Crítica – Americano

Como superar a perda de uma pessoa que marcou a sua vida? Dirigido e escritor por Mathieu Demy (que também interpreta o papel principal na trama), “O Americano” fala sobre a dor de uma perda e as conturbações que ocorrem com a mente de um homem viajando atrás de respostas. O argumento era muito interessante mas a história é arrastada e se distancia do espectador a todo segundo.

O filme foi exibido no último Festival de Cinema do Rio, o diretor é filho dos grandes diretores franceses, Jacques Demy e Agnès Varda.

O filme tende ao depressivo. Na trama, um homem fica abalado ao saber da morte da mãe que mora nos EUA, quando voltas à sua antiga casa para resolver toda a burocracia dos bens de sua mãe, descobre que ela deixou um apartamento para uma outra mulher muito ligada a ela. Nesse retorno à América, flashbacks envolvem a mente do personagem, quando o mesmo chega na casa da mãe se depara com momentos de sua infância americana: roupas, desenhos, fotos… é um momento tenso na trama, o personagem tem um espécie de surto que leva dali pra frente até o desfecho da história.

É um longa que demora a envolver o público, muito por conta de não sabermos o porquê daquele grande sofrimento que o protagonista despeja na tela. A relação que Martin (protagonista) teve com sua mãe é contada apenas com lembranças. É tudo muito superficial, o que caracteriza uma tristeza que não dá para entender sua origem. O personagem, assim como o filme, andam sem rumo, viajando por Tijuana (México) sem dinheiro, sem carro e sem história. Quando a personagem Lola (Salma Hayek) entra na trama, o longa parece que pegará no tranco mas não é isso que acontece.

Alguns personagens coadjuvantes não são bem aproveitados e conseguiriam, talvez, dar o ritmo que a trama precisava para se tornar interessante. Linda (Geraldine Chaplin) e Claire (Chiara Mastroianni) deveriam ter papéis mais preponderantes na história, isso poderia enriquecer o espectador com informações necessárias para entendermos melhor o porquê daquela dor.

É difícil ficar acordado vendo esse filme, o olho parece querer sair correndo do cinema a todo instante. É quase um alívio quando a fita acaba. Mathieu Demy tenta, mas não consegue dirigir, roteirizar e atuar bem.

 

 

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Raphael Camacho
Raphael Camachohttps://guiadocinefilo.blogspot.com.br
Raphael Camacho é um profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado cinematográfico. Ao longo de sua trajetória, atuou como programador de salas de cinema, além de ter trabalhado nas áreas de distribuição e marketing de filmes. Paralelamente à sua atuação na indústria, Raphael sempre manteve sua paixão pela escrita, contribuindo com o site Cinepop, onde se consolidou como um dos colaboradores mais antigos e respeitados deste que é um dos portais de cinema mais queridos do Brasil.