrão Suicida tinham potencial para ser bem mais. Em menor escala, o estúdio arregaçou as mangas e produziu duas animações cheias de prestígio e pedigree . A primeira delas é esta A Piada Mortal, baseada na icônica HQ criada pelo Midas Alan Moore. O mais legal aqui é que para dublar os arqui-inimigos Batman e Coringa, trouxeram de volta, respectivamente, Kevin Conroy (Dublador oficial do personagem desde a época da Série Animada) e Mark Hamill (o eterno Luke Skywalker) – mesmo esta não sendo uma animação criada por Bruce Timm naqueles moldes. A animação inclusive causou polêmica, por adicionar um prelúdio não contido na HQ, onde um mafioso cria um fetiche pela Batgirl e tenta estuprá-la.

O Retorno da Dupla Dinâmica

A melhor surpresa para o Homem-Morcego, no entanto, viria a ocorrer com este longa. O Retorno da Dupla Dinâmica resgata através de uma nostálgica (para dizer no mínimo) animação, o seriado da década de 1960. O visual é todo criado em cima dos trajes e atores do programa antigo, assim como o visual retrô, parecendo ter saído exatamente da época citada. É claro, como se trata de uma animação, façanhas mais insanas e incríveis podem ser tentadas, assim como as cenas de ação jamais cabíveis no seriado são desempenhadas. Para dar ainda mais credibilidade ao projeto, o saudoso Adam West (falecido em junho de 2017) e Burt Ward, intérpretes dos heróis no programa, emprestam suas vozes para as contrapartes animadas de Batman e Robin. Além deles, Julie Newmar, a eterna Mulher-Gato, também dubla a personagem. Na trama, Coringa, Pinguim e Charada – os maiores vilões da dupla – se unem para enfrentar os heróis.

No ano seguinte, outra surpresa. Uma continuação do longa animado foi lançada, desta vez diretamente no mercado de vídeo. A surpresa aqui fica por conta do título e trama, apresentando pela primeira vez em tal universo o vilão Duas-Caras – planejado para o programa, mas nunca concretizado. Quem empresta a voz ao vilão e ganha seus traços representados em tela é ninguém menos que William Shatner, o eterno Capitão Kirk de Jornada nas Estrelas.

Lego Batman

Definitivamente, o Cavaleiro das Trevas é o herói de quadrinhos mais adaptado para o cinema em animações. Não bastasse as três bem distintas de cima, o personagem ganhou filme solo em sua versão Lego, após o enorme sucesso que fez em sua participação de Uma Aventura Lego (2014). Desta vez, os criadores puderam mergulhar de cabeça unicamente na mitologia do Homem-Morcego e tirar sarro de tudo – como a relação do herói com seu protegido Robin e até mesmo com o maior inimigo: Coringa. Lego Batman teve a coragem de perguntar (e responder) questões que todos nós já nos pegamos imaginando. O filme funciona como a melhor comédia jamais feita com o personagem e entra na brincadeira nos fazendo rir junto com o longa. Fora isso, ainda arruma espaço para homenagens como colocar Billy Dee Williams para dublar o vilão Duas-Caras – o ator interpretou Harvey Dent no primeiro Batman (1989), mas quando foi a hora de se transformar no vilão, o diretor Joel Schumacher o tirou em prol de Tommy Lee Jones em Batman Eternamente (1995).

Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas

Seguindo a linha do humor, foi a vez de investir nos personagens adorados da DC. Os Jovens Titãs nasceram com a ideia de juntar de uma vez só os sidekicks (os ajudantes de heróis adultos) numa única publicação – apelando assim ao público mais novo. Esta versão mais infantilizada vem de algumas de suas fases na TV como desenho animado apelando às crianças. E foi justamente ela que ganhou os cinemas ano passado. Apesar do elevado bom humor e da “tiração de sarro” com medalhões da casa – vide Mulher-Maravilha (todos os personagens vestidos como ela para “dar sorte”, já que o filme da Amazona até então era o mais bem sucedido da casa) e Aquaman (“se até Aquaman pode ter um filme”), a animação dos Titãs passou relativamente em branco, não despertando grande interesse do público. Este é outro clássico exemplo de obra subestimada, que merecia mais destaque devido a seu insight e humor afiado.



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